Resenha: "Após a Tempestade", de Karen White

Karen White
Editora Novo Conceito
416 páginas
Quando Julie tinha 12 anos, sua irmã mais nova desapareceu e nunca mais foi encontrada. Uma perda que corroeu os laços familiares e deixou sua mãe obcecada pela busca da irmã. Já adulta e com um prestigiado emprego, Julie conhece Mônica, que a faz lembrar muito de sua irmã desaparecida há 17 anos. Elas se tornam melhores amigas, uma amizade que começa como um processo de cura para Julie. No entanto, uma fatalidade abate a amizade e Julie se vê responsável pelo filho de Mônica. Ela decide levar o menino para Biloxi, Mississippi, para encontrar a família que ele não conhecera. A partir dessa viagem, Julie descobrirá segredos que estão ligados a sua família e seu passado.
Julie Holt morava em  Nova York, tinha um emprego maravilhoso numa casa de leilões e uma vida maravilhosa, mas para compensar algo sempre a consumia e a deixava desanimada: tinha que encontrar a irmã desaparecida há dezessete anos. Desde criança, por volta dos doze anos de idade, ela era responsável por tomar conta da irmã mais nova, mas por um instante que a deixou sozinha, nunca mais a viu, isso tudo ficou "esquecido" até a morte da sua melhor amiga, Mônica, que deixou a escrita de uma casa e uma criança de cinco anos para Julie herdar.

Mônica sempre foi um segredo, seu passado nunca foi totalmente revelado: então Julie decide levar Beau para conhecer sua família. Na primeira parada, onde eles conhecem a casa herdada, descobrem que ela foi totalmente destruída por um furação e aí eles descobrem que existe outra herança - um quadro pintado pelo bisavô de Julie. Após a chegada de Julie e Beau, o filho de Mônica, em Nova Orleans, vários personagens começam a entrar em cena e se aproximar dos principais: revelando segredos até então escondidos por baixo das sete chaves, a partir disso a história passa a ser contada tanto por Julie quando por outra pessoa, uma falando sobre o presente e a outra sobre o passado. 
“Porque algumas coisas nunca devem ser esquecidas. Não importa se é uma lembrança que nos ensine alguma coisa ou uma lembrança de algo precioso, como um botão para rebobinar a vida. Às vezes, é só o que temos.” 
Os personagens são bem construídos, todos possuem uma história verídica sobre si - cada qual com uma história rica em detalhes e que dão prazer em ler. Encontramos personagens muito parecidos com nós mesmo e até chegamos a nos identificarmos. Inicialmente esperei uma história totalmente diferente desta, me surpreendi ao perceber a direção que a história. Não é uma história que envolve o leitor logo de cara, este vai se envolvendo aos poucos, a medida que lê e conhece os personagens é que se desenvolve algum afeto pelo livro: são tantos segredos e revelações que estão para acontecer e acontecem durante e até mesmo no final do livro. O livro possui parte bem cansativas, atrasando a leitura, mas isso não tira o brilhou total da obra de Karen White

_DEIXE UM COMENTÁRIO

Post a Comment