30/10/2016

Memórias — Out.2016



Me acho um pouco imaturo e por redes sociais é mais complicado ainda, porque as pessoas não sabem quando estou brincando até me conhecer, minhas brincadeiras são um pouco diferentes. Atualmente trabalho com TI, não sei se falei sobre isso e curso Sistemas, fotografo por esporte e preencho o tempo com isso, quando não estou escrevendo pro blog, pra mim ou lendo um livro.




Curto músicas levemente tristes, mas alterno entre um indie, alternativo e pop. Na verdade, gosto de todo tipo de música - com a música, gosto muito de dança, então, caso ocorra, assim, aleatoriamente, você encontrar uma pessoa dançando no metrô/ônibus, poderá ser eu. Sou apaixonado por cozinha, desde a parte estética, até a parte de cozinhar, gosto de inventar e fazer comida-limpa-geladeira. Não suporto banhar calçado, mas não suporto andar descalçado. Durmo dentro de ônibus e queria chorar mais vezes, quase nunca acontece. Não gosto de falar sobre mim. Gosto que as pessoas falem de mim, mas não aceito uma coisa que não sou.




É bem complicado. Apenas nesse quesito, porque tento ao máximo descomplicar a vida, sou bastante relaxado, levemente fresco, um pouco doido e mais um pouco intenso. Gosto de escrever cartas e enviar para amigos do outro lado do país, sou apaixonado por Londres e pretendo um dia visitar aquela terra. Gostaria de ser levado mais a sério, mas acho que apenas minha cara não dá essa credibilidade. Falando em cara, sou péssimo com elogios, tenho lutado para aprender a receber elogios. Também tenho lutado para assistir mais filmes e séries - é uma luta forte, batalha diária. Não gosto de gente superficial, que não sente e que se esconde. Gosto de correr, de bebida quente, baladas quando a vida está muito calma. Amo correria, mas às vezes explodo. Amo explosão, tenho medo de chuva.



27/10/2016

Despedidas


Eu juro que quase consigo me sentir em um campo minado, em plena Guerra Mundial, quando estamos a fila do meu ônibus, esperando atentamente a hora da minha partida. Na porta, você me dá alguns beijos corridos, tímidos e suporta a cara brava do motorista, pelo atraso provocado. Como se eu tivesse prestes a não voltar, você me olha ainda do ponto de ônibus e vou seguindo o meu caminho olhando para trás, vendo você ficando cada vez menor, até desaparecer. Então depois de alguns minutos meu lábios começam a pinicar, esboço um sorriso bobo e toco os lábios bem devagar, sentindo o seu lábio macio e o gosto de melancia, seu beijo ainda fresco. 

Então sinto uma saudade imensurável, que aperta de mansinho meu coração, então eu encosto a cabeça no vidro e coloco algumas músicas para tocar. No meio dos pensamentos, das cenas refeitas e agradecimentos de ter-lhe visto, caio no sono. Acordo, mais tarde, na escuridão, próximo de onde devo descer. Você já deve estar em casa e eu torço para que sim, que esteja bem. Então eu desço do ônibus, aumento a música e vou para casa com um novo sorriso, sabendo que amanhã voltarei para você, voltarei após todas as despedidas da guerra não vivida.

23/10/2016

calejos


Não é tão complicado quanto parece, a vulnerabilidade altíssima em se machucar, cortar o peito e perdurar por noites, em lágrima, desconsolo e solidão, é grande. A ferida se cura na voz, mas se expande no silêncio, talvez, duas, três, quatro vezes mais rápido. Na expectativa de não ter expectativas, destrói sonhos, amores e uma vida. Jogou fora as lembranças boas e guardou as ruins, sem perceber que o sorriso passado poderia compensar os calejos. Que antes de estar aberto a uma possibilidade, já se trancou.

17/10/2016

Backup to Murphynism


Esse blog não tem função de transmitir apenas coisas boas, por isso irei listar, em tópicos, o mar de azaréu que apareceu para mim nos últimos dias, quero que façam uma oração com sal grosso após o término da leitura.

— garganta inflamada I:
Já não sei mais quando minha garganta inflamou, mas foi ali, por volta do final de setembro. Uma dor que me deixou de cama, febril e chorando para melhorar logo. Com injeção na nadega direita, antibióticos e repouso, achei que melhoria. E melhorei, temporariamente.

— vida sem músicas:
O cabo do meu celular decidiu que não funcionária no meu computador (onde o Itunes funciona perfeitamente bem), mas funciona no computador do trabalho, por isso decidi fazer o upload de músicas por lá, contudo o Itunes não funciona na máquina. Ou seja, seis por meia dúzia.  Minha vida tem seguido sem inspirações, sem singles e performances nos ônibus. Estou infeliz.

— notas baixas cursos:
 São diversas coisas para sustentar, meu coração não aguenta nota baixa. Muita dedicação, vamos lá.

— celular quebrado:
 Sou a pessoa mais cuidadosa com minhas tecnologias, afinal, tudo é tirado do meu próprio bolso. Então o concerto, se tiver, fica também pela minha conta. Mas comecei a acreditar na porcaria da lei de Murphy, apesar de todo o cuidado e probabilidades de o celular não ter quebrado: ele quebrou. São alguns 10% de golpitos para consertar, ficarei alguns dias sem atualizar a vida virtual. Bye.

— garganta inflamada II:
 Não sei o que comentar, odeio minhas amígdalas. Planejo retirá-las. Para sempre.

— notas baixas na faculdade: 
 São diversas coisas para sustentar, meu coração não aguenta nota baixa. Muita dedicação, vamos lá. Só tirei uma nota baixa na verdade, a prova era do cão. Mas passei, tá tranquilo, tá favorável.

— ônibus:
Já desisti, levo sempre um livrinho para quando o ônibus não parar para mim. O fato é que nas duas últimas semanas o ônibus já não querer mais parar para que eu possa vir felizinho para minha casa, ou seja, tenho que esperar mais 62 minutos por outro, pelo menos mantenho a lista de livros lidos atualizada, né?

— fone de ouvido:
meu fone caiu primeira vez no chão, ontem. Quebrou. 

Agora irmãos, joguem água benta na tela de vossos computadores. Eu preciso.

15/10/2016

Resenha: "Outlander — O resgate no mar: Parte I", de Diana Gabaldon

O Resgate no mar: Parte I
Outlander, livro 03
Diana Gabaldon
Editora Arqueiro
592 páginas
Há vinte anos Claire Randall voltou no tempo e encontrou o amor de sua vida – Jamie Fraser, um escocês do século XVIII. Mas, desde que retornou à sua própria época, ela sempre pensou que ele tinha sido morto na Batalha de Culloden.
Agora, em 1968, Claire descobre, com a ajuda de Roger Wakefield, evidências de que seu amado pode estar vivo. A lembrança do guerreiro escocês não a abandona… seu corpo e sua alma clamam por ele em seus sonhos. Claire terá que fazer uma escolha: voltar para Jamie ou ficar com Brianna, a filha dos dois.
Jamie, por sua vez, está perdido. Os ingleses se recusaram a matá-lo depois de sufocarem a revolta de que ele fazia parte. Longe de sua amada e em meio a um país devastado pela guerra e pela fome, o rapaz precisa retomar sua vida.
As intrigas ficam cada vez mais perigosas e, à medida que tempo e espaço se misturam, Claire e Jamie têm que encontrar a força e a coragem necessárias para enfrentar o desconhecido. Nesta viagem audaciosa, será que eles vão conseguir se reencontrar?



Para tudo. Jamie não está morto! Sim, sim, sim, eu dei pulos de alegria. Óbvio que eu não acreditava na possibilidade de Diana Gabaldon matar um dos personagens mais incríveis de todos os tempos. Ela seria linchada, apedrejada ou jogada na fogueira pelos leitores da série, sem dúvidas. Mas, enfim, alegrias à parte, vinte longos anos se passaram desde a guerra em Culloden, quando Jamie levou Claire de volta as pedras carregando a filha dos dois em seu ventre, de volta pro seu tempo. Brianna, a filha dos dois, já é uma mulher e com a ajuda de Roger, o filho do reverendo, ela e a mãe começam uma busca por meio de documentos jacobitas sobre o final de Jamie. A certeza infeliz de Claire era que tivesse perdido o homem da sua vida para a guerra, mas com a ajuda sagaz de Roger e a perseverança de Brianna, que agora também ansiava por notícias do verdadeiro pai, conseguiram encontrar pistas da vida que Jamie tivera após a partida de Claire. Em meio a isso, a história nos apresenta falshbacks da vida de Claire com Frank, a tentativa frustrada de voltar a ama-lo, as traições e a falta de apoio na faculdade de medicina fizeram dos anos juntos dos dois infelizes, unidos apenas por Brianna, a quem Frank amou como uma filha. Após sua morte, Claire finalmente pode contar a filha sobre o verdadeiro pai e a história complicada que os envolvia, assim, tendo a chance de tentar encontrar o que houve com ele.



Após Culloden e Jamie ter se esforçado pra morrer entre os soldados e tiros, ele sobreviveu e fugindo dos ingleses viveu durante sete anos em uma caverna próxima a Lalybrooch, onde podia ajudar sua família com a caça e visitá-los vez ou outra. Com a visão do período pós-guerra, a perda de Charles Stuart, a quem apoiava, e a fome cada vez mais presente entre os que amava, Jamie encontrou como solução entregar-se aos ingleses em troca de recompensa, dando o dinheiro para a família. Após armada a emboscada, foi preso e viveu anos na prisão.

Foi assim que Claire conseguiu encontrar o caminho percorrido por Jamie, que virou uma lenda famosa da Escócia antiga. O homem encapuzado que morava em uma caverna e saía apenas a noite pra caçar. Logo após, o encontraram na lista de presidiários da prisão em que foi preso. Depois, ajudado pelo general, que tinha grande "simpatia" por ele, o presente de viver como cavalariço de uma família, o dando uma liberdade maior. Nesse período, acompanhamos a história de Jamie de forma mais profunda, sem a Claire e com os pensamentos voltados pra ela em todos os momentos, coisas surpreendentes acontecem. Um filho. Mulheres, poucas, mas de profundas marcas. Chicotadas. Assédio. Assuntos que a autora tem tato pra tratar e que doem no leitor, aproximando-nos do personagem de uma forma incrível.



Depois de encontrar o que seria o último passo de Jamie e fazer as possíveis contas pra encontrar o tempo certo em que estavam, ou seja, o presente deles e o de Jamie se chocando, foi que Claire teve a dura missão de decidir entre ficar ou partir. Dividida entre voltar a encontrar, depois de vinte anos, o amor da sua vida e deixar a filha que tanto ama e é devota para trás. A filha a ajuda na decisão a levando as pedras e a encorajando e é então que Claire faz novamente a passagem dura entre o tempo em busca de Jamie. O encontro dos dois foi descrito de uma forma linda, o desespero da saudade junto ao medo de vinte anos de separação, tornou a cena real e dolorosa. O encontro com os personagens antes tão pequenos (Fergus, o pequeno Ian, entre outros), foi emocionante. Já homens, tiveram papéis importantes na história.




Como sempre, uma leitura muito agradável e contagiante. Embora, dessa vez, não tenha ganhado cinco estrelas, é uma história que amo e pretendo acompanha-la até o fim. Acredito que por ter sido dividido em duas partes, a leitura se tornou mais fácil, confesso que ver um livro de mil páginas me assusta um pouco. Porém, também creio que o melhor virá na parte seguinte, concluindo assim, a história e nos dando mais momentos de Jamie e Claire juntos.

13/10/2016

theslowemotion: A Chill Remix

 
The Slow Emotion is a project to know independent music, artist and great music. Cosmic is a new chill remix. It includes some of the best trap, indie eletronic and vocal. Enjoy the playlist and follow us

TRACKLIST




Photography by Igor Medeiroz
Music Provided by NoCopyrightSounds

09/10/2016

Me


When I was a child, I hadn't toys, because my mother hadn't conditions to buy a toy for me, with that I used to go to the garbage dumb, with my little friends, to look for toys or anything we could play. I lived in a little wood house - the door opened every morning. I remember I used to drink milk with strawerry powder and eat cupnoodles many nights. I loved that life, It was  suffered, but simple.

Now, I living in a great house wih my adopetive family. I have a blog and I write all weeks about my life and reviews about books I read. Actually I am working but if I don't save money, I won't buy the things I like, for example, books and japanese food.


04/10/2016

Escrevendo pra dentro


Faz alguns dias que quero escrever o que me vem a mente, mas simples as palavras decidem não sair. Acabo escrevendo dentro de mim o que eu queria que as pessoas pudessem ouvir, gostaria de falar sobre sorriso de criança, chuvisco de fim de tarde e noite de cinema.

Dentro de mim, me perco em frases pela metade, questionamentos sobre a divindade ou contextos imaginários: é uma sensação estranha, porque começo a escrever (dentro da minha mente) algo maravilhoso, que daria um livro, mas não surge forças para mover as mãos para escrever ou digitar no celular, parece que ao fazer isso, aquela mágica pode se quebrar com um movimento brusco. 

Então eu permaneço mudo, querendo dizer tudo.

Só esperando o momento da explosão.

01/10/2016

Memórias — Set.2016

Sempre achei de suma importância no final do ano fazer aquelas retrospectivas das coisas boas (e também ruins, por que não?)  que passaram durante os trezentos sessenta e cinco dias. Mas como os dias andam mais corridos e mais coisas são feitas, acabamos esquecendo de alguns fatores importantes. Aqui inauguro uma nova coluna, intitulada como Memórias, para guardar as memórias do mês. 


um.
Faz alguns séculos que não saio para uma festa, tive a oportunidade, após algum tempo de festejar com alguns velhos conhecidos. Tirei essa foto no banheiro da balada, porque a luz estava maravilhosa e o meu look, gótico. Só que virar a noite me ocasionou uma garganta inflamada, devido a baixa imunidade que tive :(

dois.
Amo. Tirar. Foto. De. Pé. Isso já está visível para quem me segue no instagram (@igormedeiroz), sempre que vejo uma calçadinha que combina com o que estou vestindo, não é outra: foto.


três.
Dia 22 teve Encontrinho do Blog do Math, tudo naquele lugar estava maravilhoso, lindo e fofinho. Este sou eu com a Andrea tirando foto do mural que nos apossamos, porque somos desses. Nosso mural.


quatro.
Apesar da foto não ser recente. Eu sinto saudade dessa gorducha. Então esse mês passado foi época de ah, vai lavar a casa da cachorra (fiz uma postagem sobre essas gírias da internet, quer ler?)pelo whatsapp e facebook. 

cinco.
Além da balada (foto 01.) eu não ia há muito no cinema, credo. Então fui assistir O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares (ufa!), essa foi a foto que deu lucro, porque as outras ficaram chacoalhadas - devido o "desliga essa porcaria".  


seis. 
Tinha que ter essa foto sim, porque simplesmente me apaixono com toda essa delicadeza das frô. 


Compartilho mais das minhas andanças no instagram, não vacila não, prometo que selfie é raridade. 

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