Resenha de lançamento: "A Sereia", de Kiera Cass

A Sereia
Kiera Cass
Editora Seguinte, 2016
323 páginas
Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, vai precisar usar sua voz para atrair pessoas até o mar e afogá-las. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo com que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar - pois a voz da sereia é fatal -, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir a sereia será obrigada a abandoná-lo para sempre. Mas pela primeira vez, em muitos anos de obediência, Kahlen está determinada a seguir seu coração.
Meu primeiro contato com a Kiera Cass foi com A Seleção, uma trilogia que inicialmente me tirou o fôlego e que no fim foi se afastando do que eu havia imaginado, recentemente a autora lançou A Herdeira, um livro que deveria dar continuação a trilogia, contudo não me satisfez como desejava. Logo fiquei com o pé atrás para ler algo novo da autora que estivesse relacionado a Illéa. Quando surgiu a oportunidade de ler A Sereia, o primeiro livro da autora, em primeira mão, logo aquela euforia que senti ao ler A Seleção voltou, logo fiquei animado com a história de volume único que eu poderia conhecer.

Resolvi ler A Sereia durante o percurso de Brasília à Goiânia, que é, normalmente, três horas e meia de viagem (de ônibus, porque impossível ostentar com o preço da gasolina). O fato é que nessas três horinhas de ônibus eu consegui ler mais da metade do livro, pensando nisso a única coisa que consigo falar é: esse livro realmente vicia até você saber o que acontece no final; e eu acho bastante engraçado porque esse não é um livro épico, fodástico e que eu sairia recomendando a torto e direito, pelo contrário é um livro que faltou desenvolvimento, algumas explicações e com pontas soltas.

Esse é o primeiro livro da Cass e já pude notar como ela gosta de desenvolver seus personagens, uma coisa que gostei muito ao ler os livros que sucederam este. Khalen assim como suas irmãs e até mesmo a Água são desenvolvidas com personalidades únicas, algumas se destacam mais e outras ficam no campo mais desfocado, mas mesmo assim fazem jus as cenas.



Contudo, senti que faltou explicar algumas cenas, como quando as meninas estavam em baixo da Água ou que os locais se adequassem melhor na minha mente; enquanto isso Kiera desenvolve bastante cenas clichês, romantismo e distribui diversos pensamentos de Khalen, o leitor logo absorve uma gama de dor e tristeza já que a história é contada em primeira pessoa pela própria protagonista.

A mitologia de Kiera resolve mudar todo o contexto a que estamos acostumados, temos uma divindade chamada Água (que é a água mesmo) e as sereias por sua vez não tem calda e não precisam se alimentar ou dormir, apenas cantar quanto a Água mandar. Elas não podem falar com ninguém, mas mesmo assim elas têm dinheiro para alugar casas, fazer viagens caras e comprar um monte de coisas, em troca disso elas ganham vestidos feitos de sal e têm a oportunidade de matar um monte de pessoas de um em um ano (isso tudo está escrito na sinopse, baby).

Concluo que esse livro é um livro voltado para o público mais adolescente, pois a pegada da Kiera é essa, amores impossíveis, luta contra o mal, rebeldia e confusão sentimental. Esse é um livro que li muito rápido e até mesmo gostei da leitura, o final (infelizmente) não foi tão promissor quanto eu esperava, mas eu realmente gostei. Todo mundo morre. Mentira. Verdade. Mentira, mas é verdade. Recomendo a leitura para quem gosta de um livro curto, mas sem uma história de ensinamentos, apenas entretenimento e um romance fofo e impossível.

  1. Confesso que toda vez que vejo esse livro me sinto atraída.
    PRECISO LER, mesmo sendo Teen.
    Adorei ♥
    www.meninacaprichosa.com

    ReplyDelete