Resenha: "A Profecia do Pássaro de Fogo", de Melissa Grey

14 Jul 2016

A Profecia do Pássaro de Fogo
Trilogia Echo, volume 01.
Melissa Grey
Editora Seguinte, 2016
355 páginas
No subterrâneo de lugares onde é muito difícil chegar, duas antigas raças travam uma guerra milenar: os Avicen, pessoas com penas no lugar de cabelos e pelos; e os Drakharin, que têm escamas sobre a pele. Ambas possuem magia correndo nas veias, o que os esconde de todos os humanos menos de uma adolescente chamada Echo. Echo conheceu os Avicen quando era criança, e desde então eles são sua única família. A pedido de sua tutora, a garota começa uma jornada em busca do pássaro de fogo, uma entidade mítica que, segundo uma velha profecia, é a única forma de acabar com a guerra de vez. Mas Echo precisa encontrar o pássaro antes dos Drakharin, ou então os Avicen podem desaparecer para sempre.
De tempos em tempos me deparo com um livro que me deixa tão extasiado que leio ele de uma hora para outra. Essa mesma sensação foi oferecida pelo primeiro volume da Trilogia Echo: A Profecia do Pássaro de Fogo não é apenas um livro de capa bonita, é um livro que contém um conteúdo com mitologia diferente da qual estamos acostumados, ótimos personagens e muita ação. 

 
Misturando aventura, magia, romance e fantasia, Melissa Grey permite ao leitor uma história contagiante desde as primeiras páginas – a história começa de um jeito diferente, sem uma apresentação, contudo a medida que a vida de Echo, nossa protagonista, se desenrola, vamos conhecendo a mitologia que permeia a trilogia. 

A Profecia do Pássaro de Fogo conta a história de dois povos capazes de usar magia, contudo, começo-se a travar uma guerra de séculos entre ambos. Os Avicen são criaturas com penas no lugar de cabelos e pelos, enquanto os Drakharin são seres cobertos por escamas, tais povos já não entendem mais os motivos da briga e a única coisa que move a guerra é a vingança e raiva. A salvação para os dois povos é o Pássaro de Fogo, a coisa mais poderosa para quem o deter. 

Entre a disputa desse dois povos há Echo, uma humana refugiada em uma biblioteca de Nova York, que foi acolhida ainda nova por Ala, uma conselheira Avicen. Logo, somos apresentados a cultura dos Avicen, como eles são aparentemente e também cultuamos a necessidade em não gostar dos Dakharin - cultura que irá mudar até as últimas páginas. Em um plano, Echo toma de decisão de procurar o pássaro antes que caia em mãos erradas. Na aventura Echo e seus amigos acabam se aliando a dois Dakharian, no meio de viagens por todo o mundo e muita ação, os personagens vão deixando suas pegadas de romance, amizade e companheirismo.
 

Como já disse, adorei esse livro desde o começo. Uma leitura de fluidez alta, sem muita dificuldade em apresentar aos leitores o novo mundo que está escondido dentro das páginas. É uma aventura do início ao fim, que irá encher os olhos do leitor com novos seres e forçar a imaginação. O livro é bem proporcionado, não há romance demais, nem drama demais - ambos são balanceados com mistérios, lutas e surpresas. Recomendo a leitura para quem gosta de uma boa aventura ou de uma leitura fluida, acho que é uma boa para quem está saturado de romance.

1 comentários:

  1. Não conhecia o livro mas, de fato, a capa já chama a atenção de longe! É muito linda! Gostei muito do enredo, estou precisando urgentemente de ler um pouco de fantasia - como você disse, estou saturada de romances e dramas.
    Gislaine | Paraíso da Leitura

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