10.8.15

Resenha: "A Rainha Vermelha", de Victoria Aveyard

A Rainha Vermelha
A Rainha Vermelha, livro 01.
Victoria Aveyard
Editora Seguinte, 2015
424 páginas
A Rainha Vermelha - O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.
Eu estava tão ansioso para ler este livro que comecei a lê-lo em inglês, li cerca de 100 páginas e depois comecei a lê-lo novamente em português - foi quando a Seguinte lançou o livro em terras brasileira, trazendo mais uma distopia maravilhosa para a estante dos leitores.  Me sinto mais do que necessitado a contar pra vocês como me envolvi com esse livro, lendo-o muito rápido e deixando noites de lado.



Mare é uma vermelha. Vermelhos estão destinados ao sofrimento. Vermelhos são pobres e vivem em lugares mais pobres ainda, sobrevivem dia após dia com muito esforço, sem muitas condições e como lacaios. Isso tudo porque os Prateados são poderosos, filhos de reis, moram em casas chiques e vivem à luxo, mas, claro, o mais importante é o dom que os Prateados tem: poderes. Prateados têm super-poderes. Mas quando em um evento muito importante, a nossa querida vermelha revela os poderes que nem sabia que possuía, o mundo dos prateados e vermelho se misturam de uma forma incomum - ela terá que morar dentro da palácio real, fingindo ser uma prateada e tendo que se casar com o filho mais novo do príncipe (tudo isso pra esconder que ela, uma vermelha, tem super-poderes.).

Não há uma explicação sobre os tipos de sangue e como eles surgiram, uma informação irrelevante quanto estamos ali morrendo até chegar a última páginas. Uma leitura regida por revolta da nossa protagonista, afinal, ela não entende como as pessoas conseguem ser superiores apenas por terem poderes. Com isso, somos arrematados a diversas sensações durante a leitura: ódio, incertezas, felicidade... tudo, claro, reverenciado pelos olhos da protonista.

“Muitos vibram em acordo. Precisei de toda a minha força para não pular em cima desses covardes que jamais estarão na frente de batalha ou enviarão seus filhos para o combate. A guerra prateada deles é paga com sangue vermelho.”


A história de Victoria Aveyard é muito contagiosa e sinto um apego maior do que senti com as outras distopias que li, encontrei nessa história algo totalmente diferente nos jogos vorazes ou a divergência de Tris. Senti uma maior conexão com a personagem, por ela não ser simplesmente tão manipulada ou irritante. Creio que uma narrativa em primeira pessoa sempre será algo que tornará o leitor tão próximo do protagonista, pois somos apresentados com exclusividade aos pensamentos e atitudes da personagem, além é claro de poder torcer e vibrar com ela ou apenas querer esbofetá-la por ser tão inocente em relação algumas coisas.



Esse e um livro que visa um pouco sobre o preconceito tanto da parte dos prateados quando dos vermelhos, temos aqui uma guerra de classes. Mas o que me faz muito feliz nesse livro é o fato dos personagens possuírem super-poderes, eu simplesmente amo isso (afinal, adoro os personagens da Marvel). Logo me senti mais do que conectado na via de Mare e dos outros vermelhos: louco para ver justiça!

A Rainha Vermelha é um livro que prova que merece ter um destaque e atenção pelos leitores, simplesmente pelo fato de ser um livro totalmente envolvente e recheado de ação - além de muitos outros toques que sensualizam a leitura, como uma protagonista de personalidade forte, desigualdade, romance e muito sentimento - fidelizando uma história totalmente inovadora nesse estilo literário, hoje, já tão explorado. Recomendo essa leitura não por ser o livro que mudará sua vida, mas por ser um livro que realmente segura a atenção do leitor, somos inseridos numa narrativa gostosa e uma escrita fluida, envolvente e repleta de diálogos que deixam o leitor doidinho. Infelizmente, temos que esperar alguns bons meses para o segundo livro aqui no Brasil, mas como sempre a Seguinte não conseguirá deixar os leitores muito tempo esperando, felizmente.

2 comentários

  1. Hey Igu!
    Saudades seu guei!

    Adorei a resenha e tals, mas o meu comentário nesse post aqui é pra dizer que notei que você melhorou muito sua fotografia, tá arrasando muito nas fotos, sério. Parabéns! :D

    Beijoooo!

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    1. nhac! você que demora anos parar vir aqui comentar!
      estou melhorando nas técnicas, um dia fico bom igual a ti

      gay <3

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