26/03/2016

M83

Paixão repentina, louca e não-passageira.

M83 é um grupo de música eletrônica, nascido dos confins de Antibes - o nome, M83, surgiu em referência à galáxia de mesmo nome. Um gênero bem gostoso, como um rock alternativo, mas chamado de Shoegazing, devido o uso de instrumentais e letras suaves.





Enquanto não tenho dinheiro para ir num show do M83, me resta escutar as outras músicas e me apaixonar de vez.

Vale falar que os clipes têm uma sintonia entre si, nossa.

25/03/2016

52 weeks project NO.9


Miga, sua louca, acha que pode somente escrever esse 52 weeks furado e manter o blog atualizado?

Acho, mas sinto vergonha.
Verdade, amigos. 

Eu queria poder escrever mais e vou fazer isso um dia, quando eu realmente parar de viver tanta coisa boa todo dia. Nessa semana, contrário da semana passada, não teve um dia sequer para tristeza, solidão ou qualquer coisa no estilo - simplesmente a semana correu, nem vi as horas passando - uma semana realmente produtiva, com estudos a noite, exercícios físicos (daqui uns dias Tina já não mais existe!), saudade matada e sono. Apesar de corrida, consegui colocar mais alguns pontos na minha vida. Tomei coragem para algumas metas e estou muito ansioso para que uma delas se torne logo realidade.

Postagem corrida, porque ainda quero escrever mais hoje - ou amanhã, ou domingo. 

19/03/2016

52 weeks project NO.8


Chegamos em um momento de tristeza repentina e essa semana que passou fui atacado por ela duas ou três vezes, sem razão, falei de morte para um amigo mesmo passando bem longe disso, só estava fazendo a ~dramática. O fato é que a vida é cheia de altos e baixos, teve dias que acordei tão bem e no final do dia fui ficando tristinho - e também aconteceu o inverso. Contudo, estou chegando no final de semana feliz do começo ao fim, tipo hoje. 

Consegui entregar um projeto bem complicado no meu trabalho e isso me deu um impulso altíssimo, voltei a fazer exercícios e a minha bunda dói: dói para sentar, para dormir, para comer, andar e qualquer outra coisa - sem malícias, por  favor. Mas sinto meu abdômen voltar ao normal, assim como meu intestino, faço todo os dias 30 minutos de exercício em frente o computador, por falta de tempo e horário, não é o melhor exercício, mas é melhor do que nada. Minha bunda dói.

Essa semana me deu uma vontade de escutar as músicas antigas do meu computador e não deu em outra: saudade e raiva. Raiva porque eu já não aguento mais essas músicas e o estilo que eu tinha há 4 anos atrás, saudade porque muitas músicas me lembraram pessoas, amores e amigos do ensino médio. Chorei. Mentira, não chorei. Contudo, senti uma vontade enorme de arremessar meu celular longe, já não sou mais o menino das músicas de quatro anos atrás. Cresci, mudei e agora percebi.

Terça-feira ou Quarta encontrei o maravilhoso Sr. Wel e nos demos cinco minutos de gritaria, fuzuê e abraços. Finalmente, descobri que ele anda namorando - mas vocês não se importam com isso, certo? Afinal, esse blog é sobre mim. Então falemos sobre mim:

Fiquei esperando ansiosamente pelo sábado, um dia digo porquê.

Consegui me dedicar a alguns livros, contudo, estou com uma preguiça gigantesca de vir digitar o que achei para vocês, vou é gravar vídeos, que é mais fácil. Tô querendo tirar fotos, mas preciso de modelos. Tinha uma gringa maravilhosa aqui, lá de Myanmar, mas não consegui tirar fotos dela - minha rotina estava escassa de horas livres e estou esperando ansiosamente pela volta dela. Engraçado que acabo sempre levando o assunto para outrem.

Já estou com sono, mas não vou dormir. Fiz uma panela de pipoca, se Dona X souber que fiz isso, ela me mata, então, me resta comer. 

13/03/2016

Keeping Your Head Up


Deixo a dica para escutar a música linda da Birdy, que por sinal o clipe é muito lindo, esteticamente falando.

11/03/2016

52 weeks project NO.7


Pense numa semana cheia ou corrida, costumo falar que uma semana é cheia quando faço muitas coisas e essa semana não foi uma semana de muitas coisas, na verdade fiz bem poucas. Acho que tudo se resumiu em correria, falta de tempo mesmo. Porém no domingo consegui usar a minha tão desejada 50mm e as fotos saíram uma porcaria, realmente tenho estudar fotografia - a foto acima foi tirada com a maravilhosa cinquentinha.

Comecei a ouvir música francesa, música alemã e até músicas de 100 anos atrás. Iniciei um nova leitura QUE ESTOU AMANDO, Marina do Carlos Ruiz Záfon - esse era um livro que queria ter lido no Ensino Médio, mas só 3 anos depois tenho a oportunidade. Tive uma pequena dor na garganta que durou 3 dias, resolvi não tomar remédio e chorei calado. Snif snif. Ah, meu computador voltou a vida após uma semana em estado de desligando e pude, graças a Deus, retomar com o tenhoumsonho.org, um projeto maravilhoso que todos deviam conhecer e curtir.

Hoje é sexta e esse projeto está todo bagunçado, mas quem se importa né? Resolvi não fazer mais listas - o que não impossibilita de fazer algum dia -, mas sim, escrever o que aconteceu na semana de forma rápida, como num diário.

Até logo, prometo não sumir.

Mentira, não prometo.

07/03/2016

Caçador de grilos

Quando criança eu tinha costumes bem peculiares e um desses era caçar grilos. Acordava cedo todos os dias, naquela época a escola era pelo período da tarde, corria para a TV e assistia três episódios de qualquer desenho a qual não me recordo e, logo mais tarde: fazia o que saber fazer de melhor, procurar insetos.

E qual o motivo de estar falando sobre isto? Nenhum. Isso mesmo. Não há motivo para falar sobre meus costumes de criança, mas hoje me deparei com uma das lembranças que parecia ter esquecido, arquivado em algum lugar e se perdido no meio da correria e sensações instantâneas . Me deparei com um menino inocente e que todos os dias sonhava em criar uma legião de grilos.

Existem diversos tipos de grilos e, para mim, existia um preferido, o de perna vermelha, que por sinal, também era um dos grilos mais difíceis de ser encontrado e encontra-lo era motivo de festa, como quase ganhar um presente ou um doce. Cair na mata e me deparar com um monte de insetos era fascinante, gostoso e excitante.

O grilo de perna-vermelha ao mesmo tempo que me deixava ansioso para encontra-lo, também me deixava com medo - e eu lembro exatamente dessa sensação, eu sentia que ele poderia me dar um choque se eu triscasse naquelas perninhas magrelas - assim acabei nunca segurando exatamente nas perninhas vermelhas.

Acho que finalmente descobri a ligação que tinha com esses bichinhos quando os vejo de vez em quando, nas capas de livros ou em fotografias. Eles pertenceram a uma grande parte da minha infância, nunca os machuquei, mas procurava a maior quantidade que pudesse ter durante as horas de caça. Os engarrafava e soltava após minha mãe gritar para tomar banho e ir para a escola.

06/03/2016

52 weeks project NO.6


Só consigo sentir saudade de gente que brilha desse jeito.

05/03/2016

Resenha: "Sombras do Império", de Steve Perry

Sombras do Império
Star Wars Legends
Steve Perry
Editora Aleph, 2015
448 páginas
São tempos sombrios na galáxia.
Enquanto a princesa Leia organiza uma missão para resgatar Han Solo do terrível Jabba, o Hutt, Darth Vader vasculha a galáxia atrás de Luke Skywalker, com o objetivo de recrutá-lo para o lado sombrio da Força. Para atender a ordem do imperador Palpatine, o Lorde Sombrio une seus esforços a Xizor, poderoso líder de uma organização criminosa. Mas Vader não é o único a querer as graças do imperador, e seus planos podem ser colocados em risco, já que o chamado Príncipe Negro pode ter outros interesses nessa empreitada.
Sombras do Império é ambientando, cronologicamente, entre o episódio V (O Império Contra Ataca) e VI (O Retorno de Jedi), conseguindo transmitir para o leitor algumas pontas que ficaram soltas entre os dois filmes. A história é registrada com ênfase em quatro protagonistas: Luke e Leia formando planos para resgatar Han Solo que foi preso em carbonita ao final do episódio V, sem falar na figura icônica de Darth Vader, que está fazendo de tudo para se aproximar do filho e o trazer, finalmente, para o lado negro da força. E por último, temos um verdadeiro vilão, Xizor, o líder da poderosa organização criminosa Sol Negro que fará de tudo para destruir Vader e se tornar o braço direito do Imperador.



Está claro que nem Xizor nem Vader conseguiram alcançar seus objetivos, assim como a trupe dos mocinhos também não conseguiram salvar Solo (afinal, isso acontece em O Retorno de Jedi), logo esse livro é algo mais para complementar e entreter os fãs (na época, talvez para fantasiar a espera do sexto episódio). Logo conhecemos ainda mais sobre os nossos personagens e algumas vertentes que serão tomadas futuramente - como Luke aprendendo mais sobre os conhecimentos Jedi, Leia organizando-se sentimentalmente entre Han e Luke e se tornando uma verdadeira líder rbd. Os irmão Skywalker são bem desenvolvidos nessa obra, é possível absorver bastante o quanto eles cresce desde o quinto episódio para o sexto.



Personagens secundários também ganham cena como 3PO com seus conselhos em momentos tensos, alem de Xizor, Steve cria um piloto que ganha bastante cena, Dash Rendar. Essas são algumas coisas que Steve pode dar em seu pontecial a obra e torna-la um pouco sua, mas mesmo assim ele mantém uma obra fiel a série original, sendo Sombras do Império considerado um dos livros mais importante do universo expandido de Star Wars.

O livro começa muito lento e cheguei a deixa-lo de lados algumas vezes, mas depois da metade a história realmente consegue ficar boa e vai conquistando o leitor: fazendo adorar odiar Xizor, que tem um senso de convencido e sabichão, além de se emocionar com as cenas de ação - que por sinal são bem descritas e alguns diálogos bem divertidos. Esse com certeza é um livro indicado para os fãs da série, um livro complementar entre os episódios e que oferece horas de entretenimento - contudo, para quem não leu ou assistiu os filmes ficará um pouco deslocado em relação ao que está acontecendo.



03/03/2016

Porque abandonei os grupos iterativos para blogueiros

Obrigação, desanimo, igualdade, mesmice. 


Participei de vários, não um dois ou de três. Vários. Existem diversos grupos distribuídos no facebook de várias categorias, desde literatura até blogs que se diziam mesmos pessoais. Não sou contra tais grupos, afinal é um lugar onde você pode encontrar diversos outros blogueiros e formar vínculos, mas isso nunca aconteceu comigo, nunca criei nenhum vínculo com blogueiros por intermédio desses grupos e as únicas coisas que obtive foi: dúvidas e mais dúvidas de como enriquecer com a blogosfera, a importância de números nas redes sociais, postagens igualitárias e parcerias. 

Já não sinto mais na blogosfera o amor por simplesmente sentar e parafrasear sem ganhar algo em troca. Vejo blogueiros correndo atrás de parcerias, dinheiro e mimos. Escrevendo obrigadamente sobre coisas que nem gosta, livros que nem sentem vontade de ler, roupas que vão usar apenas uma vez. Mas de que adianta perder dias lendo um livro que não se encaixa no seu gosto e encher sua estante de livros que não gosta, de que adianta escrever um bocado de publieditoriais se você não gosta de sentar para escrever e só faz isso por ser um "trabalho" mais cômodo.

Creio que o que mais me afastou desses grupos foram as postagens. Imagine uma legião de 2000 blogueiros postando no mesmo dia uma postagem com o mesmo assunto. No meu tempo, há uns 6 anos, blogávamos sobre nossos dias, sobre coisas que gostávamos e coisas que queríamos compartilhar. Hoje já não deparo mais com assuntos pessoais, cotidianismo e coisas simples, são sempre assuntos iguais, tags e desafios - algo que parece te obrigar a postar, algo que deixa seu blog chato e tão igual aos outros 1999 daquela legião citada. 

Acho que a parte mais difícil de um blog é dar nome, fora isso se você gosta de escrever, o resto se desfaz sem necessidade, urgência ou obrigação. Por isso me afastei dos grupos, não porque estamos submetidos à seguir aquelas regras (o que não estamos), mas porque tornamos aquilo como um objetivo para ter um blog de sucesso, conteúdo novo e criativo. Parando para pensar nesses dias de fila grande e ônibus, fazer postagens programadas ou utilizar aqueles temas não tornam-me mais criativo, pelo contrário, estarei abordando o tema que outros blogueiros abordarão e não é disso que precisamos nesse mundo, precisamos de opiniões sobre diversas coisas e não apenas mais do mesmo, concordam? Não? Tanto faz. 

Sou a favor de projetos que nos obrigam a certas coisas como, por exemplo, o 6 on 6 um projeto cujo me força a fotografar mais e buscar aprimorar técnicas fotográficas, ou seja, um projeto para aprender a tirar fotos. Mas não acredito que exista projetos que ensinem a ser blogueiro, que te incentive a postar. Ser blogueiro é só ser você, não há necessidade em ninguém moldar postagens, temas, assuntos e nem colocar um calendário no seu blog. 

01/03/2016

Resenha: "Eu Sou a Lenda", de Richard Matheson

Eu Sou a Lenda
Richard Matheson
Editora Aleph, 2015
384 páginas
Uma impiedosa praga assola o mundo, transformando cada homem, mulher e criança do planeta em algo digno dos pesadelos mais sombrios. Nesse cenário pós-apocalíptico, tomado por criaturas da noite sedentas de sangue, Robert Neville pode ser o último homem na Terra. Ele passa seus dias em busca de comida e suprimentos, lutando para manter-se vivo (e são). Mas os infectados espreitam pelas sombras, observando até o menor de seus movimentos, à espera de qualquer passo em falso... Eu sou a lenda, é considerado um dos maiores clássicos do horror e da ficção científica, tendo sido adaptado para o cinema três vezes.
Conheci Eu sou a Lenda através da última adaptação feita, em 2007, com a estrela Will Smith protagonizado o nosso personagem solitário. Após quase 6 anos depois, pouco me restou das lembranças do filme: eu sabia que havia gostado muito do filme e que me senti muito triste no final - mas pouco me lembrava de como tudo aconteceu, como o vírus dos zumbis (que eu achava ser zumbis) aconteceu e se espalhou ou o que realmente aconteceu com o nosso protagonista.

Então a Editora Aleph decide publicar uma nova versão desse livro já desaparecido do mercado literário brasileiro, com uma capa incrível e uma edição maravilhosa em capa dura com ilustrações entre capítulos e uma tradução divina - o fato de tantos adjetivos é que eu realmente gostei desse livro, uma narrativa gostosa, uma história densa e cheia de suspense.


Eu sou a lenda conta a história de um mundo apocalíptico ambientando em 1967. Robert Neville é o único sobrevivente de uma praga que devastou a humanidade transformando-os em vampiros, a única coisa que restou foi a esmagadora solidão e as diversas questões inexplicáveis. Durante o dia Robert é o caçador, vai atrás dos vampiros enquanto eles estão dormindo e a noite o jogo muda: ele vira a caça e suas noites consistem em ser atormentado pelos vampiros para que ele se entregue. Seu cotidiano é esse, exceto quando tem que reconstruir a sua casa - também chamado de fortaleza.
"[...] até mesmo a tristeza mais profunda enfraquecia com o tempo, até mesmo o desespero mais agudo não cortava mais como antes. A maldição do torturado, pensou, é crescer acostumado até mesmo com o açoite. "
Esse é um livro triste e me fez imaginar muito se eu fosse apenas o único homem no mundo, assim como refleti em Na Companhia das Estrelas. O Richard consegue transcrever os sentimentos de Robert, o inicio de uma pertubação, o lapso da loucura e como o protagonista faz para se livrar dos demônios diários e até de si mesmo. Conhecemos um homem cheio de vingança que luta todos os dias incansavelmente contra os vampiros para fazer valer a pena a morte de sua amada Virgínia e sua filhinha, a sua raiva é descontada em cima de vírus que mudou a forma de viver na Terra. Robert é um personagem solitário e o máximo de diálogo que temos entre personagens é dois ou três capítulos, confrontamos muitos ideais do personagem e absorvemos uma percepção única e crível sobre como seria estar sozinho, e se não bastasse com seres todos os dias esperando você dar um deslise para morrer.

Se você procura toda aquela matança e aventura com no filme, vá parando por aqui. Esse não é um livro sobre aventura, aqui o nosso protagonista usa as infinitas armas a sua disposição para nocautear os vampiros, mas isso é somente algo em segundo plano, o livro foca realmente é em demonstrar a vida de Robert antes e depois, principalmente depois onde as expectativa acabaram.


Essa é uma leitura que recomendo muito, sério. Um livro que li rapidamente pelo simples fato da história de Robert me conquistar, a luta contra o próprio eu e a depressão, a obsessão por respostar e de uma possível cura para os vampiros. É um livro intrínseco e com teorias engenhosas, para quem gosta de um romance psicológico com pitadas de terror. Uma história muito boa, numa edição também muito boa e com uma narrativa mais ainda.

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