Resenha: "A Bailarina Fantasma", de Socorro Acioli

A Bailarina Fantasma
Série Anabela em Quatro Atos, livro 1
Socorro Acioli
Editora Seguinte, 2015
192 páginas
Anabela mal podia conter a empolgação quando seu pai foi o arquiteto escolhido para coordenar uma obra no Theatro José de Alencar, em Fortaleza. A proposta era que aquela casa de espetáculos maravilhosa mantivesse as mesmas características de quando foi inaugurada, em 1910. Logo vira rotina para Anabela passar as tardes por ali, fazendo a lição de casa enquanto o pai trabalha. Mas essa reforma vai acabar desenterrando histórias escondidas há muitos e muitos anos, já que Anabela começa a ver uma bailarina translúcida, vestida de azul, que mais ninguém parece enxergar. Será que a garota vai conseguir ajudá-la?
Eu já sabia.

Quando comecei a ler A Bailaria Fantasma já sabia que iria me apaixonar pela história, pelos personagens e principalmente de como ela é contada - expectativas já alçadas no último romance que li da minha querida Socorro Acioli, A Cabeça do Santo. Com certeza, o último romance que li (e também o primeiro) foi o que me fez acreditar que amaria qualquer coisa escrita por essa brasileira.

Em busca de algo diversificado e novo fui a procura de A Bailarina Fantasma, um livro destinado ao público mais jovem e com alto teor brasileiro, com referências a locais do Brasil, escrito de um jeitinho delicioso, como quem uma amiga conta uma história. 

É fofo, delicado e contém mistério. Nesse livro encontrei muita bondade, amor e coisa que pensei que há muito tempo não existisse. Até o que é mal, tem o seu quê do bem. Fala de fantasma, mas não dá medo. Meu filho lerá essa história. Eu lerei, caso ele tenha preguiça. Com um romance doce, bobo e jovem, se vai metade de um livro, outra metade é um novo amor, porém com algumas trapaças do destino. A Bailaria Fantasma é uma história, com muitas outras histórias envolvidas, contadas entre vitrais, cadeiras, palco e muito espetáculo. 





Comecei num dia, terminei em outro: em Fortaleza, no Theatro José de Alencar, o pai de Anabela é contrato para reformá-lo. Esse já seria um evento mágico tanto para o pai quanto para a filha, reformar um local de tamanho porte e cultura, porém tudo se torna ainda mais magico quando Anabela vê uma bailarina de azul durante o espéculo pré-reforma. Ao mesmo tempo em que tudo é mágico Anabela percebe que a fantasma precisa de sua ajuda, tendo, então, que arcar com as responsabilidades de cetenas de anos. Mas para entendermos melhor a história e o fantasma, é necessário compreender o que aconteceu no passado: assim a história é divida em três atos - para contar tin tin por tin tin e dividir tudo como se fosse realmente uma peça teatral. 



"Elisabeth percebia em Angélica a rara capacidade de ficar feliz com o sucesso dos outros, mesmo quando a própria vida carecia de cor."
A diagramação é algo essencial em qualquer obra, sem dúvidas A Bailarina Fantasma ganhou tudo o que precisava, além de uma capa mega colorida e fofa, o livro é todo pautado das cores laranja, roxo, azul, marrom - em cada novo capítulo, término de ato e página temos algo que deixa essa obra delicada e dócil, assim como ela realmente é. 

Se eu recomendo essa obra? Não tenha dúvida disso, é um livro dedicado ao público mais jovem, mas claro que qualquer um irá se apaixonar por essa história leve, tranquila e gostosa. Estou ansioso para a próxima aventura de Anabelle, em A Ópera do Medo .

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