Caçador de grilos

7 Mar 2016

Quando criança eu tinha costumes bem peculiares e um desses era caçar grilos. Acordava cedo todos os dias, naquela época a escola era pelo período da tarde, corria para a TV e assistia três episódios de qualquer desenho a qual não me recordo e, logo mais tarde: fazia o que saber fazer de melhor, procurar insetos.

E qual o motivo de estar falando sobre isto? Nenhum. Isso mesmo. Não há motivo para falar sobre meus costumes de criança, mas hoje me deparei com uma das lembranças que parecia ter esquecido, arquivado em algum lugar e se perdido no meio da correria e sensações instantâneas . Me deparei com um menino inocente e que todos os dias sonhava em criar uma legião de grilos.

Existem diversos tipos de grilos e, para mim, existia um preferido, o de perna vermelha, que por sinal, também era um dos grilos mais difíceis de ser encontrado e encontra-lo era motivo de festa, como quase ganhar um presente ou um doce. Cair na mata e me deparar com um monte de insetos era fascinante, gostoso e excitante.

O grilo de perna-vermelha ao mesmo tempo que me deixava ansioso para encontra-lo, também me deixava com medo - e eu lembro exatamente dessa sensação, eu sentia que ele poderia me dar um choque se eu triscasse naquelas perninhas magrelas - assim acabei nunca segurando exatamente nas perninhas vermelhas.

Acho que finalmente descobri a ligação que tinha com esses bichinhos quando os vejo de vez em quando, nas capas de livros ou em fotografias. Eles pertenceram a uma grande parte da minha infância, nunca os machuquei, mas procurava a maior quantidade que pudesse ter durante as horas de caça. Os engarrafava e soltava após minha mãe gritar para tomar banho e ir para a escola.

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