Para cada fim: uma lembrança boa

Houve um dia em que precisei sair sozinho, dizer um até logo aos amigos, uma pausa nas redes sociais e sair de casa. Nesse dia, comprei alguns doces e fui andar. Andar como qualquer outro dia, com a única diferença: fui sozinho. Me dei de presente esse dia só para mim, só para pensar. Nesse dia chorei tanto, sorri tanto - comigo mesmo. Nesse dia resolvi fazer uma coisa que gosto bastante, que é tirar fotos. Nunca me senti tão feliz e completo comigo mesmo, ainda sabendo, que, não vou estar completo nunca.

Soube nesse dia que tinha que aceitar a coisas que a vida manda, seja ruim seja boa. Que as tristezas eu não poderia evitar, teria que colocar para fora ali, no meio de grupos de amigos e de um céu azul - num céu que tira sorrisos. Aceitar. Por essa objeção me evitei durante muito tempo, joguei muito o famoso jogo interno. Até que alguns dias atrás resolvi jogar à sociedade meu verdadeiro eu, sem mágoa, às traças. Foi um alivio, mas não tão grande quanto esse dia - no dia em que não tive amigos, que não tive colo da mamãe e um ombro amigo. Foi num domingo, o pior dia da semana, que aprendi a me valorizar mais um pouco e sair para me conhecer. Conhecer minhas metas e objetivo, curar um coração machucado e me ouvir dizer, sinceramente, que: "vai ficar tudo bem". Porque no final tudo sempre fica bem.

Acredito que precisamos de um tempo só nosso, cultivando e saindo com nos mesmos. Não que você deva se colocar em primeira pessoa dentro da sociedade (o que já mudou para mim, ame mais o próximo do que você mesmo), mas chegou uma hora em que você deve levantar a cabeça e seguir em frente, sorrindo ou chorando - para a segunda opção, o tempo sempre terá a solução.




Seremos felizes no amanhecer de cada dia e no morrer de cada lua.

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