Resenha: "Adeus à Inocência", de Drusilla Campbell

12 Jun 2015

Drusilla Campbell
Editora Novo Conceito
270 páginas
Madora tinha 17 anos quando Willis a “resgatou”. Distante da família e dos amigos, eles fugiram juntos e, por cinco anos, viveram sozinhos, em quase total isolamento, no meio do deserto da Califórnia. Até que ele sequestrou e aprisionou uma adolescente, não muito diferente do que Madora mesmo era, há alguns anos... Então, quando todas as crenças e esperanças de Madora pareciam sem sentido — e o pavor de estar vivendo ao lado de um maníaco começava a fazê-la acordar —, Django, um garoto solitário, que não tinha mais nada a perder depois da morte trágica de seus pais, entrou em sua vida para trazê-la de volta à realidade. Quem sabe, juntos, Django, Madora e seu cachorro Foo consigam vislumbrar alguma cor por trás do vasto deserto que ajudou a apagar suas vidas?

Madora foi uma adolescente de dezessete anos bem confusa e possuidora de grandes conflitos internos, ainda quando criança aprendeu sozinha a sobreviver: após seu pai cometer suicídio, sua mãe não conseguiu superar o fardo e tornou-se distante e fria, ignorando a vida e sua filha através da televisão. Madora sem em quem se basear cresceu rebelde, começou a usar drogas logo cedo e desistir dos estudos. Apesar de ser uma garota má e nada representável, ela sabia que lá dentro ela era uma pessoa diferente. 

Em paralelo a trágica história de Madora, temos a de Djago Jones, um jovem que perdeu os pais num acidente de carro e luta para preencher o vazio e a saudade que lhe foi causada. Em meio a burocracia e cumprimento do testamento dos pais, ele acaba morando com uma tia que ele nunca havia conhecido. O jovem começa a sofrer com a mudança, mas acaba fazendo uma nova amiga, Madora. Essa amizade é essencial para dois dois, poderá mudar a suas próprias vidas e eles nem sabem disso. 

“Não importavam as probabilidades contra isso: um bonitinho entraria pela porta e olharia para ela do mesmo jeito que seu pai algum dia olhara, e ela se sentiria como algum dia se sentiu, como a garota mais sortuda do mundo”.
Adeus à Inocência é baseado na Síndrome de Estocolmo, na qual a vítima se apaixona pelo sequestrador. Na história, o sequestro acontece de forma bem diferente da que estamos acostumados, Madora vai de livre e espontânea vontade morar com Willis - é como se ele a tivesse salvo da sua antiga vida, agora ela é "amada", oposto da vida cruel que levava com a mãe. Mas todo esse "conforto" passa a mudar quando Willis leva uma menina grávida para casa e a trancafia.  

A minha experiência com a história não foi muito agradável, mas isso depende de cada leitor e estilo. Este livro me tirou da zona de conforto a qual estou acostumo e não foi algo muito legal, tive grandes expectativas para este livro, não nego, mas o livro não foi tão bem escrito e bolado. Apesar de seus males não me arrependo de ter lido, porque é uma leitura, mesmo que desagradável, ajuda a acrescentar na nossa vida. Afinal, essas histórias realmente acontecem. Recomendo o livro para as pessoas que gostam de livros com pegadas mais pesadas e de uma leitura mais séria, mas não muito intensa. 

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