Resenha: "A Canção de Alanna: A Primeira Grande Aventura", Tamora Pierce

19 Aug 2015

A Primeira Grande Aventura
Série A Canção de Alanna, livro 01.
Tamora Pierce
Editora Única, 2015
256 páginas
A coisa que Alanna mais quer no mundo é ser uma guerreira extraordinária, que vença batalhas e consiga ajudar as pessoas. Ela só tem um problema: no reino de Tortall, meninas não lutam, ou melhor, não fazem quase nada. Então, para realizar seu sonho, ela deve arriscar a própria vida tornando-se Alan de Trebond. Esta é sua primeira aventura, e pode ser a última caso ela não seja forte o bastante para superar as próprias limitações e controlar sua magia, que é mais poderosa do que a maioria das pessoas pode suportar. Para piorar, Alanna é a única capaz de combater o mal que se abateu sobre o reino de Tortall. Está em suas mãos salvar o herdeiro do trono e derrotar os seres milenares que habitam a terrível e amaldiçoada Cidade Negra. O fracasso não é uma opção. Sua grande batalha já começou. Ela pode morrer, ou pior: perder a própria alma para sempre!

A Primeira Grande Aventura é um livro que me deixou com muitas expectativas, mas não foram compridas, infelizmente. Vou explicar o porquê do sucesso de Pierce não me contagiou, da forma que contagiou tanto outro leitores:


O livro de Tamora, para mim, é bastante previsível em muitos aspectos, dando aquele clichê já tão acostumado em muitos livros, claro, temos que levar em consideração a publicação do livro - que já faz mais de trinta anos. Senti um pouco a falta de surpresas nas páginas e sei que amaria esse livro se estivesse naquela época, creio que meu desgosto, se assim posso chamar, é o fato de o livro me lembrar tantos outros que eu não consegui me conectar a história. Uma história que, por sinal, é escrita de modo muito simples e fluido, com uma premissa igualmente boa e uma história, se mais adulta, que arrancaria suspiros.

Um livro voltado para o público mais jovem, de fato. Com isso idealizo essa obra como um romance para quem está por volta dos 14/15 anos e que não se importa tanto com cenas clichês, afinal, temos aqui uma verdadeira história de aventura de uma garota no mundo dos homens (!).


Uma guerreira, o verdadeiro motivo de me fazer querer este livro (além da capa lindíssima), para quem não sabe, tenho um grande fetiche por protagonistas femininas, pelo simples fato delas mostrarem que não são submissas. O que, na época de seu lançamento, deve ter sido uma ousadia, visto que há pouco tempo começos a ter igualdade... Apesar de ser um livro inovador para aquela época, hoje com Katness, Mare e América o livro talvez não ganhe tão destaque por temos histórias vibrantes e com muito menos clichê que antes. Não gosto de comparar esse livro com qualquer outro, pois ele foi escrito há muito tempo e as medidas tomadas para ele são foco totalmente para que os que citei acima, quero dizer que, apesar desse livro não ter me contagiado como outros, sinto uma peculiaridade na escrita e objetivo da autora naquela época. Uma mulher guerreira.

A Canção de Alanna parece ser uma série legal, mas não me senti tão apegado quanto imaginava por simplesmente se tratar de uma história voltada para um público mais jovem, hoje está história já não me encanta tanto assim, mas sei que há 3 anos atrás eu leria esse livro e ficaria louco para o próximo.

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