28/02/2017

Memórias — Fevereiro, 2017

Memórias é aquela postagem de final de mês, onde ficam guardadas as boas (e porquê não as ruins?) memórias que valem a pena contar ou simplesmente refletir e agradecer. Se quiser, segue lá no instagram (@igormedeiroz) para ver mais fotinhas (selfies são bem raras)!





Fevereiro foi um mês intenso, sentimentalmente falando. Desde os primeiros dias que o mês começou, passei a refletir nos caminhos que estou seguindo e se estou satisfeito com eles - e descobri que não estou. Cair na rotina tem me matado aos pouquinhos e eu não havia simplesmente percebido o quanto isso estava me fazendo mal, tenho sentido que as coisas que eu realmente gosto de fazer estão ficando cada vez mais longe e inalcançáveis;  tenho que frear algumas escolhas e trilhar por um caminho que me sinto bem e confortável, que sinta vontade de estar ali.

E esse mês eu fiz muitas coisas que fiquei com vontade, como aproveitar os últimos dias em que sol vai embora tarde (horário de verão) no parque da cidade e assistir diversos pores do sol, num desses dias de ficar até tarde, tirei essa belíssima foto da roda gigante e nos outros coloquei a bunda para cima tirei fotos das pernas pro ar e mais flores (que é de costume).


Mais uma vez deitei no chão durante o horário de almoço e tirei essa foto da minha mão e das palmeiras, os meus dias, acreditem, foram mais felizes pela quantidade de chuvas que ocorreram nesse mês - estou feliz também porque o lago aqui atrás da minha casa encheu mais um pouco! E eu realizei o meu sonho (?) de dormir fora de casa e dormi dentro de um carro para ver o sol nascer (mas eu dormi) e de manhã fui tomar banho em um dos lagos daqui de Brasília, acompanhado de mais andanças pelos prédios daqui.

Resolvi em ir alguns blocos de carnaval: Falta é pouco 2017, Babydoll de Nylon (que foi horrível) e o último Divinas Tetas. Ir nesses blocos me fez descobrir um pouco sobre mim: eu não gosto de carnavais, essa é verdade. Apesar de ter sido divertido, todo aquele barulho, gente e roubo não foram melhores que minha cama, pipoca e seriados. Pode ser que ano que vem anime novamente. Não sei.

Eu gostei do segundo mês de 2017, parece que esse vai ser um ano de grandes mudanças para mim e para as pessoas que estão próximos a mim. Estou animado com todas as coisas que vem acontecendo ultimamente, até mesmo as negativas, creio que tudo seja um passo fundamental para trilhar um caminho sadio - enquanto isso, vou ficar pensando no meu tema de TCC (me ajudem!).


25/02/2017

Resenha: "As Sete Irmãs", de Lucinda Riley

As Sete Irmãs
As Sete Irmãs, livro 01
Lucinda Riley
Editora Arqueiro
480 páginas
Em As sete irmãs, Lucinda Riley inicia uma saga familiar de fôlego, que levará os leitores a diversos recantos e épocas e a viver amores impossíveis, sonhos grandiosos e surpresas emocionantes.

Filha mais velha do enigmático Pa Salt, Maia D’Aplièse sempre levou uma vida calma e confortável na isolada casa da família às margens do lago Léman, na Suíça. Ao receber a notícia de que seu pai – que adotou Maia e suas cinco irmãs em recantos distantes do mundo – morreu, ela vê seu universo de segurança desaparecer.

Antes de partir, no entanto, Pa Salt deixou para as seis filhas dicas sobre o passado de cada uma. Abalada pela morte do pai e pelo reaparecimento súbito de um antigo namorado, Maia decide seguir as pistas de sua verdadeira origem – uma carta, coordenadas geográficas e um ladrilho de pedra-sabão –, que a fazem viajar para o Rio de Janeiro.

Lá ela se envolve com a atmosfera sensual da cidade e descobre que sua vida está ligada a uma comovente e trágica história de amor que teve como cenário a Paris da belle époque e a construção do Cristo Redentor.

As Sete Irmãs é uma série que consiste em sete livros, cada livro dedicado a uma das irmãs D'Aplièse. As seis irmãs receberam nomes relacionados à constelação Sete Irmãs, Plêiades: Maia, Ally, Estrela, Ceci, Tiggy e Electra, a sétima irmã nunca chegou, o porquê as outras nunca entenderam. Foram adotadas por Pa Salt, um homem rico e misterioso, que em suas viagens pelo mundo adotou meninas de lugares diferentes e as deu uma vida digna de princesas. Porém, Pa Salt acaba falecendo enquanto todas as filhas estavam viajando, longe de casa e deixa para cada uma delas uma carta que as ajudaria a descobrir o passado de cada uma em particular, dando a chance as garotas de conhecerem seus passados, suas famílias perdidas e o porque de terem sido abandonadas por seus pais biológicos.



Esse primeiro volume conta a história de Maia, a primeira menina adotada por Pa Salt, a irmã mais velha e considerada a mais bonita entre elas. Maia já tem trinta e poucos anos e nunca deixou a casa do pai, tradutora de livros e poliglota, nunca foi capaz de deixar o pai e o lar que lhe acolheu ainda um bebê. A morte do pai foi um choque para ela, que recebeu a notícia quando passava uns dias na casa de uma amiga em Londres e, arrasada, precisou contatar todas as outras irmãs e contá-las a triste novidade. Juntas elas receberam as cartas do pai, entregue pelo advogado da família e cada uma decidiu descobrir o que havia nas cartas em particular. Ao criar coragem para descobrir o que o pai tinha pra lhe dizer, Maia descobriu nas coordenadas deixadas para ela pelo pai, que suas raízes estavam no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro, em uma casa chamada "Casa das Orquídeas".




Motivada pelo medo de confrontar uma pessoa do seu passado que havia voltado à assombrando com memórias que a faziam mal, Maia pegou o primeiro avião para o Brasil em busca do seu passado. No Rio, a única pessoa que ela conhece é Floriano, o autor que tem seus livros traduzidos por ela. Ao avisar que iria ao Brasil, Floriano se oferece para ajuda-la no que fosse preciso e mostra-la a cidade e ele acaba se tornando a pessoa que mais a ajuda na sua jornada em busca da sua família. E é então que conhecemos Izabela, possível bisavó de Maia e por meio de cartas deixadas por ela conhecemos sua história, no século XX enquanto o Cristo Redentor era construído.

A história, assim como todos os outros volumes que já li da Lucinda, é muito rica em detalhes e surpreendente de muitas deliciosas maneiras. A mistura das histórias das duas personagens de séculos diferentes, vivendo realidades completamente distintas é maravilhoso de acompanhar e, nessa história em específico, me senti mais próxima de Izabela, de forma que Maia tornou-se uma história complementar pra mim e não o contrário. A série ganhou meu coração e virou meu xodó, aconselho a todos os amigos possíveis e adoraria ver uma adaptação cinematográfica dessa série que, com certeza, seria um sucesso.



Leia também os outros volumes da série:
As Sete Irmãs #2: A Irmã da Tempestade
As Sete Irmãs #3: A Irmã da Sombra

21/02/2017

Bloco de Notas II


Algumas centenas de pessoas passaram pela minha vida e eu nunca percebi o quanto delas passei a levar comigo, mal elas sabem a importância que teve e têm na minha vida. Nem eu mesmo sei. Depois de um tempo percebi que passei olhar mais atentamente para o que está a minha volta, que mesmo trancado dentro de uma capital há como sair e realmente se divertir, descobrir, explorar. Recentemente percebi que não deveria dar razões para as pessoas e que não importa o que os outros simplesmente acham de mim, eu sou foda, desculpe o palavreado, mas eu sou realmente foda. Eu sou foda porque eu me acho assim, porque pessoas me ensinaram sendo elas mesmas muito sobre mim. Parece ser um jogo. E talvez seja um jogo. Seja um jogo de aprendizado sem retorno físico. 

14012017

15/02/2017

Resenha: "A Sala dos Répteis", de Lemony Snicket

A Sala dos Répteis
Desventuras em série, livro 02
Lemony Snicket
Companhia das Letras
184 páginas
Lemony Snicket é um autor que não pode ser acusado de falta de franqueza. Sabe que nem todo mundo suporta as tristezas que ele conta e por isso - para que depois ninguém reclame - faz questão de avisar: 'Se você esperava encontrar uma história tranqüila e alegre, lamento dizer que escolheu o livro errado. A história pode parecer animadora no início, quando os meninos Baudelaire passam o tempo em companhia de alguns répteis interessantes e de um tio alto-astral, mas não se deixem enganar...'

Os Baudelaire têm mesmo uma incrível má sorte, mas pode-se afirmar que a vida deles seria bem mais fácil se não tivessem de enfrentar o tempo todo as armadilhas de seu arquiinimigo: o conde Olaf, um homem revoltante, gosmento e pérfido. Em 'Mau Começo' ele deu uma pequena amostra do que é capaz de fazer para infernizar a vida de Violet, Klaus e Sunny Baudelaire - e aqui as coisas só pioram.
O segundo volume de Desventuras em Série não decepcionou. Se, assim como eu, o primeiro livro lhe foi uma leitura agradável, facilmente você será cativado pela continuação das desventuras em que estão metidos os órfãos Baudelaire. A Sala dos Répteis tem o mesmo estilo de narrativa de Mau Começo. Toda a história é contada por Lemony, o próprio autor, que se diz na obrigação de contar a todos os leitores, os infortúnios vivenciados por Violet, Klaus e Sunny.



No primeiro volume o terrível conde Olaf tem seus planos levados por água à baixo, mas em seu último ato, consegue fugir da polícia deixando a ameaça de que voltaria para pôr as mãos nos órfãos e, principalmente, na fortuna que lhes pertencia. Novamente sem lar, sr. Poe - encarregado de encontrar um novo tutor para as crianças e de administrar a herança dos Baudelaire - tem mais uma vez a missão de lhes achar um lar. E é então, que conhecemos a agradável e exótica figura que é o tio Monty, um parente distante que não tem esposa, nem filhos e se dispõe a cuidar dos três. Tio Monty é cheio de peculiaridades, herpetologista (especialista em cobras) apaixonado pelo seu trabalho, tem em suas casa muitas espécimes de répteis e, o que no início deixou Violet, Klaus e Sunny meio receosos logo se tornou um enorme prazer. Foram recebidos com muito amor pelo tio, que tratou de acomodá-los um em cada quarto, de forma que pudessem decorá-los como quisessem.

As coisas andavam bem demais para os três irmãos, que acreditavam finalmente ter encontrado um lar digno e feliz, onde talvez conseguissem superar a falta dos pais. Mas, claro, a má sorte os acompanhava, de forma que mais uma vez se viram cercados de terror. Acontece que enquanto se preparavam pra irem todos juntos à uma expedição com tio Monty, em busca de novas espécies, se depararam com o novo assistente do tio, que dizia chamar-se Stephano, mas de cara e em choque, eles notaram que na verdade era conde Olaf. Agora com as sobrancelhas separadas e com uma barba gigante, mas definitivamente, era conde Olaf e óbvio, estava lá unicamente para cumprir a promessa deixada no último encontro que tivera com os pobres Baudelaire, que não sabiam como sairiam mais uma vez das garras daquele monstro. Apesar de todas as tentativas, os jovens não conseguiam convencer o tio e o sr. Poe de que falavam a verdade e muitas desgraças ocorreram por causa disso.



Dava uma raiva danada ler como as crianças eram capazes de decifrar o que estava acontecendo ao redor de todos, enquanto os adultos mantinham-se cegos, de forma que nem muito falatório foi capaz de evitar os desastres que se seguiram na vida de todos. Os jovens continuam sendo subestimados pelos adultos que as cercam, tornando-os extremamentos vulneráveis, de forma que, sem a técnica de Violet, a inteligência de Klaus e o talento com os dentes de Sunny, acredito que coisas piores já teriam acontecido aos três. Juntos eles formam uma equipe infalível, que aprendi a amar. Por final, a minha dica é ir lendo os livros e asisstindo série original da Netflix - Desventuras em série -, que diga-se de passagem, é bem fiel ao livro, tornando a experiência de leitura ainda mais intensa e gostosa.



Leia também o outro volume da série:
Desventuras em Série #1: Mau Começo

13/02/2017

​ Seja o ouvido amigo de alguém


Não é tão difícil quanto parece, às vezes você acha que está ouvindo problemas, fatos da vida de alguém que, talvez, não faça diferença na sua vida. Porém, por outro lado, o lado de quem fala é como calar a voz do desespero, é ser ouvido sem preceito, é acalentar em palavras num abraço amigável.

E muitas vezes não percebe que alguns poucos minutos podem salvar uma vida, que invés de você julgar poderia compreender a história de alguém, a vida e perceber que muitas vezes atrás de um sorriso, de fotos felizes, há também uma alma triste que implora para ser ouvida, compreendida.
Porque você percebe que algumas coisas na vida são realmente complicadas, e pode não parecer, mas a caminhada não precisa (nem deve) ser seguida sozinha. Podemos ser parceiros, amigos, irmãos e se dedicar ao próximo mesmo que apenas um pouquinho e acredite esse pouquinho faz uma diferença, desproporcionalmente, grande.

E quando muitas vezes você julga alguém, chama de fraco ou simplesmente deixa a conversa ir para o fundo do bate-papo você pode estar fazendo com que uma luzinha deixe de brilhar no mundo. Porque temos essa natureza de guardar os sentimentos ruins dentro, de deixar o lado negativo ser sempre maior que o positivo e, infelizmente, alguns acham que o modo de calar essa dor silenciosa é indo daqui para uma melhor. As coisas que nos deixam conseguimos colocar pra fora com um ouvido amigo, seja um psicólogo ou qualquer outro que esteja interessado em ouvir, através de uma conversa descompromissada envolva de uma fogueira ou afogado num abraço.

Danieu era um desses meninos que sorria o tempo todo e parecia estar sempre feliz. Mas ele veio falecer nesse ultimo domingo e deixou um pedacinho vazio dentro de um monte de pessoas e nós nem tivemos tempo despedir, de dizer o quanto admirávamos e que estaríamos sempre disponíveis, mesmo que não tivéssemos percebidos os sinais.

Então conseguimos colocar tudo isso numa dimensão maior e ver que existem muitos meninos e meninas como Danieu, felizes por fora e também tristes por dentro e podemos mudar essa realidade apenas deixando um pouco de lado o eu, o narcisismo, se importando um pouquinho mais com quem está do lado. Não falo sobre pegar o problema dos outros para si, falo sobre de alguma forma ajudar alguém: com texto motivador, com uma música que levanta os ânimos, com um convite para tomar um sorvete.

Venho como amigo, como um desconhecido, pedir não muito mais do que uma conversa, meia dúzia de palavras e compreensão. Porque uma luz, não, muitas luzes deixam de brilhar porque simplesmente deixamos, sem querer, que elas se apaguem.

Aonde quer que você esteja, que você esteja bem

10/02/2017

Resenha: "Outlander — O Resgaste no mar: parte II", de Diana Gabaldon

O Resgate no mar: Parte II
Outlander, livro 03
Diana Gabaldon
Editora Arqueiro
656 páginas
Claire Randall finalmente conseguiu voltar no tempo e reencontrar Jamie Fraser na Escócia do século XVIII, mas sua história está longe do final feliz. O casal terá que superar muitos obstáculos, de fantasmas a perseguições marítimas, mas o principal deles são os vinte anos que se passaram em suas respectivas épocas desde a última vez que se viram.

Se a intensa paixão e o desejo entre eles parecem não ter diminuído nem um pouco, o mesmo não se pode dizer sobre a confiança. Jamie agora é um homem endurecido pelo que aconteceu após a Batalha de Culloden. Claire, por sua vez, precisa lidar com o segundo casamento de seu amado e suportar a saudade de Brianna, que ficou sozinha no ano de 1968.

A união dos dois será posta à prova quando o sobrinho de Jamie for sequestrado. Juntos, eles precisarão singrar pelos mares e cruzar as Índias Ocidentais para resgatá-lo, provando mais uma vez que nada é capaz de deter uma história de amor que vence as fronteiras do tempo e do espaço.
Fi-nal-men-te! Uau, pensei que não ia conseguir terminar essa leitura nunca! Mas cheguei ao fim e com o coração, mais uma vez, cheio de expectativas pros próximos volumes. O Resgate no Mar parte dois é, obviamente, a continuação do terceiro volume da série Outlander e enquanto na primeira parte dessa história vemos a luta de Claire em encontrar vestígios de Jamie e sua indecisão sobre voltar a Escócia antiga e encontrá-lo, deixando a filha no presente, na segunda parte, Claire finalmente volta pros braços de seu amado. Diana Gabaldon, a autora, deixou toda a aventura para esse volume, que é cheio de ação do início ao fim.




Tudo começa a dar errado quando ao voltar a Lalybrooch, Clarie se depara com a realidade nada agradável de descobrir que Jamie encontrava-se casado e sua esposa era ninguém menos que Laoghaire, a mulher que desde jovem desejava Jamie como seu marido. Acontece que Jamie apenas casara-se por sentir-se muito sozinho e por insistência da irmã, que assim como ele, acreditava que Claire jamais retornaria. Apesar do amor entre Jamie e Clarie continuar intacto, intenso e real, os vinte anos que os separaram continha muitas histórias que a confiança aparentemente abalada dos dois, depois de tanto tempo, talvez não suportasse. Apesar de todo o conflito enfrentado, o amor dos dois foi forte o suficiente para suportar todas as surpresas infelizes impostas pelos anos distantes.

Porém, Jamie continuava sendo um foragido e, em busca de tornar-se um homem livre, planejou com Ian, seu sobrinho, recuperar o tesouro perdido dos ingleses, que encontrou quando ainda era um presidiário anos antes de ter Claire de volta. A aventura e os problemas realmente estão apenas começando, pois ao mergulhar nas águas indo em direção a caverna onde se encontrava o tesouro, Ian é sequestrado por piratas deixando Jamie e Claire desesperados e sem escolha a não ser tentar o resgate no mar, afinal, sabiam que jamais poderiam voltar para Jenny e Lallybrooch sem seu filho. Contam com a ajuda de Jared, que os empresta um navio com carga, assim ajudando a ambos. E é então que as aventuras realmente começam.



A história é inteira repleta de problemas. Se solucionavam um, apareciam outros em questão de segundos, não conseguia respirar de alívio uma única vez. Apesar de muitas vezes ter empacado na história e em muitos momentos sentir vontade de abandonar o livro, não consegui. Acredito que todo leitor da série sinta essa ligação que sinto e ao insistir na leitura, nunca me arrependo. É incrível como a autora tem explicação pra cada situação e personagem que aparece durante o enredo, de forma que nenhum diálogo ou personagem é em vão. Reencontramos muitos personagens que a muito não apareciam na história e descobrimos muitas coisas que eram lacunas em branco nos livros anteriores. Por fim, acabei a leitura cheia de esperança e vontade de mais. Por incrível que pareça, Jamie e Claire parecem ainda ter muito pra me contar.



Leia também os outros volumes da série:
Outlander #1: A Viajante no Tempo
Outlander #2: A libélula no Âmbar
Outlander #3, parte I: O Resgate no Mar, parte 1
Outlander #3, parte II: O Resgate no Mar, parte II

08/02/2017

Bloco de notas I


E você vem com seu amor, que todo dia é diferente. Você tem uma forma de reinventar o amor e me deixar ultrapassado, me deixa sem jeito, sem fôlego, sem dormir. E com esse amor parece que o meu desastre não tem importância, porque no seu abraço me enlaço, me derreto e me perco. E então você me roda – e eu amo quando você me roda. Sinto um vento, um sopro de que, se eu estiver ao seu lado, tudo ficará bem. Você é meu apaziguador, minha balança, meu ying.

Gosto da sua maneira peculiar de coçar o nariz no meu pescoço, de afogar seus olhos no meu e faz com que me torne único. Admiro seus dentes grandes quando esboçam um sorriso envolto num cheiro de menta, eucalipto e pimenta. Você me tira do chão, me põe nas nuvens e não percebe isso, porque estou apenas sorrindo por fora enquanto você bagunça tudo por dentro.

Me apaixono novamente, como naquele filme onde a mulher tem perda de memória e se apaixona todos os dias por seu marido. Mas eu e ela temos um diferencial, eu não esqueço o ontem e posso afirmar que todos os dias me apaixono mais, porque você é brasa, chama e movimento. E eu já não tenho mais medo de me queimar.

04022017.

06/02/2017

6 on 6 — Fevereiro, 2017

6 on 6 é um projeto fotográfico mensal, que consistem em postar a cada dia 6 do mês 6 fotos com um tema e uma técnica fotográfica assim como definimos no grupo), são fotos para sair da rotina, da zona de conforto e arriscar; faço parte juntamente com outros blogueiros maravilhosos: a Cris, o Lucas, a Luly. a Maíra e a Renatinha (confere as fotos deles ou clique aqui para ver as fotos dos meses anteriores).






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O tema esse mês foi: pessoas utilizando a técnica de dupla exposição. O que vocês acharam? 

04/02/2017

Ser gay, é sim, escolha

 
Eu vou ser sincero: não é mentira, ser gay é uma escolha. Não passa, sério, de uma escolha entre beijar homens ou mulheres. É simples. Somos pessoas que acordam cedo todos os dias e sai para trabalhar e pagar as contas no final do mês, custear nossa felicidade. Somos pessoas ora triste, ora estressadas, ora felizes, ora insuportáveis, ora como você a quem lê esse texto. 

E então escolhemos ser gay. Não por diversão, porque  não é divertido correr o risco de pessoas que você ama e admira virar as costas para você. Não por um estilo de vida, para ser deslocado ou ser afeminado. Não escolhemos ser gay para ouvir comentários pesados, ser taxado como doentes e com "uma fase ruim das nossas vidas". Escolhermos ser gay, porque sempre houve uma voz dentro de nós que dizia: a escolha é sua, a liberdade ou a prisão. 


Acredite, primeiramente, escolhemos a segunda opção, porque é mais sucessiva e mais fácil calar o próprio desejo, a própria vontade. Passamos a observar aquelas pessoas que tivemos medo de afastar serem felizes, se apaixonar por alguém que se identifica e ficarmos ali, de lado, não se abrindo para quem realmente somos. Porque primeiro escolhemos nossos amigos, familiares; escolhemos não magoar ninguém, mas, infelizmente, magoámos a nós mesmos, sofremos calados e um dia, assim, de repente escolhemos ser gay, mas não apenas um gay, não o gay reprimido que ninguém conhece, escolhemos ser alguém que veio do berço - e talvez, pai, mãe, amiga, você pense que isso é errado, mas errado mesmo é a posse do meu corpo e dos meus desejos.  E eu me torno gay todos os dias. E eu escolho ser gay todos os dias, porque uma coisa é certa, eu tenho o poder de escolher o que eu quero ser e como vou ser. 

E se eu pudesse escolher se em outra vida ser gay ou não, é óbvio que escolheria nascer novamente assim, normal. Gay. Gostando do mesmo sexo, quebrando uma regra simples e que não deveria afetar a vida de ninguém. Ser gay, é sim, uma escolha. É a escolha de ser feliz ou não, porque não há nada que pague a liberdade, a felicidade de ser quem nasceu para ser.

02/02/2017

Resenha: "Confissões On-line", de Iris Figueiredo

Confissões On-line
Bastidores da minha vida virtual, livro 01
Iris Figueiredo
Editora Generale
240 páginas
Prudência é uma característica que só consta no sobrenome de Mariana Prudente. A menina viu sua vida mudar de cabeça para baixo em poucos meses: perdeu a popularidade, o namorado, a melhor amiga e o grande sonho de fazer um intercâmbio. Agora, Mariana vê seu nome rabiscado nas cabines do banheiro da escola e escuta fofocas sobre ela pelos corredores do colégio e fica sem rumo. O vestibular se aproxima, sua irmã está enlouquecida por causa do casamento marcado, e tudo que ela quer é não pirar enquanto suporta os últimos meses no ensino médio.
Sem lugar para desabafar, Mari vê no ambiente virtual uma chance de descarregar todas as angústias do mundo off-line, criando o vlog "Marinando". Com sua banda preferida como trilha sonora, ela conta com a ajuda de Arthur e Carina para mergulhar no mundo virtual e esquecer os problemas do mundo real. Com uma câmera na mão e alguns vídeos na internet, Mariana Prudente vê sua vida mudar mais uma vez, pois chegou a hora de sair dos bastidores e ser a protagonista novamente.
Confesso que minha eu adolescente, - terminando o ensino médio, prestando vestibular, com a cabeça cheia de dúvidas e o coração sempre nos crushs - amou esse livro e se identificou de uma forma maravilhosa! Confissões On-line conta a história da Mariana, uma adolescente rodeada de dramas teens. Em pleno terceiro ano do ensino médio a garota tem seu mundinho desfeito após uma mentira contada envolvendo seus melhores amigos e o então namorado. Eduardo acabou virando ex porque assim como todo mundo, não acreditou nela. Suas amizades, óbvio, também se desfizeram todas. 

Apenas Nina, que sabia de sua versão e acreditava na amiga, continuava ao seu lado. Além da catástrofe que se transformou sua vida na escola, em casa as coisas também não iam bem. O sonho de Mariana sempre havia sido fazer intercâmbio, conhecer um novo país e estudar uma nova língua e não teria melhor época para viver esse sonho do que no momento que ela vivia, sendo julgada e desacreditada por todos que ela amava. Porém, seus planos mais uma vez vão por água abaixo e são postos em segundo plano quando sua irmã, Melissa, decide se casar - aos 21 anos - isso mesmo. Sem condições de bancar os sonhos das duas filhas, a família optou pelo sonho de Mel. Foi então que, sempre sozinha, Mariana criou um vlog no youtube chamado "Marinando", como forma de simplesmente desabafar.






Mari nunca pensou na possibilidade de as pessoas assistirem aos seus vídeos, o vlog tinha como única finalidade fazê-la companhia nas madrugadas sozinha e nos momentos em que a mãe não lhe tirava o modem de internet para que ela se preparasse pro vestibular. Mas ao, por acaso, conhecer um garoto lindo e que tinha covinhas ao sorrir, o destino talvez lhe dissesse que aquilo poderia ser algo mais. Arthur, o dono das covinhas, foi se aproximando e ao conhecer o canal de Mari e os vídeos super engraçados sobre os preparativos do casamento da irmã - que mais pareciam realitys americanos de noivas histéricas - lhe incentivou a postar os vídeos e ainda a ajudou a conhecer sua banda favorita de todos os tempos e, de repente, as coisas começaram a mudar. Porém, apesar da vida de Mari estar aparentemente voltando aos trilhos, Nina - sua melhor amiga -, passava por problemas em casa e visivelmente sofria de transtornos alimentares, o que a deixava preocupadíssima.



Ao iniciar a leitura fiquei completamente surpresa. Apesar de tratar sobre assuntos e problemas de adolescentes é um livro cheio de lições, muito bem escrito e apesar de muitos clichês trata de assuntos muito importantes. Desde as consequências ocasionadas por uma mentira, assédio e bullyng à barra que é compreender e ajudar alguém que sofre com anorexia e/ou bulimia.

Apesar de ser um Young Adult cheio de problemas bobos de adolescentes, há temas reais e sérios que encontramos no nosso dia-a-da sendo abordados nesse livro. Confissões On-line é uma série e já tem seu segundo volume publicado, que se chama Confissões On-line 2 - Entre o Real e o Virtual e que com certeza pretendo ler, porque além da história ser bastante interessante tem um final completamente inusitado, deixando o leitor louco pra conhecer o desenrolar da história.

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