29/05/2017

Resenha: "Um menino em um milhão", de Monica Wood

Um menino em um milhão
Monica Wood
Editora Arqueiro
352 páginas
Quinn Porter é um guitarrista de meia-idade que nunca conseguiu deslanchar na carreira. Enquanto aguardava sua grande chance na música, foi um marido e pai ausente, e jamais conseguiu estabelecer um vínculo afetivo com o filho, uma criança obcecada pelo Livro dos Recordes e algumas peculiares coleções.

Quando o menino morre inesperadamente, alguém precisa substituí-lo em sua tarefa de escoteiro: as visitas semanais à astuta Ona Vitkus, uma centenária imigrante lituana.

Quinn assume então o compromisso do filho durante os sete sábados seguintes e tenta ajudar Ona a obter o recorde de Motorista Habilitada Mais Velha. Através do convívio com a idosa, ele descobre aos poucos o filho que nunca conheceu, um menino generoso, sempre disposto a escutar e transformar a vida da sua inusitada amiga. Juntos, os dois encontrarão na amizade uma nova razão para viver.

Um Menino em Um Milhão é um livro sensível, poético e bem-humorado, formado por corações partidos e aparentemente sem cura, mas unidos por um elo de impressionante devoção pessoal.

Este é um livro sobre extremos. Um garoto muito jovem, apenas 11 anos, morto por uma doença rara - cercado de gente que o amava e outros que não o compreendiam. Do outro lado, uma senhora centenária, 104 anos, - sozinha e abandonada com suas memórias ainda tão vívidas apesar dos muitos anos vividos. Ambos peculiares, cheios de qualidades as vezes consideradas estranhas e com uma amizade que nem os muitíssimos anos de idade entre eles fez qualquer diferença. A história dos dois começa quando o menino entra para o grupo de escoteiro e descobre que precisará ajudar Ona Vitkus, todos os sábados durante algum tempo, para cuidar do seu jardim, dar comida aos pássaros e ajuda-la no que ela precisasse. Ona Vitkus era uma senhora muito velhinha, e morando sozinha, precisava da ajuda de todos os grupos que se dispusessem a ajudar. Foi daí que surgiu uma grande amizade entre os dois.

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Porém, em um dos sábados, o menino sempre tão pontual não apareceu. Ona preocupou-se, mas também ficou bastante irritada, afinal suas experiências com os jovens foram sempre frustadas, pois eles nunca cumpriam com o planejado. Dessa vez, a ideia de ser abandonada pelo menino a deixou ainda mais magoada, porque ele parecia ser diferente de todos os outros. Mas, Ona foi surpreendia por Quinn, o pai do menino - que apareceu durante um sábado, cheio de remorso e culpa, tentando terminar o trabalho do filho. O que Ona não sabia - e só saberia mais tarde, por meio dos jornais, - era que o menino havia falecido e o pai estava ali apenas por sentir-se culpado demais, afinal nunca foi um pai presente.

Por meio de Ona, Quinn começa a conhecer seu filho e percebe o quanto perdeu. Guitarrista sonhador, Quinn sempre colocou o sonho acima da família - e Belle, a mãe do menino e sua ex-mulher, não conseguiu suportar o casamento, já que sua vida na estrada parecia não ser apenas uma fase. Quinn nunca conseguiu compreender o menino e sempre questionava sua falta de jeito até pra andar e o modo como ele era apaixonado por contagens e o livro dos records. Ajudando Ona e conversando com ela, o laço entre os dois também começou a ser sólido e como pai ele finalmente conseguiu compreender o filho, apesar de ser tarde demais. Quinn também compreendeu que não podia ter controle sobre seus sentimentos e que Ona não seria apenas uma fase em sua vida, não poderia apenas terminar o trabalho do filho e deixa-la pra trás. Ona agora era sua amiga e após conhecer o sonho em conjunto dela e de seu filho de colocá-la no livro dos records, Quinn e Belle percebem que ainda podem fazer algo pelo menino e é assim que começa a aventura em busca de torna Ona imortal, dando a ela uma página no livro dos records.



Um menino em um milhão é um drama muito bem escrito, daqueles que nos prende do início ao fim e que tem uma mensagem tão bonita de amor e compreensão do outro, que me deixou emocionada e reflexiva em muitos momentos. Somos programados a achar que a vida tem um início e o fim vem com o tempo - crescemos, procriamos e só então, morremos. Com essa leitura, apesar de dolorosa muitas vezes, compreendemos que o tempo não é algo que controlamos e que devemos amar e cuidar das pessoas enquanto podemos.

27/05/2017

Memórias — Abril, 2017

Memórias é aquela postagem de final de mês, onde ficam guardadas as boas (e porquê não as ruins?) memórias que valem a pena contar ou simplesmente refletir e agradecer. Se quiser, segue lá no instagram (@igormedeiroz@igormedeiroz) para ver mais fotinhas (selfies são bem raras)!





Estala os dedos. Abril começa na mentira, tem meu aniversário e ao mesmo tempo que é curto também é longo. Ultimamente percebi que essas postagens de final de mês tem sido bem blasé, falando bem por cima das coisas que aconteceram. Então vamos falar de abril com gosto, porque esse mês foi aquilo que eu já sabia que estava previsto: mudança.

Nesse mês choveu letras no bloco de notas do meu celular, escrevi muito sobre a confusão sentimental que estava e alguns textos foram reflexos do que estava passando no momento, me senti bem e reorganizei o que estava dentro, mapeie o sentimento e tomei algumas decisões.

Das decisões que tomei foi terminar de ler A Mágica da Arrumação e assistir um documentário sobre Minimalism, o que resultou em mais mudança: percepção do que me fazia feliz e não fazia - na quantidade de coisas que acumulava dentro do quarto, na vida e dentro do coração. É engraçado perceber que o desapego é algo totalmente importante nas nossas vidas, então em abril desapeguei de conceitos, histórias e expectativas; deixei para me livrar das coisas físicas apenas ao entrar de férias na faculdade - será a faxina da alma, estou ansioso. 

Não sou muito fã de Abril porque fico extremamente sensível, choroso. Fazer aniversário nem sempre foi motivo de felicidade, nem mesmo de infelicidade. É apenas uma data que não dá emoção, pelo menos foi assim nos outros vinte anos anteriores, decidi em 2017 fazer um encontrinho ~me sentindo blogueira~ para encontrar alguns amigos, foi legal e corrido: almoço com os país, ver os amigos de anos e sair para bailar a noite. Estou tão cansado que a próxima vez será apenas no dia 21 de abril de 2018.


Ficar mais velho não mudou nada, mas chegar no final da faculdade me  fez perceber o que realmente quero para minha vida, com o que desejo trabalhar, com o que realmente quero me dedicar e gastar o tempo. Percebi em abril coisas que afetariam maio, na forma positiva - mas falarei de maio em breve. Acho que uma das mudanças mais visíveis para vocês ò leitores é o blog, reflexo do meu estado emocional e expectativa de agora pra frente.




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26/05/2017

Nós, uma praia e um insight



A gente sentou na praia e eu te conhecia a dois dias e meio, os nossos amigos em comum entraram no mar e nós ficamos lá, meios sem jeito, envergonhados. Você perguntou alguma coisa, eu não consegui ouvir, o vento levou tuas palavras. Eu quis saber o que você falou, mas você retrucou com uma coisa que agora, depois de mais de 600 dias eu ainda consigo lembrar, cada palavrinha e até do som da tua voz quando disse: “Sabia que cada pessoa tem um papel na vida da outra?” Não sei de que forma, mas eu sabia que aquilo estava destinado a sair da tua boca, vir parar nos meus ouvidos e permanecer no meu coração.

Foi uma das maiores descobertas da minha vida. Se pararmos pra pensar nisso, fica tão mais fácil entender tudo, sabe? Você abriu meus olhos. Aquele menino que me enganou por tanto tempo? Tinha o papel de me fortalecer. Aquela amiga que ficou com a minha paixão da época? Tinha o papel de me mostrar que não dá pra confiar em todo mundo sempre, que a carne é fraca, mas que as amizades perduram e que não há motivo plausível pra que elas acabem. Mas sabe qual foi o papel do menino da praia? Abrir meus olhos pra maior das verdades já ditas: “Cada pessoa tem um papel na vida da outra.” E eu nunca vou esquecer disso.

20/05/2017

Quando o brilho acaba


Você já deve ter se perguntado algumas vezes porque me distanciei, muitas coisas justificam, mas posso resumir em apenas uma: o brilho acabou. Dos olhos, do sorriso, de nós. O brilho acaba quando a pupila deixa de dilatar, as conversas se tornam monótonas e os beijos perdem o sabor – e acredite, os beijos perdem o sabor.

O seu sorriso ainda é lindo e eu vibro a cada um que vejo ou escuto, numa mistura de euforia e carinho, sei que você sorri sincero e eu gosto da sua felicidade. Gosto dela longe ou perto de mim. Mas sua risada não tem o mesmo efeito de me desabrochar e me deixar confortável, sua risada tornou-se apenas uma risada. O brilho acabou alguns dias atrás, ele ja andava meio que querendo apagar, mas eu restabelecia a conexão da energia que guardava no peito. Algumas vezes apagou por completo e consegui reacender, dar uma nova cara.

E esse brilho vingou por alguns dias, até quando se apagou por vez e não havia mais motivo para brilhar. A maneira como brilhávamos estava muito à maneira como eu incendeio, estava muito minha cara, minha essência e se for para ser assim, eu prefiro brilhar sozinho.


18/05/2017

Resenha: "Muito Amor Por Favor", de Vários Autores

Muito Amor Por Favor
Um Sentimento Em Quatro Estações
Arthur Aguiar, Frederico Elboni, Ique Carvalho e Matheus Rocha
Editora Sextante, 2016
240 páginas
Este livro reúne textos que mostram o amor do ponto de vista de quatro jovens que escrevem sobre relacionamentos legítimos e atuais, que souberam se reinventar. Sem medo de expressar seus sentimentos, deixam para trás estereótipos já obsoletos – como o controlador machista ou o piegas choroso – e falam sobre viver a dois e sobre a natureza das relações em todos os seus aspectos.

O AMOR É ÁGUA
Arthur Aguiar escreve sobre o amor quando ele é como a água: pode ser agradavelmente quente ou ferir se ficar gelado e rígido. Por vezes é tempestade, por vezes, calmaria. Mas quando é fluido, torna-se profundo e amolda-se a tudo.

O AMOR É AR
Frederico Elboni fala sobre o amor ar, aquele que é leve, que eleva, faz flutuar. Mostra como é amar sem peso, sem amarras. Mesmo quando vem um vendaval, logo volta a ser a brisa, envolvendo os apaixonados com carinho e cuidado.

O AMOR É FOGO
Ique Carvalho escreve sobre o amor quando ele é fogo, que arde, arrebata, aquece a alma, mas às vezes incendeia até doer. Pode se manter como brasa por muito tempo, aguardando a chance de ser chama de novo, ou até renascer das cinzas

O AMOR É TERRA
Matheus Rocha fala sobre do amor do tipo terra, aquele estável, certo, que traz segurança, mas que pode, de vez em quando, provocar terremotos que abalam estruturas, tiram tudo do lugar e viram a rotina de ponta-cabeça.
O livro, escrito a 8 mãos é divido entre os quatro autores, que descrevem o amor sob a ótica dos elementos: fogo, terra, água e ar! Cada parte traz diversos textos, que variam de formato e estilo: alguns são prosa; outros poesia; crônicas; fluxo de pensamento, etc. Além disso, é possível perceber a maneira de escrita pertencente a cada um dos autores e os recursos que usaram para casar os elementos com o sentimento em questão. Na maioria das vezes são utilizadas metáforas, porém em alguns momentos a surpresa fica por conta de outras formas de amor que podem ser encontradas ao longo dos textos. Um dos trechos mais bonitos e tocantes do livro acontece logo na primeira parte, com o elemento fogo, onde o autor Ique Carvalho fala um pouco sobre a relação com seu pai.
“Eu não briguei com Deus. Não xinguei o mundo nem ninguém. É difícil acreditar no que eu vou dizer, mas um dia a dor que existe dentro de você vai desaparecer. Eu sei que agora não é o que você sente, mas um dia você descobrirá que, quando nos esforçamos para nos tornarmos melhores do que somos, tudo a nossa volta se torna melhor também.”
Cada texto varia também de enfoque, alguns colocam em ênfase o começo das relações amorosas, o frio na barriga, as expectativas; enquanto outros abordam o fim de namoro, a vida de solteiro, os amores volúveis e de uma noite, além de histórias engraçadas, pensamentos e reflexões sobre esse sentimento que possui várias formas, como os elementos.

O livro é indicado para os apaixonados de plantão e para quem gosta de leituras rápidas, que podem ser consumidas em pequenas doses diárias, como crônicas de um jornal.

16/05/2017

Resenha: "Vozes de Tchernóbil", de Svetlana Aleksiévitch

Vozes de tchernóbil
A história oral do desastre nuclear
Svetlana Aleksiévitch
Editora Companhia das Letras, 2016
384 páginas
"Em abril de 1986, uma explosão na usina nuclear de Tchernóbil, na Ucrânia então parte da finada União Soviética , provocou uma catástrofe sem precedentes: uma quantidade imensa de partículas radioativas foi lançada na atmosfera e a cidade de Pripyat teve que ser imediatamente evacuada. Tão grave quanto o acidente foi a postura dos governantes soviéticos, que expunham trabalhadores, cientistas e soldados à morte durante os reparos na usina. Pessoas comuns, que mantinham a fé no grande império comunista, pereciam após poucos dias de serviço. Por meio das vozes dos envolvidos na tragédia, Svetlana constrói este livro arrebatador, que tem a força das melhores reportagens jornalísticas e a potência dos maiores romances literários. Uma obra-prima do nosso tempo. "
Quando estudamos acontecimentos históricos não temos a dimensão de como aquele fato afetou cada indivíduo, ou como aquele acontecimento foi determinante e modificou as vidas afetadas. É esse um dos grandes trunfos de Vozes de Tchernóbil. Svetlana fez um grande trabalho jornalístico e de apuração para escrever o livro que conta em detalhes sobre o desastre nuclear de Tchernóbil em 1986. A autora recolheu relato de diversas pessoas, como passou a ser o cotidiano delas, como superaram, quais suas opiniões, e os desdobramentos da explosão que chocou o mundo, e principalmente a Ucrânia.

Alguns relatos trazem à tona a doçura dos sentimentos humanos, a esperança e a capacidade de resiliência dos seres humanos, enquanto outros, mostram de forma pungente as dores e tragédias da vida. Dessa forma, a obra traz diversas histórias, não se concentrando em um só personagem, mas sim em uma galeria de indivíduos e seus conflitos.
“Sempre que os venho ver, trago dois buquês: um para ele, o segundo eu ponho num cantinho para ela. Eu me arrasto pela tumba, sempre de joelhos... Eu a matei... Fui eu... Ela... Ela me salvou ... A minha filhinha me salvou. Recebeu todo impacto radioativo, foi uma espécie de receptor desse impacto. Tão pequenininha. Uma bolinha. Ela me salvou. Mas eu amava os dois. Será... Será possível matar com amor? Com um amor como esse! Por que andam juntos , amor e morte? Estão sempre juntos. Alguém pode explicar? Alguém tentaria?”

Em 2015, Svetlana recebeu o Prêmio Nobel da Literatura e em 2016 visitou o Brasil, fazendo parte da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), sendo o Vozes de Tchernóbil um dos livros mais vendidos da feira. Quem tiver interesse, existe um vídeo com a mesa que a autora participou e debateu sobre o processo de escrita, o livro e seu trabalho:



A leitura de Vozes de Tchernóbil é uma daquelas que transformam para sempre a visão sobre um tema, principalmente por mostrar histórias reais tão brutais e sobre um tema tão pouco explorado. Da mesma forma que Hiroshima de John Hersey entrou para a história do jornalismo literário e da literatura em si, Vozes de Tchernóbil também cumpre o papel de honrar a história de pessoas que sobreviveram a uma catástrofe sem precedentes, e que transmitem suas histórias através das páginas de uma obra primorosa.

14/05/2017

Quando Bate Aquela Necessidade

Estou há três meses tentando trocar de layout, já foram feitas tantas versões e subversões de layouts. Alguns realmente chegaram a ficar prontos, mas após concluir, cruelmente, aquilo que produzi já não fazia mais sentido. Eu percebi que queria colocar cores demais, coisas demais e eu não sou nada disso, eu sou bem simples no meu estilo de vida.


A criação de várias versões me fez perceber o quanto a arte é influenciada pelo que estamos sentindo: abri o photoshop quando estava triste, quando estava com raiva e quando estava feliz. Cada vez que produzia uma nova arte me sentia animado, mas não tardava para aquilo me desagradar. Eu estava produzindo algo do momento, algo que era uma parte de mim, então eu não poderia montar um layout quando estivesse triste, nem quando eu estivesse feliz.

Esperei.

E tem momentos na nossa vida que estamos felizes e tristes ao mesmo tempo, é bem estranho. Abri, num desses momentos, todas as versões que tinha feito e consegui retirar essência de cada um, focando naquilo que me faz realmente bem: a simplicidade.

Estou numa época da minha vida que tudo se torna efêmero, muda muito rápido. O Sete Coisas é uma das coisas que mantive por muito tempo, mais que relacionamentos e é até mais velho que minha irmã mais nova. Aqui é onde catalogo minhas fotografias, meus pensamentos, minhas tristezas, felicidades, livros lidos, opiniões - muitas coisas sobre meu dia a dia. Esse blog se não for a minha cara não tem sentido de existir e a partir de hoje irei chama-lo de Efêmero até quando decidir que essa fase passou (e espero que demore).

Muitas coisas influenciaram pra esta nova fase: muitas mudanças, términos e inícios.  A única coisa que consigo dizer é que estou excitado, feliz e disposto para tudo que vier.

Então bem-vindos à minha nova fase de vida, nova fase do blog. 

11/05/2017

Resenha: "Confissões On-line 2", de Iris Figueiredo

Confissões On-line 2
Entre o real e o virtual, livro 02
Iris Figueiredo
Editora Planeta
216 páginas
Mariana Prudente realizou seu maior sonho: fazer intercâmbio. Depois de dois meses de muito aprendizado e diversão no Canadá, ela voltou para casa, mas, dessa vez, é Arthur quem parece distante. Para completar, além de não ter a menor ideia do que fazer com o próprio futuro, Nina, sua melhor amiga, está de malas prontas para fazer faculdade em outro estado. Mari, então, mais uma vez faz de seus vídeos o lugar ideal para extravasar e falar sobre seus anseios e a sua rotina diária. O canal Marinando ganha cada vez mais acessos e vira um fenômeno na internet. Com a sua vida virtual dominando a real, Mariana ainda precisará acertar as contas com o passado e enfrentar quem não está feliz com o sucesso dela. Mas, com a ajuda de uma nova amiga, Mari conseguirá enfrentar os momentos bons e ruins dos próximos meses e finalmente descobrir quem ela realmente é.

Depois de conhecer o Canadá, Toronto e até Nova York é hora de voltar à realidade, hora de voltar pra casa. Mari conseguiu realizar seu maior sonho - o intercâmbio - que por sinal, foi maravilhoso. Além dos lugares incríveis que conheceu fez grandes amigos, incluindo uma brasileira - Pilar - a quem ela se apegou bastante e desejava continuar próxima após o fim da viagem. Porém, ao chegar em casa, ela percebeu que nem tudo a esperava como ela imaginava, em especial Arthur que parecia mais distante agora do que quando os milhares de quilômetros os afastavam.



Com toda a agitação pro casamento de Mel, Mari e Arthur não conseguem se ver e uma semana inteira passa desde a sua volta e nenhum encontro entre os dois acontece. Com toda a frustração e saudade acumuladas, as coisas ficam ainda piores quando, depois de Arthur se recusar a acompanhar Mari ao shopping - por estar cansado - ela o vê com outra garota no meio da rua, em um momento íntimo com direito a carinho no rosto. Sua única reação é correr pra casa e ficar incomunicável, tentando entender o que havia visto.

A vida está de cabeça pra baixo, o namoro não vai nada bem, Nina continua apresentando indícios de estar passando por distúrbios alimentares, o vestibular está chegando e até on-line as coisas estão bem confusas. Quando Mari acreditava que tinha se livrado do ensino médio e de todo o drama que o acompanhava - Edu, Helô e Léo - aparece uma nova vlogueira, uma tal Lolô, disposta a fazê-la relembrar todas as coisas que, sim, ainda a atormentavam, a fazendo pensar até em desistir.



São muitas as preocupações de Mari. O futuro, o amor, as amizades - tudo parece meio incerto. Me identifiquei muito, porque aos 16 eu passava pelos mesmos problemas e acredito que todo adolescente passando por essa fase vai amar ler essa história e se ver em muitos detalhes. Além das descobertas e indecisões, Iris Figueiredo aborda temáticas importantíssimas, como os distúrbios alimentares e quão sérios são os fins que podem levar aqueles que enfrentam essas doenças. Acredito que esse é o tipo de leitura que me faria bem ler no ensino médio, indicaria aos meus alunos se fosse professora de literatura, mas como não sou, indico a todos vocês e principalmente aos adolescentes que estão passando por essa fase de muitas escolhas. Talvez a história da Mari os ajudem a fazer escolhas certas e entenderem que com esforço e dedicação no final tudo fica bem.

04/05/2017

Resenha: "Amor Imenso", de Penelope Ward

Amor Imenso
Penelope Ward
Editora Essência
272 páginas
Desde garoto, Justin amava Amelia, que odiava Justin desde que ele se mudou para a casa vizinha à da sua avó, em Rhode Island. Não, nada disso. Amelia também amava Justin, mas um mal-entendido o fez pensar que a garota mais incrível do mundo não correspondia ao seu amor e, pior, o odiava.
Os anos se seguiram, e os dois tomaram caminhos distintos até que o destino – e um empurrãozinho de Nana, avó de Amelia – os reuniu novamente na casa onde se conheceram quando eram adolescentes. Obrigados a compartilhar o mesmo espaço, Justin – que aparece na casa de praia de Nana com a namorada – e Amelia vivem como cão e gato. Orgulhosa, a princípio ela não dá o braço a torcer ao amor que sempre sentiu pelo vizinho e reluta o quanto pode contra os encantos de um Justin, agora, mais
maduro e... muito mais atraente. Será que ambos resistirão à paixão e ao desejo que os incita desde a adolescência?

Essa é uma história sobre desencontros. Sobre como, apesar do sentimento principal entre duas pessoas ser o amor, o destino pode ser cruel e a falta de diálogo pode determinar o fim do que seria um grande amor. Amélia e Justin se conhecem desde criança, quando ainda adolescentes tiveram seu primeiro encontro na casa da avó dela - Nana, a avó, cuidava de Justin muitas vezes porque os pais do garoto nunca o faziam. Ela com um tapa-olho pra corrigir a visão e ele com um violão. Desde o primeiro encontro a sintonia não poderia ter sido maior e até música ele compôs pra ela, na intenção de fazê-la perder a timidez e a vergonha por conta do "tapa".




A amizade entre os dois era gigantesca e apoiavam um ao outro em todas as situações chatas da adolescência. Até que o destino interveio e Amélia acabou descobrindo um segredo que envolvia a família de ambos e não conseguiu perdoar Justin por saber e nunca contá-la sobre. Sua decisão foi simplesmente afastar-se e cortar qualquer laço com ele, mudando de cidade e não deixando nem um bilhete, o que magoou a ambos de forma talvez irreversível.

Dez anos se passaram desde a briga dos dois, agora adultos e ainda sem contato nenhum desde o confronto que os afastou, mais uma vez o destino resolve unir seus caminhos e após a morte de Nana ambos descobrem que receberam dela de herança a casa em que se conheceram em Rhode Island - metade seria de Amélia e metade de Justin. Apesar do medo de precisar confrontá-lo, Amélia decide voltar a casa que agora também é sua e é então que revê Justin - lindo, com um corpo incrível e agora um homem. Só que, dessa vez, ele não é seu amigo. Muito pelo contrário, Justin a trata muito mal e todas as noites a perturba com os sons de sexo vindos do seu quarto, onde dorme com a atual namorada.

- Na vercade, hoje não. Tenho que ir...
- É essa a sua especialidade, não é?



A relação entre os dois é complicada e Amélia sente o terrível peso do arrependimento, afinal, compreende que depois de todos esses anos ainda o ama. O tempo passa muito rápido nessa narrativa e muitas coisas acontecem contra os dois, deixando o questionamento de porque esse amor não morreu mesmo com tantos desafios e decisões erradas. Lendo, lembrei muitas vezes de "Simplesmente Acontece" e amei essa co-relação, porque é uma de minhas histórias de amor favoritas - tão real! Foi uma leitura deliciosa e torturante, mas com um desfecho sensacional!

03/05/2017

EFBSB III: Encontro Fotográfico

Já faz algum tempinhos desde o último encontro fotográfico por aqui, porém matamos a saudade alguns dias atrás.



Conheci muita gente bonita, muita gente engraçada e até tentei modelar algumas vezes:



Caso alguém queria ser marcado no post basta deixa um comentário (porque é complicadérrimo encontrar todo mundo)!

Se postar alguma foto, só peço que credite-me: @igormedeiroz.


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