// 20 Mar 2017

Bloco de Notas III


É a terceira vez que acontece: que sinto esse sentimento sofrido, sentimento de quem resolveu se entregar para o escuro, o novo e o inseguro. Um sentimento que caleja a pobre alma numa incerteza abrupta, que derruba os sentidos e constrange as certezas construídas durante o raciocínio lógico. Ao mesmo tempo que é ruim, é inquieto, é quente. Tem sabor. Nos beijos, nos olhares, nos abraços que afogam palavras não ditas – e que jamais serão ditas. Sofre do não saber o que o destino lhe pretende quando está longe, enquanto anseia pelo beijo sem fôlego, pelas costelas coladas.

Aprende, agora pela terceira vez, a se encaixar novamente no balançar de um peito com respiração calma e se acostumar com os sentimentos que contradizem, que perturbam e deixam consequências debaixo dos olhos. É intenso. É destruidor. Apavorante. Excitante. O beijo é bom, a conversa é gostosa de ouvir e o cheiro que afeta o meu, me deixa pedindo mais, contando os dias ao acordar e sonhos ao dormir.

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