31/01/2017

Memórias — Janeiro, 2017

Memórias é a nomenclatura para aquela postagem de final do mês, onde ficam guardadas as boas (e porquê não as ruins?) memórias que valem a pena contar ou simplesmente refletir e agradecer. Se quiser, segue lá no instagram (@igormedeiroz) para ver mais fotinhas (selfies são bem raras, prometo) da minha rotina!


 No primeiro dia desse maravilho (eu espero) ano, madruguei à luzes de natal e amigos. Aprovei para tirar aquelas famosas fotos, que só eu tiro, com a mão. Alguns dias depois fui para algo clássico do meu instagram, platinhas - aqui em Brasília, tem alguns jardins bem legais, então, decidi deitar no chão para essa perspectiva incrível nas fotos. 

Decidi cozinhar com meu amorzinho e fizemos um pavê (e pra cumê!), matamos a saudade e mais uma vez uma de nossas receitas deu certo. No caminho de viagem para casa de mamadi, decidi que iria levar um livro, esse se chama Juntando os Pedaços, que inclusive já resenhei e vale muito a pena você conferir

 
É isso. Mozão. Meu fechamento é você. Teve algumas músicas que não saíram da minha cabeça, então eu fui para o parque Mutirama para esfriar a cabeça e brincar em diversos brinquedos por (pasmem) oito reais. Na foto: sou eu e meu irmão mais novo após levar um banho no brinquedo ao qual não sei como chamar. Quando voltei de Gyn decidi ir fazer um tour pelos fundos da minha casa e, além de marcas horríveis de sol, consegui tirar algumas fotos bem legais.
 
Depois disso o meu final de mês ficou tão corrido que mal consegui tirar uma foto, correria.  Mas trago-lhes a novidade que esqueci, pintei o cabelo. Agora vou de azul para todos os lugares, é uma mecha pequena. Eu gostei (diferente do mês passado).

29/01/2017

Resenha: "Mau Começo", de Lemony Snicket

Mau Começo
Desventuras em série, livro 01
Lemony Snicket
Editora Seguinte
152 páginas
Mau Começo é o primeiro volume de uma série em que Lemony Snicket conta as desventuras dos irmãos Baudelaire. Klaus, Sunny e Violet, são encantadores e inteligentes, mas ocupam o primeiro lugar na classificação das pessoas mais infelizes do mundo. De fato, a infelicidade segue os seus passos desde a primeira página, quando eles estão na praia e recebem uma trágica notícia. Esses ímãs que atraem desgraças terão de enfrentar, por exemplo, um gosmento vilão dominado pela cobiça, um incêndio calamitoso, roupas que pinicam o corpo e mingau frio no café da manhã. É por isso que, logo na quarta capa, Snicket avisa ao leitor: "Não há nada que o impeça de fechar o livro imediatamente e sair para uma outra leitura sobre coisas felizes, se é isso que você prefere".
Essa história não tem final feliz. Nem começo feliz. Muito menos um enredo feliz. Somos avisados desde a primeira página, por Lemony Snicket que é nada menos que o autor dessa série maravilhosa e o narrador do livro. Lemony nos apresenta a infeliz história dos irmãos Baudalaire, as desventuras na vida desse trio apaixonante. Violet é a irmã mais velha, com apenas quatorze anos tem como hobby inventar coisas e quando ela prende seus cabelos é sinal de que seus neurônios estão trabalhando em algo novo. Klaus, é o único menino e ama ler, tem ar de culto e conhece as palavras com a intimidade de um leitor árduo. E por fim, conhecemos Sunny, que é ainda uma bebê, mas já é cheia de dons, como cortar coisas com seus dentes afiados.



Os três irmãos e os pais viviam uma vida feliz e cheia de luxo na mansão dos Baudalaire, até que em um dia feliz e cinzento, em um passeio só de irmãos pela praia, Sr. Poe - que trabalhava no banco da cidade - lhes aparece subitamente, em meio à névoa e lhes dá a notícia mais triste de suas vidas. A casa onde moravam sofreu um incêndio levando todos os seus pertences e matando seus pais. É então que as desventuras na vida dos agora órfãos se iniciam. Sr. Poe é o responsável por cuidar da fortuna da família e, dessa forma, também é responsável por dar um novo lar aos órfãos Baudelaire, que só poderiam colocar as mãos no dinheiro quando Violet completasse a maior idade. E é então que conhecemos conde Olaf, o mais novo "pai" das crianças, um primo distante dos pais a quem os meninos nem mesmo conheciam e que foi escolhido por sr. Poe unicamente por ser o mais próximo da família geologicamente falando. Conde Olaf é uma figura estranhíssima, dono de uma companhia de teatro e de uma mansão caindo aos pedaços. A primeira impressão é de que ele é um vilão horripilante. E, infelizmente, a impressão continua. As crianças passam a viver como empregados, em uma casa suja e uma única cama para os três e, enfim, compreendem que o interesse de seu tutor em "criá-los" é apenas interesse no dinheiro que lhes pertence. Para conseguir colocar as mãos na fortuna dos irmãos Baudalaire, conde Olaf arma um plano inteligente, mas completamente absurdo, que me fez torcer muito para não se concretizar.




Apesar de o livro abordar o sofrimento das três crianças, é uma narrativa bastante divertida. Uma escrita leve, fácil de ler e de enredo muito envolvente. É um livro que recomendaria tanto para quem está começando a ler - por ser curtinho, uma história rápida -, como para qualquer outro leitor, pois ao meu ver, agradaria de crianças a adultos, facilmente. Uma dica deliciosa é que a Netflix lançou a série de tv, intitulada Desventuras em Série, e é absolutamente fiel ao livro.

Mau Começo está inteirinho nos episódios 1 e 2, o que é maravilhoso, pois após a leitura podemos assistir e ver as cenas que acabamos de ler sendo perfeitamente interpretadas por atores excelentes e perfeitos para os papeis. É realmente uma experiência maravilhosa.

27/01/2017

Escape Game — 60 minutos


Lembro que alguns anos joguei um jogo de terror que consistia em escapar de um Hotel assombrado, o jogo chamado Hotel 626 consistia em desvendar diversas pistas pra poder sair (com vida) do Hotel. Foi um jogo, que sim, me deu medo e que me fez imaginar como seria ter aqui lo não mais virtualmente: como eu faria para escapar dos monstros e desvendar todos os segredos?

Então, para a nossa alegria (ou não, depende se você tem coragem) foi inaugurado em Taguatinga, cidade-satélite perto de Brasília, o 60 Minutos: Escape Game, o primeiro estabelecimento de escape do centro-oeste.


Existem duas versões de jogo: a pocket (30 minutos) e a full (60 minutos), a quantidade de participantes varia de acordo com a sala escolhida, podendo ser times de 3 à 8 pessoas por sala. O objetivo é simples, você apenas precisa escapar antes do tempo acabar e você ser morto (brincadeira, mas é verdade). Acessando o site do 60 Minutos: Escape Game, você pode reservar a sala desejada e realizar o pagamento, que pode ser tanto online quanto presencial.



Conseguimos (a turma fantástica de blogueiros daqui de Brasília e eu) sair da sala fazendo tempo record, foi incrivelmente fácil. Mentira, estava um pouco complicado alguns enigmas, mas não posso falar sobre porque isso seria dar spoilers e estragar a brincadeira de quem poderá se aventurar futuramente - esse é um ótimo divertimento para um final de semana descompromissado e rever os amigos (meu caso!).
Onde fica?
Taguatinga Shopping
QS 01 Rua 210, lote 40
3º Piso (ao lado da Ricardo Eletro)
Pistão Sul, Taguatinga-DF
Telefone: (61) 99174-5930



25/01/2017

Memórias — Dez.2016

Memórias é aquela postagem de final de mês, onde ficam guardadas as boas (e porquê não as ruins?) memórias que valem a pena contar ou simplesmente refletir e agradecer. Se quiser, segue lá no instagram (@igormedeiroz) para ver mais fotinhas (selfies são bem raras)!


1. Faz tanto tempo que nem lembro e mais uma vez agradeço a tecnologia por datar todas as fotos. Dezembro começou ruim para mim, enrolei para cortar o cabelo e quando decidi que faria (me preparando e fazendo todo um ritual) o cabeleireiro falta com sua honra e me deixa sozinho no salão. Então fui na concorrência e fiz um novo corte - que dias depois virou chacota, risos e óh meu deus nunca troque de cabeleireiro.   2. Aproveite que tinha que tirar umas fotos pro catálogo da Ü Can Be e sai tirando algumas fotos durante o caminho.  3 e 4. Num dia de almoço, sai para caminhar mais uma vez e encontre Bee, a abelha!
5, 7 e 8. Pela primeira vez me reuni com um pessoal maravilhoso daqui de Brasília, alguns blogueiros do amor, fomos ao Seu Patrício Café para trocar alguns mimos (amigo oculto) e comi o melhor sanduíche de berinjela da minha vida até agora. 6. Dormi na casa de um amigo e aprendi, haha, a comer spaghetti com garfo e colher, foi um dia preguiçoso, me lembro bem (porque quero repetir).


23/01/2017

Resenha: "Juntando os Pedaços", de Jennifer Niven

Juntando os Pedaços
Jennifer Niven
Editora Seguinte, 2016
392 páginas
Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.
É normal criar expectativas quando gostamos de um autor, então não poderia ser menos esperado de Jennifer Niven me conquistar novamente, tendo meu coração ganhando primeiro através de Por Lugares Incríveis. Percebi após a leitura de Juntando os Pedaços, que a autora gosta de abordar sobre adolescentes e fases de descobertas, aceitação de si e com uma vida dentro da fase escolar - é um tipo de leitura que dificilmente me agrada, por diversos motivos. Contudo, Niven faz com que as briguinhas de meninas não seja simplesmente monótona e clichê, não faz com que o romance água com açúcar e a história como milhares.


Posso, é claro, ser meio suspeito para falar sobre os livros de Niven: já sou apaixonado por sua escrita e por seus personagens - sua escrita amarra duas narrativas gostosas e cenários diferentes, dando aos protagonistas voz e verbo, tonicidade e unicidade. Os personagens são singulares e abordam situações que nos preocupamos quando somos mais novos, como ser gordo, ser esquecido, ser gay, não ser gay (escrevi um pouco sobre o lado gay que as pessoas não conhecem, só clicar para conferir): então encontramos em frente aos nossos protagonistas a necessidade de enfrentar o medo, de encarar a realidade.

Libby, uma das personagens, é engraçada e tem total conhecimento de que é gorda e não se importa com o que os outros dizem sobre ela e sua família, conseguimos, por meio de Libby, perceber um pouco do sofrimento que pessoas acima de peso passam na escola e podemos estender os campos como local de trabalho, parques  e etc. Esta é a minha personagem favorita do livro, porque ela é simplesmente demais. É autêntica e faz qualquer um que está ao seu lado se sentir seguro, sabe? É como se aquele teor de completude e aceitação pudesse cair sobre nossas cabeças e simplesmente gostarmos de quem nós realmente somos e não necessitarmos em nos moldar para ser esteticamente sociável/aceitável.



Jack é o oposto de Libby: maravilhoso, popular e conhecido. Contudo, a partir de um momento a doença que ele contém (se você leu a sinopse, sabe que ele tem prosopagnosia) permite que ele enxergue Libby (ops, um trocadilho) como ela realmente é por dentro, fazendo-o ignorar o externo e o que a maioria das pessoas, infelizmente, levam em consideração.

Com duas realidades distintas o livro se intercala, em primeira pessoa, hora na voz de Libby e hora na voz de Jack. E é óbvio que atingimos um grau de intimidade com algum, pelo menos um, dos personagens, porque eles são vivos e passam por situações que lidamos diariamente - acho que era, realmente, esse ponto que Jennifer Niven queria chegar ao escrever esse livro: fazer com que nos identifiquemos, porque ela se preocupou em colocar diversos pedaços de histórias e criar uma, mesmo com poucas páginas, que contivesse de tudo um pouco, sabe?

E é mais óbvio ainda eu recomendar a leitura deste livro, porque eu simplesmente pude me sentir lido, pude me sentir lendo um pouco de mim, um pouco do que passei e encarando de uma outra maneira: é tudo que de choices, baby. Então faça sua escolha, mentira, não faça, apenas vá ler algum livro da Niven, esse, eu afirmo, é um ótimo exemplar para conhecer.

21/01/2017

Resenha: "Sedução da Seda", de Loretta Chase

Sedução da Seda
Modistas, livro 01
Loretta Chase
Editora Arqueiro
304 páginas
Talentosa e ambiciosa, a modista Marcelline Noirot é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: lady Clara Fairfax, futura noiva do duque de Clevedon.

Tornar-se a modista de lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna.
O duque se considera um especialista na arte da sedução, mas madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas.
Primeiro livro da série As Modistas, Sedução da seda é como um vestido minuciosamente desenhado por Loretta Chase: de cores suaves e românticas em alguns trechos, mas adornado com os detalhes perfeitos para seduzir.
Sempre gostei muito de "romance de época", são sempre cheios de diálogos elaborados, situações conflitantes de amores impossíveis e descrições de ambientes e roupas lindíssimas. Quando fui apresentada a série As Moditas, da Loretta Chase, sabia que amaria logo de cara. Afinal, já é possível imaginar quão genial a história é, não? Três irmãs geniosas e londrinas: Marcelline, Leonie e Sophia. Meio loucas e excelentes com o comércio de vestidos belíssimos e únicos e com o plano infalível de conquistar a freguesa que as levaria a fama: lady Clara, futura duquesa e noiva do duque de Clevedon.




Marcelline, a irmã mais velha, mãe de Lucie - a criança mais cheia de estilo, beleza e personalidade da literatura - , sempre foi ambiciosa e se intitulava "a maior modista do mundo". Segura de que era a melhor e que ela e as irmãs eram capazes de vestir até a rainha, Marcelline sonhava alto e formulou um plano de conquistar o duque de Clevedon, indo até Paris em seu encalço, para - nada discretamente - atrair seus olhares e de toda a alta sociedade, de forma que todos se perguntassem quem era a bela dama vestindo os trajes mais lindos, ousados e elegantes já vistos. Não foi difícil se tornar o assunto nos lábios de todos, os homens - incluindo Clevedon - babavam à sua passagem e as mulheres a invejavam e se perguntavam onde conseguir vestir-se igual a misteriosa dama que frequentava os eventos parisienses nos últimos tempos. Clevedon, que estava de férias em Paris, adiava sua volta a Londres por entender que ao pisar nas ruas londrinas sua vida mudaria totalmente, mudando o status de solteiro para casado, pois a pressão da família de Clara, a quem já era prometido desde criança, já começava a sufocá-lo. E ao colocar os olhos em Marcelline, o desejo de não voltar só aumentou. Em sua aspiração de aproximar-se, apresentou-se e com seu jeito único e cheio de personalidade, na primeira fala Marcelline já o tinha nas mãos, mesmo que ele não assumisse isso.



Em meio aos encontros turbulentos dos dois, as fofocas e os mexericos já chegavam a Londres, o que com bastante maestria as três irmãs sempre conseguiam virar a seu favor, de forma que ao voltar de Paris, Marcelline encontrou a loja cheia de damas loucas para conhecer seus lindíssimos vestidos elogiados por todos na cidade da moda. Tudo parecia acontecer como o planejado, até lady Clara as procurara, com a ajuda de Clevedon que a levou a loja em busca de ajuda-la, mas principalmente ansiando por encontrar com Marcelline. Ambos reconheciam que estavam envolvidos, mas também entendiam que não poderiam passar de negócios, o que Marcelline sempre deixou claro. Desde o primeiro encontro, deixou claro que suas intenções eram unicamente vestir a futura duquesa. Porém, a onda de má sorte atingiu Marcelline, Leonie e Sophia e tiveram modelos copiados por uma de suas costureiras, que as traiu e causou um enorme acidente, quase resultando em tragédia.

É uma história cheia de altos e baixos, que me deixou sem ar e suspirando durante vários momentos. É cheio de tiradas e Marcelline é a estrela desse romance, pois é uma personagem cheia de pulso e que com certeza consegue o que quer. Os diálogos são hilários e apaixonantes, de tirar o fôlego e o desenrolar da história me deixou apaixonada. O modo como os segredos foram sendo revelados e o fim inevitável da história dos dois, Marcelline e Clevedon. Confesso que não li sobre, mas acredito que os próximos volumes da série, têm como foco as outras irmãs, Leonie e Sophia, e estou ansiosa pra conhecê-las melhor, já que nesse primeiro volume conhecemos a fundo apenas Marcelline, apesar da personalidade das outras também ser bem delineada. Adoraria uma série de tv sobre As Modistas. Seria sucesso na certa, né? E ganharia meu coração, assim como os livros já ganharam.

19/01/2017

Resenha: "O garoto quase atropelado", de Vinícius Grossos

O garoto quase atropelado
Vinícius Grossos
Editora Faro, 2015
528 páginas
"Uma história inesquecível sobre adolescentes que escolheram acreditar no que sentiam. Você vai se emocionar" - Bruna Vieira, autora do Depois dos quinze.Um garoto sofreu com um acontecimento terrível.Para não enlouquecer, ele começa a escrever um diário que o inspira a recomeçar, a fazer algo novo a cada dia.O que não imaginou foi que agindo assim ele se abriria para conhecer pessoas muito diferentes: a cabelo de raposa, o James Dean não-tão-bonito e a menina de cabelo roxo, e que sua vida mudaria para sempre!Prepare-se para se sentir quase atropelado de uma forma intensa, seja pelas fortes emoções do primeiro amor, pelas alegrias de uma nova amizade ou pelas descobertas que só acontecem nos momentos-limite de nossas vidas.Estar vivo e viver são coisas absolutamente diferentes!
Existem livros e livros, alguns realmente nos prendem e nos fazem sentir coisas, sentimentos e torcer pelos personagens e alguns são apenas leituras que nos prendem. O livro do brasileiro me prendeu, por uma escrita bem elaborada, mas, a história em si me deixou um pouco calejado e choroso.

O livro de Vinícius Grossos é um desses livros que contém um pouco de vários livros e histórias, conseguimos perceber toque de "As vantagens de ser invisível", "Quem é você, Alasca?" e algum filme de romance clichê. E creio que essa semelhança me afastou dos personagens, até mesmo do enredo em si. Não há nada de errado em ter toques de outras obras, desde que o autor saiba inovar e escrever a sua maneira uma nova cena, contudo, infelizmente, não foi o que senti lendo as palavras do brasileiro.


Não vou negar que é um livro bem amarrado e planejado, com uma leitura que realmente envolve, mas eu poderia estar mais envolvido, ter me apaixonado. Acho que ao conhecer personagens parecidíssimos com outras obras que havia lido, me deixou um pouco nostálgico, não pelos personagens que conheci e havia amado, mas sim por novos personagens com características próprias e marcantes. Havendo semelhança com outros livros, saberíamos, para quem já leu, o final da história e isso não surpreenderia novamente - assim como não fui surpreendido.


Por mais que esteja falando mais pontos negativos do que positivos, este é um livro que, para quem gosta de um romance juvenil, é recomendado. Vale a pena dar chance ao autor, porque sua escrita é, sim, bem elaborada e faz com que infinidade de coisas aconteçam em poucas páginas (mais de duzentas, nem tão pouco assim). Se Vinicios escrever um novo livro altamente original, sem dúvidas irei ler, porque gostei da forma como escreve e como expressa bem as cenas e situações.


13/01/2017

Resenha: "Nem tudo será esquecido", de Wendy Walker

Nem tudo será esquecido
Wendy Walker
Editora Planeta
288 páginas
Um dos suspenses psicológicos mais elogiados nos Estados Unidos Tudo parece perfeito na pequena Fairview, em Connecticut, até a noite em que a adolescente Jenny Kramer é violentada durante uma festa. Nas horas posteriores, ela é medicada com uma droga controversa para que as memórias da violência sejam apagadas. Mas, nas semanas que se seguem, enquanto se cura das dores físicas, Jenny percebe que guardou nuances daquela noite. O pai, obcecado por sua incapacidade de descobrir quem abusou de sua filha, busca justiça, enquanto a mãe tenta fazer de conta de que o crime não abalou seu mundo cuidadosamente construído. Segredos da família e do círculo próximo começam a vir à tona durante a busca incessante pelo monstro que invadiu a comunidade – ou que talvez sempre tenha estado lá –, guiando este thriller psicológico para um fim chocante e inesperado.
Aparentemente comecei o ano com as leituras certas. Nem tudo será esquecido é um thriller psicológico maravilhoso! O livro é narrado por um psiquiatra e é como se conversássemos o tempo todo. Ele nos conta a história de uma família que acompanhou com terapia após, Jenny, a filha de quinze anos do casal Tom e Charllote, sofrer um trauma brutal. Jenny foi estuprada e teve as costas entalhada por seu agressor a quem não recordava o rosto, cheiro ou voz, pois os pais após o ocorrido resolveram dar-lhe um tratamento medicamentoso que fizesse com que a memória da agressão fosse apagada. Acompanhamos todas as sessões de terapia com a família, que compreendeu que Jenny precisaria lembrar-se da agressão e do agressor para conseguir a paz que seu espírito precisava e, claro, conseguirem justiça. Porém, as sessões de terapia mostraram o quanto a família precisava de reparos, todos tinham sessões separadas e encontraram no psiquiatra um confidente, de forma a revelar sentimentos obscuros, traumas da infância que influenciavam em suas vidas desde sempre e mesmo agora, em suas vidas adultas.


Conhecemos, além de Jenny, outros pacientes interessantíssimos e que de alguma forma estavam interligados a história de forma muito inteligente. A cada nova descoberta e recordação do momento horripilante vivido por Jenny me fazia acreditar que um personagem diferente era o responsável, o que me instigava e me dava mais vontade de ler, pra enfim compreender o que tinha acontecido de verdade e quem era o monstro por trás daquilo. Foram utilizados muitos jogos mentais, do médico com seus pacientes, com a polícia e com o leitor, de forma que me senti como uma personagem, tentando confiar em suas palavras, mas ao mesmo tendo duvidando de tudo. Em alguns momentos achei que as coisas dariam muito errado, pois a história vai tomando um rumo diferente do que acreditava ser o correto, mas aí mais um vez fui surpreendida. Foi o que mais senti, surpresa! A cada novo capítulo acreditava em uma coisa diferente o que confirma o quão a autora foi inteligente na escolha de palavras, criação dos personagens e ambientes em todas as cenas descritas. Cada detalhe foi descrito por um motivo importante, não houveram furos nem questões não respondidas. E o final, ai meu Deus!, totalmente inesperado e fo-da!


Depois de ler muitas obras de mestres dos suspenses psicológicos como Stephen Kinng e Sidney Sheldon fica difícil gostar de histórias desse gênero. A gente acaba ficando mais seletivo com o que ler, mais criterioso. Mas esse livro é incrível em muitos sentidos, começando pela narrativa que é basicamente uma conversa entre leitor e personagem, diferente de tudo que eu já havia lido. Foi uma surpresa bastante agradável ler algo de Wendy Walker, o que pretendo repetir em breve. Mereceu as cinco estrelas e o coraçãozinho de favorito, pois vai ser difícil esquecer essa história durante um bom tempo.

11/01/2017

6 on 6 — Janeiro 2017


 
Como sempre, atrasado. Contudo deixo bem claro que não irei desistir do projeto, mesmo que esqueça de postar no dia certinho ou não dê tempo para tirar algumas fotos. 

01. Finalmente fotografei Madame Suzy, vocês não fazem ideia do quanto ela torrou-me a paciência. 02. Adoro essa bagunça organizada, planejo em 2017 organizar minha vida um pouco mais, afinal é período de TCChora.03. Flores, sou muito viado mesmo. 04. Gordices, sou muito taurina mesmo. 05. Finalmente consigo estender meus projetos e tirar mais fotos, perder a vergonha e gostar dos resultados. 06. Pés, que me levam e me trazem. Achei fotogênico. 

09/01/2017

Resenha: "Nerve", de Jeanne Ryan

Nerve
Jeanne Ryan
Editora Planeta
304 páginas
Você já se sentiu desafiado a fazer algo que, mesmo sabendo que pode se arrepender depois, acaba levando em frente? A heroína deste livro também.
Vee cansou de ser só mais uma garota no colégio, e quer deixar os bastidores da vida para assumir seu merecido posto sob os holofotes. E o jogo online Nerve, febre nacional transmitida ao vivo, pode ser o início dessa trajetória de sucesso. Basta que ela clique no botão “Jogador” em vez de “Espectador” para entrar na disputa, que propõe, a cada etapa, um desafio novo.
A adolescente acaba formando uma dupla imbatível com Ian, um garoto desconhecido com quem trava contato ao se inscrever em Nerve. Juntos, vão galgando posições no jogo. Mas, conforme os dois avançam na disputa, os desafios ficam cada vez mais complexos... e perigosos.

Sabe quando você não consegue soltar um livro porque a história é gostosa de ler? Então, estamos falando de Nerve. Esse livro conta a história de Vee, uma adolescente comum, cheia de talentos com as artes e participante do teatro da escola como maquiadora. Ficar atrás do cenário nunca foi problema para Vee, tendo a melhor amiga, Sidney, como estrela principal e o crush, Mattew, como par romântico da mesma, isso nunca lhe pareceu um contratempo. Pelo contrário, ao ver as cenas românticas por detrás das cortinas e acompanha-las com o texto na ponta da língua, ela conseguia facilmente e sem ciúmes imaginar-se no lugar da amiga, beijando o ator que era sua paixão secreta. As coisas mudam de cena quando Vee é desafiada por Matt, que fala sobre o jogo famoso na internet, Nerve, e insinua que ela não seria capaz de jogá-lo. Isso a deixa furiosa e louca pra mostrar-lhe que ela é capaz de estar na frente das cortinas.



Nerve é um jogo virtual onde são lançados desafios. Há a opção de jogar e a opção de apenas observar. Se o desafio for cumprido, e tudo deve ser filmado, há um prêmio. Com a ajuda de Thommy, um amigo que trabalhava nos cenários das peças, Vee acaba decidindo participar de um desafio apenas para mostrar a Matt que ele não a conhecia o bastante e que ela era, sim, capaz de vencer um desafio. Após o primeiro desafio vencido, apesar do constrangimento que a tarefa exigia, Vee decide continuar participando, estimulada pelos prêmios maravilhosos e pelo seu parceiro de jogo, Ian, a quem o próprio jogo lhe apresentou. Tudo vira uma enorme aventura e a cada novo desafio precisamos lembrar de soltar o ar antes do fim, pois é de uma aflição gigantesca! Mas talvez todos os prêmios e as oportunidades oferecidas não valessem o fim de suas amizades ou até viver desafios que arriscassem sua vida, certo? Não! Cada novo desafio se torna mais difícil e perigoso, mas depois de cumpridos parecem divertidos e fáceis. O alívio e a premiação os faziam sempre querer mais e o jogo parecia conhecer a fundo os maiores desejos dos jogadores.



É um livro de leitura fácil, jovem e fluida de forma que facilmente leria em apenas um dia livre, apesar de falar sobre um tema pesado nos tempos em que vivemos, nossa relação com a tecnologia. Tem um "quê" de Black Mirror, Jogos Vorazes, reality show, sabe? Uma crítica a nossa doentia posição diante ao sofrimento, constrangimento e vergonha alheia, sobre querermos assistir a esse tipo de coisa. Um estranho prazer em ver pessoas sentimento medo e humilhação. Apesar de ser uma história gostosa de ler, tem uma mensagem forte quando refletimos que facilmente esse jogo faria sucesso em nossa realidade, apesar de todo o perigo envolvido àqueles que participassem. O livro deu origem ao filme "Nerve - Um jogo sem regras", com Emma Roberts e Dave Franco fazendo os personagens Vee e Ian. O filme não é cem por cento fiel ao livro, mas corresponde as expectativas e é igualmente bom. Ambos mereceram quatro estrelas e, acredito, deveriam ser leitura obrigatória de modo que todos entendessem o quanto é perigosa a exposição na internet e como devemos ter cuidado com isso.

02/01/2017

Livros lidos em 2016

 

Janeiro:

01. A Sereia - Kiera Cass
02. Steve Jobs, Insanamente Genial - Jessie Hartland
03. Coroa Cruel - Victoria Aveyard

Fevereiro:

04. Nova York: a vida na grande cidade - Will Eisner 
05. Sombras do Império - Steve Perry
06. Dragão de Gelo - George R.R. Martin
07. Scott Pilgrim vs. O Mundo III - Bryan Lee O'Malley
08. Troopers da Morte - Joe Schreiber
09. Laranja Mecânica - Anthony Burgess
10. Diário de Queda - Michel Laub

Março:

11. Sejamos todos feministas - Chimamanda Ngozi Adichie
12. Marina - Carlos Ruiz Záfon
13. Muito mais que cinco minutos - Kéfera Buckman
14. Não me abandone jamais - Kazuo Ishiguro

Abril:

15. A guerra dos Fae: Luz e Treva - Elle Casey

Maio:

16. Os humanos - Matt Haig
17. Na Estrada Jellicoe - Melina Marchetta
18. Maré Congelada - Morgan Rhodes
19. A Profecia do Pássaro de fogo - Melissa Grey
20. A Coroa - Kiera Cass 

Junho:

21. Doutor Sono - Stephen King
22. Nova Ordem - Chris Weitz
23. Tá todo mundo mal - Jout Jout
24. Soppy - Philippa Rice

Julho:

25. A princesa, o cafageste e o menino da fazenda - Alexandra Bracken
26. Então você quer ser um Jedi? - Adam Giowtz
27. Cuidado com o lado sombrio da força! - Tom Angleberger
28. Alvo em movimento - Cecil Castellucci e Jason Fry
29. O Incolor Tsukuru Tazaki e Seus Anos de Peregrinação - Haruki Murakami

Agosto:

30. Pedra no Céu - Isaac Asimov
31. Apenas um Garoto - Bill Konigsberg
32. Azeitona - Bruno Miranda
33. A Revolução dos Bichos - George Orwell
34. Onde cantam os pássaros - Evie Wyld

Setembro:

35. A Espada de Shannara - Terry Brooks
36. Canção de Ninar - Sarah Dessen

Outubro:

37. Crimson Dagger - Morgan Rhodes
38. Sopa de Salsicha - Eduardo Medeiros
39. O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares - Ransom Riggs
40. O amor dos homens avulsos - Victor Heringer
41. O garoto quase atropelado - Vinícios Grossos
 

Novembro:

42. David Copperfield - Charles Dickens
43. 1Q84, livro 1 - Haruki Murakami

Dezembro:

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Confira também: 2015 / 2014 / 2013


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