Resenha: "A Garota Perfeita", de Mary Kubica

27 Jun 2016

A Garota Perfeita
Mary Kubica
Editora Planeta
336 páginas
Mia, uma professora de arte de 25 anos, é filha do proeminente juiz James Dennett de Chicago. Quando ela resolve passar a noite com o desconhecido Colin Thatcher, após levar mais um bolo do seu namorado, uma sucessão de fatos transformam completamente sua vida.
Colin, o homem que conhece num bar, a sequestra e a confina numa isolada cabana, em meio a uma gelada fazenda em Minnesota. Mas, curiosamente, não manda nenhum pedido de resgate à familia da garota. O obstinado detetive Gabe Hoffman é convocado para tocar as investigações sobre o paradeiro de Mia. Encontrá-la vira a sua obsessão e ele não mede esforços para isso.
Quando a encontra, porém, a professora está em choque e não consegue se lembrar de nada, nem como foi parar no seu gélido cativeiro, nem porque foi sequestrada ou mesmo quem foi o mandante. Conseguirá ela recobrar a memória e denunciar o verdadeiro vilão desta história?
A primeira coisa que eu pensei ao ver esse livro foi: Uau, que capa linda, preciso ler! - Sim, sou dessas. A segunda coisa que me fez ter muita vontade de lê-lo é que prometia ser uma história de romance e suspense policial de tirar o fôlego, do tipo que eu pessoalmente amo e devoro. E não deixou a desejar. Em A garota perfeita, conhecemos Mia, professora de arte, de 25 anos, que não tem um relacionamento próximo com a família, pois o pai, um poderoso juiz, nunca foi de acordo com o modo que ela decidiu levar a vida. Ao invés de se tornar advogada, seguindo os passos do pai, Mia optou por ser professora, o que pra ele foi claramente uma decepção. Eve, a mãe de Mia, por ser uma mulher subordinada ao marido, nunca puniu pela filha, decidindo sempre apoiar as decisões do marido, fazendo com que a filha se distanciasse ainda mais. Dessa forma, Mia sai de casa assim que completa a maior idade e o relacionamento com a família se torna cada vez mais frio.



Até tudo mudar, quando uma colega de trabalho de Mia, liga para Eve em busca de informações sobre a amiga que não apareceu no trabalho e que, segundo ela, nunca faltou. Eve logo se preocupa com o paradeiro da filha, embora James - o pai - ache que não há motivos para tanto, pois segundo ele Mia é uma desajustada e poderia estar simplesmente se divertindo por aí. Porém, quando Eve não consegue encontra-la no celular, e-mail, nem no apartamento da filha, com de dias do desaparecimento, os trabalhos do detetive Gabe são solicitados e tem início a jornada dolorosa de meses para encontrar Mia Dennet.



Somos apresentados a história do ponto de vista de três personagens, Eve - mãe de Mia, Gabe - detetive, e Colin - o sequestrador. Os capítulos são divididos entre a história antes de Mia ser encontrada e depois de ela já ter voltado pra casa. Ao voltar pra casa, Mia não é a mesma. Sofre de amnésia e não consegue lembrar de meses da sua vida, principalmente do tempo que viveu na cabana gélida e isolada do resto do mundo com seu sequestrador, Colin Thatcher. A curiosidade pra solucionar o caso é tanta que devorei o livro e nem notei enquanto as páginas iam diminuindo e os sentimentos começavam a mudar, a dúvida se instalando de quem seria o verdadeiro vilão da história. No meio do livro, tudo que eu senti no começo foi desconstruído. Simplesmente passei a torcer por personagens que no começo cheguei a odiar. E isso foi incrível.


Mary Kubica, a autora, consegue mexer com os sentimentos do leitor a ponto de transformar a história completamente. No final tudo que consegui fazer foi ficar boquiaberta, pois o desfecho é simplesmente inacreditável. Realmente de tirar o fôlego e sem duvida uma obra merecedora do best-seller que se tornou. Se você curte um romance-suspense-polical-surpreendentementebom, assim como eu, pode ler sem medo, vale a pena cada minuto dessa leitura.

2 comments:

  1. Acabei de compartilhar esta resenha porque SENHOR preciso ler JÁ!! Eu amo livros assim, com tantos mistérios que você devora e quando vê já acabou, melhor assim quando o final é surpreendente!

    Beijão,
    Quase Mineira

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    1. Stephanie, você já se sentiu enganada por um autor? SÉRIO, foi isso que senti no fim dessa história. De passar horas, dias depois de ter lido a última página pensando... Leia, leia, leia! E depois venha comentar comigo, rs.
      Ps: Muito feliz por ter seus comentários sempre aqui.

      Beijão!!

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