Resenha: "Trilogia Elenium: O Trono de Diamante", de David Eddings

20 Oct 2015

O Trono de Diamante
Trilogia Elenium, livro 01.
David Eddings
Editora Aleph, 2015
408 páginas
Após dez anos de exílio, Sir Sparhawk, cavaleiro da Ordem Pandion, retorna a Elenia e encontra sua terra natal imersa em sombras. O inescrupuloso Annias, primado da Igreja e membro do Conselho Real, manipula o débil príncipe regente para governar de fato, visando seus próprios interesses. A legítima soberana, Ehlana, acometida por uma estranha doença, jaz adormecida em seu trono, protegida por uma barreira de cristal. Graças a um poderoso feitiço, seu coração ainda pulsa, mas ela não resistirá a menos que uma cura seja encontrada antes que transcorra um ano. Sparhawk parte, então, em uma busca obstinada para salvar sua rainha e seu reino, travando uma luta incessante contra o tempo, as autoridades vigentes e toda sorte de perigos reais e sobrenaturais. Nessa jornada de luz e sombras, ele contará com a ajuda de seus irmãos de armas, de seu escudeiro fiel, de uma feiticeira, de um jovem ladrão e de uma misteriosa menininha, cujas origens são desconhecidas.

Considerado por jogadores de RPG um dos melhores títulos que representam uma quest épica, o livro é o primeiro volume da trilogia Elenium.

A cada nova leitura do universo apresentado da literatura fantástica, me sinto ainda mais empolgado em ser leitor. Em meio a uma maratona de livros de ficção científica que a Editora Aleph está lançamento ultimamente o Trono de Diamante foi um dos livros que ficaram meio soltos, mas não deixando de ser uma grande aposta, afinal essa é a primeira fantasia lançada pela casa. Uma ótima aposta para começar a publicar livros nesse nicho, vou-lhes explicar o porquê:

O Trono de Diamante é um livro com pontos fortíssimos em conflitos religiosos e políticos, com desenvoltura o livro busca, como qualquer outro livro que inicia uma série literária, introduzir o leitor dentro do universo - responsabilizado por apresentar diversos personagens, um novo mundo mesmo que muito próximo que nós conhecemos possuinte de uma cultura diferente, mas não tão se olharmos que os intermédios religiosos possuem grande peso dessa obra.





David Eddings possui uma escrita deliciosa, mesmo escrevendo uma história densa e sem muita ação o leitor não consegue para de ler devido ao fato de como a história está interligada e o mistério que cerca, além da necessidade de saber o que irá acontecer com os nossos protagonistas tão bem construídos. Eddings é um cara esperto, desenhou este livro para você ler sem nem perceber que as páginas estão passando - seja pelos diálogos bem humorados ou pelas histórias de outrem que se misturam na trama principal.

O que realmente se destaca nesse livro são os personagens, Sir Sparwark é um cara que me ganhou com seu nariz torto, na verdade, a personalidade desse protagonista ganha qualquer leitor, apesar de termos toda uma historia envolvida (salvar a rainha) Sparwark ganha toda a cena. Ainda falando sobre o personagens, durante todo o enredo conhecemos diversos personagens que acabam chamando atenção, como Talen, um ladrão, e Kurik, o escudeiro de Sparhawk.

Apresentados a um mundo medieval fantástico, que se aproxima da realidade em que vivemos um dia O Trono de Diamente mostra a magia de modo sútil onde poucas pessoas conhecem. Nos sentidos de uma 'quest' épica de jogos de RPG, lidamos com personagens de vários tipos e cenas que realmente tiram fôlego prezando pela mitologia e história do que ação em si, além de abordar tema com alto teor religioso e político. Estou muito ansioso para a continuação desta trilogia, apesar de não ser um livro com muitas reviravoltas ainda sim a curiosidade só aumenta depois que chegamos ao fim.





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