Resenha: "A Grande Caçada", de Dan Smith

8 Jun 2015

A Grande Caçada
Dan Smith
Editora Seguinte, 2015
272 páginas
Num vilarejo remoto na Finlândia, todos os garotos devem passar por um ritual de caça em seu décimo terceiro aniversário, simbolizando a entrada na vida adulta. Agora é a vez de Oskari enfrentar uma noite sozinho na floresta - um desafio bem assustador, considerando que o garoto não é muito forte e o arco de caça cerimonial é grande demais para o seu tamanho.

Durante sua aventura, Oskari testemunha cenas esquisitas pela mata, como a queda de um avião. Tudo começa a fazer sentido quando ele encontra uma criatura estranha no meio dos escombros: o presidente dos Estados Unidos. A aeronave havia sido sabotada por terroristas que empreendiam uma verdadeira caçada a um dos homens mais poderosos do mundo. Será que Oskari terá coragem e inteligência suficientes para salvar o presidente e a si mesmo?

A vontade de ler A grande Caçada surgiu quando o livro lançou: um menino passando por uma provação e no meio disso, tendo que salvar o presidente dos Estados Unidos. O livro lançado mês passado pela Editora Seguinte do famoso Dan Smith conta uma história boa, porém nada de extraordinário ou altamente diferente, apesar de não ser uma história original, nada me impediu de gostar e ter boas horas de entretenimento.


A Grande Caçada conta a história de Oskari, um menino de treze anos que mora numa alteia perto das montanhas da Finlândia, onde todos os garotos ao completar treze anos têm que passar por um ritual de caça, dessa forma, ao ir para a floresta sozinho e caçar ele entra para a fase adulta. Na véspera de seu aniversário Oskari, entra sozinho da floresta, mas todos duvidam da sua capacidade e competência - por ser um menino pequeno e magrinho. A floresta dá ao homem o que ele merece, Oskari foi para caçar algum animal. Mas ao perceber coisas estranhas acontecendo, aviões caindo, pessoas matando pessoas, ele percebe que foi para a floresta não para matar, mas para salvar. E não poderia ser ninguém menos importante, que Allan Moore, presidente dos Estados Unidos.


O livro, narrado em primeira, pelos olhos do menino-homem Oskari é transmitido com muita veemência. Oskari não parece ser uma criança, suas idéias são bastante adultas e inteligentes, fazendo o livro tomar uma verdadeira proporção de crescimento durante as páginas: como se Oskari ao entrar na floresta fosse apenas uma criança assustada e ao sair fosse realmente um homem. Talvez, esse seja um ponto que ao mesmo tempo é positivo é negativo, Oskari é muito inteligente e ele sempre sabe o que faz, isso faz perder um pouco de credibilidade, já que uma criança (normal) vá fazer tudo o que ele faz no livro. Mas, lembrando que isso é um livro e qualquer coisa é possível, consegui aceitar bem o contexto inserido e as atitudes no nosso protagonista. 



Este é um livro muito rápido  de ser lido, o autor proporciona capítulos cheios de ação e aventura, dessa maneira é impossível não largar o livro. Mas senti a falta daquele apego ao personagem, ao sentimentalismo - não que não tenha, mas não me senti tão tocado quanto esperava. A história, como já dito, é altamente boa e flui com muita facilidade - uma linguagem fácil e apropriada para todos os públicos (menos infantil, óbvio). 


Em suma, é um livro gostoso de ser lido, não é uma premissa perfeita e não é algo que nunca vimos. Por sinal, acho clichê toda a encenação, mas isso nunca vai impedir de se divertir até o final da história. Se você gosta de aventura e ação, corre, esse é um livro para umas boas horas. 

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