Resenha: "Doutor Sono", de Stephen King

Doutor Sono
Stephen King
Suma de Letras, 2014
475 páginas
Assombrado pelos habitantes do Overlook Hotel, onde passou um ano terrível de sua infância, Dan ficou à deriva por décadas, desesperado para se livrar do legado de alcoolismo e violência do pai. Finalmente, ele se instala em uma cidade de New Hampshire, onde encontra abrigo em uma comunidade do Alcoólicos Anônimos que o apoia e um emprego em uma casa de repouso, onde seu poder remanescente da iluminação fornece o conforto final para aqueles que estão morrendo. Ajudado por um gato que prevê a morte dos pacientes, ele se torna o “Doutor Sono”. Então Dan conhece Abra Stone, uma menina com um dom espetacular, a iluminação mais forte que já se viu. Ela desperta os demônios de seu passado e Dan se vê envolvido em uma batalha pela alma e sobrevivência dela.
Sempre quis ler Stephen King, então, decidi que iria começar por este livro, Doutor Sono, que é a continuação d'O Iluminado. Creio que não fiz uma burrada muito grande (de ter começado por um livro que a história começa em outro volume) em ter escolhido Doutor Sono, pois as doses de terror e suspense me fizeram soltar alguns gritinhos - e a única coisa que tenho a falar é: que lerei muitos livros do Stephen King, minha próxima aventura será com a série A Torre Negra.

De início achei que ficaria perdido nas palavras de King por esse ser um livro de continuação, contudo, nas primeiras páginas o autor se preocupa em mostrar ao leitor o que tivemos no outro volume - como o que é ser um iluminado, algumas coisas que aconteceram no Overlock e sobre o menino Dan, agora um homem na casa do cinquentão.

“Quando estiverem em estradas e rodovias da América, fiquem de olho nesses trailers. Nunca se sabe quem eles levam. Ou o quê.”

Das coisas que eu não esperava, mas que todo mundo falava, era ser pego por uma escrita tão deliciosa que faz com que o leitor não consiga parar de ler o livro até chegar ao final, vale ressaltar que a história, além de bem escrita contém muito suspense e horror, tudo isso envolvo de uma "pequena depressão" do nosso personagem, que cresceu aos tormentos de ser iluminado, que procura no copo de bebidas uma maneira de apaziguar a realidade.
“A vida era um disco, cuja única tarefa era girar, e que sempre voltava ao início”
Apesar de ter adorado todo o universo de King, sinto que faltou alguma coisa. E creio que talvez essa coisa tenha sido ler O Iluminado, o primeiro livro dessa duologia de décadas. Afinal, apesar de o autor ter abordado acontecimentos do primeiro livro, ainda há uma desvantagem para que não conhece as histórias do Overlock e o que aconteceu com Dan dessas 500 páginas para trás - acredito, dessa forma, que Doutor Sono teria sido muito mais prazeroso se eu houvesse lido o primeiro livro (e é isso que farei algum dia).


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