Resenha: "As Sete Irmãs", de Lucinda Riley

25 Feb 2017

As Sete Irmãs
As Sete Irmãs, livro 01
Lucinda Riley
Editora Arqueiro
480 páginas
Em As sete irmãs, Lucinda Riley inicia uma saga familiar de fôlego, que levará os leitores a diversos recantos e épocas e a viver amores impossíveis, sonhos grandiosos e surpresas emocionantes.

Filha mais velha do enigmático Pa Salt, Maia D’Aplièse sempre levou uma vida calma e confortável na isolada casa da família às margens do lago Léman, na Suíça. Ao receber a notícia de que seu pai – que adotou Maia e suas cinco irmãs em recantos distantes do mundo – morreu, ela vê seu universo de segurança desaparecer.

Antes de partir, no entanto, Pa Salt deixou para as seis filhas dicas sobre o passado de cada uma. Abalada pela morte do pai e pelo reaparecimento súbito de um antigo namorado, Maia decide seguir as pistas de sua verdadeira origem – uma carta, coordenadas geográficas e um ladrilho de pedra-sabão –, que a fazem viajar para o Rio de Janeiro.

Lá ela se envolve com a atmosfera sensual da cidade e descobre que sua vida está ligada a uma comovente e trágica história de amor que teve como cenário a Paris da belle époque e a construção do Cristo Redentor.

As Sete Irmãs é uma série que consiste em sete livros, cada livro dedicado a uma das irmãs D'Aplièse. As seis irmãs receberam nomes relacionados à constelação Sete Irmãs, Plêiades: Maia, Ally, Estrela, Ceci, Tiggy e Electra, a sétima irmã nunca chegou, o porquê as outras nunca entenderam. Foram adotadas por Pa Salt, um homem rico e misterioso, que em suas viagens pelo mundo adotou meninas de lugares diferentes e as deu uma vida digna de princesas. Porém, Pa Salt acaba falecendo enquanto todas as filhas estavam viajando, longe de casa e deixa para cada uma delas uma carta que as ajudaria a descobrir o passado de cada uma em particular, dando a chance as garotas de conhecerem seus passados, suas famílias perdidas e o porque de terem sido abandonadas por seus pais biológicos.



Esse primeiro volume conta a história de Maia, a primeira menina adotada por Pa Salt, a irmã mais velha e considerada a mais bonita entre elas. Maia já tem trinta e poucos anos e nunca deixou a casa do pai, tradutora de livros e poliglota, nunca foi capaz de deixar o pai e o lar que lhe acolheu ainda um bebê. A morte do pai foi um choque para ela, que recebeu a notícia quando passava uns dias na casa de uma amiga em Londres e, arrasada, precisou contatar todas as outras irmãs e contá-las a triste novidade. Juntas elas receberam as cartas do pai, entregue pelo advogado da família e cada uma decidiu descobrir o que havia nas cartas em particular. Ao criar coragem para descobrir o que o pai tinha pra lhe dizer, Maia descobriu nas coordenadas deixadas para ela pelo pai, que suas raízes estavam no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro, em uma casa chamada "Casa das Orquídeas".




Motivada pelo medo de confrontar uma pessoa do seu passado que havia voltado à assombrando com memórias que a faziam mal, Maia pegou o primeiro avião para o Brasil em busca do seu passado. No Rio, a única pessoa que ela conhece é Floriano, o autor que tem seus livros traduzidos por ela. Ao avisar que iria ao Brasil, Floriano se oferece para ajuda-la no que fosse preciso e mostra-la a cidade e ele acaba se tornando a pessoa que mais a ajuda na sua jornada em busca da sua família. E é então que conhecemos Izabela, possível bisavó de Maia e por meio de cartas deixadas por ela conhecemos sua história, no século XX enquanto o Cristo Redentor era construído.

A história, assim como todos os outros volumes que já li da Lucinda, é muito rica em detalhes e surpreendente de muitas deliciosas maneiras. A mistura das histórias das duas personagens de séculos diferentes, vivendo realidades completamente distintas é maravilhoso de acompanhar e, nessa história em específico, me senti mais próxima de Izabela, de forma que Maia tornou-se uma história complementar pra mim e não o contrário. A série ganhou meu coração e virou meu xodó, aconselho a todos os amigos possíveis e adoraria ver uma adaptação cinematográfica dessa série que, com certeza, seria um sucesso.



Leia também os outros volumes da série:
As Sete Irmãs #2: A Irmã da Tempestade
As Sete Irmãs #3: A Irmã da Sombra

2 comments:

  1. Eu amo a Lucinda, mesmo só lendo 'A casa das Orquídeas' da autora, eu amo a escrita dela e sou doida pra começar a série das Sete Irmãs, ainda mais depois da resenha.
    E eu amei as fotos!

    Beijão,
    Quase Mineira

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    1. Hey Stephanie!
      Lucinda é, com certeza, uma das minhas autoras favoritas - quizá "A" favorita, viu? O primeiro livro que li também foi 'A casa das Orquídeas' e desde então sou apaixonada. Todos os livros dela tem essa coisa - sensacional, diga-se de passagem -, de estar no presente e no passado, contando duas histórias ao mesmo tempo que no final se cruzam. AMO isso!! Essa série é maravilhosa, leia! Vou amar ler as suas resenhas sobre, rs.

      Beijão!!
      Com amor,
      Ana

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