Resenha: "Maus", de Art Spiegelman

Maus
Art Spiegelman
Ediotra Quadrinhos na Cia, 2015
296 páginas
Maus ("rato", em alemão) é a história de Vladek Spiegelman, judeu polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, narrada por ele próprio ao filho Art. O livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. Foi publicado em duas partes, a primeira em 1986 e a segunda em 1991. No ano seguinte, o livro ganhou o prestigioso Prêmio Pulitzer de literatura.

A obra é um sucesso estrondoso de público e de crítica. Desde que foi lançada, tem sido objeto de estudos e análises de especialistas de diversas áreas - história, literatura, artes e psicologia. Em nova tradução, o livro é agora relançado com as duas partes reunidas num só volume.
Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros. Esse recurso, aliado à ausência de cor dos quadrinhos, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto.

Spiegelman, porém, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações. É implacável com o protagonista, seu próprio pai, retratado como valoroso e destemido, mas também como sovina, racista e mesquinho. De vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo dos quadrinhos e um relato histórico de valor inestimável.


Estou numa nova fase: ler quadrinhos e hqs; Maus era uma das minhas primeiras escolhas para começar a ler quadrinhos e não me arrependo em nenhum momento. Sempre fui apaixonado - não que esse seja um termo legal para definir - pela história nazista, como tudo aconteceu e as variadas histórias que esse horrível período acarretou. Maus é um relato do holocausto escrito em graphic novel, o material do livro é retirado por meio das conversas que o autor tinha com seu pai Vladek, sobrevivente de um dos campos de concentração.

Nesse livro, temos uma grande distinção dos personagens: os nazistas são desenhados como gatos, os poloneses como porcos, os americanos como cães e os judeus como ratos. Achei isso bem diferente, mostrando ali quem era amigo de quem, dando cara e características aos personagens, dessa forma, podendo diferenciar um do outro; gostei dessa personificação.




Maus contém uma história emocionante, apesar de sempre ao entrar em contato com artigos, livros ou qualquer coisa ligada a essa e´poca, eu fico terrivelmente triste e tocado - afinal, isso realmente aconteceu. No quadrinho publicado pela Editora Cia das Letras, temos uma abordagem divertida em alguns momentos, mas em sua maior parte o personagem passa por tantos problemas, perde tantas pessoas queridas que chega impossível não ficar trite com o rumo que a história vai tomando. 





Não importa, por mais que eu já tenha lido diversas coisas sobre o holocausto, nunca vou me acostumar. Pois a cada novo livro ou filme que leio, sempre mostra grande número de mortes, mortes de pessoas que tinham família, sonhos, vontade... Eu recomendo bastante a leitura desse exemplar, ajuda a refletir, mas também dar uma visão de como tudo aconteceu, afinal, é a história de um sobrevivente


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  1. Eu tenho um leve pre conceito sobre quadrinhos, mas depois de uma menina conversar comigo em um evento, eu fiquei afim de ler um, e esse parece um ótimo começo, eu AMO historia, e essa deve ser magnifica!

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  2. Olha, esse livro foi um dos mais geniais que já li, e foi a primeira HQ adulta que devorei (inclusive fez com que me interessasse por quadrinhos adultos, embora eu não tenha tanto o costume de ler o gênero). Tudo em Maus é sensacional: a trama em si, o texto, a maneira como foram representados os diferentes personagens. Certamente, um daqueles livros que a gente recomenda para todo mundo!

    Beijos, Livro Lab

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