// 8 Jul 2016

Um texto sobre amor


Não é que eu seja desprezível, talvez só ame de uma maneira irregular da qual estais acostumada. Talvez eu não seja o cara tradicional que lhe traga flores, chocolate e enche teus ouvidos  de extensões futuras. Não, eu não sou esse cara - o cara capaz de oferecer um futuro decisivo, te encher de expectativas e prometer nunca te fazer triste. Não serei o cara que você apaixonará de começo, muito menos o cara que suas amigas vão adorar, vou ser chato e vou te amar, eu sei, mas do meu jeito. Do jeito que você não entende, do jeito que sua mãe não entende, do jeito que nem eu mesmo entendo às vezes, mas vou te amar - e intensamente. Porque eu posso não prometer te amar à eternidade, mas prometo o agora, o que eu posso oferecer, na maneira branda, nua e falha que sou. E, o engraçado, é que falo isso de boca cheia, com orgulho, de que você pode não ser a garota mais sortuda do mundo, mas talvez seja a segunda garota mais sortuda do mundo, porque esse amor pode até não ser eterno, mas será verídico, bobo e verdadeiro. 

Para mim, não existe essa coisa de amar pela metade, mas, sim, amar sinceramente, por completo, por inteiro. Sem cede. Sem pressa. E mesmo que acabe, talvez daqui uma semana, um mês ou dezoito anos esse seria, então, nosso pequeno eterno de expectativas diárias, sem muita obrigação, sem muita pressão: um amor cru, singelo, doce e seu. E meu. Um segredo que guardaremos para a poeira das estrelas, no vento que assobia em cima das nossas cabeças enquanto estivermos nas nossas espreguiçadeiras na varanda de casa. 

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