Resenha: "Proteja-me", de Juliette Fay

6 Apr 2015

Juliette Fay
Editora Novo Conceito
464 páginas
Quatro meses após a morte do marido, Janie LaMarche continua tomada pela dor e pela raiva. Seu luto é interrompido, no entanto, pela chegada inesperada de um construtor com um contrato em mãos para a obra de uma varanda em sua casa. Surpresa, Janie descobre que a varanda era para ser um presente de seu marido — tornando-se, agora, seu último agrado para ela.
Conforme Janie permite, relutantemente, que a construção comece, ela se apega aos assuntos paralelos à sua tristeza: cuidando de seus dois filhos de forma violentamente protetora, ignorando amigos e família e se afundando em um sentimento de ira do qual não consegue se livrar. Mesmo assim, o isolamento autoimposto de Janie é quebrado por um grupo de intervenções inconvenientes: sua tia faladeira e possessiva, sua vizinha mandona, seu primo fofinho e até Tug, o empreiteiro.
Quando a varanda vai tomando forma, Janie descobre que o território desconhecido do futuro fica melhor com a ajuda dos outros. Até daqueles com os quais menos esperamos contar.

Proteja-me, romance escrito por Juliette Fay, foi publicado pela Novo Conceito, o livro conta a história de Janie, após a perda de seu esposo, ficou mãe viúva e  solteira, sozinha com seus dois filhos, Dylan  de quatro anos e Carly com poucos meses de vida, após a grande perda, a vida de Janie começou a mudar, na verdade, ela passou a mudar com as pessoas, as pessoas com quem ela era afetuosa e tratava com amor passou a receber grosseria e desgosto por parte de Janie, isso acarretou na perda de quase todas as suas amizades. 
''O pior é às seis da tarde. É a hora em que ele entraria pela porta vindo do trabalho, quando eu entregaria a bebê e diria a ele: está pego, agora você é o pegador, com um grande sorriso ele sorriria me beijaria e abraçaria a bebê. E Dylan viria a toda para cima dele e se penduraria no cinto dele nas costas até a calça dele arriar até metade de seu belo traseiro firme. E ele ficaria balançando para frente e para trás, dizendo ''cadê o Dylan, cadê aquele ursinho?'' e Dylan urraria com a satisfação de tê-lo enganado de novo.''

O livro de Juliette Fay é bem escrito, com idéias claras e objetivas. Seus personagens encantam e nos fazem ficar próximos ao enredo: uma história comum, mostrando a vida de uma mulher após a perda de uma pessoa de extrema importância em sua vida. Projeta-me é um livro que retrata a dor de perder alguém, talvez você se identifique com a personagem diversas vezes na história: as nuances de humor e carência que sente em todo o livro. Com a ajuda do tempo Janie começa a perceber os valores da vida, que ela tem que se recuperar e seguir em frente - correr atrás da sua felicidade.

A autora cria personagens cativantes e reais - quais podemos nos identificar em diversos momentos. Um bom exemplo disso são os filhos de Janie, que dão uma peculiaridade a obra. Mas a história em si, as vezes é um tanto quanto parada e entendiante, o livro possui muitas páginas - o que de certo modo é desnecessário, visto que elas sempre ficam ali na mesmice, com a vida para e nada de novo ou surpreendente acontecendo.

Em suma, é um bom livro com o objetivo de fazer-nos refletir sobre a vida, sobre como não temos o controle de nada. E por fim, podemos nos sentir sortudo por ter as pessoas que amamos por perto quando quisermos e também valorizamos que nos ama também. 

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