23/09/2017

O sumiço é verídico


Olá pessoas que leem o melhor blog do Brasel, vocês devem ter percebido que a frequência de postagem aqui diminuiu 90%. Não há muito segredo, quem me acompanha em outras redes sociais (insta ou facebook) deve ter percebido que sumi de ambas e continuei mantendo apenas o twitter para reclamar da faculdade e de algumas outras coisas sobre a vida, são 140 caracteres de desabado, faz bem. Voltando ao assunto o motivo maior, sem dúvidas, foi o excesso. Excesso de informação, excesso de tempo nas redes sociais e excesso na frente de telas. O segundo motivo plausível é a pior etapa, assim dizem, da faculdade: trabalho de conclusão de curso, cujo todas as minhas palavras  (e forças) estão sendo redigidas para esse bendito. 

Agora que explicado os dois motivos, peço para não desistirem de mim pois logo estou de volta. Uma vez ou outra sairão resenhas aqui, mas postagens com foco pessoal irão demorar mais um tico </3. Beijo.

18/09/2017

Resenha: "Correndo para você", de Rachel Gibson

Correndo para você
Lovet, Texas, livro 04
Rachel Gibson
Editora Jardim dos Livros
248 páginas
Stella Leon é uma bela mulher. Aos vinte e oito anos ela já viveu muitas aventuras em Miami, onde vive e trabalha como garçonete. Brigas, sensualidade e rock'n roll fazem parte de sua rotina. Mas o que está prestes a acontecer colocará sua vida de pernas pro ar!
Um homem misterioso (e lindo) está à sua procura. Ele traz notícias de um passado que Stella não quer lembrar, e para onde não pretende voltar de jeito nenhum.
Por que ela deveria deixar tudo pra trás e ir com ele para o interior do Texas? Por algum motivo, Stella confia nele. Por alguma razão ela se sente totalmente quente perto dele...

Correndo para você é a história quatro da série de livros de Rachel Gibson com romances que se passam no Texas. É uma daquelas séries que podem ser lidas em qualquer ordem, o que particularmente adoro. O livro conta a história de Stella, uma garçonete de uma boate de transexuais que torna suas noites produtivas e divertidas - afinal as drags dão boas gorjetas e de brinde bons conselhos sobre homens. Aos 28 anos, Stella só pensa em ganhar seu próprio dinheiro como sempre fez e ser independente, ficando longe de encrencas e homens - ou seja, mais encrenca. Tudo começa a dar errado quando um homem misterioso entra na boate, o que para Stella devia ser somente um engano - pois ele parecia ser bastante hetero - para ele era só mais um dia de trabalho.



Ao deixar a boate, depois de seu expediente, Stella é abordado pelo dono do bar e seu patrão, que queria força-la a aceitar um convite de sair como sua acompanhante. Se vendo em um situação completamente desconfortável, ela é salva por Beau, o cara estranho que havia entrado na boate e que por acaso sabia seu nome e muitas outras coisas sobre ela. Acontece que, como Stella descobriria logo após Beau apagar o seu chefe, que ele estava alí por causa dela. Ela era o seu trabalho.



Beau havia ido encontrá-la à mando de Sadie, sua irmã mais velha por parte de pai, a quem ela apenas conhecia de longe, pois nunca haviam sido apresentadas. O choque de Stella foi enorme, afinal sonhou durante toda a infância em conhecer a irmã, ao mesmo tempo em que morria de medo de se decepcionar, pois a maioria das pessoas não gostavam dela nos primeiros encontros. Com medo, Stella decide não ir ao encontro da irmã, porém ao acordar com batidas na porta à mando do seu chefe, ela sentiu-se obrigada a pedir ajuda de Beau, que tirou-a de lá e a levou em direção ao Texas, onde sua irmã morava.




A relação de Stella e Beau foi complicada desde o primeiro momento. Tendo que viajar juntos de carro até o Texas, a tensão só aumentou. Como ela descobriria ao longo da convivência com ele, Beau era um fuzileiro que sabia o que queria desde a infância quando ele o irmão gêmeo viam o pai em sua profissão, o que o deixava com uma aparência ainda mais dura. Porém, a ligação entre eles surgiu naturalmente, afinal ambos eram jovens, bonitos e cheios de complicações. Ela viveu a vida inteira sem um pai e ele odiava o pai que tinha. Além disso, mesmo sem confessarem um ao outro, ambos tinham o mesmo pensamento sobre o sexo e ambos queriam guardar-se para alguém especial. Obviamente, isso não poderia dar certo.

Esse é um daqueles livros levinhos de romance, um young adult fofo e rápido de ler. Rachel Gibson é pedida certa em caso de DPL (depressão pós-livro) e me ajudou a sair de uma bravíssima. Uma história muito bem construída e com um final super fofo e emocionante.

***

Livro oferecido através de parceria com a Editora.

07/09/2017

Sobre a necessidade de escrever


Já, talvez, seja a décima vez que começo a escrever essa postagem, quero dizer, é a segunda vez que começo a escrever esse texto, mas já tentei parafrasea-lo milhares de vezes: para falar os últimos ocorridos, as tramas dos últimos meses e as expectativas que estão sendo criadas durante os dias. A medida que sinto que preciso sentar aqui e escrever, penso que deveria estar fazendo outra coisa, como estudar ou conhecer alguém novo ou apenas ficar deitado na minha cama.  

A vida tem seguido um ritmo que não estou feliz, a medida que conheço mais pessoas percebo o quão distante estou delas, percebo que há uma frieza nas mensagens escritas através dos aplicativos, falo isso no quesito amoroso mesmo. Eu queria muito, sabe, ouvir uma música e pensar em alguém, escrever um texto sobre alguém, sobre o beijo, sobre saudade e sobre qualquer outra coisa. Não pela necessidade de amar alguém, mas pela necessidade de que exista amor, que exista amor ao conhecer uma nova pessoa e que, consequentemente, exista amor ao permitir ser conhecido. Nas milhares de vezes que tenho sentado para escrever, minha vontade passa, porque nunca fui muito bom em escrever ficção. 

Faz algum tempo que não saio com amigos, que não vou tomar um café, que não tiro fotos e talvez grande parte disso seja culpa minha, é claro, mas outra parte disso também são as pessoas em que depositei um pedaço de expectativa. Esse texto, que era inicialmente sobre a necessidade de escrever, se tornou um grande desabafo resumido em a distância construída entre as pessoas só está acontecendo comigo? 

04/09/2017

Resenha: "Príncipe Partido", de Erin Watt

Príncipe Partido
The Royals, livro 02
Erin Watt
Editora Essência
352 páginas
Reed tinha tudo na vida: beleza, status e dinheiro. As garotas da sua escola matariam para sair com ele, os caras queriam ser como ele, mas Reed nunca tinha dado a mínima para nada disso. Nem para a família. Até que Ella Harper apareceu na sua vida. Quando Ella chegou à mansão dos Royal, o que ele mais queria era que a nova hóspede sumisse, mas ela o conquistou e, agora, Reed irá fazer de tudo para mantê-la por perto. Ella lhe dá segurança, lhe transmite paz, o aconchega... sensações que há muito tempo não sentia. Porém Reed comete um deslize e Ella se afasta por completo, trazendo caos à família Royal. Reed vê seu mundo desmoronar e toda a esperança de viver um romance com Ella desaparece. A garota dos sonhos de Reed não quer mais saber dele, porque sabe que se ficarem juntos, isso vai destruí-los. Ella pode estar certa. 'Príncipe partido' é a aguardada continuação de 'Princesa de papel'.

Depois de muita espera, eis que me chega Príncipe Partido, o segundo livro da série The Royals. Obviamente, muito rápido, larguei todas as outras leituras e devorei esse livro que superou todas as minhas expectativas. Ella e Reed estão juntos, felizes e vivendo um romance às escondidas. Desde que ela chegou á mansão dos Royal e roubou o coração de todos eles - que no início a queriam fora dalí - a tensão sexual entre os dois era palpável e foi inevitável a aproximação dos dois, que logo se entregaram ao que estavam sentido. Porém, como naquela família nada poderia ser tão fácil, a relação dos dois desmorona quando Brooke - a então ex namorada do pai dos Royal - anuncia que está grávida e que há chances de o pai da criança ser Reed. Acontece, que Reed realmente havia feito a burrada de manter relações sexuais com Brooke, acreditando que fazendo isso estaria punindo o pai, dessa forma, ele realmente poderia ser o pai da criança.



Depois da bomba que Brooke joga sobre eles, Reed fica sem reação, enquanto Ella só pensa em fugir o mais rápido possível da dor que estava sentido, desaparecendo da vida daquela família que ela imaginou já fazer parte. Ella desaparece e os Royal desmoronam. East, Gid e os gêmeos condenam Reed de ser o responsável pelo desaparecimento de Ella, que para eles realmente já era como uma irmã. Enquanto o investigador da família procura por Ella, Reed e os irmãos se metem em confusões, frustrados pela situação que viviam.


Easton continua com seus problemas com apostas e com Reed no ringue as lutas clandestinas continuam a todo vapor, enquanto isso Gid está mantendo um caso forçado com uma mulher odiável e os gêmeos Seb e Saw dividem a namorada. Callum, o pai, se vê amarrado mais uma vez à Brooke, que após manipular Reed consegue sua ajuda para que o pai a chamasse a viver com eles novamente. Com a ameaça iminente de viver para sempre sendo mandando por Brooke, sem o amor de Ella e tendo que viver sem o apoio dos irmãos, Reed luta por uma saída e se nega a desistir de recuperar a confiança de Ella.



Esse segundo volume foi intenso do início ao fim. As autoras conseguiram deixar a história ainda mais interessante, conseguindo contar a história de todos os personagens de forma a encaixar peças que no primeiro volume ficaram sem respostas. Até a última página me encontrei sem fôlego e correndo pra chegar ao final e conseguir respirar. Me enganei. O final é surpreendente e angustiante de enlouquecer o leitor, deixando milhares de dúvidas e a sensação de que tudo está de cabeça para baixo. A curiosidade sobre como as autoras criaram o desfecho da história está me matando e há muito tempo essa sensação não me consumia. De fato, The Royals, me conquistou oficialmente.



Leia também o outros volume da série:
The Royals #1: Princesa de Papel

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Livro oferecido através de parceria com a Editora.


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