Resenha: "A Irmã da Tempestade", de Lucinda Riley

18 Nov 2016

A Irmã da Tempestade
As Sete Irmãs, livro 02
Lucinda Riley
Editora Arqueiro
528 páginas
Em A irmã da tempestade, segundo volume da serie As Sete Irmãs, as vidas de duas grandes mulheres separadas por gerações se entrelaçam numa historia sobre amor, ambição, família, perda e o incrível poder de se reinventar quando o destino destrói todas as suas certezas.
Ally D’Apliése é uma grande velejadora e está se preparando para uma importante regata, mas a noticia da morte do pai faz com que ela abandone seus planos e volte para casa, para se reunir com as cinco irmãs. Lá, elas descobrem que Pa Salt – como era carinhosamente chamado pelas filhas adotivas – deixou, para cada uma delas, uma pista sobre suas verdadeiras origens.
Apesar do choque, Ally encontra apoio em um grande amor. Porém mais uma vez seu mundo vira de cabeça para baixo, então ela decide seguir as pistas deixadas por Pa Salt e ir em busca do próprio passado.
Nessa jornada, ela chega à Noruega, onde descobre que sua história está ligada à da jovem cantora Anna Landvik, que viveu há mais de cem anos e participou da estreia de uma das obras mais famosas do grande compositor Edvard Grieg. E, à medida que mergulha na vida de Anna, Ally começa a se perguntar quem realmente era seu pai adotivo.



SIM, mais uma vez Lucinda Riley me fisgou e definitivamente e oficialmente é uma das minhas autoras preferidas de todos os tempos. A série As Sete Irmãs consiste em contar a história de sete irmãs adotadas por Pa Salt, um homem rico que nunca casou e viajando por todo o mundo resgatou suas filhas, adotando-as e dando a cada uma delas o nome de uma estrela formando a constelação de Plêiades, suas sete estrelas. Os livros não precisam ser lidos necessariamente na mesma ordem (e é exatamente isso que estou fazendo, lendo numa ordem aleatória), porém, é possível encontrar alguns spoilers da vida das outras irmãs dessa forma, o que acabei descobrindo depois de ler A irmã da sombra, o livro 3 e agora estar lendo a história de Ally. Então, se você não é fã de spoiler nenhum, leia na ordem correta, assim não corre risco nenhum. O segundo livro, A irmã da tempestade, conta a história de Ally, a segunda das irmãs em idade, porém a cabeça de todas elas, a líder. Todas tinham seus conselhos como verdades absolutas e a respeitavam muito. Velejadora profissional e musicista formada, porém não atuante, tinha o mar e a flauta como paixões e era muito capaz de escolher ambas como profissão e ter muito sucesso, mas optou pelo mar, paixão que compartilhava com o pai.



A história de Ally inicia-se com a descoberta da morte de Pa Salt, seu pai. Extremamente abalada, o que lhe dá suporte, além do amor das irmãs, é o seu amor recém encontrado. Theo, que era o capetão da regata que ambos competiam, acabou tornando-se o grande amor de sua vida em questão de dias, o que deu a Ally esperança, embora com grande dor pela perda do pai, de recomeçar sua vida. Muito apaixonados e decididos a viverem juntos e construírem uma família o mais rápido possível, Theo a pede em casamento e eles vivem momentos muito felizes no mar, a paixão dos dois. Porém, de forma trágica Ally também perde o segundo homem de maior importância em sua vida. Theo morre após tentar salvar um companheiro de regata que caiu no mar revolto, não conseguindo se salvar. E mais uma vez o mundo que ela conhecia vira de cabeça para baixo e todos os planos afundaram junto com seu noivo.



Completamente amedrontada e infeliz, Ally jamais conseguiria voltar ao mar e por isso, sua profissão como velejadora já não era uma opção. Pa Salt, seu pai, havia deixado para todas as irmãs uma carta contendo pistas sobre o passado delas. Dessa forma, a única coisa que lhe restava era seguir a vida e a curiosidade a venceu, levando-a a Noruega, local onde as coordenadas deixadas por seu pai a levavam. E é aí que o mundo da música a fisga de volta.

Como em todas as obras de Lucinda, somos apresentadas a outra história no meio do livro e conhecemos Anna, musicista famosa do século passado e que de alguma forma parece ter ligação com a família biológica do pai, pois Pa Salt recomendou em sua carta a leitura do livro sobre sua vida à Ally. Anna tem uma história fascinante e muito triste, o que liga o leitor a ela e nos faz ama-la. Confesso que talvez a tenha amado ainda mais do que a Ally. Após ler a história e conhecer os parentes vivos de Anna, Ally começa a entender suas ligações com a família e é incrível as reviravoltas no seu destino. Muito envolvente, empolgante e com aqueles finais surpreendentes e felizes que, eu como leitora, dei pulos de alegria.



Lucinda Riley tem o poder de nos ligar aos personagens de forma que a história fica grudada na cabeça durante meses, sabe? Uma DPL (depressão-pós-livro) assustadora! Mas eu amo, confesso. Essa série foi um achado de 2016, amo e vou protegê-la, rs. Daquele tipo de livro que você indica a todo mundo e dá de presente no amigo secreto de Natal. Se você já leu, por favor, vem conversar comigo. Porque a necessidade de discutir esses livrinhos é enorme. Só amor.

4 comments:

  1. Fiquei com vontade de ler só por causa dessa resenha!

    ReplyDelete
    Replies
    1. E por causa do marcador na foto talvez? Hahahahahahahaha te empresto, amiga! É maravilhoso!

      Delete
  2. Tão orgulhosa dessa leitorazinha....
    Que lhe apresentou a Lucinda, quem? Quem lhe deu o primeiro livro da Diva, quem? rsrsrsrs
    Ela é maravilhosa, ainda não li As Sete Irmãs, mas como você já tem me falado tão bem é impossível não querer ler... putz... porque não começo ler agora mesmo, neste instante? Puxa... só não gostei de saber que o Theo morreu, isso não é um spoiller, não? Mas tô de boa.

    xoxo
    Mila F.
    www.delivroemlivro.com.br

    ReplyDelete
    Replies
    1. Benzadeus por essa amizade que me apresentou a diva máster suprema Lucinda Riley!
      Putz... Agora fiquei naquela... Não é um super spoiler porque acontece muito rapidinho na história, mas talvez eu deva calar mais nas próximas resenhas né. Ops!
      Lê logo, lê anda, anda!!!!
      💙

      Delete