29/03/2017

Resenha: "Paixão Sem Limites", de Abbi Glines

Paixão Sem Limites
Rosemary Beach, livro 01
Abbi Glines
Editora Arqueiro
192 páginas
Blaire Wynn não teve uma adolescência normal. Ela passou os últimos três anos cuidando da mãe doente. Após a sua morte, Blaire foi obrigada a vender a casa da família no Alabama para arcar com as despesas médicas. Agora, aos 19 anos, está sozinha e sem lugar para ficar. Então não tem outra escolha senão pedir ajuda ao pai que as abandonara. Ao chegar a Rosemary, na Flórida, ela se depara com uma mansão à beira-mar e um mundo de luxo completamente diferente do seu. Para piorar, o pai viajou com a nova esposa para Paris, deixando Blaire ali sozinha com o filho dela, que não parece nada satisfeito com a chegada da irmã postiça. Rush Finlay é filho da madrasta de Blaire com um famoso astro do rock. Ele tem 24 anos, é lindo, rico, charmoso e parece ter o mundo inteiro a seus pés. Extremamente sexy, orgulha-se de levar várias garotas para a cama e dispensá-las no dia seguinte. Blaire sabe que deve ficar longe dele, mas não consegue evitar a atração que sente, ainda mais quando ele começa a dar sinais de que sente a mesma coisa. Convivendo sob o mesmo teto, eles acabam se entregando a uma paixão proibida, sobre a qual não têm nenhum controle. Mas Rush guarda um segredo que Blaire não deve descobrir e que pode mudar para sempre as suas vidas.



Paixão Sem Limites é o primeiro volume da série Rosemary Beach, da Abbi Glines. Essa série já tem 14 livros lançados no exterior e 12 já foram lançados aqui no Brasil, pela Editora Arqueiro. A série se passa na cidade de Rosemary, na Flórida e conta a história de vários casais, mas todos os personagens acabam estando ligados de alguma forma - o que achei sensacional. Esse livro conta a história de Blaire e Rush, o casal tem sua história contada em três livros + um extra.

Desde muito nova Blaire teve que aprender a se virar e mesmo sendo uma adolescente vivia tendo que lidar com grandes responsabilidades. Depois de passar os últimos três anos de sua vida cuidando da mãe que sofria de câncer, a doença venceu e levou sua mãe, a deixando completamente sozinha no mundo. Sozinha aos 19 anos e com pouco dinheiro no bolso, foi obrigada a procurar o pai em busca de um lugar pra morar, ao menos enquanto não se estabelecia financeiramente. Acontece, que a relação com o pai era quase nula. Há anos não o via, pois desde a morte de sua irmã gêmea, o pai havia abandonado sua família, deixando ela e a mãe sozinhas tentando colar os pedaços que restavam da vida que antes conheciam e amavam.



Chegando em Rosemary Beach, Blaire se depara com uma mansão com vista para o mar e uma quantidade de riqueza que ela só havia visto em filmes e séries. Além do choque de realidade, ela descobre que o pai viajou para Paris com a sua atual mulher, deixando-a á mercê do filho da madrasta que ela nem mesmo conhecia, seu irmão postiço - Rush Finlay. Rico, lindo de morrer e extremamente sexy. Rush é um pecado a qual Blaire sabe que deve manter distância e nem precisa de muito para confirmar isso, já que morando na mesma casa que que ele, ela pode presenciar como ele transava com uma mulher diferente todas as noite e no outro dia a descartava. Porém, aos poucos ambos vão percebendo o quão difícil é resistir à química que emana dos dois e a tensão sexual é quase palpável sempre que os dois se aproximam. Mas, acima de tudo - da diferença financeira entre eles ao ódio de Rush pelo pai de Blaire - existe um segredo que todos em Rosemary aparentemente conhecem, menos ela.



Abbi Glines é simplesmente minha autora favorita dos últimos tempos quando o assunto é Young Adult. Seus romances são cheios de personalidade, cenas de sexo muito bem escritas e diálogos de tirar o fôlego. Blair e Rush ganharam meu coração, apesar de me deixarem aos pedaços depois de ler a última página, com o coração apertado e louca pra ler o segundo livro da série (Tentação Sem Limites), que continua a história dos dois.



Leia também sobre outro volume da série:
Rosemary Beach #11: À Sua Espera

23/03/2017

Resenha: "Um instante de felicidade", de Federico Moccia

Um instante de felicidade
Federico Moccia
Editora Planeta
352 páginas
O italiano Nicco enfrenta a passagem da adolescência para a vida adulta com muito mais sofrimento que seus amigos. Sua namorada terminou tudo com ele com um "sinto muito", sem dar nenhuma explicação, e seu pai acabou de morrer. Como o "homem da casa", ele precisa cuidar da mãe, que se entrega à tristeza pela morte do marido, e das duas irmãs que não conseguem se acertar com seus respectivos companheiros. Para dar conta de tudo, ele se divide entre dois empregos. Em meio a esse turbilhão de emoções e acontecimentos, Nicco conhece uma encantadora turista americana nas ruas de Roma e percebe que a vida é curta demais para ser desperdiçada com lamentos sobre o passado. Com a bela Ann, ele embarca numa aventura romântico-gastronômica pela Itália e redescobre seu norte com instantes de felicidade.


"Sinto muito". Foi assim que, mais uma vez, a vida deu a Nicco um tapa na cara. Após ter perdido o pai - a quem era muito apegado e amava absurdamente - foi essa a única frase que ouviu da agora ex-namorada, Alessia, que o deixou sem maiores explicações. Sentia uma saudade gigantesca do pai e sofria as consequências de agora ser o homem da casa, como a mãe e as irmãs não cansavam de chamá-lo e sempre cobrando-lhe atitudes que antes cabiam ao pai. Com toda a pressão e o fim do namoro com Alessia, definitivamente as coisas não andavam nada fáceis para Nicco.



Tendo que trabalhar o dia inteiro na banca da família pela manhã e em um escritório de imóveis pelo resto do dia, o tempo livre que lhe restava eram apenas aquelas horas horríveis que, após um fim de namoro, só eram ocupadas com pensamentos depressivos. Nicco martirizava-se recordando dos bons momentos com a ex e pensando em tudo que poderia ter feito diferente, principalmente, arrependia-se de tudo que não fez, do "eu te amo" nunca dito e das tantas declarações que, apesar de ser apaixonadíssimo, não foi capaz de fazer.

Sempre esperando uma ligação, e-mail, SMS, ou sinal de fumaça de Alessia, Nicco segue seus dias ouvindo as bobagens do amigo, Ciccio, e tentando resolver os problemas das irmãs, que decidiram que agora ele era o responsável até pelos relacionamentos amorosos mal resolvidos de ambas. Porém, em uma das andanças com Ciccio - que tinha duas namoradas fixas a quem enganava a mais de um ano -, conheceram duas belas entrangeiras, Raily e Ann, que apesar de quase não entenderem o que falavam, se deram bem de cara e passaram a curtir as férias com as duas como se também estivessem de férias, mostrando-lhes os melhores restaurantes e pontos turísticos de Roma.



Apesar de todo o drama que vivia, Nicco passa a viver pequenos "instantes de felicidade" e vê em Ann uma oportunidade de apreciar momentos leves, em que sorrir se tornava algo fácil de fazer. Em alguns momentos, enquanto lia, me senti frustrada pela comunicação ruim entre os dois. Ann muitas vezes declarava-se dizendo muitas palavras de amor e Nicco quase não compreendia e vice-versa. Apesar disso, em outros momentos, pude enxergar que a química entre os dois era tanta, que as palavras nem eram necessárias. Apesar da resistência de Nicco, Ann aos poucos vai quebrando as barreiras para chegar ao coração dele e é uma viagem muito gostosa de acompanhar. O final é daqueles que deixam mil questionamentos e pode ser interpretado ou imaginado de formas diferentes, mas acredito que deu um ar especial a história. Gosto de acreditar que Nicco foi capaz de se entregar e viver cada instante de felicidade, apesar de toda a tristeza ao seu redor.

20/03/2017

O beijo é bom


É a terceira vez que acontece: que sinto esse sentimento sofrido, sentimento de quem resolveu se entregar para o escuro, o novo e o inseguro. Um sentimento que caleja a pobre alma numa incerteza abrupta, que derruba os sentidos e constrange as certezas construídas durante o raciocínio lógico. Ao mesmo tempo que é ruim, é inquieto, é quente. Tem sabor. Nos beijos, nos olhares, nos abraços que afogam palavras não ditas – e que jamais serão ditas. Sofre do não saber o que o destino lhe pretende quando está longe, enquanto anseia pelo beijo sem fôlego, pelas costelas coladas.

Aprende, agora pela terceira vez, a se encaixar novamente no balançar de um peito com respiração calma e se acostumar com os sentimentos que contradizem, que perturbam e deixam consequências debaixo dos olhos. É intenso. É destruidor. Apavorante. Excitante. O beijo é bom, a conversa é gostosa de ouvir e o cheiro que afeta o meu, me deixa pedindo mais, contando os dias ao acordar e sonhos ao dormir.

17/03/2017

Catador de girinos em poças de lama

​Esse é mais um daqueles textos de infâncias-do-igor-que-não-muda-a-vida-de-ninguém, mas que escrevo para não apagar da memória.

Semana passada, decidi dormi um pouco mais tarde num dos dias pra assistir um filme, logo não sabia que a escolha poderia ser horrível. Vou contar duas situações: a que aconteceria comigo se estivesse dormido cedo e a que realmente aconteceu. Se eu tivesse dormido cedo, estaria menos cansado no outro dia, estaria bem linda na minha casa no primeiro sono, debruçada na cama com o edredom entre as pernas e um dos braços debaixo do travesseiro, porque é geladinho. A segunda situação foi a seguinte, após o filme, Ninfomaníaca, decidi ir ao banheiro para dar aquela velha mijada da madrugada e eu não sei vocês, mas eu sento no vaso para mijar - e foi uma sensação muito gostosa, porque segurei o xixi durante todo o filme (sendo que eu poderia pausar), nos segundos finais da minha maravilhosa mijada sinto algumas patinhas gosmentas nas minhas costas. Bateu com força e ali ficou. E eu tremi. Gritei. Me mijei. E o bicho pulou na parede. E pulou em mim novamente. E eu gritei. E parede. E eu. E grito. E perereca? Era sapo. Mutante. Mentira, tinha o tamanho do meu polegar, mas eu me tremi quando o bicho pulou em mim. Era guerra dentro do banheiro, eu com as calças abaixadas e o bicho pulando feito louco, um com medo do outro.

Era de madrugada e eu não poderia fazer muita coisa, parei de gritar e quebrar todo o banheiro, resolvi pegar o bicho com a mão, porque lembrei que fazia isso quando era criança. Lembro que uma vez, na piscina lá da chácara que tínhamos entrava de vez em quando alguns sapinhos e sempre os pegava com a mão enquanto meu primos saiam correndo ou se afogando na piscina com medo daquele bichinho magricelo; ainda mais novo, quando morava em outra cidade, havia várias poças d'água e dentro dessas poças haviam girinos: um ponto preto no barro com calda. Eu achava que era peixe. Mas era sapo. Crianças são tão bobas, como eu era inocente. Eu colocava meus tão sonhados peixes dentro de uma garrafa com água limpa e levava pra casa - minha mãe nunca gostou e eu nunca entendi o motivo, agora entendo, era sapo não peixe. E ela sempre jogava eles num lago que tinha perto de casa, enquanto eu ia brincar com os meninos da rua. Voltando a história peguei com a mão e senti uma gosma, um treco mole e estranho, fechei o punho para não pular na minha cara e fui de mansinho, pela cozinha, jogar o bicho no quintal, nessa altura já devia estar com as calças levantadas.

O bicho livre. Eu livre. Me lembrei da infância. Mas adulto também é bobo, fui pesquisar nas possíveis doenças transmissíveis por sapos (e não há nenhuma grave para sapos comuns) e também me banhar de álcool. Era frescura, eu sei. Mas eu não quero morrer. Naquele momento intimo, literalmente, da perereca e eu, lembrei da infância que não volta e senti uma nostalgia daquilo, do sapo, da piscina, da água gelada e barro. Percebi que quando a gente cresce, vamos perdendo a valentia, tornando-nos mais conscientes e mais medrosos.

Pegar a perereca na mão foi coragem, dormi feliz. Que tenha mais sapos no mundo.

15/03/2017

Resenha: "A Rainha de Tearling", de Erika Johansen

A Rainha de Tearling
Livro 01
Erika Johansen
Suma de Letras
352 páginas
Quando a rainha Elyssa morre, a princesa Kelsea é levada para um esconderijo, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta. Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear – uma joia de imenso poder –, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Sua jornada para salvar o reino e se tornar a rainha que deseja ser está apenas começando. Muitos mistérios, intrigas e batalhas virão antes que seu governo se torne uma lenda... ou uma tragédia.
A Rainha de Tearling, é uma trilogia - que inclusive já teve seu último volume publicado no exterior - e é uma mistura sensacional de fantasia medieval e distopia, diferente de tudo que eu já havia lido. A rainha Elyssa morre e a princesa Kelsea, sua filha, é levada para morar com seus então pais adotivos vivendo em exílio, longe de tudo que lhe era de direito, vivendo em uma cabana isolada no meio de uma floresta. Até os dezenove anos, Kelsea conhecia unicamente os pais adotivos, Carlin e Barty, seus pais e educadores, que foram responsáveis pela sua criação e por ensinar-lhe tudo que um dia seria útil para que ela pudesse retornar ao trono, exceto alguns segredos que por juramento foram obrigados a esconder de Kelsea durante toda a sua vida.



Porém, após completar o 19° aniversário, os membros da Guarda da Rainha vão ao seu encontro e Kelsea é obrigada a deixar a única vida que conhecia pra trás, pois era chegada a hora de retornar ao trono, seu lugar de direito. Mesmo sendo a rainha de Tearling e tendo em posse a safira Tear - uma joia com poder único e imensurável -, Kelsea encontra milhares de perigos e antes mesmo de chegar à fortaleza de Tearling descobre que muitas pessoas a querem morta, incluindo seu tio, o, até então, regente de Tearling. Além do tio e de alguns nobres que desejam tirar sua vida, Kelsea sofre ameaças da Rainha Vermelha, feiticeira que comanda Mortmesne, cidade que tem fronteira com seu reino.




A remessa se aproxima, jaulas cheias,
Uma voz canta em todo o Tearling,
Fogo nas jaulas, silêncio na Fortaleza,
O Tearling chora, a rainha está aqui.
Apesar de ser muito jovem e bastante comum - não possuindo a beleza que todos acreditavam ser necessária a uma rainha -, a princesa tem bastante determinação e descobre ser forte o bastante para merecer o trono e o respeito de todos. Em pouco tempo mostra ser capaz disso, tomando decisões muito inteligentes desde a sua partida até a chegada à Tearling, onde descobre um mundo de horrores e crueldade, que ela está disposta a destruir. Com isso, ela acaba conquistando a lealdade dos seus guardas e o apoio do seu povo, que vê nela a esperança de dias melhores, afinal, ela era a Rainha Verdadeira.


- Esperei muito tempo por você, rainha tear. Mais do que pode imaginar.
Kelsea conquistou meu coração de forma que há muito tempo não acontecia, com seu jeito único, inteligente e forte me deixou completamente apaixonada. É uma personagem que manterei durante muito tempo na memória. A história é cheia de ação e de diálogos que tiram o fôlego, além de personagens riquíssimos, cheios de características únicas e marcantes. Desde Jogos Vorazes, não encontrei uma distopia tão bem escrita e de história tão relevante. Pra deixar meu coração ainda mais extasiado, vai ter filme e adivinhem quem será a protagonista? Emma Watson!! Sou a ansiedade em pessoa e estou morrendo com essa informação, da mesma forma que estou enlouquecendo pelo segundo volume dessa história maravilhosa.

13/03/2017

Resenha: "Uma Canção de Ninar", de Sarah Dessen

Uma Canção de Ninar
Sarah Dessen
Editora Seguinte, 2016
380 páginas
Remy não acredita no amor. Sempre que um cara com quem está saindo se aproxima demais, ela se afasta, antes que fique sério ou ela se machuque. Tanta desilusão não é para menos: ela cresceu assistindo os fracassos dos relacionamentos de sua mãe, que já vai para o quinto casamento. Então como Dexter consegue fazer a garota quebrar esse padrão, se envolvendo pra valer? Ele é tudo que ela odeia: impulsivo, desajeitado e, o pior de tudo, membro de uma banda, como o pai de Remy — que abandonou a família antes do nascimento da filha, deixando para trás apenas uma música de sucesso sobre ela. Remy queria apenas viver um último namoro de verão antes de partir para a faculdade, mas parece estar começando a entender aquele sentimento irracional de que falam as canções de amor.
Existem duas pessoas que escrevem romances e que têm me deixado com expectativas a cada lançamento, primeiro é a Jennifer Niven (você pode conferir a última resenha que escrevi clicando aqui) e segundo vem Sarah Dessen que mais uma vez, não tanto como no primeiro livro que li, me deixou de pé aplaudindo uma história tão entusiasmante. Sou uma pessoa bem ligada a música, então, ao ler uma história de personagens também ligado a essa arte, me fez sentir prestigiado numa leitura engajada em música e sensações.

 Dessen tem o costume de trabalhar com temas que a cada dia deixam de ser tabus e se tornam cada vez mais normais, porém que muitos autores evitam de abordar, talvez por não ser algo totalmente agradável de ser lido. Mesmo abordando temas relativamente pesados, sua linguagem e característica na escrita continuam amenizando os impactos, tornando leve e realmente prazeroso: saber que pessoas passam por realidades como aquela e conseguem ultrapassar barreiras.


Sarah Dessen escreve, dessa vez, sobre uma garota com uma vida complicada dentro casa; uma jovem desacreditada no amor (será que não é o que acontece com todos os jovens atualmente?) e sobre uma garota que tenta ser insensível.  Com o tempo é mostrado como o amor - seja de amigo, família, namorado... - tem  o poder de curar qualquer coisa e a qualquer momento. Percebemos que nem sempre um sorriso é uma felicidade e que não vamos conseguir manter sempre longe dos medos que nos aterrorizam.


Resolvi escrever uma resenha curta e não falar muito de história, porque ela pode ser lida na sinopse. Gostaria mesmo era de deixar minha recomendação para os títulos escritos por essa autora, eles contém doses de realidade e fazem perceber que todo problema tem solução, que evitar e prorrogar não é de fato o certo, porque uma hora ou outra teremos que enfrentar isso. O livro é, claramente, focado em um romance, mas acho que se estende apenas como um palco secundário, onde as outras coisas que acontecem com Remy, a protagonista, são as que realmente devemos perceber - e aprender.

11/03/2017

6 on 6 — Março, 2017

6 on 6 é um projeto fotográfico mensal, que consiste em postar a cada dia 6 do mês 6 fotos com um tema e uma técnica fotográfica assim como definimos no grupo), são fotos para sair da rotina, da zona de conforto e arriscar; faço parte juntamente com outros blogueiros maravilhosos: o Lucas, a Luly. a Maíra e a Renatinha (confere as fotos deles ou clique aqui para ver as fotos dos meses anteriores).






O tema desse mês foi diversão e a técnica foi longa exposição. Podemos perceber que não fiz nenhum dos dois, mas se você seguir lá no instagram prometo correr atrás de fotos com longa exposição!

09/03/2017

Resenha: "Escândalo de cetim", de Loretta Chase

Escândalo de cetim
Loretta Chase
Editora Arqueiro
272 páginas
Irmã do meio entre as três proprietárias de um refinado ateliê de Londres, Sophia Noirot tem um talento inato para desenhar chapéus luxuosos e um dom notável para planos infalíveis. A loura de olhos azuis e jeito inocente é na verdade uma raposa, capaz de vender areia a beduínos. Assim, quando a ingênua lady Clara Fairfax, a cliente mais importante da Maison Noirot, é seduzida por um lorde mal-intencionado diante de toda a alta sociedade londrina, Sophia é a pessoa mais indicada para reverter a situação.

Nessa tarefa, ela terá o auxílio do irmão cabeça-dura de lady Clara, o conde de Longmore. Alto, musculoso e sem um pingo de sutileza, Longmore não poderia ser mais diferente de Sophia. Se a jovem modista ilude as damas para conseguir vesti-las, ele as seduz com o intuito de despi-las. Unidos para salvar lady Clara da desonra, esses charmosos trapaceiros podem dar início a uma escandalosa história de amor... se sobreviverem um ao outro.

Em Escândalo de Cetim, segundo livro da série As Modistas, Loretta Chase nos presenteia com um dos casais mais deliciosos já descritos. Além de terem uma inegável química, Sophia e Longmore são divertidos como o rodopiar de uma valsa e sensuais como um corpete bem desenhado.
Escândalo de Cetim é o segundo volume da série As Modistas, que conta as aventuras das irmãs Noirot - Marcelline, Sophia e Leonie - donas de uma loja de vestidos, ambiciosas e que acreditam serem as melhores do mundo, de forma a serem capazes de qualquer coisa para aumentar a visualidade da loja e conquistar a freguesia que lhes convém. No primeiro livro conhecemos mais à fundo Marcelline, a irmã mais velha e criadora dos modelos dos belíssimos vestidos da Maison Noirot. Nesse segundo volume conhecemos Sophia, a irmã do meio, responsável pela criação dos chapéus e por mantê-las no Sptecle - coluna do jornal - em que ela escreve sobre as fofocas da sociedade e claro, com riqueza de detalhes nos vestidos vendidos por elas, dando destaque à loja.



Após casar-se com o duque de Clevedon, Marcelline insistiu em continuar trabalhando, afinal com o seu casamento acabou conquistando a antipatia da mãe de Clara e Harry Longmore, que desejava ter a filha como duqueza, não uma simples lojista. As Noirot desejavam conquista-la como sua cliente, mas sabiam que seria um imenso desafio. As coisas não estavam indo bem para Clara, que após o fracasso com Clevedon, só atraía péssimos candidatos para marido, entre eles Adderley, um sedutor e bajulador que apenas cogitava casar-se para conseguir pagar suas inúmeras dívidas. Adderley acaba atraindo Clara para uma situação embaraçosa, que arruinou sua imagem de inocente, a obrigando a aceitar seu pedido de casamento. Todavia, arrasada com a possibilidade de ter que entregar seu destino nas mãos daquele homem, Clara acaba fugindo com sua criada, deixando a todos desesperados - incluindo as modistas, que não podiam perder sua melhor cliente.

Longmore encontrava-se completamente perdido diante à situação horrível em que se encontrava a irmã, da mesma forma que Sophia, pois a moça não aceitava perder lady Clara dessa forma - nem para um mal casamento, com um homem que não poderia lhe dar os incríveis vestidos da Mason Noirot; nem para os perigos impensáveis que ela poderia encontrar sozinha em uma estrada. Dessa forma, os dois uniram suas forças para tentar encontrar uma solução pros problemas de Clara. Sophia e Longmore descobriram ser uma dupla genial, além de descobrirem uma paixão arrebatadora um pelo outro, afinal, eram perfeitos juntos. Mas a paixão dos dois só seria mais um problema, que ambos acreditavam não ter solução.



São muitas as aventuras que os dois se metem pra tentar resolver os muitos problemas que aparecem em seus caminhos, entre eles: encontrar Clara, salvá-la das garras de Adderley e conquistar a simpatia e clientela da mãe de Clara e Harry, além de descobrir como lidar com o que sentiam. Senti falta de uma participação mais evidente da terceira irmã, Leonie, porque mesmo no primeiro volume é possível conhecer um pouco de Sophia e do início da relação com Longmore. Leonie é a irmã que menos aparece e senti falta de saber algo mais sobre ela. No mais, é um romance incrível e a série me pegou em cheio, me deixando completamente ansiosa pra ler os próximos volumes e ter mais das sensacionais irmãs Noirot.



Leia também sobre o outro volume da série:
As Modistas #1: Sedução de Seda

07/03/2017

Resenha: "Toda Poesia", de Paulo Leminski

Toda Poesia
Paulo Leminski
Companhia das Letras
424 páginas
Paulo Leminski foi corajoso o bastante para se equilibrar entre duas enormes onstruções que rivalizavam na década de 1970, quando publicava seus primeiros versos: a poesia concreta, de feição mais erudita e superinformada, e a lírica que florescia entre os jovens de vinte e poucos anos da chamada “geração mimeógrafo”.
Ao conciliar a rigidez da construção formal e o mais genuíno coloquialismo, o autor praticou ao longo de sua vida um jogo de gato e rato com leitores e críticos. Se por um lado tinha pleno conhecimento do que se produzira de melhor na poesia - do Ocidente e do Oriente -, por outro parecia comprazer-se em mostrar um “à vontade” que não raro beirava o improviso, dando um nó na cabeça dos mais conservadores. Pura artimanha de um poeta consciente e dotado das melhores ferramentas para escrever versos.
Entre sua estreia na poesia, em 1976, e sua morte, em 1989, a poucos meses de completar 45 anos, Leminski iria ocupar uma zona fronteiriça única na poesia contemporânea brasileira, pela qual transitariam, de forma legítima ou como contrabando, o erudito e o pop, o ultraconcentrado e a matéria mais prosaica. Não à toa, um dos títulos mais felizes de sua bibliografia é Caprichos & relaxos: uma fórmula e um programa poético encapsulados com maestria.
Este volume percorre, pela primeira vez, a trajetória poética completa do autor curitibano, mestre do verso lapidar e da astúcia. Livros hoje clássicos como Distraídos venceremos e La vie en close, além de raridades como Quarenta clics em Curitiba e versos já fora de catálogo estão agora novamente à disposição dos leitores, com inédito apuro editorial.
O haikai, a poesia concreta, o poema-piada oswaldiano, o slogan e a canção - nada parece ter escapado ao “samurai malandro”, que demonstra, com beleza e vigor, por que tem sido um dos poetas brasileiros mais lidos e celebrados das últimas décadas. Com apresentação da poeta (e sua companheira por duas décadas) Alice Ruiz S, posfácio do crítico e compositor José Miguel Wisnik, e um apêndice que reúne textos de, entre outros, Caetano Veloso, Haroldo de Campos e Leyla Perrone-Moisés, Toda poesia é uma verdadeira aventura - para a inteligência e a sensibilidade.

Eis o meu primeiro contato com a poesia de fato. Nunca havia lido um livro inteiro de poesias, apesar de sempre curtir os trechos famosos de poetas como Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu e tantos outros que nos deparamos internet à dentro. Minha maior surpresa foi encontrar alguns dos meus trechos favoritos de poemas nesse livro incrível que é o Toda Poesia, de Paulo Leminski. Acontece que nem sempre os quotes que lemos por aí são creditados corretamente e me surpreendi lendo coisas belíssimas do poeta.



Essa edição reúne toda a poesia já publicada por Paulo Leminski, todos os seus livros que hoje são clássicos da literatura brasileira reunidos em um só volume. Apesar de ser meu primeiro contato com esse tipo de leitura, pude deliciar-me com a intimidade do autor com as palavras. Os poemas não falam unicamente de amor, muito pelo contrário, a maioria dos poemas relatam situações diversas, de reflexões profundas de Leminski sobre tudo que o rodeava. Muitos poemas tive que reler algumas vezes e mesmo assim, não pude compreender o sentido de todos, porém, acredito que toda poesia tem um pouco disso. Acredito que o poeta nos dá a chance de enxergar com nossos olhos o que sua alma lhes revela, de forma que podemos compreender de um ponto de vista diferente do poeta, sendo essa a maior beleza que encontrei. É possível que ao ler um desses poemas eu encontre um significado e você outro. Ou, que determinado poema, me toque profundamente enquanto o mesmo não lhe cause nenhum rebuliço no peito e vice-versa.




Meus poemas preferidos, sem dúvidas, são os que falam de amor - e gastei todos os meus post-its com eles. Leminski tem um jeito singular e lindo de com poucas palavras tocar a alma da gente. Fiquei extremamente feliz de poder começar a ler poesia por suas obras e será um livro que terei sempre na cabeira da cama, pra vez ou outra ler algo e sorrir.

02/03/2017

Resenha: "À Sua Espera", de Abbi Glines

À Sua Espera
Rosemary Beach, livro 11
Abbi Glines
Editora Arqueiro
240 páginas
Mase sempre preferiu a vida simples em seu rancho no Texas à agitação do mundo do pai em Rosemary Beach. Na verdade, ele quase nunca visita o famoso astro do rock e Nan, sua meia-irmã mimada e egoísta. Mas tudo muda quando conhece uma das empregadas da casa, uma garota linda que, sem saber da presença dele, o desperta com seu canto desafinado.

Depois de anos sendo maltratada pela família e pelos colegas por causa de um distúrbio de aprendizagem, Reese conquistou sua liberdade e mora sozinha trabalhando como diarista para as famílias ricas da cidade. No entanto, seu sustento fica ameaçado quando ela causa um acidente na casa de Nan Dillon.

Ao ser salva por Mase, um rapaz atencioso e com charme de caubói, Reese fica surpresa pelo gesto dele e, depois, apavorada quando ele demonstra interesse nela. Nunca na vida Reese conheceu um homem em quem pudesse confiar. Será que Mase pode ser diferente?

Nessa ardente paixão que nasce entre a doce e batalhadora Reese e o centrado e sexy Mase, Abbi Glines mais uma vez mescla tristezas da vida real com amores de contos de fada e nos faz suspirar até a última página.
À Sua Espera é o décimo primeiro livro da série Rosemary Beach, da autora Abbi Glines. Porém, apesar de ser o décimo primeiro livro, pode ser lido, como fiz, como o primeiro. Vou explicar o porquê: É que, a série, consiste em contar a história de casais de uma cidade - Rosemary Beach - e tem trilogias ou duologias pra contar essas histórias. A história de cada casal pode ser lida separadamente, apesar de conter pequenos spoilers sobre os primeiros livros da série, o que pra mim não foi problema nenhum, não há nenhum impedimento no entendimento da história. Nesse volume inicia-se a história de Mase e Reese e tem continuação (Ao Seu Encontro) que já estou doidinha pra ler.



Reese sofreu a vida inteira com os maus tratos da mãe e do padastro, que a molestava e fazia com que ela se sentisse burra e suja. Finalmente conquistada a sua liberdade, ela trabalha como empregada doméstica em Rosemary Beach e consegue sustentar-se e viver bem, apesar de viver sempre com medo e sem conseguir confiar em pessoa nenhuma, principalmente nos homens, tendo somente como amigo Jhimmy - seu vizinho homossexual. Até conhecer Mase, caubói irresistivelmente lindo e sexy, que apesar de ser filho de um astro do rock, prefere viver no Texas onde trabalha em seu próprio haras cuidando de cavalos. O primeiro encontro dos dois foi enquanto Reese fazia faxina na casa de Nan, irmã de Mase e a atração entre ambos foi instantânea. Os problemas começam quando, durante a faxina Reese causa um acidente e acaba sendo ameaçada de perder seu emprego a deixando completamente desesperada, mas não desamparada, pois Mase mostrou-se disposto a desfazer todo e qualquer perigo que ameaçasse seu bem estar, desde leva-la ao hospital, à enfrentar a irmã que maltratou sem motivos a doce Reese.

O romance inicia-se de forma doce e sutil entre os dois, de início deixando Reese confusa das intenções de Mase e das suas próprias intenções, pois ela não imaginava ser capaz de sentir algo tão intenso por um homem algum dia. Pouco a pouco Mase vai rompendo as barreiras de Reese e matando os fantasmas de seu passado, o que me fez ficar completamente apaixonada. A cada novo diálogo entre os dois eu me derretia. Mas, claro, não seria tão simples os dois ficarem juntos, como em toda boa história de amor, e os problemas surgem - um atrás do outro.



É um livro muito leve, daqueles que a gente senta pra ler e não consegue largar. Fui fisgada nas primeiras páginas por Abbi Glines, que apesar de ter demorado bastante para ler algo dela, já sabia que amaria ler suas obras. É um young adult, cheio de cenas picantes - MUITO bem escritas por sinal - e cheio de problemas reais e que marcam de um jeito profundo, tornando-se talvez, um dos meus romances favoritos.



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