Resenha: "Paperboy", de Pete Dexter

Pete Dexter
Editora Novo Conceito
336 páginas
Hillary Van Wetter foi preso pelo homicídio de um xerife sem escrúpulos e está, agora, aguardando no corredor da morte. Enquanto espera pela sentença final, Van Wetter recebe cartas da atraente Charlotte Bless, que está determinada a libertá-lo para que eles possam se casar. Bless tentará provar a inocência de Wetter conquistando o apoio de dois repórteres investigativos de um jornal de Miami: o ambicioso Yardley Acheman e o ingênuo e obsessivo Ward James. As provas contra Wetter são inconsistentes e os escritores estão confiantes de que, se conseguirem expor Wetter como vítima de uma justiça caipira e racista, sua história será aclamada no mundo jornalístico. No entanto, histórias mal contadas e fatos falsificados levarão Jack James, o irmão mais novo de Ward, a fazer uma investigação por conta própria. Uma investigação que dará conta de um mundo que se sustenta sobre mentiras e segredos torpes.

Best-seller do The New York Times, Paperboy é um romance gótico sobre a vida aparentemente sossegada das cidades do interior. Um thriller tenso até a última linha, que fala de corrupção e violência, mas que, ao mesmo tempo, promove uma lição de ética.

Paperboy é um livro com poucos atrativos, a sinopse não atrativa proporciona a desilusão a este romance. O romance de Dexter é um dos poucos que não possuem capítulos, mas sim algumas partições, temos uma leitura corrida e rápida, proporcionada pela falta de capítulos. Publicado em 2013 pela Novo Conceito, "Paperboy" não agrada todos os públicos de leitores, o livro não se trata de um romance, mas sim de um thriller policial. 

O livro se passa pela visão de Jack, observando todo o caso: desde o seu acontecimento até a conclusão. O nosso protagonista, deixou a faculdade para dirigir o caminho de entrega de jornais da empresa do seu pai e, sem querer, passou a ser um dos bastidores do mal-feito. Também conhecendo Ward, irmão de Jack,  ambos acabaram, por fim, trabalhando juntos para desvendarem o crime: um homem acusado de matar o xerife do condado, e os dois irmãos descobriram se Hillaty, o tal acusado, está dizendo a verdade quanto a sua inocência, mas também cada um dos irmãos sofrerá consequências, além de diversas dificuldades e oposições. 

Paperboy foca muito na temática jornalística, me deixando sempre com o pé atrás a cada página. Com esse impasse em praticamente todas as páginas, minha leitura perdeu um pouco o rumo no começo, mas quando fui arrebatado pelo suspense e mistério que estava escondido nas mesmas páginas, logo seria fácil ignorar as objeções e querer desvendar o problema juntamente com Jack. O livro trata bastante sobre a ética do jornalismo investigativo, dá para notar ao ler - vemos o que os jornalistas são capazes de fazer para conseguir o que querem; buscar a verdade independentemente das consequências. 
O que você quer saber sobre aquilo? – Ele questionou.- Era verdade?- Você disse que era verdade – disse ele. – Estava no jornal como a verdade.” 
O livro, adaptado para o cinema, foi escrito por Pete Dexter e recebe o nome de Obsessão. O livro para com o filme se torna um pouco diferente, o livro é bem mais parado e apático, enquanto o fim se passa com mais ação e suspense; além disso, somos arrebatados a um livro que retrata do cotidiano, e logo, somos obrigados a repensar diversos valores no nosso dia a dia. Apesar de não ser um livro característico dos quais que costumo ler, o livro acaba, por fim, prendendo o leitor na história e deixando um final inconcluso, cabe ao leitor decidir o que acontecera. 

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  1. Olá!

    Realmente, esse livro divide opiniões! Já li esse livro e não consegui gostar dele! Na verdade, odiei o livro! A trama tem uma premissa interessante, mas um desenvolvimento sofrível. Os personagens não me cativaram e achei o desfecho bem sem graça... ótima resenha, fico feliz que o livro tenha de agradado!


    Beijos!
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