29/10/2015

Mais uma vez perdido no tempo


Já desisti de somar a quantidade de vezes que acabei me perdendo no tão conhecido e desconhecido tempo, às vezes só fisicamente, acho que é quinta-feira, mas estamos em plena enxaqueca de segunda, às vezes acho que é sábado, mas na verdade é domingo. Me "perdo" com uma frequência indistinta todos os meses durante dezenove anos, nunca procurei entender o motivo de estar sem tempo quando na verdade eu percebo que tenho todo o tempo disponível para fazer o que eu quiser.

Mas já não consigo controlar a minha boca ao dizer: eu estou cansado! Digo isso o tempo todo e nem estou realmente cansado, acabei encontrando uma maneira de dar uma desculpa esfarrapada para minha bagunça pessoal, por evitar algumas pessoas ou simplesmente querer ficar em casa. Não devia dizer isso, não devia me lamentar por alguma coisa que nem sinto. Se não bastasse, quando as pessoas me perguntam o que ando fazendo, listo um monte de coisas que tomam todos os meus dias e chego até me gabar por isso. Uma pessoa ocupada, estudiosa e esperta. Talvez.

Acostumado a dar esta desculpa, acabo encontrando diversas pessoas que fazem o mesmo e sinto uma grande tristeza, sim, estou sendo hipócrita: estamos numa realidade totalmente diferente a cinco anos atrás, a informação está nas nossas mãos, tão bem como conversar com nossos amigos do outro lado do país. Acabamos cansando nosso corpo de fazer nada, nosso corpo não está fazendo nada de novo - exceto os dedos, que as vezes bugam. E não encontro, no final, forças para fazer coisas que realmente me deixam animado, já estou muito entediado de fazer nada, que toda a preguiça acaba me consumindo e dizendo: fique no whatsapp, publique uma foto no instagram. E eu me dou por vencido.

Volto com a velha ladainha falando que sou muito ocupado e cansado, tentando justificar para meus amigos meu sumiço, tentando justificar a preguiça. Sou muito novo para ficar cansado tão fácil, claro que uma rotina massiva cansa, mas acostuma, já nem mais sinto dor nas costas. Talvez eu devesse mudar minha frase de estou cansado, para preciso descansar (e definitivamente descansar), descansar para não ficar remoendo a minha cansadez.

Nesse último post falei que o ano passou deliberadamente rápido, justamente por deixar uma rotina tomar conta do meu dia e no final da noite eu só querer chegar em casa, me deitar e conversar no celular - destornando, assim, uma noite que poderia ser proveitosa. Ouço muita gente dizendo o mesmo, mas creio que um grande problema é que estamos nos acostumando mal com as facilidades que a vida tem oferecido.

Procuramos culpar os outros, para evitar nossas culpas, nossa preguiça e comodismo. O ano, tenho certeza, não passaria tão rápido se não ficássemos metade do dia conectados as redes sociais. Desligar um pouco o computador e o celular faria muito bem.

Acho que vou fazer isso agora, não quero mais redigir esse texto, até mais.

27/10/2015

Reticências que outubro finalizou

Pai do céu, faltam pouco mais de dois meses para o ano enfim acabar. E ainda no finalzinho desse mês recobro-me de um monte de coisas que vivi durante essas duas últimas quinzenas. Agora estou postado na minha cadeira de couro altamente confortável redigindo sobre meu cotidianismo, coisa que não é tão agradável assim:

Eu nem lembro mais como meu mês começou, poucas coisas aconteceram de incrível (além desse texto polêmico, e das sextas à noite e alguns domingos periódicos). Bom, como qualquer outro ser humano normal decidi ter um filho, mas para não ser uma história abrupta lhes conto a verdade, ao descobrir que minha mãe iria à floricultura, para povoar seu maravilhoso jardim com nova espécimes, pedi com olhos de gato-Shrek que me trouxesse um cacto, claro que não poderia ser um bicho que respira e caga - não me sobraria tempo para redigir esse texto, acredite.

Uma foto publicada por igorthiago (@igormedeiroz) em

Após a compra do meu maravilhoso cacto, descobri que não sei muita coisa sobre plantas - por favô se tiver dicas deixe um kit aqui em baixo, aceito também vasos e outros tipos de suculentas -, decidi que começarei a cultivar pequenas coisas, então plantas minusculas que adentrem o meu quarto! Voltei a fotografar plantas por todos os lugares, quem me segue no instagram já deve ter percebido a floresta que surgiu por lá.

Uma foto publicada por igorthiago (@igormedeiroz) em


Ok, acabei de ser atacado por uma formiga.

Deixando os ataques de lado, desses últimos dias tenho me questionado bastante sobre criar um canal no youtube, onde eu falaria sobre assuntos relacionados a este blog e coisas aleatórias como: orientação sexual; tocando nesse assunto tão ~polêmico~ resolvi criar uma, não sei muito bem como chama isto, hm, arte (?) - e, finalmente, voltar a praticar o conhecimento adquirido alguns anos atrás no Photoshop.


Achamos que todo tipo de amor é (e sempre será) válido!


Creio que esse mês terminará como os outros, corrido e vamos nem dar conta que já passou. Odeio o fato das coisas estarem passando muito rápido ou somente o fato de não estamos conseguindo mais administrar os nossos tempos; também, moro duas horas da cidade "grande", fica meio horrível fazer as coisas dentro de um ônibus lotado que ninguém se oferece para carregar sua mochila de marmitas.

Obs: cortei o meu cabelo, achei que ficaria maravilhoso, toda via, talvez eu poste uma foto minha nesse posts daqui dois meses apenas.

24/10/2015

Resenha: "Soldier: Leal até o fim", de Sam Angus

Soldier
Leal até o fim
Sam Angus
Editora Novo Conceito, 2015
256 páginas
Quando Tom Ryder é convocado para lutar na Primeira Guerra Mundial, não imagina o quanto o seu irmão mais novo, Stanley, sentirá sua falta. A única alegria do garoto são os filhotes de Rocket, a cadela premiada que é o orgulho da família. Porém, ao descobrir que Rocket teve filhotes mestiços, o pai de Stanley fica furioso e ameaça afogar os cãezinhos. Inconformado e desejando reencontrar Tom, Stanley foge de casa. Mentindo a idade, consegue se alistar no exército britânico. Somente o amor incondicional pelos animais será capaz de fazê-lo sobreviver à brutalidade e à frieza dos campos de batalha. Uma prova de que a inocência e a sensibilidade podem ser mais poderosas do que a guerra. Soldier: Leal até o fim é um livro emocionante e intenso, recomendado para leitores de todas as idades, especialmente para os apaixonados por cães.

Soldier conta a história de Stanley, um garoto de quatorze anos fascinado por cachorros. Após seu irmão mais velho, Tom, ser convocado para servir o exército em prol da Primeira Guerra Mundial, Stanley acaba ficando sozinho com seu pai e a cadela companheira da família. Mas quando Rocket, a cadela, fica prenha que a história realmente acontece: quando nascem os cachorrinhos, um em específico causa um sentimento incomum a Stanley, uma amizade sem fim nasce entre o garoto e o único macho da ninhada mais tarde chamado de Soldier. Devido a não aceitação do pai de Stanley com o pequeno Soldier, o garoto decide se alistar no exército à procura do irmão, pois poderá ficar próximo mais próximo do seu cão, já que os cachorros iram trabalhar como entregadores de mensagens.


A história é contada em terceira pessoa, retratando a vida e os sentimentos do nosso jovem protagonista - há possibilidade de sentir os terríveis acontecimentos da guerrada, o medo, incertezas e nervosismo com o que poderia acontecer com os cães e com eles mesmos. Essa é uma história bem sensível e deliciosa, apesar de um pouco triste, viver na guerra sempre dá um desespero no coração do leitor: ainda mais quando os animais ganham cena e os nossos corações.

O livro é divido em três partes: o que Stanley viveu antes de se alistar no exército e ser convocado, o que aconteceu durante o período em aprendeu a adestrar e o tempo após o adestramento. Nesse sentido é possível observar as situações que o protagonista vive, muita ruins e que faz o leitor cair em lágrimas, mas também depois de tanto esforço ele é recompensado com algo que poderá deixa-lo tão feliz, que nem mesmo o protagonista e o leitor seriam capazes de imaginar.


"O cão deve querer estar com você. Se ele quiser estar com você, então ele será leal, corajoso e honrado. Não só isso: ele vai ser impulsionado como se por uma espécie de magnetismo, atravessando em meio às bombas, através de furacões de fogo e de campos com tanques se deslocando, pelo desejo de estar com você. Se ele amar você, vai correr para casa, para você, mesmo através de nevascas de estilhaços de ferro."

"Soldier - Leal até o fim" fala sobre animais em si, apesar de se tratar especificamente de cães, é um livro que tem grande capacidade de provocar emoções no leitor, bem como mostrar como os cachorros tem um amor e afeição por aqueles que os amam - tudo isso, descrito com uma narrativa que prende o leitor do início ao fim, um livro que todos deviriam ler (ainda mais que ama cães como eu!)

20/10/2015

Resenha: "Trilogia Elenium: O Trono de Diamante", de David Eddings

O Trono de Diamante
Trilogia Elenium, livro 01.
David Eddings
Editora Aleph, 2015
408 páginas
Após dez anos de exílio, Sir Sparhawk, cavaleiro da Ordem Pandion, retorna a Elenia e encontra sua terra natal imersa em sombras. O inescrupuloso Annias, primado da Igreja e membro do Conselho Real, manipula o débil príncipe regente para governar de fato, visando seus próprios interesses. A legítima soberana, Ehlana, acometida por uma estranha doença, jaz adormecida em seu trono, protegida por uma barreira de cristal. Graças a um poderoso feitiço, seu coração ainda pulsa, mas ela não resistirá a menos que uma cura seja encontrada antes que transcorra um ano. Sparhawk parte, então, em uma busca obstinada para salvar sua rainha e seu reino, travando uma luta incessante contra o tempo, as autoridades vigentes e toda sorte de perigos reais e sobrenaturais. Nessa jornada de luz e sombras, ele contará com a ajuda de seus irmãos de armas, de seu escudeiro fiel, de uma feiticeira, de um jovem ladrão e de uma misteriosa menininha, cujas origens são desconhecidas.

Considerado por jogadores de RPG um dos melhores títulos que representam uma quest épica, o livro é o primeiro volume da trilogia Elenium.

A cada nova leitura do universo apresentado da literatura fantástica, me sinto ainda mais empolgado em ser leitor. Em meio a uma maratona de livros de ficção científica que a Editora Aleph está lançamento ultimamente o Trono de Diamante foi um dos livros que ficaram meio soltos, mas não deixando de ser uma grande aposta, afinal essa é a primeira fantasia lançada pela casa. Uma ótima aposta para começar a publicar livros nesse nicho, vou-lhes explicar o porquê:

O Trono de Diamante é um livro com pontos fortíssimos em conflitos religiosos e políticos, com desenvoltura o livro busca, como qualquer outro livro que inicia uma série literária, introduzir o leitor dentro do universo - responsabilizado por apresentar diversos personagens, um novo mundo mesmo que muito próximo que nós conhecemos possuinte de uma cultura diferente, mas não tão se olharmos que os intermédios religiosos possuem grande peso dessa obra.





David Eddings possui uma escrita deliciosa, mesmo escrevendo uma história densa e sem muita ação o leitor não consegue para de ler devido ao fato de como a história está interligada e o mistério que cerca, além da necessidade de saber o que irá acontecer com os nossos protagonistas tão bem construídos. Eddings é um cara esperto, desenhou este livro para você ler sem nem perceber que as páginas estão passando - seja pelos diálogos bem humorados ou pelas histórias de outrem que se misturam na trama principal.

O que realmente se destaca nesse livro são os personagens, Sir Sparwark é um cara que me ganhou com seu nariz torto, na verdade, a personalidade desse protagonista ganha qualquer leitor, apesar de termos toda uma historia envolvida (salvar a rainha) Sparwark ganha toda a cena. Ainda falando sobre o personagens, durante todo o enredo conhecemos diversos personagens que acabam chamando atenção, como Talen, um ladrão, e Kurik, o escudeiro de Sparhawk.

Apresentados a um mundo medieval fantástico, que se aproxima da realidade em que vivemos um dia O Trono de Diamente mostra a magia de modo sútil onde poucas pessoas conhecem. Nos sentidos de uma 'quest' épica de jogos de RPG, lidamos com personagens de vários tipos e cenas que realmente tiram fôlego prezando pela mitologia e história do que ação em si, além de abordar tema com alto teor religioso e político. Estou muito ansioso para a continuação desta trilogia, apesar de não ser um livro com muitas reviravoltas ainda sim a curiosidade só aumenta depois que chegamos ao fim.





16/10/2015

Resenha: "Esta É Uma História de Amor", De Jessica Thompson

Esta É Uma História de Amor
Jessica Thompson
Novo Conceito
400 Páginas
Um rapaz conhece uma menina e a menina se apaixona pelo rapaz – até aí, nenhuma novidade.
Mas, com Sienna e Nick, as coisas não acontecem do jeito que costumam acontecer nas histórias de amor. Tudo bem que ela o achou superparecido com o Jake Gyllenhaal, seu ator preferido. E ele teve o maior frio na barriga quando viu aqueles lindos olhos azuis-escuros no metrô. Nada disso importa quando a gente está fechado para balanço.
Ela é frágil... Tem tantos segredos. E ele não está a fim de nada sério.
Engraçada e ao mesmo tempo triste, esta é a história de duas pessoas destinadas a não ficarem juntas... mesmo sendo a coisa que elas mais querem no mundo.

Essa é uma história sobre desencontros. Um romance onde pude, em muitas situações, me identificar com os personagens e ficar pensando, cá com meus botões, em como as vezes a gente complica as coisas.



Sienna e Nick são o exemplo de casal que tinha tudo, absolutamente tudo, pra ficarem juntos, mas o mundo não conspirava a favor. Sabe quando parece que finalmente tudo vai dar certo, mas aí no último minuto do segundo tempo, dá tudo errado? Pois é. Os outros temas abordados no livro também foram escritos de um forma tão delicada, de um bom gosto tão grande, que me envolveu e me fez sorrir muito. Me senti amiga dos personagens.

Sim, é cercado de clichês. E sim, me fez chorar, rir, arrepiar. Tudo que um bom romance precisa pra ser inesquecível. Até o último segundo fiquei achando que ia acontecer de uma forma e, puf... Fui surpreendida. E como amo isso! É um livro pra ler e parar pra pensar que as vezes a vida é bem simples, somos nós quem a complicamos.

Um livro que me fez refletir muito sobre o destino, o que poderia ter sido, o que há de ser e que me ensinou que quando há amor, não importa de que forma ele seja denominado, quando ele existe, nada é capaz de impedir. Nem o tempo, nem os contratempos, nem as pessoas ou os pensamentos negativos.

14/10/2015

Para hoje, uma flor


Porque talvez, em algum lugar a simplicidade deixe alguém feliz.

13/10/2015

Resenha: "O Planeta dos Macacos", de Pierre Boulle

O Planeta dos Macacos
Pierre Boulle
Editora Aleph, 2015
304 páginas
Em pouco tempo, os desbravadores do espaço descobrem a terrível verdade: nesse mundo, seus pares humanos não passam de bestas selvagens a serviço da espécie dominante... os macacos. Desde as primeiras páginas até o surpreendente final – ainda mais impactante que a famosa cena final do filme de 1968 –, O planeta dos macacos é um romance de tirar o fôlego, temperado com boa dose de sátira. Nele, Boulle revisita algumas das questões mais antigas da humanidade: O que define o homem? O que nos diferencia dos animais? Quem são os verdadeiros inimigos de nossa espécie? Publicado pela primeira vez em 1963, O planeta dos macacos, de Pierre Boulle, inspirou uma das mais bem-sucedidas franquias da história do cinema, tendo início no clássico de 1968, estrelado por Charlton Heston, passando por diversas sequências e chegando às adaptações cinematográficas mais recentes. Com milhões de exemplares vendidos ao redor do mundo, O planeta dos macacos é um dos maiores clássicos da ficção científica, imprescindível aos fãs de cultura pop.
Nunca tive um relação boa com a primeira adaptação de O Planeta dos Macacos, muito menos com as continuações que tivemos referentes à essa franquia – então ler esta obra, que serviu de base para a criação do histórico cinematográfico, foi uma experiência que torci o nariz de começo, bati de pé firme no chão: “não vou gostar desse livro”, mas vocês ao decorrer dessa resenha perceberam que a minha ideia e opinião é totalmente oposta.



“A exaltação propiciada por esse espetáculo é indescritível: uma estrela, ainda ontem um ponto brilhante em meio à miríade dos pontos anônimos do firmamento, destacou-se pouco a pouco do fundo negro, inscreveu-se no espaço com dimensão, aparecendo primeiro como uma noz resplandecente, depois se dilatou, ao mesmo tempo que a tonalidade acentuava-se para estabilizar num matriz alaranjado, integrando-se finalmente no cosmo com o mesmo diâmetro aparente do nosso familiar astro do dia. Um novo sol nascera para nós, um sol avermelhado, como o nosso em seu poente, cuja atração e calor já sentíamos.”



Nada melhor do que uma viagem especial para curtir as férias né? Um casal acaba encontrando uma garrafa numa dessa viagens, essa garrafa contendo uma mensagem no seu interior. A mensagem é um relatado de experiência viva de um astronautam, Ulysse Mérou, do planeta Terra que, numa de suas missões especiais, encontrou um planeta, Betelgeuse, com características semelhantes da Terra, onde poderia haver vida – e há vida, uma civilização completamente diferente da qual estamos acostumados.

A escrita de Boulle é um diferencial para a obra, com uma linguagem rebuscada e trabalhada, mas ao mesmo tempo de fácil compreensão o autor implementa metáforas e diversas descrições (técnicas e não) que permitem ao leitor se atentar e interagir melhor com a obra. As primeira páginas são de difíceis êxitos – não sinto vergonha em falar isso, pois me senti familiarizado e comecei a realmente gostar desse livro após algumas dezenas de páginas.



Como um “aprendiz de designer” eu tenho que puxar um parágrafo somente para o trabalho que a Aleph teve com essa obra, dando uma atenção e valor a esta edição – nada menos característico, a cada lançamento essa Editora me deixa mais louco. O livro é de porte médio, leve e com uma capa de dar agonia (não que isso seja ruim, a textura é diferente hihi). A capa com uma cor chamativa, letras que lembram as épocas dos homens mais primitivos da Terra. Não há o que reclamar dessa edição – mesmo ela não tendo orelhas!

Essa é uma obra que causa bastante reflexão mesmo sendo um sci-fi, talvez justamente por ela ser sci-fi podemos ver o quanto estaríamos vulneráveis caso fosse realidade: Em Soror, os humanos são vistos como animais irracionais, que são usados para testes de diversas formas para o bem da ciência – um pouco de ironia, já que é isso que fazemos: matamos animais todos os dias para ‘progredir’ (tadinho dos ratinhos). Com isso acabamos percebemos que somos animais como qualquer outro, a diferença é: um cérebro pensante, será que isso é bom ou ruim?

Recomendo muito este livro, um sci-fi de alto valor e vale a pena muito ser lido por quem adora os filmes e para quem é fã do gênero, acredita que estou encorajado a assistir os filmes?

09/10/2015

Resenha: "Para Continuar", de Felipe Colbert

Para Continuar
Felipe Colbert
Editora Novo Conceito, 2015
224 páginas
Para continuar - Envolver-se com a jovem Ayako é a oportunidade perfeita para Leonardo César esquecer a sua vida tediosa e perigosamente limitada, tudo por culpa do seu coração defeituoso. Enquanto isso, com a ajuda de seu avô, Ayako tem a difícil missão de manter inacessível um porão de dimensões que vão além da loja de luminárias que ela gerencia, repleto de milhares de lanternas orientais, cujo mistério envolve os habitantes do bairro da Liberdade. A partir dos crescentes encontros entre Leonardo e Ayako, uma nova lanterna surgirá para os dois. Eles terão que protegê-la com afinco, ou tudo que construíram juntos poderá desaparecer a qualquer momento. O que ninguém conseguiria prever é que Ho, um jovem chinês também apaixonado por Ayako, colocaria em risco o futuro desse objeto. E com ele, o sentimento mais importante que dois seres humanos já experimentaram.
Quando eu li Belleville prometi que leria qualquer outro livro do Colbert que me aparecesse a frente. Para Continuar, no entanto, não foi exatamente como eu imaginei - uma história fofa, mas bem diferente do que li em Belleville, tanto pela falta de páginas quanto o desenvolvimento dos personagens na história.


Leonardo é um jovem universitário que faz o uso diário do metrô paulista para ir a faculdade ou sair de casa, numa dessas viagens do dia a dia, ele acaba se deparando com uma moça asiática que chama sua atenção - sem explicação - e acaba criando um sentimento por aquela jovem exótica. Após tentativas falhas de contanto com a moça, ele decidi forçar um pouco a barra e segui-lá até chegar numa loja de luminárias, em Liberdade. A partir disso a vida tanto de Ayako (a jovem do metrô) quanto Leonardo acabam se entrelaçando e formando um amor impossível.

O livro é narrado em primeira e terceira pessoa, com capítulos que intercalam entre o ponto de vista do nosso protagonista quanto das coisas que acontecem com Ayako e a misteriosa loja de luminárias japonesas. Nesse livro somos apresentados a uma parte de São Paulo e temos uma degustação sobre a cultura oriental com direito de uma de suas lendas, com premissa de deixar o leitor curioso com mistério que acontece por debaixo dos panos. Contudo, senti falta de algumas coisas que me fizeram não gostar tanto do livro como imaginei, é uma leitura boa? Sim, mas não é um daqueles livros que levarei para sempre.


Senti grande falta de um desenvolvimento, a história de Leonardo César, é uma história cheia de mistério e, se bem desenvolvida, teria me ganhado logo de primeira. Porém o protagonista é um homem muito mimado (o que não se encaixa pela idade que ele tem) e apesar de ser bem desenvolvido no enredo, fiquei bastante intrigado e não consegui aguentar o jeito de como ele lidava com as situações (como esconder que sofre de um cardiomiopatia dilata idiopática) e, por muitas coisas acontecerem com ele em um pequeno prazo de tempo achei que tudo era muito forçado, sem falar que Ayako me chamou tanta atenção, mas não ganhou destaque, ela apesar de ser o amor platônico do nosso protagonista ficou como um papel de fundo para um possível romance.

As lanternas o objeto principal do livro, que está até estampado na capa, ficaram um tanto apagadas durante grande parte do livro - tínhamos uma ou duas menções sobre as lanternas, sempre havendo um grande mistério sobre o que elas realmente significavam e como poderiam afetar no romance que ali começava. Como dito, muitas coisas acontecem nesse livro em poucas páginas, creio que muita coisa ficou acumulada e não conseguiu se desenvolver com performance.


Por fim, decidi que Para Continuar é um livro bobo e fofo, mas que não me surpreendeu ou me encantou da forma como precisava - talvez isso tenha ocorrido por antes de ler esse livro eu ter lido A Playlist de Hayden, um livro que realmente mexeu comigo -, posso ter acabado pegando esse livro numa hora errada e tudo que estava escrito parecia que eu já conhecia a historia e sabia do final (sim! eu sabia que tudo aquilo iria acontecer e sentia). Porém não posso de falar: "dê uma chance a esse livro", pois muitas pessoas gostaram desse romance e acho que você não deve negar essa leitura somente por minha opinião!

07/10/2015

Vivendo de você e esquecendo de mim

Foi algo que aconteceu sem que eu percebesse. 



Nunca me dediquei tanto a um relacionamento quando me dediquei ao nosso, afinal, se não era amor, o que poderia ser? Se não fosse amor, o que poderia explicar a quantidade de broncas que levei dos meus amigos por deixa-los de lado para sair só com você, o que explicaria às vezes que deixei de estudar para as provas da faculdade, de sair com minha família para ficar somente abraçadinho com você.

Comecei a viver só de você, passar os finais de semana na sua casa, comer da sua comida e usar suas roupas. Comecei a escutar músicas que saiam do seu celular e ler os livros da sua estante, comecei a viver só de você e para você - tudo diferente e novo para mim, fantástico viver do seu amor, do que me alimentou durante muito tempo, viver de você estava me tornando cada vez mais... você. E onde eu estaria nessa história toda? 

Não importa, não por enquanto, onde eu estive durante o tempo que estava vivendo de você. Era tudo simplesmente maravilhoso ser amado por você e estar nessa bolha cujo tudo era perfeito e nada me atingiria. Eu poderia me deitar todos os domingos para assistir um filme abraçado, ir fazer ao um picnic ou um evento de arte que nunca tivemos oportunidade de ir, eu amava comer seu brigadeiro e ganhar suas massagens quando eu estava tenso - eu vivi de você durante tanto tempo, que ainda estou acostumado com isso. Eu poderia viver somente de você se, claro, eu não existisse. Se eu não tivesse minhas manias, meu jeito meio louco bobo de ser idiota, minhas músicas, meus livros favoritos, amigos e muitas ouras adversidades que me compõe. 

Se eu não lembrasse de mim, a gente estaria feliz hoje.

Mas eu lembrei, eu lembrei porque eu comecei a ficar triste e incompleto, não que o seu amor começou a ser impotente e pouco, mas eu já não poderia mais viver somente dele. Eu não sou você e qual seria a graça se você namora-se a si mesmo? Quando comecei a ser mais eu e menos você, foi um impacto, para ambos. Eu comecei a gostar do eu que já não era tão você, um eu que lembrava quem era antes de você. 

Você me fechou, nesse exato momento, começou a me cobrar quem eu não era. Eu não poderia ser mais você, porque não teria a mesma graça como antes, precisaríamos ser diferentes para um aprender com o outro. Eu já não poderia somente viver das suas músicas, dos seus livros e das suas coisas. Eu também tenho uma vida e perdi demasiados meses encantado demais para entender o que fiz sem perceber, que acostumei você a me ver como você, mas que quando eu fui eu, pela primeira vez, você percebeu o quão era falho, errôneo e torto - e não aceitou. 

Mas isso acontece com frequência, as pessoas param de ser quem elas são para viver a vida das pessoas que estão do lado delas, não há porque ter vergonha, estou me conhecendo graças a você, preciso amadurecer e ser você foi um grande passo para eu ser eu. 


ESSE TEXTO É APENAS FICTÍCIO, QUE ISSO FIQUE BEM CLARO.

05/10/2015

Fotografia aleatória: Decor

Esses dias tava olhando algumas fotos e encontrei essas de quando fui na Fiarte, lembro de ter tirado várias fotos que inclusive estão nesse post, nesse e nesse outro. Por eu não ter dado continuidade aos posts da Fiarte, acabei perdendo algumas fotos nas pastas aleatórias do meu computador (por isso o nome, fotografia aleatória).

As fotos são bem simples, mas me lembram coisas bem bonitas e cheia de cultura de outros países.


Bom, esse post é só mais um registro das minhas andanças por Brasília. Beijão!

03/10/2015

Eu bebi todas, por mim e não por você



Inicialmente foi por sua causa, te ver aquela noite, antes da minha viagem - sabendo que iríamos para o mesmo destino, mas em cadeiras distantes e lugares mesmo que perto, longínquos. Decidi que se não poderia fazer parar de doer, eu iria, por fim, beber até esquecer. Eu iria fazer besteira e dizer um  adeus àqueles planos que fizemos juntos, enquanto pensávamos que isso era amor para toda a vida. 

Eu sairia arrastado daquela festa, eu iria beijar todo mundo e todo mundo me beijaria. Beber para esquecer, porque beber nunca fez meu estilo, nunca me fez o paladar e muito menos o gosto. Eu queria te esquecer aquela noite, provar que não dependo mais de você para me sentir bem comigo mesmo, provar que você não estragou a minha vida e que muito menos você influenciará novamente nela. 

Eu decidi que aquela seria a minha última noite pensando em você, que enquanto eu enchia a cara, aquela seria nossa última noite, pelo menos para mim. De fato, bebi por você com a intenção de fazer bem para mim. Você que machucou meu coração e terminou tudo por mensagens de celular, não se importou com as consequências que acarretaria ao brincar de amar. Isso ficou bem claro na última sexta-feira, que eu gastei metade do meu salário com bebidas caras, amigos que nunca mais verei e histórias que provavelmente não contarei para os meus pais: foi tudo uma brincadeira, você brincou de se apaixonar, e eu, coitado de amar.

Naquela noite, eu disse adeus a mim, ao meu antigo eu, o eu que doava e nutria um sentimento por você. O eu que se prendeu durante semanas, achando que tudo voltaria e ficaria normal. Mas você nunca voltou, nunca ligou. E ficou óbvio que não faria isso. E só de manhã, ao ser carregado para casa, eu prometi que nunca mais beberia, não daquela forma, não por você.

Nem por mim. Nem por outro alguém.

Porque quando for verdadeiro, não haverá sofrimento. 

01/10/2015

Resenha: "A Ilha de Bowen", de César Mallorquí

A Ilha de Bowen
César Mallorquí
Editora Biruta
524 páginas
Tudo começou com o assassinato do marinheiro Jeremiah Perkins, em um pequeno porto norueguês, e com um pequeno pacote, que ele enviou para Lady Elisabeth Faraday. Mas talvez a história tenha começado quando estranhas relíquias foram descobertas em uma antiga cripta medieval. Foi por causa disso que o mal‑humorado professor Ulisses Zarco resolveu embarcar em uma aventura a bordo do Saint Michel, enfrentando inúmeros perigos e o terrível mistério que envolvia a Ilha de Bowen.
Confesso que ação não é meu gênero favorito, mas sou fã de bons livros e também sou uma leitora fácil de agradar, ainda mais quando, apesar de envolver ação, também há um quê de fantasia, sobrenatural, sabe? Vou explicar minha relação de amor com esse livro. Sabe quando desde a primeira frase você se identifica com a escrita da autora, gosta da forma dela de abordar temas chatos de forma que os deixe até interessantes? Então. A Ilha de Bowen me impressionou pela construção das histórias de cada personangem, em como ficamos íntimos de cada um deles página após página. Eu amo isso!




Me apaixonei por Samuel Durango, o fotógrafo, que vez ou outra contava algumas histórias íntimas de partir o coração e me deixava ansiosa pelas páginas que continham seu diário, era uma especie de resumo pelos olhos do meu personagem favorito da história e deu um toque singular e especial ao livro. Também me irritei muito com o professor Zarco e aquele gênio difícil dele, mas foi prazeroso demais ver isso sendo quebrado pela poderosíssima Sra. Lisa (ah o amor!).




Comecei a ler sem grandes expectativas, fiz questão de nem ler a snopse e acabei tendo uma surpresa prazerosa quando me deparei com as cenas na Cidadela, as máquinas, toda a fantasia contida no livro que eu não esperava encontrar. No fim, os personagens se tornam uma família difícil de se despedir.


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