28/08/2015

Resenha: "Darth Vader e o Filho" & "A Princesinha de Vader", de Jeffrey Brown

A Princesinha de Vader
Jeffrey Brown
Editora Aleph, 2015
64 páginas
Nesta irresistível e engraçada obra, da mesma coleção de Darth Vader e Filho, Vader, Senhor Sombrio dos Sith e líder do Império Galáctico, enfrenta os dramas, alegrias e mudanças de humor de sua filha Leia e acompanha a transformação de uma doce menina em uma adolescente rebelde.
Que sou um pouco fã de Star Wars, todo mundo aqui já sabe. Há algum tempo a Aleph resolveu publicar as maravilhosidades do mundo expandido de Star Wars, mas para eles, como era muito pouco apenas o universo expandido, eles necessitavam também lançar dois livrinhos mega-fofos - A Princesinha de Vader e Darth Vader e o Filho. Por se tratarem de livros muito pequenos, não acho que há uma necessidade em "resenha"-los, pois contaria as cenas engraçadas das obras.

Os livros trazem personagens que já conhecemos das novelas, como Darth Vader, Luke Skywaker, Leia Organa, R2D2, Ben Kenobi,Han Solo, Chewie e colocam eles em cenas parecidas com as do filme ou simplesmente no padrão dos nossos dias atuais. Luke uma criança brincalhona e Leia uma moça rebelde (não diga!). 


Darth Vader e o filho
Jeffrey Brown
Editora Aleph, 2015
64 páginas
Em uma releitura divertida e encantadora, Darth Vader é um pai como qualquer outro, exceto pelo fato de ser o Senhor Sombrio dos Sith. Com ilustrações de Jeffrey Brown, o livro apresenta as alegrias da paternidade por meio da lente de uma galáxia muito, muito distante.
Os livros são de fácil compreensão, além de trazer frases marcantes nos filmes, tornando tudo muito engraçado e as cenas bem colocadas, de fato, gostei mais de A Princesinha de Darth, pois ele trata de uma personagem já mais madura e que está passando por uma adolescencia, então, vemos àquelas cenas típica dos pais brigando por causa das amizades e roupas - nunca imaginei o tal tal Vader brigando por coisinhas "bobas. 

As ilustrações são maravilhosamente encantadoras, tenho um amor enorme por qualquer tipo de ilustração: mas a de Jeffrey é diferente pois além de trazer muita cor, suas ilustrações são simples, mas ainda cheia de detalhes (folheiem esses livros para você sentirem). A Aleph mais uma vez deu enorme valor aos livros, trazendo brochuras de capa dura e com alto relevo. 


Acho que essa é uma resenha mais para apresentar os livros e essas fofuras lançadas pela Aleph, é um livro muito válido para dar de presente para os pais, mesmo que eles não gostem ou assistem Star Wars, porque tenho certeza que todos os pais já passaram pelas coisas que Vader passa aqui (e que não teve oportunidade de passar realmente :/). 

24/08/2015

Resenha: "Deixa Ela Entrar" de John Avide Lindvisque

Deixa Ela Entrar
John Avide Lindvisque
Globo Livros.
504 páginas
Trata-se de uma das mais perturbadoras ficções de terror dos últimos tempos. Grande parte de seu impacto se deve à originalidade com que Lindqvist aborda a seara do vampirismo. Vários elementos dessa literatura estão presentes – a começar pelo título, que faz referência à crendice de que vampiros só podem entrar em lugares para os quais são convidados –, porém ambientados no mais cru realismo. No enredo, Oskar, um garoto de doze anos, vive com a mãe no subúrbio de Estocolmo, na década de 1980. Solitário e alvo de bullying na escola, passa o tempo lendo e colecionando notícias sobre serial killers e planejando se vingar de seus perseguidores. No entanto sua rotina é alterada quando uma garota de doze anos, Eli, se muda para o apartamento ao lado. Uma profunda identificação aproxima o menino a Eli, ao mesmo tempo em que a vizinhança passa a ser assolada por uma onda de mortes misteriosas. Muito mais que sustos, o livro de Lindqvist desperta os horrores de quem tem de passar da infância para a maturidade em circunstâncias adversas e em um cenário opressivo. Com habilidade, o autor recorre a um registro naturalista, temperado de referências à cultura pop, para desenvolver uma história em que os medos são despertados tanto por elementos sobrenaturais quanto pela realidade concreta..
A Suécia é um lugar frio, disso todos sabem, e nem sempre os nativos se orgulham, e isso pode ser um bom cenário para coisas estranhas acontecerem. Deixa Ela Entrar não é só mais um livro de terror, é um clássico do john ajvide lindqvist que ganhou duas adaptações para o cinema Sueco com Deixa Ela Entrar (2008) e Americano, Deixe-me Entrar (2012), difícil decidir qual o melhor.

No livro é mais explorado a forma inumada de Eli, uma criança que não ganha rótulos durante todo livro, sobre questões de gênero ou espécie, assim nos deixando curiosos de onde veio, e até onde vai chegar, alguns podem enxergá-la como a vilã, outros fariam o exato papel de seu súdito Hakan, a singularidade dos fatos podem dar origem a uma pluralidade de sentidos , mas tudo começa com Oskar, um tanto solitário, feio, mora somente com a mãe, acima do peso e fascinado por ficção, suas preferidas são onde existem muita violência e psicopatia, o habito de colecionar recortes de jornal onde são relatados assassinatos brutais e esfaquear arvores imaginando seres humanos, não o torna mais corajoso, porém mais preparado pelo que lhe espera.



Todos personagens coadjuvantes tem um cuidado especial em não se tornarem chatos, ao longo do livro reparei que eu não desenvolvi apego nenhum ao pai do Oskar, e talvez isso seja um reflexo do desapego que sofreu durante o tempo que teve que se afastar dele. O grupo de amigos que sofrem intervenções de Eli e seu súdito é diversificado, e existem uma gama de cenas, aflitamente surpreendentes; poderia descrevê-las porém não seria de ética estragar a emoção de momentos onde os ápices da obra são apresentados.

De cenas cotidianas à surreais, a riqueza de como os detalhes são criteriosamente escritos faz com que a obra nos prenda de uma forma inédita e ansiosa, contudo temas fortes como brutalidade, sexo, bullying e pedofilia só torna a leitura leve, com tom pesado, levando ao ponto de refletir sobre como as pessoas doentes são normais, e como pessoas normais podem ser extremamente doentes.

Só tenho duas recomendações sobre este livro, a primeira é que o leia, e a segunda é que assista os filmes, as duas versões. (Acho que são três recomendações).

20/08/2015

Direitos Autorais no seu Blog

Houve um momento em que Todos os direitos reservados  era a sensação do momento na internet, desde imagens, áudios, vídeos e texto quanto à cópia de códigos - com o tempo assimilamos a internet com a terra onde ninguém é de ninguém, mas sabemos que toda e qualquer obra produzida tem seu fundo de autoria. Em busca disso, decidi procurar um pouco mais sobre como proteger os meus manuscritos e imagens - visto que não coloco identificar nelas, já encontrei um bocado espalhado pela internet, acredite, xará. 

Existem um bilhão de formas de descobrir e saber como agir quando o seu conteúdo foi copiado, mas isso é assunto para um outro post, por isso vou deixar o post da Lominha, para ajudar vocês!

Sempre fui bastante flexível com cópias, afinal de contas, já sabemos que nada nesse mundo se cria, tudo se copia. Com isso, descobri a Creative Commons, que pode proteger obras de nossa autoria e também dar a liberdade de compartilhar esse material. O Wikipédia explica um pouco sobre a empresa: 
Creative Commons é uma organização não governamental sem fins lucrativos localizada em São Francisco, Califórnia, nos Estados Unidos, voltada a expandir a quantidade de obras criativas disponíveis, através de suas licenças que permitem a cópia e compartilhamento com menos restrições que o tradicional Todos direitos reservados. Para esse fim, a organização criou diversas licenças, conhecidas como licenças Creative Commons.
Aqui no Sete Coisas já estou fazendo  uso da licença  Creative Commons (CC BY-NC-SA 4.0), permitindo que outras pessoas modifiquem, adaptem e criem a partir do meu trabalho produtos não comerciais, desde que atribuam os devidos créditos à mim e  caso a obra for distribuída que seja por uma licença semelhante a esta.

Existem outras seis licenças que podem ser utilizada no site de Creative Commons, vale muito a pena dar uma lida depois. Mas o que realmente vale é: não copiar. Se inspirar e se basear numa obra de alguém é normal, mas qual a vantagem em ganhar o crédito por algo que não é seu? É aquela mesma sensação de tirar 10 na prova de cálculo, mas saber que copiou do amigo da frente. Isso ainda é assunto para outra postagem!  

19/08/2015

Resenha: "A Canção de Alanna: A Primeira Grande Aventura", Tamora Pierce

A Primeira Grande Aventura
Série A Canção de Alanna, livro 01.
Tamora Pierce
Editora Única, 2015
256 páginas
A coisa que Alanna mais quer no mundo é ser uma guerreira extraordinária, que vença batalhas e consiga ajudar as pessoas. Ela só tem um problema: no reino de Tortall, meninas não lutam, ou melhor, não fazem quase nada. Então, para realizar seu sonho, ela deve arriscar a própria vida tornando-se Alan de Trebond. Esta é sua primeira aventura, e pode ser a última caso ela não seja forte o bastante para superar as próprias limitações e controlar sua magia, que é mais poderosa do que a maioria das pessoas pode suportar. Para piorar, Alanna é a única capaz de combater o mal que se abateu sobre o reino de Tortall. Está em suas mãos salvar o herdeiro do trono e derrotar os seres milenares que habitam a terrível e amaldiçoada Cidade Negra. O fracasso não é uma opção. Sua grande batalha já começou. Ela pode morrer, ou pior: perder a própria alma para sempre!

A Primeira Grande Aventura é um livro que me deixou com muitas expectativas, mas não foram compridas, infelizmente. Vou explicar o porquê do sucesso de Pierce não me contagiou, da forma que contagiou tanto outro leitores:


O livro de Tamora, para mim, é bastante previsível em muitos aspectos, dando aquele clichê já tão acostumado em muitos livros, claro, temos que levar em consideração a publicação do livro - que já faz mais de trinta anos. Senti um pouco a falta de surpresas nas páginas e sei que amaria esse livro se estivesse naquela época, creio que meu desgosto, se assim posso chamar, é o fato de o livro me lembrar tantos outros que eu não consegui me conectar a história. Uma história que, por sinal, é escrita de modo muito simples e fluido, com uma premissa igualmente boa e uma história, se mais adulta, que arrancaria suspiros.

Um livro voltado para o público mais jovem, de fato. Com isso idealizo essa obra como um romance para quem está por volta dos 14/15 anos e que não se importa tanto com cenas clichês, afinal, temos aqui uma verdadeira história de aventura de uma garota no mundo dos homens (!).


Uma guerreira, o verdadeiro motivo de me fazer querer este livro (além da capa lindíssima), para quem não sabe, tenho um grande fetiche por protagonistas femininas, pelo simples fato delas mostrarem que não são submissas. O que, na época de seu lançamento, deve ter sido uma ousadia, visto que há pouco tempo começos a ter igualdade... Apesar de ser um livro inovador para aquela época, hoje com Katness, Mare e América o livro talvez não ganhe tão destaque por temos histórias vibrantes e com muito menos clichê que antes. Não gosto de comparar esse livro com qualquer outro, pois ele foi escrito há muito tempo e as medidas tomadas para ele são foco totalmente para que os que citei acima, quero dizer que, apesar desse livro não ter me contagiado como outros, sinto uma peculiaridade na escrita e objetivo da autora naquela época. Uma mulher guerreira.

A Canção de Alanna parece ser uma série legal, mas não me senti tão apegado quanto imaginava por simplesmente se tratar de uma história voltada para um público mais jovem, hoje está história já não me encanta tanto assim, mas sei que há 3 anos atrás eu leria esse livro e ficaria louco para o próximo.

18/08/2015

Para cada fim: uma lembrança boa

Houve um dia em que precisei sair sozinho, dizer um até logo aos amigos, uma pausa nas redes sociais e sair de casa. Nesse dia, comprei alguns doces e fui andar. Andar como qualquer outro dia, com a única diferença: fui sozinho. Me dei de presente esse dia só para mim, só para pensar. Nesse dia chorei tanto, sorri tanto - comigo mesmo. Nesse dia resolvi fazer uma coisa que gosto bastante, que é tirar fotos. Nunca me senti tão feliz e completo comigo mesmo, ainda sabendo, que, não vou estar completo nunca.

Soube nesse dia que tinha que aceitar a coisas que a vida manda, seja ruim seja boa. Que as tristezas eu não poderia evitar, teria que colocar para fora ali, no meio de grupos de amigos e de um céu azul - num céu que tira sorrisos. Aceitar. Por essa objeção me evitei durante muito tempo, joguei muito o famoso jogo interno. Até que alguns dias atrás resolvi jogar à sociedade meu verdadeiro eu, sem mágoa, às traças. Foi um alivio, mas não tão grande quanto esse dia - no dia em que não tive amigos, que não tive colo da mamãe e um ombro amigo. Foi num domingo, o pior dia da semana, que aprendi a me valorizar mais um pouco e sair para me conhecer. Conhecer minhas metas e objetivo, curar um coração machucado e me ouvir dizer, sinceramente, que: "vai ficar tudo bem". Porque no final tudo sempre fica bem.

Acredito que precisamos de um tempo só nosso, cultivando e saindo com nos mesmos. Não que você deva se colocar em primeira pessoa dentro da sociedade (o que já mudou para mim, ame mais o próximo do que você mesmo), mas chegou uma hora em que você deve levantar a cabeça e seguir em frente, sorrindo ou chorando - para a segunda opção, o tempo sempre terá a solução.




Seremos felizes no amanhecer de cada dia e no morrer de cada lua.

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