16/02/2018

Uma carta sobre metas


De alguns dias para cá tenho refletido sobre algumas coisas, como ter me formado, estar finalizando mais um curso que me dediquei por anos, por estar entrando em uma nova etapa da minha vida, a de ser adulto. A de realmente ter compromisso por não ser mais estagiário, não que eu faltasse com, mas era mais leve. Ser adulto acho que nunca esteve entre minhas metas, de repente me tornei e nem percebi qual rápido chegou, ainda que me comportando como menino, ainda que não vista roupas sociais.

Diante disso, percebi que muitas metas não foram alcançadas durante todos esses anos, algumas esqueci e outras ainda continuam numa lista inconstante para serem feitas, porque acredito que haverá como cumpri-las, mesmo que menino, mesmo que adulto. Sou feliz pelas metas não alcançadas, porque pude perceber que alguma coisas realmente não faziam parte de mim, que o esforço não valeria a pena. Porém, felizmente, outras metas foram atingidas e; metas que nem eram metas foram criadas. A cada nova conquista o dobro para se conquistar, é como diz minha amiga Dilma "quando alcançar a meta, dobraremos a meta". Assim tem acontecido, uma vida cheia de vontades e quereres.

E isso tem me motivado cada dia mais, cada vez mais atividades para serem riscadas, sonhos a serem realizados e vontades alcançadas. Mas pode ser que não dê, não dê para riscar nunca. Mas não curta tentar, certo?

Uma lista (pessoal) de metas para esse ano:

ㅤ• Ser mais gentil.
ㅤ• Escrever mais sobre pessoas.
ㅤ• Saber me expressar melhor.
ㅤ• Não gaguejar.
ㅤ• Aprender a tocar guitarra.
ㅤ• Fotografar mais

Cartas é um projeto para sair da zona de conforto que fiz juntamente com a Karol, caso sinta vontade de conhecer as outras cartas escritas basta clicar aqui.

09/02/2018

Projeto: Cartas



Amo projetos pela sensação de que eles nos motivam, sempre que surge a oportunidade de criar um novo ou colaborar com uma nova ideia, fico mega empolgado:

Algum tempo atrás tinha falado do projeto Twelve Letters, que consistia em justamente escrever uma carta todo mês com alguns temas especifícos. Quando a Karol me perguntou sobre o projeto, percebi que seria um bom momento de criar um novo: o Cartas. Que é um projeto que segue a mesma perspectiva, porém sem temas pré-estabelecidos no intuito de escrever coisas que saem da rotina e da zona de conforto.

Já temos um tema para esse mês (fevereiro) e vamos pensar nos outros temas de acordo com o que vier à cabeça, desde que sejam temas que nos tirem da zona de conforto e nos faça escrever sobre coias que não temos costume. A ideia é que saia pelo menos uma postagem por mês e se o resultado for bom, podemos tentar aumentar duas cartas por mês.

Nesse mesmo post irão ficar salvas as postagens de acordo com que vamos postando:

  1. Uma carta sobre metas.

Acompanhe também a perspectiva da Karol lá no Cupcakeland sobre os mesmo temas!

07/02/2018

Que os humanos não me tornem desumano


Esse tem se tornado um dos maiores medos, o de perder a humanidade, onde me acostumo com a indiferença por ser tão repetitiva e comum. Tenho medo porque às vezes me pego pensando em dar o troco na mesma moeda, como quando não seguram a minha mochila no ônibus e vou em pé até o meu destino com o peso nas costas, se não seguram a minha mochila quando estou em pé porque eu seguraria de alguém quando estou sentado? E ao mesmo momento que me pego pensando nisso, penso em outras coisas que vão deixando calejos: como relacionamentos mal sucedidos, como amizades fracassadas, como expectativas que acabam antes mesmo de chegarem a dar errado ou dar certo.

E às vezes a gente acaba se tornando insensível porque o mundo converge a ser assim, distante, onde a aproximação de sentimento se tornou sinal de fraqueza, que falar de amor se tornou raridade e também piegas. E me posiciono em relação a isso, porque olho as pessoas serem cada vez mais longínquas de afeto e carinho e reciprocidade. Às vezes quero devolver na mesma moeda, porque há imagem de que isso é bom, mas não é, e a gente vai se enganando, porque é comum, porque todos estão fazendo isso. Eu sinto falta de chorar. E eu quero chorar agora. E espero que chore daqui alguns minutos:

Por todas as coisas que carreguei, durante algum tempo, porque compreendi que não sou superior a qualquer pessoa, sou a junção de várias delas. E nessa junção a gente se perde um pouco e as coisas importante continuamente vão sendo esquecidas, como a essência e a liberdade. A gente entra num piloto automático e reproduz a mesma coisa que a grande massa, o que é um dentre milhares?

Tento, mas é difícil, me desapegar dessas desculpas esfarrapadas que damos ao incerto, seja por medo ou preguiça. Porque a única certeza que temos é dos dias que vivemos até o final, porque o amanhã é incerto e se não fizermos desse um lugar bom, ele nunca será.

Encher os olhos de água por algo que eu não deveria nem sentir, por amar quem eu nem conheço, mostra que ainda há humanidade aqui dentro, que talvez seja a solução, a minha própria solução. Mesmo podendo usar desculpas, mesmo as pessoas agindo estranhamente robóticas.  Porque sou um dentre milhares, mesmo sendo difícil.

05/02/2018

Memórias — Janeiro, 2018

Memórias é aquela postagem de final de mês, onde ficam guardadas as boas (e por quê não as ruins?) memórias que valem a pena contar ou simplesmente refletir e agradecer. Se quiser, segue lá no instagram (@igormedeiroz) para ver mais fotinhas (selfies são bem raras)!
Já faz uns bons séculos que não paro no final do mês para escrever sobre as coisas que aconteceram, mas como inicio de ano é inicio de ano e sempre nessa época do ano estamos revigorados: cá estou novamente tirando as teias de aranha dessa tag



Janeiro começou de uma forma tão não planejada, lá pelos morros da Chapada dos Veadeiros. Um inicio diferente rodeado de mato e pessoas que deixa o coração quentinho, desde esse início soube que o ano seria diferente.



Primeiro que colocamos realmente a mão na massa e criamos o Que seja nu (em breve vou falar mais sobre ele aqui), esse projeto tem me deixado louquinho, além de já ter feito 9 (nove!) ensaios em apenas um mês (socorr), existem outras muitas coisas que são inerentes a este e precisam ser feitas, aceito mãos-amigas.


É muito, estranhamente, bom não precisar ir todos os dias para a aula, no caso faculdade e antes disso ensino médio. Não lembrava como era delicioso chegar em casa com ainda  sol batendo na janela e tornar a noite (um pouco) mais produtiva — lavar roupa, editar fotos, escrever postagens para cá, editar mais fotos, começar um bullet journal. Estou gostando tanto dessa época de não estudar que quero prolongar isso por mais duas décadas, brincadeira, mas queria.

Mas é claro que Janeiro teria coisas ruins: meu celular quebrou, pela segunda vez. Decidi que não mais insistiria em manter um celular caro, no caso um IPhone 6s, resolvi engavetar o celular (para quem sabe um dia arrumar) e comprar um novo (agora um Android). Está sendo diferente, nunca mexi com esse sistema operacional, mas já posso dizer que estou amando ter tudo integrado e de fácil acesso — sem falar que o celular que comprei é 2x superior que meu IPhone e 2x mais barato também, seja-bem vindo custo-benefício.


Ficar sem celular me trouxe a ideia de em alguns dias "esquecer" o celular em casa e aproveitar os momentos em que poderia-estar-mexendo-no-celular para ler algo, observar ou escrever no caderninho que virou meu xodó. Tem sido uma experiência diferente — e segura, porque aqui em Brasília o negócio está louco.


Como viajei (vai ter um post sobre isso em breve) e ter feito algumas dívidas em Janeiro, as andaças se resumiu a museums que não entendi nada, torre de tv e entrequadras do Plano. Não foi de todo ruim, ficar sem dinheiro me fez perceber que 1. ser vegatariano não é tão caro quanto se pensa e 2. o lugar nem importa tanto e sim a companhia.

01/02/2018

Como sobrevivi ao TCC? Dicas para não se descabelar.

Morri sete vezes de ansiedade para fazer o TCC do que realmente fazendo ele. Escolhi falar sobre "Programação para Crianças" e duas coisas me amedrontavam  (1) ver amigos e histórias de reprovações na banca e (2) por estar fazendo várias coisas na mesma época. Quando chegou realmente a época de preparar o TCC percebi que não há nenhum bicho de 9 cabeças, que é muito fácil se você seguir as dicas que vou deixar aqui embaixo:


Dicas para não ser descabelar fazendo o TCCÃO!

Organização

Tive um ano para fazer meu TCC, um tempo ótimo e flexível para fazer um TCC de qualidade, não é? Porém acho que só consegui realmente terminar a tempo, porque organizei em etapas. Estabeleci um calendário de entregas para que no final do curso o trabalho de conclusão estivesse completo e revisado. Percebi que vários colegas de classe ficaram bem loucos nos últimos dias antes da entrega do trabalho, justamente por essa falta de planejamento e organização. Creio que esse foi o fator que mais me deixou tranquilo, porque fiz aos poucos e a cada entrega me sentia mais motivado a terminar.

Material

Quando falo material é tudo o que você vai usar: Marcador de texto. Impressora. Internet. Só. Mas na ordem inversa: na internet você vai procurar tudo relacionado ao seu tema, no meu caso, que era sobre "programação para crianças" pesquisei diversos tipos de conteúdo, como "como a tecnologia afeta as crianças", "efeitos positivos e negativos da tecnologia na infância", "como a programação pode ajudar no desenvolvimento pessoal". É importante procurar sempre por pesquisas fundamentadas e outros artigos acadêmicos, além de livros com o mesmo tema. Após encontrar o conteúdo que achou interessante, imprima tudo e comece a ler novamente grifando (com o marcador de texoto) as partes que achou mais interessante e partimos para o último passo da pesquisa, a colagem. 

Colagem

Essa etapa é recortar (literalmente) tudo o que marcou e estruturar como será seu trabalho, desde a introdução à conclusão (claro que essas partes você pode desenvolver da sua cabecinha). Com esses pequenos recortes irá montar um quebra cabeça monster-high. Após estruturar todo o trabalho, chegou o momento em reescrever tudo o que encontrou e achou interessante - essa é a etapa mais maçante, porque perceberá que precisará pesquisar mais para complementar as ideias e encontrar citações para fomentar ainda mais os argumentos.  

Sites legais

Durante o desenvolvimento do TCC recorri a alguns sites várias vezes, são eles:

Sinônimos: acho que esse foi um dos sites que mais utilizei, chega um momento em que você já escreveu tanto que necessita dizer as mesmas coisas de uma forma diferente, fazer o uso de sinônimos é a melhor coisa para evitar a repetição de palavras e um TCC monótono. 

Referência bibliográfica: nem aqui, nem lá na lua eu ia lembrar dos 19 tipos de referência que existem na ABNT, encontrei esse site quase em querer e ele salvou minha vida, podendo fazer qualquer tipo de referência apenas com o preenchimento de um formulário (amei?).

CopySpyder: por mais que o TCC seja algo baseado em outras pesquisas e estudos, não pode haver cópia integra (apenas citações, pelo amor de Jeová) de outros autores. O CopySpider é um programa que verifica se seu trabalho tem similariedade com outros trabalhos, com ele você consegue evitar que haja o que a banca considera ~o tão temido ~ plágio.



Essas foram as dicas que usei para a apresentação do meu TCC, que tirei 9.8 (orgulho da mamãe). Espero que te ajude e te acalme, porque o TCC nem é isso tudo o que parece. 

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