30/03/2018

O fim


Muito antes de escrever o título desta postagem, pensei: "reformular ou finalizar essa etapa?" Tem horas que a gente começa a perceber que algumas coisas desgarraram das perspectivas e o que antes alegrava, começa a se tornar tropeço e a única justificativa para isso é: as mudanças. O Sete Coisas é um blog que tem a idade do meu irmão mais novo, exatamente sete anos - compartilhando aventuras literárias e outros assuntos desde o ensino médio. As mudanças constantes durantes esses anos resultaram em layouts novos e a desculpa de sempre "novos ares", essas soluções paliativas permitiram a duração do blog durante muito tempo, porém estou lendo um livro, O Essencialismo, que fala justamente sobre manter as coisas que são vitais e importantes para nós. Vale ressaltar que eu amo esse blog, amo todas as coisas que ele me ofereceu, as pessoas que conheci, os projetos que desenvolvi, mas sinto que ele já não mais me representa e a perspectiva desenhada há 7 anos já não faz mais jus.

Então se tornou decisivo: dizer um adeus para abrir porta para novos projetos e oportunidades mais autorais. E com um aperto, mas também alívio, no coração gostaria de agradecer a todos que passaram por aqui e pelo carinho, sem dúvidas, este blog me acrescentou muitas coisas significativas. Provavelmente não devo demorar a criar algo novo, preciso escrever, haha, mas enquanto isso me acompanhe no instagram e no Que seja nu, um projeto de nu artístico bacanudo.

27/03/2018

Versos sobre poesia

Um dia irei escrever poesia
com palavras complexas
e versos que falam de amor
e falam de movimentos
dos nossos movimentos
nessa poesia irei cortar os versos corretamente
ou talvez não,
porque ela será tão intensa que os leitores nem perceberam a gafe
porque é poesia
e poesia só pelo fato de ser poesia é poesia
e não poderia ser outro tipo de texto para falar sobre você
e você nós
porque se você não é poesia, é as palavras complexas que há nela.

22/03/2018

Música qualquer

De longe nunca foi a favorita. Nem seria algum dia, se não fosse por você.

Apesar da letra bonita, de falar de amor de um modo clichê, não seria minha música favorita. Teria algum apreço, mas de longe, nunca seria inclusa numa playlist.



Se não fosse pela mesma letra cantada por sua voz, não seria a minha favorita. Que nem se tornou a minha favorita pela existência de ser ela, mas por você cantar ela.

Ele estava deitado, eu com a cabeça sobre pulmões, a voz saia meia tremida, porque cantar, como ele diz, requer trabalhar com a respiração. Nunca vi ninguém cantar deitado.

E ele cantou, porque insisti.

E talvez a música ainda não seja minha favorita, mas há um carinho agora, porque foi a primeira vez que realmente escutei. Que internalizou.

De longe nunca seria a favorita. Nem seria se um dia não tivesse insistido, naquela tarde, deitado sobre teu peito.

18/03/2018

Uma carta para as mulheres que me inspiram


Me tornei um grande fã de mulheres assim que comecei a assistir animes. Se você me perguntasse qual o personagem meu personagem preferido, eu responderia com algum nome feminino, mas não qualquer um, seria sobre uma mulher que lutasse e se mostrasse mais relevante que um homem, no caso, mais forte e mais espera que um. E percebi que a mulher ganhou destaque para mim em muitas outras vertentes artísticas, como quando a Juliette protagoniza uma série literária de arrepiar os pelos ou quando Lorraine Broughton luta em Atomic Blonde, se tornando o filme mais mentiroso em séculos, mas tão bom: porque é uma mulher que protagoniza.

Jane Austen em Orgulho & Preconceito escreve sobre cinco irmãs que sonham em casar, o clichê daquela época, mas descreve Elizabeth como um ser a parte, que apesar também de se importar com casamento, está visível de que há personalidade e também um sentimento de empoderamento. Esse tem sido um sentimento que se alojou nos últimos dias desde essa leitura: o quanto há de mulheres fortes, grossas e amáveis, assim mesmo, tudo junto e misturado. 

Não tardou para que eu visse essas mesmas mulheres, agora sem poderes extraordinários, fazerem coisas poderosas na vida real. É olhando para as mães que acordam cinco horas da manhã em busca de dar o melhor aos seus filhos e que estão no mesmo ônibus que vou para o trabalho, é olhando para a personalidade dura e também amável da minha chefe de segurar as pontas e também ser doce, é quando minha mãe olha nos meus olhos e diz que vai ficar tudo bem.

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Cartas é um projeto para sair da zona de conforto que fiz juntamente com a Karol, caso sinta vontade de conhecer as outras cartas escritas basta clicar aqui.

12/03/2018

Memórias — Fevereiro, 2018

Memórias é aquela postagem de final de mês, onde ficam guardadas as boas (e por quê não as ruins?) memórias que valem a pena contar ou simplesmente refletir e agradecer. Se quiser, segue lá no instagram (@igormedeiroz) para ver mais fotinhas (selfies são bem raras)!

Fevereiro é o mês mais rápido do ano, começa na espera do feriado de carnaval e termina na recuperação do feriado, rs.


Mas me lembro que fevereiro começou com o amigo oculto do Foco Periférico, que por sinal foi uma realização muito grande, os presentes foram trocados há mais de 6 meses e nunca conseguimos marcar de abrir os presentes (meninas ansiosas que tiveram que esconder o presente para não abrir me add). Esqueci de falar, mas em janeiro lançamentos o projeto que busca fotografar toda semana algo diferente, clique aqui para conhecer mais.




Então teve, o famoso, aliás, os famosos bloquinhos de carnaval. Disse a mim mesmo que iria participar dos bloquinhos sim, que seria mais divertido do que o ano passado. Na sexta-feira de carnaval meus pais viajaram e ficariam uma semana fora, uma preguiça se dissipou na minha casa e no meu ser, que todos os dias profetizei ir aos blocos, mas não consegui, porque é disso que adulto gosta, casa arrumada, poder acordar e dormir a hora que quiser e, principalmente, silêncio.

Meu carnaval foi silencioso, acompanhado de La casa de papel, leituras e comidinha vegana. Foi bom, estou ansioso pelo próximo.



Minhas aulas de francês começaram e nunca estive tão animado para aprender uma nova língua, já havia feito um semestre antes e tive que começar novamente. Mas não faz mal, conheci uma menina muito engraçada, as aulas tem sido divertidas.

Nessa vibe de aprender coisas novas, fotografei minha primeira baladinha. Foi uma experiência nova, porque eu nunca tinha fotografado a noite. Foi legal, chorei, mas o resultados me agradaram no final de tudo.


A vida tem sido bem menos fotografada depois que troquei de celular, ainda não me acostumei com a câmera e isso faz com que tenha preguiça de mexer com fotografia nele. Mas em breve vou mudar isso!

11/03/2018

Projeto: Singularidades


Tem dias que sinto uma vontade de ler coisas com um gosto pessoal, com a intrinsidade de quem só viveu sabe. Tenho sentido saudade justamente da experiência das pessoas e blogs que são diários, onde fogem justamente daquele quesito "ser blogueirinha", hihi.  Para quem tem acompanhado aqui, já viu que nas duas últimas semanas tem saído postagens referentes a um projeto que desenvolvi juntamente com a Karol, o Singularidades

De uns tempos para cá sentimos que precisávamos falar mais sobre nós mesmos, sobre nossos dias e sobre as nossas tudo que fazemos que é particularmente nosso, que é singular. E assim surgiu esse projeto, que vai ao ar todos os sábados tanto aqui quanto no blog da Karol - e que convida você a participar também, ficaremos honrados em saber que outras pessoas gostam deste tipo de postagem e participam também por uma blogosfera mais pessoal. 

10/03/2018

3 apps favoritos do momento

Além dos aplicativos tradicionais como instagram, twitter e efeitos de foto existe alguns aplicativos que comecei a usar depois que troquei de celular, que são apps que conheci por acaso no store do Google.



Daylio: é meu app favorito dos três que vou falar hoje. É um app que não faz nada muito grandioso, apenas datar seu humor diariamente. Talvez isso seja muito Blackmirror, mas o app permite ter uma consolidação dos seus dias e humor. Será que você esteve mais triste ou mais feliz mês passado? A partir daí você sabe em que pontos consegue melhorar e ficar mais felizinho, porque o app permite também cadastrar atividades que você realizou no dia. É bem rápido de preencher e o app sempre te legal, de um jeito agradável, que tem que preenche-lo no dia.

Curiosity: eu sou a louca dos aplicativos de estudo e finanças, sem querer acabei conhecendo o Curiosity, que trabalha da mesma forma que o daylio, manda uma notificação de manhã e de noite (depende do horário que você agendar) com uma curiosidade sobre o mundo, seja animais, lugares, comidas, vivência - são milhares de temas que você pode cadastrar e receber. Acho muito útil também para quem está estudando inglês, porque os textos vem em ingles.



Google Keep: das positividades na troca de celular foi que quis deixar todas as minhas coisas sincronizadas com o Google, para ter um acesso fácil tanto do celular quanto de um computador. Utilizo o app para escrever postagens do blog, inclusive essa que você está lendo, fazer todo tipo de lista possível (viciados checklist me add), além de deixar algumas outras anotações que acho que precisarei futuramente - o app permite que as notas sejam arquivadas, sem necessariamente serem deletadas, assim se um dia precisar novamente, estará-la.

Existem alguns outros apps que gosto muito, mas pretendo falar deles em outro tópico, mas me diz, vocês gostariam de ver quais aplicativos uso para editar fotos e gerenciar minhas finanças (meus apps xodó, haha).


Singularidades é um mais um projeto criado juntamente com a Karol com o propósito de contar mais coisas pessoais em nossos blogs, se você sentir vontade em participar, fique a vontade, nós entendemos que algumas coisas precisam ser externadas ─ você pode ver mais postagens do projeto clicando aqui.

06/03/2018

:)



03/03/2018

Porque ser chamado de "viado" foi o pior xingamento

Quem me conhece há algum tempo sabe que nunca gostei de xingar, nem que xinguem enquanto conversa comigo, sempre senti que uns palavrões mal colocados pesariam a conversa, mas hoje consigo ver que alguns possam ser usados para deixar as conversas mais suaves, mas depende de quem o diz e como o diz.

Acredito que esse ranço por xingamento se concedeu há muito tempo, ainda quando era criança: fui xingado (e muito) quando nem sabia o que era xingamento e muito menos entendia o porque as pessoas faziam aquilo (ainda não entendo, rs). Mas como elas já fizeram, não há porque criar remorsos aqui, vamos tocando o barco e seguindo a maré. Não me lembro se aquilo realmente me afetava na época, mas lembro que dizia para minha mãe que meus colegas homens da escola ou da rua me chamavam de viado, ela dizia para eu mostrar a pinto e falar "olha aqui o viado". E eu mal sabia o que era viado, dessa forma, amizades masculinas nunca foram bem-vindas pra mim, porque mesmo não sabendo o que significava ser viado, entendia aquilo como algo ruim e negativo.

Compreendi o que era ser viado, gay, baitola ou bichona só quando estava nos anos finais do ensino fundamental e apenas após entrar na faculdade me assumi gay. Foram mais de 10 anos não compreendendo algo e não permitindo. E hoje, consigo perceber a demora da aceitação se rendeu de várias coisas, inclusive de: ter sido chamado de viado e sempre ter encarado isso como algo negativo.

Como eu poderia ser algo que ninguém gosta? Como poderia ser gay? Quando me assumi, algumas pessoas já disseram que não era nenhuma novidade porque sempre apresentei traços femininos (enquanto para mim era um mundo a descobrir). Era gay muito tempo antes de saber, quero dizer, lá no fundo algo dentro de mim sabia que gostava de outra coisa, mas nunca permitiu, porque as pessoas não permitiram. Porque eu era viado. E viados vão pro inferno.


Ser gay vai contra tudo o que aprendemos, seja na escola ou em casa, é um confronto enorme com a própria cultura que tivemos durante muito tempo até saber o que gostamos de fato. Ser xingado negativamente afetou na própria compreensão que tinha sobre os meus gostos e modos de agir. E tentamos falar que isso não deveria ligar ou se importar, mas o problema é que a gente se importa sim, a gente liga sim. Porque existem momentos em que somos pegos desprevenidos e são nessas fragilidades que acabamos permitindo que opiniões alheias faça com que nos escondemos, faz com que nos sentimos para baixo. 

Hoje eu mesmo me chamo de viado; vejo pessoas me chamarem de viado também, inclusive pessoas que não são do meu vínculo de amigos e penso: "será que está difícil perceber isso? será que não estou transparecendo corretamente que as pessoas tendem a me lembrar?". Sinto um pouco de mérito em falar que passei por essa limitação na minha vida, mas vejo muitas outras pessoas sofrendo porque outras pessoas não tem senso, nem vergonha, só língua afiada. 

A propósito, sou viado. E, bem, acho que não vou pro inferno. 

(E tenho orgulho disso). 



Singularidades é um mais um projeto criado juntamente com a Karol com o propósito de contar mais coisas pessoais em nossos blogs, se você sentir vontade em participar, fique a vontade, nós entendemos que algumas coisas precisam ser externadas ─ você pode ver mais postagens do projeto clicando aqui.

24/02/2018

A internet não é tão mais legal assim


Eu lembro que a 10 anos atrás surfar na internet (como as pessoas se referiam quando acessavam seus computadores) era algo totalmente diferente de hoje, era raro, era rápido e era intenso. Esperava horas para poder usar um computador, que no caso, era da filha de uma amiga da minha mãe, porque não tínhamos condição de comprar um e muita vezes me contentava apenas em ficar rabiscando com o mouse  no paint, mal sabendo as possibilidades e sites divertidos que poderia acessar.

Um computador era algo diferente para mim, de outro mundo, um mundo de ficção científica, inverso e totalmente cool, onde poderíamos fugir para se divertir durante algum tempo. Acredito que esse sentimento é porque eu não tinha um computador e raramente usei quando era criança, até quando no início da puberdade tivemos nosso primeiro computador, um daqueles que o televisor parece uma caixa e ocupava mais da metade da mesa e também foi a época da nossa primeira internet discada (alô quem esperava ficar de madrugada para acessar a internet com uma velocidade inigualável).

Naquela época, ainda era difícil ter acesso ao tanto de informações como temos hoje: se chovia, ficava sem internet três dias, quando não chovia, tinha que usar a internet a noite e meu pai nunca deixava ficar mexendo no computador ─ havia disciplina e um limite, então cada vez que conseguia acessar a internet era uma vitória, alegria e proveito. Não conseguia acreditar como era possível acesso aquele mundo e como aquilo poderia existir, porque eu poderia conversar com pessoas fora do meu nicho e ser alguém que eu não era na escola e nem em casa, poderia ser o que queria ser. 

Lembro que os smartphones começaram a ficar com preços acessíveis no ensino médio, que foi a época que ganhei o meu primeiro celular (antes disso era só jogo da cobrinha, sms e ligação). E essa época as coisas começaram a decair, onde passava cada dia mais no celular, viciado nas redes sociais e na tão necessidade de postar algo novo ou de estar presente ─ isso durou muito tempo até chegar no final da faculdade e falar, perainda, tem algo muito errado que não está certo acontecendo.

Ano passado justifiquei o meu sumiço da internet com a desculpa esfarrapada de "estou em época do TCC, não tenho tempo para isso", usei essa desculpa porque não conseguia autoafirmar que precisava de um tempo longe das redes sociais. Havia chegado em um momento que tudo se tornou too much, muita informação, muito like, muita provação, muito de muito. É como a Ana escreveu no relato pessoal "Abrir o feed do Instagram todos os dias era me lembrar constantemente de tudo o que eu ainda precisava alcançar. E isso era um fator determinante para que eu me sentisse feliz com o que eu tinha, mas nunca o suficiente. Eu precisava de mais.". Então, no meu momento de detox digital, que perdurou 8 meses, percebi o quanto estar presente em diversas redes sociais afetou minha cabeça e como aquilo que me deixava mal, porque enquanto seguia pessoas para "me inspirar", sabia que aquilo também serviria para me maltratar, porque eu nunca teria a vida de blogueiros e não teria lojas enviando coisas para mim e muito menos ficar mostrando a minha vida como um filme, porque ela não é um, mas se fosse, seria um filme que tenho muito ciúmes e quero escondê-lo de todo mundo, haha.

8 meses foi um período de surpresas agradáveis para mim (inclusive necessário), foi quando comecei a ler mais sobre economia, minimalismo e me questionar algumas coisas da vida, coisa que não fazia porque sempre conseguia ocupar o meu tempo "mergulhando na rolagem do celular até o fim do oceano". E como ninguém é de ferro, voltei as redes sociais no final de 2017, porém posicionado de um modo diferente à internet e o uso do celular.

Desativei todas as notificações possíveis e consequentemente comecei a olhar menos o celular, porque a tela não brilhava e não tinha nenhum bipe dizendo que havia chegado algo novo, porque há cada minuto chega algo novo (e na maioria das vezes são coisas que nem precisam de urgência). E é engraçado que quando você toma essa medida "drástica" os próprios aplicativos ficam loucos pedindo para que você reative as notificações, e é uma delícia estar no poder sobre. É como a Ana Rüsche diz:
Jamais se desculpe se ficar off-line. Se não for algo da lista das exceções, encare como um direito teu.
Esses dias uma colega saiu em uma matéria do jornal que falava sobre a necessidade de estar conectado o tempo todo e de como as pessoas "gostam de acompanhar as coisas que elas se identificam ou ver os que os famosos andam fazendo durante o dia.". Uma coisa que realmente me incomodou é que nessa mesma matéria é que mostrada é realçada a hipótese de precisar realmente estar conectado o tempo, como se fosse cool. O que me incomoda mais ainda é a quantidade de jovens (da minha idade) que estão com depressão e crises de ansiedade, talvez isso seja usado pelo uso imoderado do celular e grande parte de mim acredita nisso: as pessoas não passam um dia sem se conectar com outras pessoas, porém elas estão se conectando com elas mesmas? E é isso que a  Amber Case falou na sua entrevista: “Vivemos constantemente em atenção parcial, nunca estamos presentes, portanto não temos tempo de reflexão.”.

Enquanto luto para deixar a internet do celular desativada, muitas outras pessoas encaram isso como absurdo. Afinal, quem em pleno 2018 não está conectado ou tem um pacote de serviços telefônicos? (eu, eu eu). Gosto muito desse vídeo da Jout Jout que ela fala sobre a única certeza que temos é a morte e, enquanto a esperamos a morte, a gente se distrai. Porém gosto ainda mais da pergunta final do vídeo "como você tem se distraído?". Temos nos distraído com a vida dos outros ou imersos nas hipóteticas vidas que poderíamos ter, em reações das redes sociais que nem temos contato físico, será que esse é um modo digno de distração?



Sem dúvidas eu não poderia montar isso tudo aqui sozinho, então vou deixar diversos textões, porque sou da indústria dos textões, sobre o assunto: 

Menos buzz, mais zzz: Menos urgência, mais preguiçazzzz. Leia! 

Amber Case: “O celular é o novo cigarro: se fico entediada, dou uma olhada nele. Está nos escravizando”: não poderia de deixar de recomendar, porque é uma entrevista que fala de várias coisas desencadeadas pelo uso exacerbado da internet.

- Detox digital: graça a Ana criei coragem para falar sobre isso que estava me incomodando há meses, e recomendo ir lá ler a experiência vivida que ela contou.

- Aprenda a fazer um tcc, mole-mole clicando aqui.

21/02/2018

Acho que estou ficando louco


Me diga se eu estiver ficando louco, por ter me apaixonado por um cara mesmo sem conhece-lo direito, sem saber qual a cor favorita ou se ele gosta de comida japonesa. Me diga, para eu tomar cuidado, pois não sei se é normal, já faz algum tempo que não sinto sinto isso, já faz algum tempo que não me sinto desse jeito: de estar inseguro por ser novo, de perder todo o resto do mundo quando o beijo acontece. É estranho, mas percebi que há diferença entre um beijo e O beijo.

Há um encaixe milimetricamente perfeito, quando digo que é perfeito é porque há uma sintonia, sem perca de fôlego, as mãos sabem onde devem pousar a cada novo movimento. É como uma dança num céu estrelado, quando você fecha os olhos e pensa "é ele".

Ainda assim, como amigo que sou te peço, se eu estiver ficando louco, me avise.

E você sabe que essa história é meio antiga, que faz algum tempo que não me apaixono. Na verdade, não sei se estive apaixonado antes, porque nada se compara com essa pequena taquicardia de medo e insegurança e desejo e vontade de arriscar. E acredito, não que eu seja pessimista, que tudo isso possa ser da minha cabeça e que ele não corresponde na mesma intensidade. Mas é que eu sonhei que sonhava com os olhos, com as pontas dos dedos que encosta nos meus enquanto me afogo na nuca dele.

Estou com medo.

Mas nem é se não der certo, mas sim que a qualquer momento posso chorar e desatinar todo esse sentimento que está aqui, que é de felicidade. Acho que vou explodir. Porque me sinto vivo. Porque estou apaixonado. Porque há uma euforia aqui dentro de mim, dizendo pra tomar cuidado mas dizendo mais alto "vá, mas feche os olhos".

Porque é incerteza e surpresa, não é preto no branco como as minhas roupas, que aliás, sinto até vontade de usar uma outra cor, talvez amarelo. Talvez verde.

Estou ficando louco.

É isso que o amor faz, né?

16/02/2018

Uma carta sobre metas


De alguns dias para cá tenho refletido sobre algumas coisas, como ter me formado, estar finalizando mais um curso que me dediquei por anos, por estar entrando em uma nova etapa da minha vida, a de ser adulto. A de realmente ter compromisso por não ser mais estagiário, não que eu faltasse com, mas era mais leve. Ser adulto acho que nunca esteve entre minhas metas, de repente me tornei e nem percebi qual rápido chegou, ainda que me comportando como menino, ainda que não vista roupas sociais.

Diante disso, percebi que muitas metas não foram alcançadas durante todos esses anos, algumas esqueci e outras ainda continuam numa lista inconstante para serem feitas, porque acredito que haverá como cumpri-las, mesmo que menino, mesmo que adulto. Sou feliz pelas metas não alcançadas, porque pude perceber que alguma coisas realmente não faziam parte de mim, que o esforço não valeria a pena. Porém, felizmente, outras metas foram atingidas e; metas que nem eram metas foram criadas. A cada nova conquista o dobro para se conquistar, é como diz minha amiga Dilma "quando alcançar a meta, dobraremos a meta". Assim tem acontecido, uma vida cheia de vontades e quereres.

E isso tem me motivado cada dia mais, cada vez mais atividades para serem riscadas, sonhos a serem realizados e vontades alcançadas. Mas pode ser que não dê, não dê para riscar nunca. Mas não curta tentar, certo?

Uma lista (pessoal) de metas para esse ano:

ㅤ• Ser mais gentil.
ㅤ• Escrever mais sobre pessoas.
ㅤ• Saber me expressar melhor.
ㅤ• Não gaguejar.
ㅤ• Aprender a tocar guitarra.
ㅤ• Fotografar mais

Cartas é um projeto para sair da zona de conforto que fiz juntamente com a Karol, caso sinta vontade de conhecer as outras cartas escritas basta clicar aqui.

09/02/2018

Projeto: Cartas



Amo projetos pela sensação de que eles nos motivam, sempre que surge a oportunidade de criar um novo ou colaborar com uma nova ideia, fico mega empolgado:

Algum tempo atrás tinha falado do projeto Twelve Letters, que consistia em justamente escrever uma carta todo mês com alguns temas especifícos. Quando a Karol me perguntou sobre o projeto, percebi que seria um bom momento de criar um novo: o Cartas. Que é um projeto que segue a mesma perspectiva, porém sem temas pré-estabelecidos no intuito de escrever coisas que saem da rotina e da zona de conforto.

Já temos um tema para esse mês (fevereiro) e vamos pensar nos outros temas de acordo com o que vier à cabeça, desde que sejam temas que nos tirem da zona de conforto e nos faça escrever sobre coias que não temos costume. A ideia é que saia pelo menos uma postagem por mês e se o resultado for bom, podemos tentar aumentar duas cartas por mês.

Nesse mesmo post irão ficar salvas as postagens de acordo com que vamos postando:

  1. Uma carta sobre metas.

Acompanhe também a perspectiva da Karol lá no Cupcakeland sobre os mesmo temas!

07/02/2018

Que os humanos não me tornem desumano


Esse tem se tornado um dos maiores medos, o de perder a humanidade, onde me acostumo com a indiferença por ser tão repetitiva e comum. Tenho medo porque às vezes me pego pensando em dar o troco na mesma moeda, como quando não seguram a minha mochila no ônibus e vou em pé até o meu destino com o peso nas costas, se não seguram a minha mochila quando estou em pé porque eu seguraria de alguém quando estou sentado? E ao mesmo momento que me pego pensando nisso, penso em outras coisas que vão deixando calejos: como relacionamentos mal sucedidos, como amizades fracassadas, como expectativas que acabam antes mesmo de chegarem a dar errado ou dar certo.

E às vezes a gente acaba se tornando insensível porque o mundo converge a ser assim, distante, onde a aproximação de sentimento se tornou sinal de fraqueza, que falar de amor se tornou raridade e também piegas. E me posiciono em relação a isso, porque olho as pessoas serem cada vez mais longínquas de afeto e carinho e reciprocidade. Às vezes quero devolver na mesma moeda, porque há imagem de que isso é bom, mas não é, e a gente vai se enganando, porque é comum, porque todos estão fazendo isso. Eu sinto falta de chorar. E eu quero chorar agora. E espero que chore daqui alguns minutos:

Por todas as coisas que carreguei, durante algum tempo, porque compreendi que não sou superior a qualquer pessoa, sou a junção de várias delas. E nessa junção a gente se perde um pouco e as coisas importante continuamente vão sendo esquecidas, como a essência e a liberdade. A gente entra num piloto automático e reproduz a mesma coisa que a grande massa, o que é um dentre milhares?

Tento, mas é difícil, me desapegar dessas desculpas esfarrapadas que damos ao incerto, seja por medo ou preguiça. Porque a única certeza que temos é dos dias que vivemos até o final, porque o amanhã é incerto e se não fizermos desse um lugar bom, ele nunca será.

Encher os olhos de água por algo que eu não deveria nem sentir, por amar quem eu nem conheço, mostra que ainda há humanidade aqui dentro, que talvez seja a solução, a minha própria solução. Mesmo podendo usar desculpas, mesmo as pessoas agindo estranhamente robóticas.  Porque sou um dentre milhares, mesmo sendo difícil.

05/02/2018

Memórias — Janeiro, 2018

Memórias é aquela postagem de final de mês, onde ficam guardadas as boas (e por quê não as ruins?) memórias que valem a pena contar ou simplesmente refletir e agradecer. Se quiser, segue lá no instagram (@igormedeiroz) para ver mais fotinhas (selfies são bem raras)!
Já faz uns bons séculos que não paro no final do mês para escrever sobre as coisas que aconteceram, mas como inicio de ano é inicio de ano e sempre nessa época do ano estamos revigorados: cá estou novamente tirando as teias de aranha dessa tag



Janeiro começou de uma forma tão não planejada, lá pelos morros da Chapada dos Veadeiros. Um inicio diferente rodeado de mato e pessoas que deixa o coração quentinho, desde esse início soube que o ano seria diferente.



Primeiro que colocamos realmente a mão na massa e criamos o Que seja nu (em breve vou falar mais sobre ele aqui), esse projeto tem me deixado louquinho, além de já ter feito 9 (nove!) ensaios em apenas um mês (socorr), existem outras muitas coisas que são inerentes a este e precisam ser feitas, aceito mãos-amigas.


É muito, estranhamente, bom não precisar ir todos os dias para a aula, no caso faculdade e antes disso ensino médio. Não lembrava como era delicioso chegar em casa com ainda  sol batendo na janela e tornar a noite (um pouco) mais produtiva — lavar roupa, editar fotos, escrever postagens para cá, editar mais fotos, começar um bullet journal. Estou gostando tanto dessa época de não estudar que quero prolongar isso por mais duas décadas, brincadeira, mas queria.

Mas é claro que Janeiro teria coisas ruins: meu celular quebrou, pela segunda vez. Decidi que não mais insistiria em manter um celular caro, no caso um IPhone 6s, resolvi engavetar o celular (para quem sabe um dia arrumar) e comprar um novo (agora um Android). Está sendo diferente, nunca mexi com esse sistema operacional, mas já posso dizer que estou amando ter tudo integrado e de fácil acesso — sem falar que o celular que comprei é 2x superior que meu IPhone e 2x mais barato também, seja-bem vindo custo-benefício.


Ficar sem celular me trouxe a ideia de em alguns dias "esquecer" o celular em casa e aproveitar os momentos em que poderia-estar-mexendo-no-celular para ler algo, observar ou escrever no caderninho que virou meu xodó. Tem sido uma experiência diferente — e segura, porque aqui em Brasília o negócio está louco.


Como viajei (vai ter um post sobre isso em breve) e ter feito algumas dívidas em Janeiro, as andaças se resumiu a museums que não entendi nada, torre de tv e entrequadras do Plano. Não foi de todo ruim, ficar sem dinheiro me fez perceber que 1. ser vegatariano não é tão caro quanto se pensa e 2. o lugar nem importa tanto e sim a companhia.

01/02/2018

Como sobrevivi ao TCC? Dicas para não se descabelar.

Morri sete vezes de ansiedade para fazer o TCC do que realmente fazendo ele. Escolhi falar sobre "Programação para Crianças" e duas coisas me amedrontavam  (1) ver amigos e histórias de reprovações na banca e (2) por estar fazendo várias coisas na mesma época. Quando chegou realmente a época de preparar o TCC percebi que não há nenhum bicho de 9 cabeças, que é muito fácil se você seguir as dicas que vou deixar aqui embaixo:


Dicas para não ser descabelar fazendo o TCCÃO!

Organização

Tive um ano para fazer meu TCC, um tempo ótimo e flexível para fazer um TCC de qualidade, não é? Porém acho que só consegui realmente terminar a tempo, porque organizei em etapas. Estabeleci um calendário de entregas para que no final do curso o trabalho de conclusão estivesse completo e revisado. Percebi que vários colegas de classe ficaram bem loucos nos últimos dias antes da entrega do trabalho, justamente por essa falta de planejamento e organização. Creio que esse foi o fator que mais me deixou tranquilo, porque fiz aos poucos e a cada entrega me sentia mais motivado a terminar.

Material

Quando falo material é tudo o que você vai usar: Marcador de texto. Impressora. Internet. Só. Mas na ordem inversa: na internet você vai procurar tudo relacionado ao seu tema, no meu caso, que era sobre "programação para crianças" pesquisei diversos tipos de conteúdo, como "como a tecnologia afeta as crianças", "efeitos positivos e negativos da tecnologia na infância", "como a programação pode ajudar no desenvolvimento pessoal". É importante procurar sempre por pesquisas fundamentadas e outros artigos acadêmicos, além de livros com o mesmo tema. Após encontrar o conteúdo que achou interessante, imprima tudo e comece a ler novamente grifando (com o marcador de texoto) as partes que achou mais interessante e partimos para o último passo da pesquisa, a colagem. 

Colagem

Essa etapa é recortar (literalmente) tudo o que marcou e estruturar como será seu trabalho, desde a introdução à conclusão (claro que essas partes você pode desenvolver da sua cabecinha). Com esses pequenos recortes irá montar um quebra cabeça monster-high. Após estruturar todo o trabalho, chegou o momento em reescrever tudo o que encontrou e achou interessante - essa é a etapa mais maçante, porque perceberá que precisará pesquisar mais para complementar as ideias e encontrar citações para fomentar ainda mais os argumentos.  

Sites legais

Durante o desenvolvimento do TCC recorri a alguns sites várias vezes, são eles:

Sinônimos: acho que esse foi um dos sites que mais utilizei, chega um momento em que você já escreveu tanto que necessita dizer as mesmas coisas de uma forma diferente, fazer o uso de sinônimos é a melhor coisa para evitar a repetição de palavras e um TCC monótono. 

Referência bibliográfica: nem aqui, nem lá na lua eu ia lembrar dos 19 tipos de referência que existem na ABNT, encontrei esse site quase em querer e ele salvou minha vida, podendo fazer qualquer tipo de referência apenas com o preenchimento de um formulário (amei?).

CopySpyder: por mais que o TCC seja algo baseado em outras pesquisas e estudos, não pode haver cópia integra (apenas citações, pelo amor de Jeová) de outros autores. O CopySpider é um programa que verifica se seu trabalho tem similariedade com outros trabalhos, com ele você consegue evitar que haja o que a banca considera ~o tão temido ~ plágio.



Essas foram as dicas que usei para a apresentação do meu TCC, que tirei 9.8 (orgulho da mamãe). Espero que te ajude e te acalme, porque o TCC nem é isso tudo o que parece. 

23/01/2018

6 cursos rápidos e gratuitos para seu desenvolvimento pessoal

Desde o último semestre, com o final da faculdade, comecei a me importar muito com o meu desenvolvimento pessoal para que pudesse impactar em outras vertentes, como o blog, um novo projeto e meu lado profissional.

Optei por procurar cursos rápidos (e gratuitos) e para que possamos utilizar as dicas no dia à dia o quanto antes, todos os cursos são virtuais, ou seja, não tem desculpa para não fazer.



6 cursos rápidos e gratuitos para seu desenvolvimento pessoal:

Gestão do tempo 

Apesar de ser um curso voltado para empreendedorismo, acredito que os minutos de palavras ajudam a abrir os olhos sobre determinadas ações que tomamos durante o horário de produção. Resolvi fazer esse curso quando percebi que muitos dias estavam acabando sem ser produtivos, que apesar de trabalhar arduamente, não estava tendo os resultados como desejado, logo poderia ser o modo como estava dividindo o meu tempo.

O poder do hábito: otimizando os seus comportamentos

Sem dúvida, esse é um dos cursos que quero fazer em 2018 (!!!). Em todos os lugares que estudei, a principal frase enfatizada pelos professor foi: crie um hábito de estudo, leia uma hora por dia... Nunca acreditei muito nisso, mas tenho percebido que as coisas funcionam melhor de acordo com o costume, no caso, hábito.

Sempre fui uma pessoa muito econômica, colocava desde criança meu dinheiro na poupança e sempre achei que esse fosse um bom investimento. Até que ano passado descobri um novo mundo de siglas e investimentos que envolvem paciência e tentativas, sem dúvidas esse é um curso fundamental para 2018, aprender o que fazer com o dinheiro e então ter uma segurança futuramente.

Se você tem preguiça de investir ou quer apenas ter uma poupança, o Pablo criou duas planilhas para incentivar a economizar (amei).

Finanças pessoais

Diferente do curso acima, que é mais voltado para um investimento a longo prazo. Esse é voltado para algo mais rotineiro. Se você, como eu, procura estabelecer uma educação financeira este curso é recomendado: afinal, temos que aprender a dar valor ao suor no final de mês, rsrs.

Passamos muito tempo conectados e sem dúvida o que mais consumimos é a escrita, e geralmente uma escrita errada das redes sociais (às vezes escritas intecionalmente), o curso permite voltar em alguns assuntos dos tempos de escola, como ortografia, pontuação e qualidade do texto, coisas que são essenciais para escrever um bom e-mail de entrevista ou algo mais sério.

Consumo consciente

Tenho vivido muito sob a perspectiva do documentário Minimalism e o livro A mágica da arrumação: dar valor no suor, ter apenas o essencial e tentar produzir o menos possível de impacto negativo no meio ambiente. Esse é um dos cursos para levar para a vida inteira!!!



Bem, essa é a listinha que preparei de cursos que irão impulsionar o desenvelvimento pessoal e tornar o mundo um lugar mais bonito. Agora me diga: o que deseja aprender esse ano? Se tiver algum outro curso que acha interessante compartilhar, estarei super afim de conhecer!

Aproveita, é de graça.

21/01/2018

Aproveitar os dias de sol

Esse é um dos vários ensaios que vou arquivando no meu computador, deixando guardado por vergonha ou por não saber o momento certo para postá-lo. Decidi que agora seria o momento, sem nenhum sentido especifício, só por ter amado essas fotos e o prazer concedido pela Mari em deixar-me testar a camera durante o sol quente de julho. 




muse: mariana rodrigues.

08/01/2018

Seria sobre mim, se não fosse você



Não sei como começar esse texto, não quero ser clichê, nem quero falar de todas as coisas que o amor me faz, não quero escrever sobre a saudade, nem quero escrever sobre seus lábios macios, nem sobre seus olhos que me inundam, não quero escrever sobre seu abraço que me aconchega, nem sobre o teu cheiro que me tranquiliza. Não quero falar sobre a tua voz que acalma meu interior, nem sobre teus toques que me comandam. Não quero falar sobre todos as declarações que já fizemos, nem sobre todas as madrugadas em claro que passamos na presença um do outro.Talvez eu não queira falar sobre você porque quero guardar nosso amor somente conosco, no meu e no teu coração.

Mas não adianta, sempre quando falo de amor, falo de saudade, falo do sabor de menta, do cabelo encarolado nas minhas mãos, das vezes que faço morada na curva do teu pescoço. De um tempo para cá já não tem mais sentido falar de amor, se não for sobre nós, sobre a conexão, sobre os olhares, sobre como você me preenche. Afinal, como falar de amor sem mencionar o nosso jeito avassalador, intenso e perigoso? Da nossa paixão eterna, do amor entre quatro paredes, do choque do toque das nossas peles. Da facilidade de encontrar em qualquer caminho do teu corpo conforto para as minhas mãos.

É verídico, não sei como começar um texto sem falar sobre nós, se brincar tem mais de você do que sobre mim, porque, talvez, isso seja amor, enxergar na tua alma um pouco da minha.


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