28/11/2015

O primeiro layout a gente nunca esquece ♡

Aproveitando as últimas postagens, cujo estava desabafando sobre a busca de identidade e o novo layout, decidi navegar nos primórdios desse blog, principalmente na parte do layout e de organização.


Quando criei este ambiente virtual, eu não sabia nadica de nada e como qualquer pessoa normal, joguei na internet layouts free blogs download gratis. Apareceram temas lindos. De todas as cores. Escolhi um azul. De passarinho. Franquia disponibilizada com muito amor pela Gisele Jaquenod.

Era péssimo.
Mas era fofo.
Mas era péssimo.

O pior de tudo, não é ter usado um.
E sim ter usado todos. Um para cada temporada do ano. O primeiro ano deste blog, foi bem diversificado, bem cheio de frufrus e de algo que olho e digo "eu usei isto mesmo". SIM, EU USEI. Usei porque não sabia como criar um layout, nem como começar. Photoshop? Que djabos era isso? Eu usava o paint para fazer montagens na época que criei este blog e mesmo após a criação usei durante muito, muito tempo o Photoscape (só isso explica as imagens de péssima qualidade, porque bom gosto eu tenho).

Abaixo vocês podem ver o primeiro layout que preparei para este blog, com muito amor e esmero.

layout feito no photoscape

Me digam, vocês tem aprovado essa nova temática mais-limpa-clean-crua?

QUEM DIRIA, finalmente! 

Finalmente consegui tempo e vontade para atualizar algumas páginas. Agora você sabe mais sobre mim (?) e o bloguito; resolvi colocar algumas regras e como funciona as parcerias neste blog, porque ele está ficando famoso. Mentira. Verdade. Mentira, mas é verdade. Acho que vocês sabem que eu não sou o único a quem redigir os textos, às vezes tem resenha da Aninha, do Gustavo e da Jac, nessa página você pode saber um pouquinho mais sobre eles. Ainda faltam mais algumas páginas para serem escritas, mas me falta é tempo e não preguiça.

27/11/2015

The first layout we never forget ♡

Taking the last posts, whose I was unburdening about of blog's id and new layout, I decided to sail in the early days of this blog, primarily in layout and organization


When I created this blog, I didn't know anything. And like normal person, I search in the internet layouts free blogspot download.Appeared beautiful themes. Of all colors. I choosed a blue. Of little bird. Franchise available with love by Gisele Jaquenod.

It was bad.
But fluffy.
But bad.


Worst of all , is not having used one.
But having used all. One for every season of year. The first year this blog was well
E sim ter usado todos. Um para cada temporada do ano. O primeiro ano deste blog, foi bem diversified, has many of frufrus and I sai "I used this?". YEP, I USED! I used the paint to make composition when I created this blog and I used for long time, long time, the Photoscape (only this explain bad quality, because I have neatness).

Then u can see my first layout I prepared to this blog, with much love and care.


layout feito no photoscape

Say me, do you liked this new version?

WHO SAIED, finally! 

Finally I got time and pleasure to update
Finalmente consegui tempo e vontade para atualizar some pages. Now you can know more about me; I decided to create some rules for blog and like function the partnerships, because It is getting famous. Lie. True. Lie, but is true.

26/11/2015

Resenha: "O Príncipe Congelado", de Raigor L. Ferreira

O Príncipe Congelado
Raigor L. Ferreira
Amazon
8 páginas

Nas terras longínquas do Reino de Arvoredo, os habitantes já estavam acostumados com um príncipe fora do tradicional. Phelipe, o herdeiro superestimado do trono tinha uma condição exótica e que fazia os moradores do Reino se perguntarem: “Como alguém pode ser tão gelado?”. A resposta para a pergunta não era simples e esmerada. Na verdade, era muito complexo entender o que tornara a majestade, um homem tão frio e indiferente.
A proposta para ler O Príncipe Congelado se veio com a parceria firmada entre o blog e o autor, contudo, olhando alguns contos na Amazon eu já tinha me interessado pela história - por me lembrar um pouco a história da Elsa, de Frozen. De fato, a história de Phelipe parece um pouco com a história da Elsa, como o fato da "magia" descontrolada e ter, ainda muito cedo, que assumir os pesos de reino.

A história é simples e não vale a pena ser contada, é tão curta que se eu contasse acabaria contando toda a trama, mas o que eu posso dizer aqui é: coisas acontecem em nossas vidas que nos deixam realmente frios (término de um namoro, morte de alguém querido, sonhos não realizados). A tristeza é um sentimento muito forte e se não permitimos que ele vá embora, as coisas acabam saindo do controle, como no caso do Rei Phelipe.


Contada de forma muito simples, mas bem escrito, o conto se conduz de forma muito rápida e dá para ler numa fila qualquer. Gostaria de puxar minha opinião para a escrita e não tanto para a história. Bom, apesar do contexto vivido por Phelipe parecer bastante simples e fácil de ser transcrito, Raigor consegue escrever de uma maneira que gosto, com palavras robustas para uma história leve, com atenue. Digo, que O Príncipe Congelado não é a descoberta deste autor, contudo, estou ansiosíssimo para ler outras obras e histórias mais profundas, pois ele sabe escrever.

O livro está disponível para comprar na Amazon.

20/11/2015

'm feeling a little peculiar

Este post é continuação deste - que fiquei com preguiça de escrever.

Continuando o que já estava sendo abordado na postagem anterior: decidi mudar o layout, o motivo? Nenhum; desta vez, apenas senti uma vontade de colocar uma cor aqui e ali, tirar algumas outras cores indesejáveis e usar menos fontes (agora acho que utilizo apenas 3, antes eu usava umas 7). Contudo, a grande novidade neste bloguito é o meu mais novo projeto: escrever também em inglês.

Para quem não sabe, quem utilizar a plataforma blogger não tem o benefício de post multilanguage que o wordpress permite, com isso deixei esse pequeno projeto de postagens bilíngue de lado, até que resolvi futucar em alguns hacks de 2009 e encontrei alguma teorias que poderiam me ajudar. Uhules. Então, a partir de agora o Sete Coisas também terá postagens em inglês - tudo para aprender mais da língua e usá-la, sem pressão e obrigação, claro.

Abaixo listei algumas coisas que me inspiraram durante esses últimos dias e que me trouxe a vontade de mudar de layout:


Finalmente, mais uma sexta-feira, uma pena que o final de semana passa tão veloz. Tenho que marcar uma visita ao dermatologista, lembra minha mãos de ogro? Elas estão piores, estou abismado com a proporção que esta alergia tomou. 

Ontem comecei a escutar Melanie Martinez, um álbum muito exótico, esse Cry Baby, acho que devo escrever alguma coisa sobre, contudo, vocês já pararam para escutar no novo single da Sia, Bird Set Free?  

18/11/2015

Resenha: "Os Bons Segredos",de Sarah Dessen

Os Bons Segredos
Sarah Dessen
Editora Seguinte, 2015
408 páginas
“Sydney sempre se sentiu invisível, já que Peyton, seu irmão mais velho, era o foco da atenção da família. Até que ele causa um acidente por dirigir bêbado, deixando um garoto paralítico, e vai para a prisão. Sydney parece ser a única a responsabilizá-lo, ao contrário de seus pais, que enxergam o filho como vítima.
Para fugir do clima insuportável em casa, certa tarde Sydney entra numa pizzaria ao acaso. Lá conhece Layla, filha do dono do restaurante, e a amizade entre as duas é instantânea. Logo Sydney se vê contando à garota segredos que ninguém mais sabe, e encontra entre a família dela um espaço onde todos a enxergam e a aceitam como é.
Os bons segredos é o romance mais profundo de Sarah Dessen, uma das maiores referências do gênero jovem adulto nos Estados Unidos. Com uma série de personagens inesquecíveis e descrições gastronômicas de dar água na boca, ela conta a história de uma jovem que tenta encontrar seu lugar no mundo e acaba descobrindo a amizade, o amor e uma nova família no caminho.
Nesse post eu falei um pouquinho sobre o que achei ao terminar este livro, com certeza não sinto nada além de surpresa, carinho e amor pelo livro e narrativa de Sarah Dessen. 

Sabe quando você começa a ler um livro sem expectativas!? Ao iniciar a leitura de Os Bons Segredos em menos de trinta páginas eu já estava mais que conectado a trama, cheia de drama e uma história tão próxima da realidade. Com isso, percebo que existem dois tipos de livros: os que te fazem rir e os que te fazem pensar; contudo, Os Bons Segredos é a junção dos dois tipos, esta obra é séria, aborda temas realmente sérios e que talvez não seja recomendado para menores de doze anos, mas os personagens fazem que toda a seriedade seja menos tensa, amenizando, dessa forma, a parte rigorosa e dura do livro.

Aproveitando a deixa do último parágrafo, os personagens desse livro são tão legais, cada qual possuindo algo que diferencia um dos outros; Dessen presa em demonstrar os sentimentos dos seus personagens - o medo, a raiva, o conformismo, a esperança e a felicidade. Nesta obra temos várias perspectivas, mesmo com um livro contato em primeira pessoa. Em uma das visões temos a mãe de Sydney obcecada por seu filho mais velho, que não aceita o fato dele ser um mal feitor e criminoso. Em outra visão temos Syd que carrega a culpa pelo que o irmão mais velho fez com outra pessoa, que está encarando a mudança de escola, um cara que fica rodando com olhos de abutre e a paranóia da sua mãe. E por último temos os novos amigos de Syd que são bem estranhos, com alguns problemas próprios e grandes sonhos - esses são a força mor para o livro. Ponto para a amizade. 



A escrita deliciosa. Um charme. Empolgante, uma história de quem sabe contar história, Sarah Dessen conduz esse show de modo muito delicado, peculiar e intenso, transporta o leitor para um mundo não muito longe, que certo ponto de vista parece ser muito mágico por ser muito normal. São coisas que realmente que acontecem todos os dias até mesmo dentro das nossas casas. Tudo nesse livro é pautado com sentimento, com expectativas que acabam exigindo atenção do leitor até que ele termine este livro. 



Se você quer escapar desse mundinho por boas horas, corra para a livraria e compre este livro, na verdade não precisa ser esse livro, pode ser qualquer um da Dessen porque sei que vai amar - mas há quem não goste de livros de drama, se você é um desses não chegue perto, porque esse livro quase me arrancou lágrimas, contudo me arrancou boas risadas e ótimas perspectivas. Acho que a melhor coisa ao iniciar esse livro foi de não ir com cede ao pote, mas quando eu encontrar outro livro de Sarah Dessen, não sei se vou agir da mesma forma. 

Provavelmente, não. 

16/11/2015

I change, again


I know, i knowwwwwwww! I changed Sete Coisas's layout again, but this time I used more colors and other things. Hm, I will cook noodles for lunch tomorrow. Good week, boys.

And Girls.

15/11/2015

Mudei, tô nem ai


Mais uma daquelas; o mesmo layout, porém com mais cor e outras coisitas. Deixa eu ir cozinhar meu macarrão de amanhã e redigir um texto entrevístico, boa semana garotos.

E garotas.

Post em inglês

14/11/2015

A preguiça

Sem motivos, apenas por pura e sacana preguiça.

Acredite. Muitas vezes eu parei durante essa semana sentei na minha cadeira de couro e pensei em escrever algo, só pensei, após isso fui ouvir algumas músicas no Deezer ou procurar referências gráficas - o que já resultou em pequenas alterações (em breve) neste layout simplista. Estou com um bilhão de resenhas para escrever, mas simplesmente não consigo encontrar palavras destinadas para descrever palavras (tenho que deixar do procrastinar). Acontece que após chegar do combo diário de faculdade + estágio + curso estou exausto: como minha comidinha, arrumo o quarto, tomo um banho, me deito e fico enrolando com Tomaz até dormir - isso se resumiu a esta semana, espero muito que seja diferente a partir de agora. Menas sono, menas preguiça, por favor.

Comecei a ler um livro que ouvi muita gente falar quando a autora foi publicada aqui no Brasil. Não coloquei muita fé. Mas mesmo assim li. Nossa. Caguei para este livro. Apaixonado por estes personagens e Layla, principalmente.


Faz alguns dias que resolvi dar um upgrade no meu instagram: postando fotos que eu já estava com vontade de postar e seguindo uma palheta que não sei descrever, mas que tem deixado meu instagram bem lindinho e ganhado vários likes, você saberia disso se estivesse me seguindo lá, então segue.



Ontem resolvi cozinhar como aqueles galãs de cinema, tenho que parar de achar que sou sexy cozinhando apenas de bermuda, como irei explicar as marcas de óleo? Se não bastasse, minha alergia voltou a ataca, estou me sentindo mão do Coisa de O Quarto Fantástico e para piorar minha garganta decidiu bichar, dói quando respiro e durmo, algum remédio para me indicar? Este poderia ser o motivo de meu sumiço, mas o espertão aqui já falou no começo do post a verdade.

Esse mês ou mês passado sai para fotografar uma amiga queridíssima, meu primeiro ensaio fotográfico.



Acho que por hoje é isso, só explicando mesmo esse sumiço todo e falando que em breve terá fotos desse ensaio maravilhoso e resenhas dos livros que li nesses últimos meses (sim, tem bastante livro <3)! Dormir, porque - pasmem - tenho aulas as 07:15 da manhã nos sábados.

06/11/2015

Resenha: "Renovo: o poder de se reinventar", de Fernando Moraes

Renovo
O poder de se reinventar
Fernando Moraes
Editora Novo Conceito, 2015
112 páginas
Atitudes positivas, reconhecimento por um feito artístico, envolvimento cognitivo com o que se gosta e o que se faz bem. Essas são algumas atitudes que fazem parte do Renovo. O Renovo nos dá a possibilidade de fazer melhor, de ter esperança, de transformar o estado de fatalidade em felicidade mesmo que seja momentânea. É preciso se reinventar para que aconteça a mudança de vida. O Renovo pode, e deve, fazer parte da vida de todos. Superar o que não serve mais e construir hábitos importantes, cada vez mais presentes. A transformação vem de dentro. É essencial querer mudar, procurar a renovação interna com inspirações que vêm de fora. Pense nisso. Renove-se. Inspire-se. Mude.
Algumas vezes, em alguns posts deste blog, já disse que tenho um certo preconceito com livros de autoajuda, acho que desde a leitura de The Secret eu nunca mais criei coragem para ler livros nesse estilo, pelo simples fato de serem repetitivos e de leituras exaustivas, após três anos resolvi dar uma chance para outro autoajuda e, por incrível que pareça, adorei a leitura. Fernando Moraes orquestra suas ideias da forma que se encaixam na realidade, o livro em si, não se torna em nenhum momento massante ou secundado.

Fernando Morais é "PhD" em humanas, graduado em Ciências Sociais, Filosofia, Teologia e Direito o autor, em seu novo livro, demonstra o quanto de conhecimento tem a compartilha com os seus leitores - apesar de desfrutar de um vasto conhecimento o autor se posiciona humildemente de frente ao leitor por meio de suas palavras e consegue, por fim, fazê-lo enxergar com outros olhos o que está na nossa volta e em nossas atitudes.

110 páginas lidas com muito proveito. 👍👌

Uma foto publicada por igorthiago (@igormedeiroz) em


Renovo foi uma escolha diferente, intrigante no começo, mas que após o começo leitura não me arrependi nenhum momento em sair da minha zona de conforto literária. O livro, narrado em primeira pessoa, aborda temas recorrentes a vida atual (como passar muito tempo na internet e estar "sempre" cansado), trazendo importantes reflexões sobre o cotidiano e sobre nós mesmo. A escrita é delicada e deliciosa, cheia de maestria e agradável: não é um livro apelativo e que impõe você a fazer coisas, mas sim olhar tudo pelo um novo ângulo, perceber as possibilidades e como devemos nos renovar todos os dias.

Gosto desse livro por ele falar do homem da maneira como ele é, expondo os erros e qualidades, de forma natural, assim acabamos nos identificando com a obra. O autor procura falar sobre várias coisas durante todas as 120 páginas, assim o livro não consegue ficar chato ou cansativo, o autor também se preocupa em demonstrar exemplos de sua vida ou de outras pessoas. Isso é real! Em certo momento percebemos com Moraes toca no conformismo social - um tópico muito válido na obra.

Recomendo muito esse livro, além de ser um livro curto e rápido de ser lido, contém diversos assuntos que merecem ser lidos pelos brasileiros e especialmente para pessoas que acabam se acomodando com a vida, com a mesmice. É um livro, apesar de simples, que contém diversos pontos que deixamos passar sem perceber, que após a leitura, perceberemos.


05/11/2015

Resenha: "Boa Noite, Estranho", de Jennifer Weiner

Boa Noite, Estranho
Jennifer Weiner
Novo Conceito
432 páginas
Para Kate Klein, que, meio por acaso, se tornou mãe de três filhos, o subúrbio trouxe algumas surpresas desagradáveis. Seu marido, antes carinhoso e apaixonado, agora raramente está em casa. As supermães do play-ground insistem em esnobá-la. Os dias se passam entre caronas solidárias e intermináveis jogos de montar. À noite, os melhores orgasmos são do tipo faça você mesma. Quando uma das mães do bairro é assassinada, Kate chega à conclusão de que esse mistério é uma das coisas mais interessantes que já aconteceram em Upchurch, Connecticut, nos últimos tempos. Embora o delegado tenha advertido que a investigação criminal é trabalho para profissionais, Kate se lança em uma apuração paralela dos fatos das 8h45 às 11h30 às segundas, quartas e sextas, enquanto as crianças estão na creche. À medida que Kate mergulha mais e mais fundo no passado da vítima, ela descobre os segredos e mentiras por trás das cercas brancas de Upchurch e começa a repensar as escolhas e compromissos de toda mulher moderna ao oscilar entre obrigações e independência, cidades pequenas e metrópoles, ser mãe e não ser.



"Boa Noite, Estranho" fala sobre paixões erradas, culpa e amizade. Tudo isso rodeado de mistério. A vida de Kate, mãe de três crianças, casada com um promovedor de políticos, nova moradora de Upchurch, se mostra um verdadeiro tédio, de deixá-la se perguntando: "O que aconteceu com a minha vida?". Tudo muda quando Kate encontra uma das mães da cidade morta em sua própria cozinha. É aí que a história muda de rumo e Kate vê o assassinato como uma maneira de se distrair, como se seu novo trabalho fosse desvendar esse mistério.



É uma leitura muito instigante e divertida, apesar do tema principal da história ser um assassinato. A autora escreve uma história tensa de forma leve e que nos deixa loucos pra descobrir, junto de Kate, o que afinal aconteceu. A busca por respostas nos presenteia tiradas inteligentes e surpreendentes. De-mais!



"Boa Noite, Estranho" tem um final eletrizante, de deixar qualquer um de queixo caído. De forma muita satisfatória, a autora deu um final com ar de recomeço e esperança, que não decepcionou.

02/11/2015

Resenha: "Abandonado", de Vinícius Pinheiro

Abandonado
Vinícius Pinheiro
Geração Editorial, 2015
186 páginas
Abandonado - No intrigante filme Dogville, do dinamarquês Lars Von Trier, habitantes de uma cidade à beira do fim do mundo se comportam como ratinhos de laboratório. O diretor nos faz ver quão ridículos somos quando vistos do alto. Em Abandonado, Vinícius Pinheiro leva seus personagens para reinar na estonteante São Paulo, cidade que centrifuga tudo o que há de bom e ruim numa força avassaladora. Todos tentam dar o melhor de si, mas parecem ridículos. Tentam se levar a sério, mas percebem que o mundo está se tornando uma grande piada. Somos nós lutando para sobreviver e viver nas poucas horas vagas, enfrentando dificuldades financeiras, chefes carrascos, a mediocridade e o imediatismo que nos impedem de ser um pouquinho original. Tudo é produção, tudo é pra ontem, tudo é insumo. Nas pinceladas das palavras, Vinícius vai desenhando momentos de ironia, sarcasmo, e nos faz rir das próprias desgraças, das próprias fragilidades. Assim, nos sentimos mais humanos quando viramos a última página. Faz lembrar os versos de Fernando Pessoa em Poema em linha reta: “Ora, então são todos semideuses? Onde há gente neste mundo?
O livro “Abandonado” de Vinícius Pinheiro conta a história de Alberto Franco, jornalista frustrado que sonha em ser reconhecido pelo seu trabalho no cinema e na literatura. O destino de Franco, porém, muda drasticamente quando ele conhece a dubladora Clara Bernardes, que assim como ele tem grandes sonhos e quer ser conhecida como uma atriz de sucesso.

A partir do momento que ambos se conhecem, iniciam uma relação que mistura amor, ódio, prazer e interesse, chegando a um nível doentio.

Outro ponto de virada na vida dos dois é a encomenda que Franco recebe: ele deve escrever um roteiro baseado em um livro, no qual Clara será a personagem principal. A partir desse momento fica subjetivo o que faz parte do roteiro e o que faz parte da vida real dos personagens, com eventos que influenciam a vida de todos.

foto por dear maidy

Franco é um personagem com momentos irritantes onde seu ego fala mais alto, onde acredita ser melhor que todos a sua volta. Contudo, em certas cenas ele demonstra uma insegurança latente, assim como um complexo de inferioridade e inveja de todos a sua volta. Além de Franco, temos também Clara, uma personagem que segue seus instintos e não liga muito para o que os outros irão achar de suas atitudes. Daniel, Nélio e Renato moram junto com Franco em uma república, e serão de extrema importância para a trama, escondendo segredos e possuindo passagens sérias e até cômicas.


O livro acaba trazendo sempre piadas que são verdadeiras sátiras a esse mundo editorial e artístico. Em passagens, o autor parece ridicularizar alguns personagens como forma de criticar algo maior, como quando Daniel lança um livro por exemplo, ou quando Franco começa a trabalhar na redação de um jornal ou conversa com as pessoas que trabalham na produtora do filme ou na montagem de uma peça de teatro.
" - É verdade - disse papai antes que eu pudesse responder.
- Você é daquele tipo que sempre acaba sozinho no final.".
Abandonado” é um livro que deve atrair leitores interessados em histórias que fogem do senso comum, já que nada no livro parece seguir uma linha simples, principalmente ao se aproximar do final, quando descobrimos sobre a narração, feita na voz de Franco para um personagem tanto onipresente quanto ausente.

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