29/04/2015

Resenha de lançamento: "A Cidade Murada", de Ryan Graudin

A Cidade Murada
Ryan Graudin
Editora Seguinte, 2015
400 páginas
A Cidade Murada é um terreno com ruas estreitas e sujas, onde vivem traficantes, assassinos e prostitutas. É também onde mora Dai, um garoto com um passado que o assombra. Para alcançar sua liberdade, ele terá de se envolver com a principal gangue e formar uma dupla com alguém que consiga fazer entregas de drogas muito rápido. Alguém como Jin, uma garota ágil e esperta que finge ser um menino para permanecer em segurança e procurar sua irmã. Mei Yee está mais perto do que ela imagina: presa num bordel, sonhando em fugir… até que Dai cruza seu caminho.
Inspirado num lugar que existiu, este romance cheio de adrenalina acompanha três jovens unidos pelo destino numa tentativa desesperada de escapar desse labirinto.

Hoje é dia de lançamento na casa da Companhia das Letras, o Selo Seguinte decidiu então publicar o livro distópico-não-distópico de Ryan Graudin: com a história de três jovens que estão presos a um submundo, com elos ligados ao passado e a cidade cujas ruas não entram luz. Expectativas? Sempre. Cumpridas? Mais uma vez. Sempre tenho uma sorte em receber provas da Editora Seguinte, eu simplesmente acabo adorando todos os livros, A Cidade Murada é a prova viva disso. Então termine de ler essa resenha, pois vou falar porquê gostei tanto desse livro.
Existem três regras para sobreviver na Cidade Murada. Corra rápido. Não confie em ninguém. Ande sempre com uma faca

A Cidade Murada é encenado em um cenário chulo, feio e negativo - cheio de prédios, dor e sofrimento, nessa cidade as pessoas sobrevivem de forma mais ruins possível, não tendo segurança em nenhum segundo, convivendo a todo instante com o crime. A vida de Jin mudou quando ela perdeu sua irmã, aliás, quando sua irmã mais velha Mey Yee foi vendida pelo próprio pai para trabalhar como prostituta em um dos bordeis de Hak Nam, a cidade impetuosa e obscura. Mas quando o jovem possuidor de um passado negro, Dai Sun, entra no caminho de Jin, eles percebem que podem se ajudar, ambos querem encontrar uma forma de sair, a diferença é que Jin que salvar a irmã, e Dai quer encontrar uma maneira de acabar com o líder dos Dragões Vermelhos. Esses personagens terão que ralar muito, são apenas crianças, mas com certeza, deixaram de ser infantis há muito tempo. 


Os protagonistas da história são todos adolescentes, mas mega amadurecidos, isso gerado pelo que a vida que eles têm, pelas coisas ligadas ao passados e como estão dispostos a fazer de tudo para ter uma vida melhor. 

Dai é um jovem esperto que está em busca de como deletar seu terrível passado e fazer alguma coisa para sair da Cidade Murada, o único motivo que o fez parar na terrível cidade foi começar a se envolver com o crime, tendo que matar pessoas e roubar, agora, para conseguir sobreviver. Jin Ling é uma jovem que simplesmente é apaixonada pela irmã, mas sua vida mudou completamente quando os Ceifadores apareceram e compraram sua irmã, sua única família - já que o pai é alcoólatra e a machucava sempre que bebia. Mey Yee ao ser vendida começou a trabalhar indesejadamente como prostituta de bordel, vivendo confinada a um quarto e uma vida miserável, vendo suas amigas sofrem e serem abusadas, além é claro, de trabalharem como escravas. Não tem como fugir

O livro é narrado em primeira pessoa, sob o ponto de vista de três personagens; dessa forma, podemos analisar três ângulos da história, nunca permanecendo num mesmo cenário, sempre alterando - logo percebemos o quando a autora se importou em criar diálogos rápidos, mas pensamentos longos, caracterizando personagens fortes e cheios de si, uma construção rápida em apenas 18 dias, esses dias ao decorrer do livro estão em contagem regressiva até o limite-auge do livro.

Apesar de ser uma história muito boa, tenho que assumir que não é o livro, senti falta da cultura chinesa dentro da história (como quando li Cinderela Chinesa) e também de algo diferente das outras obras, temos mais uma vez muitas mortes, sangue e aventura, mas ao mesmo tempo cenas bastantes clichês e que poderiam ser aproveitas de uma forma melhor. 

"Com Kuen e suas facas, eu posso lidar. Desviar, fugir, me esconder. Mas Dai... é um tipo diferente de perigo. Feito de doçura, sono e segurança. Do tipo que surge durante os sonhos. Apunhala pelas costas. "

Em nota, no final do livro, a autora realça em o quanto se baseou na realidade, Hak Nam é, se não, a cidade morta Kowloon. Aqui encontramos o choque de realidade e ficção, Graudin traz a performance de uma distopia: um regime totalitário, cujo o que prevalece é lei do mais forte, além de jovens em busca de uma "revolução" para ter uma vida melhor, mas seu foco é, tenho certeza, criticar e mostrar fatos que aconteceram. Baseando no contexto da cidade Ryan Graudin cria personagens e cenas fiéis mais próximo possível, criando diversos tipos de pessoas - meninos de rua, fugitivos, bandidos, prostitutas, bandidos sem coração e pessoas cheias de crueldade. Ainda na busca de chegar o mais próximo da realidade Graudin, usa os nomes em seu favor, deixando sua obra mais ligada ao lugar.

Achei terrific a abordagem da autora, em pegar fatos históricos chineses e sobre a maior favela vertical do mundo e trazer para a literatura. Não apenas trazer, mas também criar uma estrutura e transmitir ação e correria nas páginas, o sofrimento de alguns personagens, as dores e também as lutas.


Em suma, A Cidade Murada é um livro gostoso de se ler - contém bastante ação, personagens capazes de qualquer coisa. Eu estava precisando de uma leitura rápida e que me pegasse de jeito, recomendo o livro para quem está precisando disso também. Como dito, não é um livro distópico, mas soa em alguns aspectos como distopia, creio que este livro que encaixe mais no aspecto de drama e sentimento, além, da abordagem de temas clássicos da sociedade que ficam escondidas nos morros e favelas: prostituição, marginalismo, destruição e crueldades. Recomendo, adorei cada página. 

28/04/2015

Resenha: "A Cabeça do Santo", de Socorro Acioli

A Cabeça do Santo
Socorro Acioli
Companhia das Letras
176 páginas
Pouco antes de morrer, a mãe de Samuel lhe faz um último pedido: que ele vá encontrar a avó e o pai que nunca conheceu. Mesmo contrariado, o rapaz cumpre a promessa e faz a pé o caminho de Juazeiro do Norte até a pequena cidade de Candeia, sofrendo todas as agruras do sol impiedoso do sertão do Ceará.

Ao chegar àquela cidade quase fantasma, ele encontra abrigo num lugar curioso: a cabeça oca e gigantesca de uma estátua inacabada de santo Antônio, que jazia separada do resto do corpo. Mas as estranhezas não param aí: Samuel começa a escutar uma confusão de vozes femininas apenas quando está dentro da cabeça. Assustado, se dá conta de que aquilo são as preces que as mulheres fazem ao santo falando de amor.
Seu primeiro contato na cidade será com Francisco, um rapaz de quem logo fica amigo e que resolve ajudá-lo a explorar comercialmente o seu dom da escuta, promovendo casamentos e outras artimanhas amorosas. Antes parada no tempo, a cidade aos poucos volta à vida, à medida que vai sendo tomada por fiéis de todos os cantos, atraídos pelo poder inaudito de Samuel. Em meio a esse tumulto, ele ainda irá se apaixonar por uma voz misteriosa que se destaca entre as tantas outras que ecoam na cabeça do santo.
Quando A cabeça do Santo foi lançado não senti tanta necessidade em ler, mesmo achando a capa minimalista e linda. De fato, não foi a capa que me fez ler o livro, mas sim ao ouvir em um dos eventos que teve aqui em Brasília, o quanto esse livro era divertido e, além de tudo, nacional. Confira agora, o motivo deu estar recomendando esse livro!


A Cabeça do Santo já começa com a vida miserável de Samuel, após a perda da velha mãe, segue em rumo a uma cidade no meio do nada, a tal Candeia. Antes de morrer sua mãe lhe implora para que ele acenda uma vela para o Padre Cícero, e outra na estátua de São Francisco de Canindé em seu nome, e por último outra vela aos pés de Santo Antônio - o desgraceiro. Além das velas, Mariinha, mãe de Samuel, também pede que ele procure seu pai e sua avó paterna, mas ele nutre um sentimento de ódio pelo pai, pois o abondando lhe causou grandes dores. Para realizar o último desejo de sua falecida mãe, o nosso protagonista parte em sua saga, após passar fome, sede e andar debaixo de mais de uma dúzia dias, também ganha como brinde o asco de sua avó. Como não teria lugar para dormir ou descansar, ele decide se alojar no primeiro lugar que encontra, uma espécie de gruta, que mais tarde ele saberia que se tratava de uma cabeça oca de um santo, um santo desgracento.

A partir disso, sua vida começa a mudar, ao ouvir vozes enquanto esta na cabeça do santo, ele percebe que são várias mulheres fazendo orações, rezes e pedidos de casamento - logo o safado vê a oportunidade de ganhar uma boa fortuna realizando os desejos da mulherada, agindo como o mensageiro do tal santo. Claro, desgraça vem e volta, será que Samuel conseguiria manter a mentira, ou será que a doce e adorável voz que ele se apaixona estará tão perto quanto ele imagina?


Contado totalmente em terceira pessoa, Acioli sai da defensiva e expõe uma narrativa deliciosa e ao mesmo tempo, crua, algo com estilo mas ao mesmo tempo bagunçado, poderia chamar de único. De começo, a estranhice de sua história já pega o leitor, mas é no miolo, bem no meio, que o leitor é realmente contagiado por pela a história e pelos personagens.

Ao mesmo tempo que esse livro é brusco, ele também consegue ser delicado: transborda sentimentalismo, mas de um jeito cheio de asco, dor e ódio. Sentimos de longe as asperezas de um homem, o quão ele pode ser malucado, o quanto as pessoas em sua volta também são ineficazes e cheias de esperanças a recorrer preces a um santo, daqui se constrói uma história - alguns fazem de tudo o que podem para querer algo, outros já se aproveitam de algumas situações.


Nessa história, a de Samuel, me lembrei de um livro que li há muitos anos, O Santo e a Porca, do conhecido Ariano Suassuna, uma peça teatral cheia de comédia e beleza pobre, que deixa qualquer um feliz por como tudo na história se encaixa e se une de um jeito engraçado e eficiente. Pude sentir o mesmo sentimento ao ler o livro de Acioli, uma nostalgia, uma felicidade e muitos risos - ah, como eu sentia falta de uma leitura assim. Claro, a comparação entre os livros de Suassuna e Acioli é bem distinta, um é uma peça e o outro uma literatura, mas o que os deixa igualizados é a essência da história, os personagens com seus costumes e, principalmente, o sentimento que está arranjando e elaborado em toda a façanha.


A Cabeça do Santo realiza uma tarefa pesada, em mostrar como algumas pessoas podem ser sem escrúpulos, além de mostrar uma cidadezinha pacata cheia de história, segredos de moradores, o poder da politicagem e a inocência mediante a história. É uma leitura leve, fluída e gostosa, recomendo para qualquer um que queria se aventurar pelos chãos nordestinos e também numa história divertidíssima.

24/04/2015

Playlist: 30 Minutos para relaxar com a Natureza

Por morar na cidade, as vezes sinto falta do contato com a natureza, ir ao parque é o maior contato que podemos ter em Brasília, caso contrario temos que pegar um carro e fazer uma pequena viagem, de qualquer modo nós nos sentimos relaxados com o minimo contato que seja. Eu e o Igor adoramos esse contato, e sempre ficamos tão felizes e serenos depois de um dia deitado na bera de um lago. Viu como soa de maneira relaxante?

Então pare tudo que está fazendo e vamos ao play!

23/04/2015

Resenha: "Geek Love: O Manual do Amor Nerd", de Eric Smith

Geeok Love: O Manual do Amor Nerd
Eric Smith
Editora Gente
208 páginas
Atenção, player 1: você está prestes a embarcar na quest da sua vida.Este livro é para quem está cansado de viver a vida no single player mode. Este livro é para quem percebeu que todas as temporadas de Doctor Who não conseguem abafar aquele insistente sentimento de falta. Eric Smith sabe mais do que ninguém que existe prazeres imensos na vida geek. Amigos incríveis, conversas até de madrugada sobre realidades alternativas ou até mesmo o simples prazer de ler aquele lançamento de quadrinhos. No entanto, chega um momento na vida de todo nerd em que amor bate à porta e daí vem a hora de jogar o xadrez tridimensional que é o mundo dos solteiros. Não se desespere, jovem Padawan! Deixe Smith guiá-lo por esse caminho e descubra que amar é muito mais do que flores e bombons. Afinal, nada é normal na vida do nerd, e o amor não é senão o mais extraordinário dos fenômenos humanos.
Geek love, publicado em terras brasileiras pela Editora Gente e, escrito por nada mais nada menos que Eric Smith, o criador do famosíssimo geekadelphia, tem como objetivo ajudar os rapazes nerds que nunca saíram da primeira fazer do amor, o fato é: esse livro é muito engraçado e ao mesmo tempo que você aprende dicas, você não para de rir. Eric ensina a conquistar sua princesa, travar os jawas e como se comportar no primeiro encontro e como manter um relacionamento. Este é um livro de auto-ajuda para garotos que definitivamente não levam muito jeito para a coisa do amor, mas que querem sair da zona de conforto e encontrar a garota ideal para si.


Não sou extremamente geek e nem muito nerd, gosto de algumas coisas como Star Wars, jogar Zelda e outras poucas coisas. O autor faz citação de tantas obras, tantas coisas que é impossível ficar por dentro de tudo que ele fala, ele chega até citar um episódio de The Big Bang Theory. Apesar de ficar perdido me algumas menções é impossível não gostar a forma de como Smith transmite a mensagem para o leitor, guiando-o passo a passo para conquistar sua princesa Peach. 

O autor também mostra que apesar de você conseguir durar anos jogando vídeo-games, assistindo seus episódios favoritos de Star Stars ou passando as madrugadas no Dota, mas vai chegar uma hora em que seu organismo, até então imbatível, irá necessitar de amor, de ter alguém para jogar junto com você. Ou seja, esse é um livro destinado para àquela pessoa que deseja encontrar alguém para viver para sempre, mas que não sabe como fazer e por meio do que o geek conhece fará com que ele ganhe sua dama. 



Como o próprio nome já diz, “Geek Love – O Manual do Amor Nerd” é um manual, um guia para um namoro geek. O livro é altamente fofo, cheio de ilustrações pixeltorizadas, em 8-bits, sendo que cada capítulo faz referência ao mundo dos games e o leitor desde o primeiro capítulo é chamado de o Player One.  Além disso, Eric Smith deixa uma crítica sobre o amor que acontece atualmente, em como ele é baseado na tecnologia, cujo as pessoas passam mais tempo nas redes sociais: conversando e fazendo demonstrações de amor pela internet invés de fazer isso pessoalmente. 

Adorei, mas um livro da Editora Gente, altamente fofo e recomendado (para quem gosta, é claro!).

22/04/2015

Resenha: "A Metamorfose" de Franz Kafka

A Metamorfose
Franz Kafka
Companhia das Letras.
104 páginas
A metamorfose é a mais célebre novela de Franz Kafka e uma das mais importantes de toda a história da literatura. Sem a menor cerimônia, o texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante - o famoso Gregor Samsa - transformado em inseto monstruoso. A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana - tudo no estilo transparente e perfeito desse mestre inconfundível da ficção universal.
Um clássico atemporal nunca é demais, por sua vez nem a escrita com padrões mais elevados, Franz Kafka mostra porque é tão tendencioso, e pra quem conhece um pouco de sua historia fica confuso em imaginar que antes de morrer fez o pedido de queimar todos manuscritos de suas obras fantásticas; com o pretexto de “Se não fez enquanto vivia, não será feito pós sua morte” suas obras foram publicadas e felizmente hoje eu e você temos o prazer de ler suas obras e usufruir do termo Kafkiano.


Uma historia rápida e abrupta de acontecimentos ficticiosos ganha a paixão do leitor logo nas primeiras linhas, Kafka se sente obrigado em fazer você ficar extremamente incomodado ao ler A Metamorfose, que conta como Gregor se tornou um inseto, e como isso pode ser agonizante - no sentido literal de morte – o detalhamento da transformação, e o modo como o metamorfo reage a tudo, vai fazer com que você se coce e ache que tem bichinhos no seu corpo. você rapidamente se inclui na historia e imagina se alguém da sua família sofresse tal metamorfose, e como agiria. A reação da família de Gregor é capitada de um só ângulo, seus pais e sua irmã se encontram em uma situação de risco, cada atitude tomada pode despertar uma reação, porém todas vão te levar a querer devorar este livro, que facilmente será devorado.


Muito curto, esse é o ponto negativo de tudo isso, quero mais explicações, o livro poderia facilmente conter mais paginas, desenvolver capítulos, e outros volumes, a grande sacada de quero mais infelizmente não foi bem aceita por mim, por isso já li duas vezes, e estou pronto para uma terceira, Kafka consegue como poucos já conseguiram fazer meus sentidos só aumentarem durante toda obra.



Confesso que desconheço de adaptações cinematográficas (Já vou jogar no google), mas quero muito acrescentar, ou me decepcionar caso exista.

21/04/2015

Aniversário: outros 5 motivos


Hoje, acho que dá para perceber, é o meu aniversário. Geralmente não há nenhuma festa surpresa e muito menos presentes, nunca liguei para nenhum dos dois. Mas esse ano aconteceu uma coisa diferente; ano passado, eu entrei para a fase adulta: novas responsabilidades. Mas em 2015, já comecei com o pé cheio de calos: trabalhando, namorando e estudando. Ambos requerem tempo. O motivo disso é: em apenas um ano, dos 18 para os 19 minha vida mudou tanto e por isso mega ultra grato, mas também isso me impulsiona a sempre querer mais. 

5.  Tudo o que se planta, se colhe
Sou bem suspeito de falar nisso, pois as coisas na minha vida acontecem naturalmente. Porém isso não significa que eu não luto o dou a cara, na verdade, dou bastante com a cara em muros, em erros e estratégias falhas, mas no fim, meu deus, no fim dá tudo certo, mesmo passando por diversas barreiras, às vezes barreiras que parecem ser impossíveis, eu sei que vou colher o sofrimento e suor, sei que vou conquistar tudo o que eu quero. 

6. Pessoas especias entram na sua vida
Esse é um dos principais tópicos que eu queria fazer, afinal, pessoas entram na sua vida a todo instante. Mas, nossa, algumas ficam, se enraizam e formam lanços tão fortes que... (estou sem palavras)! Um bom exemplo, disso é o Brunno, uma pessoa tão fantástica e que apareceu em um momento inesperado, parecendo coisa do destino, e ele é uma pessoa que sempre me faz querer mais, ir além, ah, estamos nessa juntos. 

7. Te faz feliz
Conquistar! Ganhar e ser bem visto, é o que faz feliz a todo mundo. Imagine todo mundo falar bem de você, os professores, o pessoal do seu trabalho te olhar e poder falar que confiam em você; que apesar de muitas coisas darem errado (ou existirem muitos folgados) você sabe que é capaz, não sozinho, mas fazer grande parte. Isso dá uma felicidade no peito, uma felicidade de autorreconhecimento.  

8. Você aprende
Se não a coisa mais importante da vida? Aprender. Aprender  o quê? Tudo! A cada segundo desses 19 anos eu aprendi, desde andar até mexer num complicado banco de dados. Aprendi coisas sozinho e aprendi muitas coisas com outras pessoas, vulgo meu amor. Esse é um tópico, que qualquer um poderia falar, pois é isso, vida é aprendizagem. E essa fome de sabedoria me leva a sempre querer mais, sempre ter mais conhecimento aqui (aponte para o cérebro) e mais sentimento aqui (aponta para o coração);

9. Viver é bom.
Viver é bom, mentira, viver é bom demais. E percebi, mais uma vez, hoje. No dia em que completei 19 anos, no dia em que meu namorado veio aqui em casa, que arrumei toda minha estante por cor, no dia em que minha mãe veio aqui e fez palhaçada, no dia em que minha família se reuniu por pouco tempo, mas reuniu, numa só porção, numa só gente. No dia em que eu senti falta de alguns amigos que não vejo mais, que senti falta deles por alguns minutos. Foi nesse dia, esse dia hoje, que eu descobri novamente que eu amo viver, que eu amo tudo isso, que eu amo cada segundo, seja de sofrimento, seja de felicidade, foi hoje, que eu olhei para trás e percebi que: "MEU DEUS SOU SOU CAPAZ DE TUDO ISSO!", que percebi que "EU TENO PESSOAS INCRIVEIS NO MEU MUNDO" e "ELAS ME AMAM", elas simplesmente "ME AMAM". Foi nesse momento, ouvindo uma música e escrevendo pro meu blog de três anos e sete coisas que eu realmente sei que: "eu sou feliz". E o maior presente não é nada material, mas é algo que está aqui dentro do coração, é algo que somente atitudes e carinho é capaz de fazer. O maior presente é tudo isso, a vida em si, as pessoas que nos rodeiam. 

10. Acho que não tem mais motivos
Meu aniversário, mais uma vez é assim, cheio de lágrimas no fim da noite, mas cheio de felicidade, mais uma vez, felicidade. FELICIDADE. E FELICIDADE. Porque nada me falta, nadica de nada me falta hoje. E eu amo isso, amo amo amo, e eu amo tudo. Obrigado, você sabe que tudo isso é dedicado à você. 

Aniversário: 5 Motivos para admirar o Igor

Primeiro meu aniversário, depois o do Sete Coisas e hoje além de feriado é aniversário do Igor, e eu realmente tenho que começar dizendo que hoje é só um símbolo, porque todos os dias eu faço questão de expressar o quanto ele faz a diferença, não só pra mim, mas em todos as pessoas que ele deixa sua dedicação. Aquele clichê do quem ganha o presente é você, é bem empregado nesse caso.
Quando eu penso no Igor é claro e fácil entender porque eu o amo, e a cada segundo fica claro que esse amor é totalmente genuíno, então eu resolvi listar isso e tornar um pouco mais fácil, aqui estão apenas cinco das centenas de milhares de razões de eu amar ele, e as que vão fazer você amar também, esse post é para os leitores, para conhecerem o verdadeiro autor deste blog.

1. Humanidade:
Uma das coisas da qual é uma diferença gritante dele, para as outras pessoas é o fato dele ser uma pessoa que quer ajudar o próximo, se não consegue hoje, vai conseguir sem dúvidas um dia, até conversar com os mendigos, uma vez eu o adverti sobre ser perigoso, e ele simplesmente me olhou e disse: "Todo mundo merece ser ouvido". Mesmo na hora descordando, é uma coisa que me fez ter maior admiração.

2. Competência:
Tudo que é feito, é friamente calculado rsrs, da vida estudantil à vida profissional, pude perceber que ele é criterioso ao extremo, e isso que faz um bom profissional, tudo que é proposto pra ele é aceito e feito com o seu melhor, pesquisar, estudar, virar noites nunca foi um problema, e sim a solução. Este blog é a prova de toda competência. 

3. Criatividade:
Olha pra esse pequeno grande mundo que é o Sete Coisas, acho que minha paixão por esse blog aconteceu da mesma forma como me apaixonei pelo Krasny, foi amor a primeira vista, achei tudo tão lindo, e tão diferente, depois que ele me contou e mostrou as coisas que faz no photoshop, eu fiquei mais impressionado ainda. Sempre com ideias novas, e que nunca se esgotam.

4. Vontade:
A grande força que move tudo isso, é a vontade de querer ter/ser maior que tudo isso, apesar de colocar metas, seus sonhos não tem limites, a vontade é maior que qualquer coisa, isso contagia qualquer um, isso me atinge de uma maneira maravilhosa, a motivação que tem dentro de si mesmo é surpreendente, isso dá um orgulho.

5. Diversão:
A pessoa que mais consegue tirar risadas e me fazer perder a paciência com as brincadeiras mais idiotas que alguém poderia fazer, e não acharia outra expressão pra tudo isso. Tantas coisas já me fizeram relaxar o rosto e soltar um sorriso sincero, e outras como me jogar contra arbustos, ou jogar água na minha cara, ou me fazer andar no meio do mato, ou fingir que vai me empurrar de um lugar alto, ou... Enfim, são varias coisas que são engraçadas e me fazem perder a paciência e depois pensar: Eu estou namorando um bbzão rsrs

Parabéns meu grande amor, obrigado por me ensinar tanto, e por ser tão aberto em aprender, em me fazer chorar de felicidade, e sorrir de besteiras, você é sábio, e isso vai te levar longe, é emocionante saber que você leva a vida como uma aventura fantástica, e o melhor é estar ao seu lado, vivendo fantasticamente tudo isso, a cada mês, dia, hora. Sou imensamente agradecido, as palavras são muito poucas para toda benção que tenho. Feliz aniversário meu Krasny. 

17/04/2015

Playlist: 10 Músicas que você e sua mãe conhecem

Nostalgia é a palavra de hoje, essa playlist trás hits que provavelmente você, sua mãe, e talvez sua vó conheça, as músicas atemporais são simplesmente uma delicia de serem escutadas sozinho, ou principalmente com alguém pra cantar junto, então hoje recomendo chamar o amigo, namorado, vizinho, dar play e cantar junto essas músicas que nunca (assim espero) desaparecerão., músicas que o tempo não vai levar.

Deixe nos comentários as músicas que todas as gerações da sua família conhecem!

16/04/2015

Filme: Boyhood - Da infância à juventude


Boyhood, 2014
Richard Linklater
2h45min.
O filme conta a história de um casal de pais divorciados (Ethan Hawke e Patricia Arquette) que tenta criar seu filho Mason (Ellar Coltrane). A narrativa percorre a vida do menino durante um período de doze anos, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais conforme ele vai amadurecendo.

Grandes expectativas é o que definiu minha vontade de assistir o tão aguardado filme que foi gravado em 13 anos, sempre que falo pra alguém que esse filme demorou 13 anos para ser gravado, a reação é basicamente a mesma: Curiosidade, eu sei que não sou um critico, e essa é a minha primeira resenha de filme, mas Boyhood não é um bom filme, salvo a atuação da Patricia Arquette, que mostra que sempre foi uma boa atriz, mas as atuações de Ellar Coltrane e Lorelei Linklater nem sempre foram boas, acredito que para a forma pessoal, é bacana ver o crescimento profissional tão claro, mas pode ser constrangedor, por ser um filme tão popular, mas esse ponto de vista pode ser visto como uma coisa boa.


Olivia Evans e Mason Evans Tiveram filhos em uma época pouco maduro para ambos, a falta de perspectiva fez com que Mason abandonasse a família e fosse a busca de seus objetivos pessoas, Olivia agora cuidado dos filhos sozinha e sem dinheiro, resolveu então voltar para faculdade, nessa busca por novas oportunidades, se apaixonou pelo professor, que já possuía dois filhos, outra relação sem sucesso, pois o mesmo enfrentava alguns problemas com álcool. Samantha é uma típica adolescente que dá trabalho, pinta os cabelos de cores gritantes, mas tem os pés no chão e entra para a faculdade como qualquer outro depois do High School, porém seu irmão Mason Jr. é ligado à arte, e não tem afinidade com estudos, porém sua paixão por fotografia faz com que ganhe um premio de segundo lugar e uma bolsa de estudos onde finalmente, encontra um rumo para sua vida. Os caminhos de Olivia e Mason ganham sentido durante todo o longa, que você só vai saber assistindo.

 

Boyhood não conta uma historia inédita, muito menos conta uma historia que seja diferente da sua vida, isso pode se tornar chato ao decorrer do filme, porque estamos buscando um filme que nos mostre coisas diferentes, e não o que já vivemos no cotidiano, sem falar que o papal da Patricia Arquette, parece ser mais forte do que o próprio Ellar Coltrane, em contrapartida as coisas comuns mostram a evolução que vivemos, desda escolha da trilha sonora que acompanha o ano que está se passando á evolução tecnológica, você vai ver videogames e vai dizer "Ei, eu conheço esse console". Boyhood foi um filme que ficou só nas minhas expectativas e não passou disso. Para minimizar os efeitos maléficos dessa resenha, pode levar em consideração Boyhood como um documentário de vidas de pessoas comuns, fazendo coisas comuns.

15/04/2015

Resenha: "Scott Pilgrim Contra o Mundo, vol.2", de Bryan Lee O'Malley

Scott Pilgrim Contra o Mundo, vol.2
Bryan Lee O'Malley
Série: Scott Pilgrim Contra o Mundo, vol.2
Quadrinhos da Cia.
408 páginas
Neste segundo volume das aventuras de Scott Pilgrim: ninjas, rock’n’roll canadense, vegetarianismo radical e lojas de departamento satânicas. A vida de Scott Pilgrim parece estar se acertando. De saída, ele já mandou para a lona dois dos ex-namorados do mal de Ramona Flowers (faltam cinco). Além disso, o namoro com a misteriosa americana parece estar engrenando, e até mesmo sua banda, a Sex Bob-Omb, tem conseguido acertar um ou dois acordes. Claro que, num país tão tumultuado quanto o Canadá, as coisas nunca são fáceis, e o período de relativa tranquilidade é interrompido pela chegada da turnê do Clash at the Demon's Head, a banda de rock mais incrivelmente poderosa de que se tem notícia. Não bastasse, o grupo é liderado por Envy Adams, ex-namorada de Scott, que o colocou numa espécie de coma emocional ao largá-lo, um ano e meio atrás. E o embate com o passado traz consigo um conflito - o atual namorado de Envy Adams é ninguém menos que Todd Ingram, o vegan com poderes místicos que Scott precisa derrotar no seu caminho para o coração de Ramona. Dotado de poderes incríveis, Todd será o maior desafio de Pilgrim. Ou pelo menos é o que se imagina. Scott irá descobrir outra faceta de sua enigmática namorada, será perseguido por ninjas e samurais e terá de lidar com os grandes dilemas da vida adulta - dividir ou não um apartamento com seu melhor amigo gay e, principalmente, arrumar um emprego ou continuar jogando videogame.
Desde quando assisti o filme de "Scott Pilgrim contra o Mundo", uma compilação de todos os livros em um só filme, nunca mais esqueci essa série de quadrinhos maravilhosa e engraçada. Se você é como eu, e não tem tanta prática ou não lê quadrinhos, afirmo: comece pelos livros de Bryan Lee O'Malley.


Scott sabia que sua vida ia começar a desmoronar assim que o primeiro ex-namorado de (a glamuroa, linda e fofa) Ramona apareceu, ao aceitar que lutaria para sua (glamuroa, linda e fofa) amada, ele provou que estava ciente do que estava por vir: mas, digamos, que ele não sabia o que estava por vir. Ao embarcar na luta no ofício de um namorado jovem, Scott, mostra sua trágica história e um parte do seu passado com muito humor e comédia, dando realces de sentimentalismo.

Nesse volume temos um personagem altamente apavorado, além de estar começando seu primeiro emprego, está correndo o risco de ser despejado da casa que seu amigo gay, Wallace, compartilhava com ele. E já não basta coisas normais estar acontecendo: ele também tem que enfrentar o vegano-telecinético Todd. Ainda neste volume o autor aborda dos temas da juventude e toda a contradição existente dentro dessa época, os pensamentos incompletos ou os problemas e crises existenciais dos vinte anos, claro, tudo contado com muito ironismo e comédia.


O que me faz gostar mais de Scott Pilgrim contra o Mundo é como ele mistura tantas coisas e torna isso tudo uma obra só: video-games, super-poderes, sentimentalismo e muita, mas muita música. Os traços de Lee são intensos, em algumas horas ele deixa bem leve, mas em horas de ação os traços ficam incríveis, vibrando de acordo com a cena. Em suma, é uma história nada normal que retratada a normalidade de ser um garoto com seus diversos problemas buscando uma forma de resolver todos esses problemas, mas fatos divinisticos atrapalham todo seu planejamento: lutar contra ex-namorados da sua namorada com super-poderes! 

14/04/2015

Resenha Musical: First Aid Kit - Stay Gold

Fisrt Aid Kit
Stay Gold
10 faixas, Junho de 2014

Na resenha anterior para 1000 Forms of Fear, eu trouxe uma artista autêntica, com um estilo sonoro totalmente POP, hoje vou trazer duas artistas que são tão autenticas quanto, porém do mundo Folk; quero fazer essa brincadeira de estilos nas resenhas que venho preparando.

Essa dupla, conheci no começo 2014 por um conhecido (Que conheceu assistindo o programa da Angelica, Estrelas), confesso que não me chamaram muita atenção a não ser pelo visual, porém esse conhecido ficou falando tanto mais tanto sobre o lançamento de um novo álbum, que como um bom ouvinte de música, me senti na obrigação de ouvir, quando eu ouvi e li as traduções o Stay Gold simplesmente FICOU PURO no meu coração e hoje é um dos meus álbuns preferidos.


Johanna e Klara Söderberg são irmãs, e gêmeas, suecas da gema nascidas em Estocolmo (GENTE EU SOU DOIDO PELA SUÉCIA), elas nasceram com o dom de cantar folk, e não um folk qualquer, o melhor segundo as criticas, com o exemplo da NME -  "As irmãs têm criado cuidadosamente um lote de propostas em canções que desarmarão não só com a sua beleza, mas também a sua honestidade". A dupla já trabalhou com Lykke Li e Jenny Lewis, e são contratadas pela Columbia Records. Seu trabalho mais recente é o cover da banda R.E.M. com a musica Walk Unafraid para o filme Livre inspirado no livro Livre - A Jornada de Uma Mulher Em Busca do Recomeço de Cheryl Strayed.


Stay Gold é o terceiro álbum de estúdio e sem dúvidas honrou seu antecedente The Lion's Roar; tem musicas enérgicas, sinceras e autênticas, todas as faixas são compostas pelas irmãs, com canções mais biográficas e com uma banda maior, Stay Gold explora tudo que o Indie Folk pode oferecer, antes composta de 3 músicos, hoje comportam uma verdadeira orquestra no palco.

A primeira faixa a ser lançada Cedar Lane (minha preferida) me fez acreditar que era um Lead-Single, por ter clipe, e ser uma musica realmente boa, com uma letra marcante e uma voz calma com um final estrondante "Como eu poderia romper com você?", mas uma semana depois My Silver Lining foi lançado como Single de apresentação do álbum, e ai eu fiquei com um nó na cabeça, pensei: "Jura que lançaram essa música, com esse clipe, em tão pouco tempo? Esse álbum já é o melhor de 2014!" A letra fala daquilo que todo mundo precisa, de encontrar um caminho, onde elas gritam que estão cansadas de arrependimentos e remorsos, e agora já sabem pra onde ir. É, essas meninas não estão brincando ao lançar sua faixa mais forte 6 meses depois dessas duas surpresas seguidas, e Stay Gold é oficialmente Single, o clipe trás tudo que queríamos, cores saturadas, toque vintage, edição lenta, e paisagens paradisíacas, combinação perfeita para a letra.

Considerando Cedar Lane um single promocional o segundo promocional foi lançada a um mês, é a terceira faixa e se chama Master Pretender, o clipe mais fofinho do mundo, me lembra os desenhos que eu assistia quando criança, Samurai Jack rs, e faz conjunto as faixas mais enérgicas do álbum como The Bell (muito amor), Heaven Knows e Waitress Song. Outra faixa que ganha destaque na minha opinião é Shattered & Hollow, essa letra pode te fazer refletir um pouco, sobre vários aspectos diferentes. Pra quem gosta das baladinhas temos Fleeting One e A Long Time Ago, que em questão de sonoridade são as mais fraquinhas.


O álbum infelizmente não está á venda no Brasil, por isso uso o Streaming para ouvi-las, você também pode baixar o álbum delas em algum lugar aqui na internet, quem está cansado de folk paradinho demais essa é uma boa opção, e para quem gosta de letras bem escritas eu recomendo muito! Todas as fotos foram tiradas pelo Igor.


Stay Gold atingiram vocês como eu fui atingido? Deixe seu comentário, sempre levo em consideração.


2012 - 2018 © Sete Coisas.