30/07/2015

Resenha: "Do que é feita uma garota", de Caitlin Moran

Do que é feita uma garota
Caitlin Moran
Editora Companhia das Letras, 2015
392 páginas
Do Que É Feita Uma Garota - Imagine a voz de Sylvia Plath em Grease, com trilha de My Bloody Valentine e Velvet Underground. Um romance de formação hilário, sobre como é difícil se tornar alguém “Wolverhampton, em 1990, parece uma cidade a que algo terrível aconteceu.” Talvez tenha acontecido de fato. Talvez seja Margaret Thatcher, talvez seja a vergonha que Johanna Morrigan passou num programa da TV local aos catorze anos. Nossa protagonista decide então se reinventar como Dolly Wilde — heroína gótica, loquaz e Aventureira do Sexo, que salvará a família da pobreza com sua literatura. Aos 16 anos, ela está fumando, bebendo, trabalhando para um fanzine de música, escrevendo cartas pornográficas para rock stars, transando com todo tipo de homem e ganhando por cada palavra que escreve para destruir uma banda. Mas e se Johanna tiver feito Dolly com as peças erradas? Será que uma caixa de discos e uma parede de pôsteres bastam para se fazer uma garota?
Estava muito ansioso com a leitura deste livro, mas a leitura não engatou da forma que esperada. Um livro bom, mas lido em um momento ruim, é assim que posso justificar o "desgosto"  pela leitura do livro: vou explicar melhor, no decorrer da resenha, confere! 

Do que é feita uma garota está longe de ser um livro ruim, muito pelo contrário é uma leitura totalmente diferente do qual estamos cansados de engasgatar, somos apresentado a uma história altamente cheia de humor, por parte da protagonista, e uma consolidação de uma garota na sua fase de crescimento.


Johanna Morrigan é uma garota de 14 anos louca para descobrir os prazeres da vida, especialmente aquele prazer, podemos nomear o tal prazer com tijubets? Na cidade de Wolverhaptem há uma decadência gradual, e a família de Johanna é totalmente desconcertada: o pa onha ser um astro do rock, sua mãe está sofrendo de uma depressão pós-parto após dar luz a gêmeos e, claro, não poderiam faltar mais irmãos. Logo Johanna se encontra num período para conhecer o tijubets e também de tentar ajudar a família - a qual está passando por questões financeiras -, com isso a protagonista se desdobra para ajudar a família.


Por ser um livro narrado em primeira pessoa, estamos expostos e temos direito exclusivo as opiniões e sentimentos da personagem, encontramos uma protagonista que anda por caminhos confusos e tortuosos, que imagina com quem será a sua primeira vez e o como ela mesma não se conhece. Em busca de autoconhecimento, me senti um pouco retraído neste momento da leitura, não por ser algo que não gosto de ler, mas por achar um pouco cansativo de como a autora transborda esse assunto na sua história, mas apesar desse ponto aparentemente negativo, ainda assim a autora agarra as pontas soltas e interliga nos próximos capítulos, deixando, assim, impossível largar o livro.


De pouco em pouco, observamos a protagonista sentindo os desprazeres da vida e as desilusões de suas experiências, ainda que tão jovem, continuamos, paralelamente, inseridos na cultura e referências das bandas da época - pop, bandas como My Bloody Valentine, Velvet Underground, entre muitas outras (muitas mesmo!), além, e não poderia faltar, de um humor escrachado de poucas mulheres e um tom também, mas não menos importante, feminista.

O foco central do livro é a descoberta da sexualidade da jovem protagonista, Johana, que é descrita perfeitamente em cada página de modo muito direto e sem muitas delongas; sempre acompanhei a descoberta da sexualidade por partes de protagonistas masculinos, então foi muito diferente ler Do que é feito uma garota - fui apresentado ao mundo feminino, mas não daquele jeito *tudo cor de rosa, fofo e incrível*, a realidade de Johanna é totalmente diferente da qual estamos acostumados -, com essa diferença me senti um pouco fora do meu estilo literário e esperava, também, um humor mais tênue e voltado para algo mais engraçado (o que não aconteceu tanto assim para mim). A primeira parte do livro se destina a perca da virgindade por parte da protagonista (de apenas 14 anos).


Do que é feita uma garota, como dito, não é um livro ruim e creio que só peguei em um momento errado. Esse livro, como o próprio nome o retratada: conta a história de como uma garota é feita, especificamente uma em singularidade, e não uma em geral (gostaria de retratar isso melhor!). Conhecemos nesse livro, a história de Johanna, uma história comum e que pode ter acontecido com qualquer outra adolescente, a autora consegue, então, dar o xeque-mate, mostrando as facetas femininas e a história de uma garota qualquer (tá, não tão qualquer assim).


21/07/2015

Diário de Leitura #1: "Graça Infinita", de David Foster Wallace

Graça Infinita
David Foster Wallace
Companhia das Letras, 2014
150 páginas de 1144
Os Estados Unidos e o Canadá já não existem: eles foram substituídos pela poderosa Onan, a Organização de Nações Norte-Americanas. Uma enorme porção do continente se tornou um depósito de lixo tóxico. Separatistas quebequenses praticam atos terroristas e a contagem dos anos foi vendida às grandes corporações.

Graça infinita foi o último grande romance do século XX e teve um impacto duradouro e ainda difícil de ser aferido. Ora cômico, ora doloroso, ele encapsulou uma geração ligada à ironia e ao entretenimento, mas desconectada da imaginação, da solidariedade e da empatia.
No romance, seguimos os passos dos irmãos Incandenza - membros da família mais disfuncional da literatura contemporânea -, conforme tentam dar conta do legado do patriarca James Incandenza, um cientista de óptica que se tornou cineasta e cometeu suicídio depois de produzir um misterioso filme que, pela alta voltagem de entretenimento, levava seus espectadores à morte.

Enquanto organizações governamentais e terroristas querem usar o filme como arma de guerra, os Incandenza vão se embrenhar numa cômica e filosófica busca pelo sentido da vida. Graça infinita dobra todas as regras da ficção sem jamais sacrificar seu próprio valor de entretenimento. É uma exuberante e original investigação do que nos torna humanos - e um desses raros livros que renovam a ideia do que um romance pode ser.
Conheci esse livro em numa das minhas andanças pelas livrarias aqui de Brasília, quando o Brunno avistou essa capa maravilhosa e o formato tijolo do livro. Após isso, todo o deslumbre da capa e das laterais alaranjadas senti uma necessidade enorme em saber do que se tratava aquele livro, que história estava por trás de Graça Infinita (seria algo parecido com Divina comédia, não sei porque assemelho os dois livros), assim acabei lendo a sinopse (pela primeira vez em séculos!) e me senti bem interessado com o livro.

Porém Graça Infinita é um livro, digamos, enorme e não somente, a história também é muito densa. Com isso decidi fazer pequenos diários de leituras, para que eu possa pegar o máximo de detalhes que esse livro pode oferecer, pois como ele é tão grande que acho provável não conseguir transcrever toda essa obra em apenas uma postagem.
O diário de leitura é basicamente escrever relatos sobre algum livro, no caso Graça Infinita, em partes - para absorver tudo o que for possível da obra. Hoje, vou falar sobre as primeiras impressões que achei do livro e como foi o decorrer das 150 primeiras paginas.

O livro começa deixando o leitor perdido e entendiado, com certeza alguns leitores já o abandonam aqui. Mas por outro lado, se você prevalecer e ter um pouquinho de força vai se acostumar com a narrativa do autor e perceberá que existem diversos pontos de vistas, assim, a leitura começará a segurar sua atenção e te entrelaçar na histórias desses personagens. De fato, o leitor encontrará uma narrativa, muito, mas muito descritiva -de início isso me atrapalhou bastante, pois não estou acostumado com um livro que descreve tanto em meio às ações A trama de Graça Infinita, começa em um futuro não muito distante - após o assassinado do presidente Limbaugh. Com isso, os Estados Unidos se integram com o Canadá e Méximo, para a criação de uma nova confederação, a Onan. No começo da história somos apresentados a Hal Incandenza, prodígio do tênis, de 18 anos, e sobre o que acontecerá seu futuro brilhante. Já conseguimos distinguir diversos personagens e sabemos a hierarquia que existe entre os personagens - quem é pai, filho, irmão


Esse, como já dito, é um livro realmente denso e profundo, mas que estou me apegando bastante aos personagens, estou mesclando a leitura desse livro com muitas outras para não me dedicar somente a esta narrativa e me cansar. Apesar de estar cerca de 10% do livro, já conheci uma gama de personagens e já dá para notar que é o personagem principal (ele aparece no primeiro capítulo) - cada personagem é bastante desenvolvido e dá um apoio enorme a leitura, além, é claro, de uma singularidade na obra de Wallace. Estou muito animado com o decorrer do livro e com toda a história que pode ser oferecida, assim como também os ensinamentos e humor que podem ser destacados dentro da cada capítulos (diálogos bem escritos e personas com opiniões fortes)


Obs: apesar de ter a versão física, estou lendo na versão virtual para não estragar o meu livro - ele é muito, muito, muito lindo (vocês viram nas fotos né?). Gostaria de parabenizar a Companhia das Letras por essa edição lindíssima e pelo detalhe nas laterais do livro - a única coisa que tenho que reclamar é a falta de orelhas (pois o livro fica muito mais sujeito a amassar ou estregar as pontinhas).

14/07/2015

Fotografia aleatória: Expectativas, eucaliptos e treino!



Hoje eu estava procurando algum ideia para um post diferente, até que me deparei com essas fotos que tirei alguns dias atrás. Lembrei que essa foi a primeira vez que levei minha câmera para tirar fotos de alguém, foi um dia bem cheio e de fato as fotos não ficaram boas e com isso decidi colocar as que eu mais gostei.

Sempre gostei de fotografar árvores, flores e coisas do tipo. Então essa foi uma boa oportunidade para tirar fotos, claro, no parque em que eu estava era bem pobrezinho de flores (e tinham somente eucaliptos), mas acho que as fotos ficaram bem legais, apesar de eu quase não saber, naquela época, como manipular a minha câmera. Com isso decidi fazer essa postagem para gravar no meu histórico de fotografia, como eu estou aprendendo cada dia mais e poder ver o meu crescimento de lá para cá.















Mas e aí, vocês gostaram das fotos? Estou no caminho certo?

13/07/2015

Resenha dupla: "Mentirosos", de E. Lockhart

Mentirosos
E. Lockhart
Editora Seguinte, 2014
272 páginas
Cadence vem de uma família rica, chefiada por um patriarca que possui uma ilha particular no Cabo Cod, onde a família toda passa o verão. Cadence, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat (os quatro "Mentirosos") são inseparáveis desde os oito anos. Durante o verão de seus quinze anos, porém, Cadence sofre um misterioso acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos, tentando juntar as lembranças sobre o que aconteceu.
O desejo real de ler Mentirosos apareceu quando fomos a um evento da Editora Seguinte, aqui em Brasília (o mesmo que foi comentado sobre A Cabeça do Santo), lá foram apresentados os lançamentos do primeiro semestre de 2014, e entre eles estava a obra de E. Lockhart, como temos dois exemplares, a versão demonstrativa e a definitiva, resolvemos ler juntos, e 4 meses depois está aqui, a primeira resenha dupla.

A expectativa foi alta, não só pelo sucesso que a obra fez fora do Brasil, mas pelos índices de vendas, e expectativas cumpridas, ouvimos algumas pessoas falarem que o final é previsível, mas é a falta de previsibilidade que deixa tudo tão em um nível tão alto, sinto informar, mas se você achou o final previsível ou ouviu alguém dizer isso, só quer transparecer inteligente, ou passar a imagem que as pessoas não conseguem te enganar. Primeiro: pare de se enganar, e segundo: para de enganar as pessoas!

A vida parece bela nesse dia.
Nós quatro, os Mentirosos, sempre fomos.
Sempre seremos.
Independentemente do que acontecer quando formos para a faculdade, ficarmos mais velhos, construirmos nossas vidas; independentemente de eu e Gat estarmos ou não juntos. Independentemente de onde estivermos, sempre poderemos nos reunir no telhado de Cuddledown e olhar para o mar.
Essa ilha é nossa. Aqui, de certo modo, somos jovens para sempre.

Já existia um tico de expectativas por esse livro desde que soube de seu lançamento, afinal, alguns meses antes do lançamento eu tinha morrido com a escrita e a história dessa autora em O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks (ufa!). Com isso, não busquei saber nada sobre esse livro, só queria ser surpreendido além de tudo e E.Lockhart acertou mais uma vez com tudo no meu coração, uma obra infinita e que mexe com a gente. Ai, nem sei o que falar... Mentirosos é um daqueles livros em que quanto menos você souber dele, melhor. É de fato, um livro que surpreende muito no decorrer da história - e não poderia ser diferente, somos, no final, acorrentado a um espetáculo sentimento enorme. Lockhart resolve aprontar com o leitor, deixando-o totalmente surpreso e até mesmo feliz com a dimensão que a história tomou.

Claro que a narrativa instigante aconteceu pelo simples motivo de um desenvolvimento gradual e inteligente. Pelo costume de jogar no escuro e não saber de nada da história, cada nova informação e cada nova peça que se encaixava no quebra-cabeça tornava a leitura ainda mais deliciosa, queríamos saber os segredos dos mentirosos. Como dito, o livro cresce de forma gradual, a cada novo capítulo a história vai chegando com mais rapidez, fazendo com que o leitor se entregue ao mistério e o suspense - até chegarmos no ponto G do livro -, mas tudo isso foi planejado com maestria: chegar no ponto chave com ansiedade.


A protagonista é bastante desenvolvida, assim como os outros três mentirosos, mas Candance, que é quem narra a história (em primeira pessoa), ganha um certo destaque por conseguirmos nos aproximar dela logo de primeira, inicialmente chegamos a pensar que seria uma daquelas histórias de adolescentes chatos, mas não, aqui em Mentirosos temos uma protagonista bastante desenvolvida e em processo de auto-desenvolvimento - somos arrematados a uma gama de sentimentos transmitidos pela personagem, como angústia, dor, felicidade e pensamentos. Além é claro na aposta em frases metafóricas da personagem, dando uma personalidade e originalidade acentuada na obra. São poucos os autores que narram uma história como E. Lockhart, onde encontramos temáticas fortes e densas.

Creio que não podemos falar mais do que o permitido, é um livro que não pode ser explicado ou resenhado, somente sentido - de fato, é um livro surpreendente e que merece ser lido por todo e qualquer tipo de leitor; apesar da história abordar o histórico de adolescentes, não somos acorrentados a uma história boboca e simplista, temos nessa obra uma outra visão deste mundo, além de uma grande história.

10/07/2015

Resenha: "Persépolis", de Marjane Satrapi

Persépolis (completo)
Marjane Satrapi
Editora Cia das Letras, 2007
352 páginas
Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita - apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa. Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares.

Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama - e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.
Persépolis é um romance autobiográfico contanto pela iraniana Marjane Satrapi, a jovem nasceu em uma família bastante revolucionaria e mente aberta para a época. Como já previsto ela acaba herdando a “alma revolucionaria” de seus pais e com isso já começa a questionar tudo o que se passa em sua volta e seu país. Os quadrinhos são organizados de forma trajetória na medida em que a nossa protagonista cresce, enquanto o seu país passar por dois momentos históricos: a revolução islâmica e a guerra Irã-Iraque - podemos sentir as condições que levam a revolução e os acontecimentos após os xiitas atingirem o poder e implantarem suas leis.

Marjane desde criança sempre foi cheia de ideologias políticas, já que veio de uma família moderna e que lutava a favor da revolução, assim como procuravam melhor o Irã, com isso foi transmitido para a protagonista uma vastidão de conhecimento e vemos como ela reage com a imposição das leis xiitas, afinal, nessa época as mulheres foram as mais pressionadas.




Temos uma protagonista bastante desenvolvida, por exemplo, a relação que Marjane tem com os seus pais e a liberdade com que fala das coisas com eles. É muito bonito como os pais foram retratados pela filha: podemos ver a força que eles tiveram para cuidar dela e de conhecerem ela e depositaram uma vasta confiança nela ainda que pequenina, senti um gosto diferente dessa vez, estamos sempre acostumados com adolescentes que brigam com os pais ou coisas do tipo, em Persépolis foi buscado um novo horizonte e que caiu muito bem. Assim, como se não bastasse uma protagonista forte, o HQ também aborda os contextos históricos da época de um modo muito vivente e após a saída da jovem de seu país é que são abordados diversos temas mundiais - revolução sexual, anarquismo, independência...




O HQ é muito bonito, o visual é bem simples, assim como os traços - os desenhos não seguem o mesmo padrão as histórias em quadrinhos, é algo mais frívolo e simplista, achei que essa abordagem dá um critério novo para o livro, tornando-o ainda mais interessante. De fato as imagens tem pouca importância nesse livro, a força dos livros está nas palavras ditas pela protagonistas e os desenhos ali são somente ilustrações para uma história extasiante - não significando que os desenhos não sejam impactantes ou bonitos.

O livro é sempre acompanhando de bastante crítica e humor em suas páginas, tornando a leitura prazerosa (com permissão de algumas partes chatas, concordo, mas nada que prejudica a leitura). Em suma, é a história de uma garota em fase de crescimento que viveu tempos difíceis em seu pais. Temos aqui como observar o crescimento e a evolução de uma menina para uma mulher - enfrentando dificuldade, preconceitos e todo tipo de atitude que era imposto sem grandes motivos. Um livro muito recomendado! Adorei (li em um dia!).


09/07/2015

Resenha: "Bloodlines: Coração Ardente", de Richelle Mead

Coração Ardente
Bloodlines, volume 04.
Richelle Mead
Editora Seguinte, 2014.
416 Páginas
No quarto volume da série Bloodlines, enquanto Sydney Sage esconde seu romance ardente com o vampiro Adrian Ivashkov, a ameaça de ser descoberta — e mandada para a terrível reeducação — é maior do que nunca. Criada desde criança para desprezar os vampiros, a alquimista Sydney Sage acabou vencendo seus preconceitos em sua última missão. Aos poucos, a garota não só criou laços de amizade com esses seres como acabou se apaixonando por um deles — o irresistível Adrian Ivashkov — e, surpreendendo até a si mesma, decidiu levar o relacionamento proibido adiante, em segredo. Tudo se complica quando Zoe, sua irmã, se junta à missão. Sydney precisa guardar seu segredo enquanto tenta fazer com que a caçula perceba como as crenças alquimistas estão equivocadas. Enquanto isso, Adrian sofre com os fortes efeitos do espírito — um elemento mágico que, ao mesmo tempo em que lhe confere poderes, pode levá-lo à loucura. Sydney é seu maior incentivo para abrir mão desses poderes e buscar uma saúde mental equilibrada, mas Adrian nem consegue imaginar como seria vê-la machucada e não poder fazer nada. Agora, ele precisa escolher entre sua sanidade e a capacidade de ajudar a todos — especialmente aqueles que amam.
Coração Ardente, para mim foi outra surpresa assim como os outros volumes, mas acho que não estou preparado para continuar a série, vou explicar o porquê, mas antes disso vamos saber do que se trata a história: Sydney Sage, contra todas as suas expectativas e repúdios se apaixonou por um vampiro - Sage, criada tendo medo e desprezar essas criaturas, ela acaba se envolvendo com Adrian Ivashov, um chupador de sangue, em uma de suas missões alquimistas. Sage surpreende a si mesmo quando percebe que está apaixonada por um vampiro e ela percebe o quanto está temente a isso e como será mais difícil esconder dos alquimistas quando sua irmã mais nova, Zoe, entra para ajudar na missão.

Bloodlines então se baseia em um romance proibido e uma guerra supostamente calma entre alquimistas, vampiros, dampiros, bruxas e caçadores de vampiros. Inicialmente as brigas entre essas raças foram sendo acabadas quando os alquimistas começaram a mascaras a existência desses outros seres, desde então, esse é o trabalho dos alquimistas - tanto é que a atual missão é proteger uma princesa vampira. A história é realmente extensa e cada volume tende a acrescentar cada vez mais esse universo, caso você esteja um pouco perdido confira outras resenhas clicando aqui.


Esse novo volume da série, ousa uma nova narrativa: agora também pelo ponto de vista de Adrian. De certo modo, achei bastante valido no começo - ver o ponto de vista do garanhão, poderia sim, tornar tudo mais emocionante. Só que não. O que realmente aconteceu de fato foi a leitura ficar arrastada, perdemos o encanto pelo personagem ao perceber o quanto tudo estava exagerado. Grande parte do enredo estará, dessa vez, focada no romance de Sage e Adrian, e em como eles não podem estar juntos, afinal, ela é uma alquimista e ele é um vampiro (expliquei lá em cima!) e por este motivo creio que a leitura, para mim, perdeu um pouco de foco e também ficou um pouco mais cansativo - estou numa fase em que não estou tão afim assim de romances desvassaladores.



Os personagens secundários, dessa vez, não teve vez, foram bastante esquecidos e apareceram poucas vezes - assim como o enredo principal. Senti também que a série mudou muito do primeiro livro para cá, estávamos bastantes ligados ao eventos que ocorriam na missão e também coisas que estavam se integrando a série, em Coração Ardente, senti que todo esse contexto abordado nos outros volumes foi deixando um pouco de lado para dar foque aos protagonistas (ou satisfazer o que as leitoras tanto desejavam) e o que há estava previsto desde início da série.



Estou com muita dúvida se continuo a ler a série, creio que o rumo da história mudou muito desde o terceiro volume (resenha aqui). A série, que no primeiro volume me deixou extasiado começou a perder a credibilidade neste volume, mas ainda assim, muitas leitoras ficaram loucas com o astro da série, Adrian. Se julgando a série pelos três primeiros volumes, eu recomendaria com certeza, mas neste volume, já não posso mais dizer o mesmo - pode ser (e espero!) que a autora volte para a história mesmo, que os suspiros que teríamos durante a série com o casal (Sage e Adrian) possa acontecer com mais suavidade e a história ganhe mais destaque!

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