Resenha: "The Kiss of Deception", de Mary E. Pearson

23 Oct 2017

The Kiss of Deception
Crônicas de Amor e Ódio, livro 01
Mary E. Pearson
Dark Side
406 páginas
Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro?

Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante o lugar perfeito para recomeçar ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza. O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura, e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor.

O romance de Mary E. Pearson evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor, e como ele pode nos enganar. Às vezes, nossas mais belas lembranças são histórias distorcidas pelo tempo.

Uau! Eu não poderia começar de outra forma. The Kiss of Deception é o primeiro volume da trilogia de As Crônicas de Amor e Ódio, que por sinal e aparentemente, só conseguirei largar ao ler os três. Com uma narrativa viciante, empolgante e muito bem escrita, Mary E. Pearson me deixou fascinada pela história da princesa Lia.

Lia é a princesa de Morrighan, um reino cheio de tradições e, claro, muitos deveres. Entre os deveres impostos a ela, que obviamente não tinha qualquer direito de opinar - mesmo tratando-se de sua própria vida - estava o de casar-se com um príncipe de outro reino, o reino de Dalbreck, para conquistar mais alianças e poder. Porém, com apenas 17 anos, Lia não estava disposta a casar com alguém que nunca vira e que possivelmente tinha o triplo de sua idade. Dessa forma, tratou de planejar uma fuga com a sua criada e melhor amiga, Paulline. Juntas, elas conseguem fugir bem no dia do casamento, quando já não havia outra forma de livrar-se daquilo que Lia achava um absurdo, já que sempre sonhou em casar-se por amor.



Em meio à fuga as duas passam por maus bocados, dormindo muito pouco e se alimentando muito mal, tentando não deixar rastros para que o pai - com certeza enfurecido - não as achasse. Mesmo sendo apenas só as duas, elas conseguem chegar a Terravin e lá começam uma nova vida. Agora, Lia e Paulline são apenas criadas de uma pensão, nada além disso. E Lia consegue sentir finalmente o gosto da liberdade.

Porém, o que não estava nos planos de Lia, era que seu coração logo seria tomado pela paixão. Após surgirem dois homens muitos bonitos na pensão em que ela trabalhava e apresentarem-se como Rafe e Kaden, sua vida tomou mais cor, afinal ambos eram lindos e gentis e ambos despertavam nela a vontade de flertar, apesar de estar mais inclinada a um deles. O que ela não sabia, nem haveria de descobrir tão cedo, é que um era o príncipe que ela estava destinada a casar-se e o outro um assassino mandado para matá-la e ambos sabiam que era ela a princesa e jogavam seus próprios jogos para atraí-la.




Em meio a toda essa confusão, fui sugada pra dentro da história de uma forma que a muito tempo não acontecia. Na metade do enredo, a autora faz uma reviravolta na história que me deixou chocada e amando ainda mais. O livro é incrível e os personagens apaixonantes, além das edições serem riquíssimas com capas muito belas - o que é marca registrada da Dark Side. Com certeza, me tornei fã da trilogia e da autora, tornou-se favorito.

1 comentários:

  1. UAU! Também quero começar meu comentário assim, haha! Já tinha visto essas capas por aí, em livrarias e pela internet, mas nunca li a sinopse, e tinha uma ideia completamente diferente do enredo. Eu AMEI! Agora fiquei muito curiosa pra conhecer a história. E é capa dura, né? Que coisa mais linda! :D

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