Resenha: "Órfão X", de Gregg Hurwitz

Órfão X
Gregg Hurwitz
Editora Planeta
336 páginas
Quando garoto, Evan Smoak foi recrutado no orfanato onde vivia para fazer parte de um programa americano ultrassecreto. Rebatizado de Órfão X, ele foi treinado para ser um exímio assassino e enviado aos piores lugares do mundo para missões que ninguém mais conseguia executar. Depois de longos anos de atividade, Evan deixa o programa e usa as habilidades de agente secreto para “desaparecer” e viver para um único propósito, agora sob o codinome de “Homem de lugar nenhum”: salvar e proteger pessoas pobres e indefesas como ele havia sido. No entanto, seu passado de matador sangrento passará a assombrá-lo e também a seus protegidos. Alguém tão bem treinado quanto ele – talvez um ex-colega de programa?– está na sua cola, para tentar eliminá-lo.
Estou perdidamente apaixonada por Evan Smoak. Daquelas paixões literárias brabas, que não saem da cabeça tão cedo, sabe? Então. A história criada pelo autor tem um toque de super herói anônimo que me fez lembrar bastante de Dexter, que por acaso também sou apaixonada, o que imediatamente acumulou pontos a favor da história. Evan foi criado em um orfanato diferente, que recrutava os órfãos para serem treinados e fazerem parte de um programa americano ultrassecreto de missões perigosíssimas e super arriscadas. Órfão X, como era chamado no programa, era um dos destaques e o queridinho do chefe, Jack. A relação dos dois era bastante fraternal, de forma a fazer com que Evan tivesse o melhor treinamento e acesso a proteção de mais alto nível, com tecnologias de ponta ao acesso de um clique.



Após a morte de Jack, Evan decidiu seguir o próprio rumo deixando o programa para viver isoladamente e trabalhar ajudando as pessoas que realmente precisavam. Suas missões consistiam em receber uma ligação no celular que tinha sempre consigo, atendendo pelo nome de "O Homem de Lugar Nenhum", tornou-se uma lenda. A única coisa que pedia em troca a pessoa que ajudava era que ela encontrasse outra pessoa que precisava de sua ajuda e lhe passasse seu contato.

"- Encontre alguém que precisa de ajuda. Dê meu telefone. I-85-LUGARNENHUM.
(...)
- É só isso?
- É só isso."

Tudo que ele vivia e estabeleceu como regra entra em conflito quando duas missões aparecem em pouco espaço de tempo, deixando-o em dúvida de qual das duas era fraude. Conhecemos Katrin, que o procura afirmando estar sendo alvo de ameaças por conta de dívidas. E conhecemos Memo, que afirmava ser ameaçado por traficantes de órgãos e drogas. A corrida contra o tempo e a falta de informações o fizeram vítima, depois de descobrir que um dos dois mentia e estava trabalhando com pessoas que o queriam morto.



Em meio a isso, as relações pessoais para o protagonistas eram quase nulas. Um "oi" para os vizinhos do prédio e nada além disso. Até que os vizinhos Mia e o filho Peter são alvos de ataques, pois Mia era promotora e sofria ameaças de marginais e Evan se vê obrigado a ajudar, pois já se sentia envolvido com ambos, que de alguma forma eram a única parte de sua vida que o aproximava dos sentimentos humanos que ele tinha. Ao se mostrar como realmente era para os vizinhos, mais uma regra foi quebrada e mais uma complicação adicionada a vida de Evan.

O final é surpreendente, de te deixar babando, literalmente. A leitura é fácil e empolgante, cheia de detalhes sobre tecnologias e uma visão de mundo diferente do que somos acostumados. Me deixou ansiando por mais e feliz pela surpresa boa de ler um livro de um autor pela primeira vez e já amar, fiquei cheia de vontade de conhecer mais obras de Gregg.

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  1. Gosto muito de livros com detalhes tecnológicos. Eu já vou criando um filme na minha mente rs. Pela sua resenha, fiquei bem empolgada para ler! Já coloquei na listinha de pretensões literárias.
    Gostoso quando a gente se identifica com a obra de um autor, o modo como escreve, não? Habilidade para poucos.
    Beijos!

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    1. SIM, quando bem escrito fica fácil imaginar e entender como funciona, ao menos na cabeça da gente, o que deixa a história ainda mais especial. É um livro realmente empolgante, toda a questão do herói escondido e incompreendido, devorei mesmo, hahaha.
      Beijão, obrigada por vir aqui conversar comigo!

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