4.5.17

Resenha: "Amor Imenso", de Penelope Ward

Amor Imenso
Penelope Ward
Editora Essência
272 páginas
Desde garoto, Justin amava Amelia, que odiava Justin desde que ele se mudou para a casa vizinha à da sua avó, em Rhode Island. Não, nada disso. Amelia também amava Justin, mas um mal-entendido o fez pensar que a garota mais incrível do mundo não correspondia ao seu amor e, pior, o odiava.
Os anos se seguiram, e os dois tomaram caminhos distintos até que o destino – e um empurrãozinho de Nana, avó de Amelia – os reuniu novamente na casa onde se conheceram quando eram adolescentes. Obrigados a compartilhar o mesmo espaço, Justin – que aparece na casa de praia de Nana com a namorada – e Amelia vivem como cão e gato. Orgulhosa, a princípio ela não dá o braço a torcer ao amor que sempre sentiu pelo vizinho e reluta o quanto pode contra os encantos de um Justin, agora, mais
maduro e... muito mais atraente. Será que ambos resistirão à paixão e ao desejo que os incita desde a adolescência?

Essa é uma história sobre desencontros. Sobre como, apesar do sentimento principal entre duas pessoas ser o amor, o destino pode ser cruel e a falta de diálogo pode determinar o fim do que seria um grande amor. Amélia e Justin se conhecem desde criança, quando ainda adolescentes tiveram seu primeiro encontro na casa da avó dela - Nana, a avó, cuidava de Justin muitas vezes porque os pais do garoto nunca o faziam. Ela com um tapa-olho pra corrigir a visão e ele com um violão. Desde o primeiro encontro a sintonia não poderia ter sido maior e até música ele compôs pra ela, na intenção de fazê-la perder a timidez e a vergonha por conta do "tapa".




A amizade entre os dois era gigantesca e apoiavam um ao outro em todas as situações chatas da adolescência. Até que o destino interveio e Amélia acabou descobrindo um segredo que envolvia a família de ambos e não conseguiu perdoar Justin por saber e nunca contá-la sobre. Sua decisão foi simplesmente afastar-se e cortar qualquer laço com ele, mudando de cidade e não deixando nem um bilhete, o que magoou a ambos de forma talvez irreversível.

Dez anos se passaram desde a briga dos dois, agora adultos e ainda sem contato nenhum desde o confronto que os afastou, mais uma vez o destino resolve unir seus caminhos e após a morte de Nana ambos descobrem que receberam dela de herança a casa em que se conheceram em Rhode Island - metade seria de Amélia e metade de Justin. Apesar do medo de precisar confrontá-lo, Amélia decide voltar a casa que agora também é sua e é então que revê Justin - lindo, com um corpo incrível e agora um homem. Só que, dessa vez, ele não é seu amigo. Muito pelo contrário, Justin a trata muito mal e todas as noites a perturba com os sons de sexo vindos do seu quarto, onde dorme com a atual namorada.

- Na vercade, hoje não. Tenho que ir...
- É essa a sua especialidade, não é?



A relação entre os dois é complicada e Amélia sente o terrível peso do arrependimento, afinal, compreende que depois de todos esses anos ainda o ama. O tempo passa muito rápido nessa narrativa e muitas coisas acontecem contra os dois, deixando o questionamento de porque esse amor não morreu mesmo com tantos desafios e decisões erradas. Lendo, lembrei muitas vezes de "Simplesmente Acontece" e amei essa co-relação, porque é uma de minhas histórias de amor favoritas - tão real! Foi uma leitura deliciosa e torturante, mas com um desfecho sensacional!

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