29/03/2015

Resenha: “A Livraria 24 Horas do Mr. Penumbra”, de Robin Sloan

Robin Sloan
Editora Novo Conceito
288 páginas
A recessão econômica obriga Clay Jannon, um web-designer desempregado, a aceitar trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra — um homenzinho estranho com cara de gnomo.

Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do proprietário, nos cantos mais obscuros da loja, e apreciar um misterioso conjunto de livros a que Clay Jannon foi proibido de ler. Mas Jannon é curioso…

"A livraria 24 horas do Mr. Penumbra" chama atenção de longe, todo bom leitor fica logo com vontade de ler, só pelo fato da história se passar dentro de uma (aplausos) livraria, mas não é somente isso, a capa um pouco assustadora, deixa o leitor ainda mais expectativo com a história e com os personagens que envolvem esta, o mesmo aconteceu comigo: senti uma vontade enorme em ler algo escrito dentro de um dos melhores ambientes do mundo, e não me arrependo da leitura em momento algum, mas também afirmo, que não foi totalmente a leitura que eu esperava. 

A história é bastante simples, o webdesinger Clay Jannon, precisa de um emprego e não importa onde, ele tem que pagar as suas contas. Quando a livraria do Mr. Penumbra dá o emprego a Jannon ele aceita, sem dúvidas e receios, pois ele precisa do dinheiro. A livraria pequena e escura é frequentada por diversos tipos de clientes, em sua maioria, clientes estranha e esquisita, todas geralmente empenhadas em decifrar um enigma. Com todo o reboliço e coisa estranha acontecendo, pegamos Clay Jannon resolvendo investigar o que acontece por trás da livraria e o que o Mr. Penumbra e a clientela estão armando. 

"Com as duas mãos, faço bastante força e levanto a tampa da caixa. Ela é dividida em compartimentos, alguns compridos, outros largos, uns perfeitamente quadrados. Todos guardam pilhas rasas de tipos de metal: letras pequenas e sólidas em 3-D, do tipo que você alinha em uma impressora para formar palavras e parágrafos e páginas e livros. E, de repente, me dou conta do que é aquilo. "
Os personagens, em suma, são carismáticos e a narrativa flui facilmente - todos são bem escritos e chamam uma atenção singular. Temos várias referencias a nossa atualidade, é um livro mostra equipamentos, programas, marcas, lugares e muitas coisas coisas - isso é uma coisa a destacar, pois dão uma característica diferente ao livro, e fazem o leitor indagar sobre o livro, seria real isso tudo? 

O livro narrado em primeira pessoa, mostra como a vida de Clay mudando após entrar na livraria, através dos olhos de Clay observamos o mistério que está se desenvolvendo durantes as páginas, porém o livro ficou cada vez mais corrido e deixando uma conclusão inconclusa.  É uma leitura leve, e não possui uma história incrível, mas que rende boas horas de diversão. 

28/03/2015

12 Músicas de cantoras inglesas pra você amar

Eu sei que a sexta-feira santa é na próxima semana,  mas THANKS GOD ITS FRIDAY!

Para continuar a saga de "cantores e músicas de diversos países", proposta desde quando foi ao ar a playlit Pangeia, um só continente, seguida das músicas lindas  dinamarquesas, hoje viajaremos por um dos lugares mais balados das músicas, Inglaterra, mas o mais legal é: são apenas cantoras!

Você ouve música em Streaming? Ou você mal sabe do que estamos falando? Se não, esse post vai te ajudar, e muito, a conhecer o melhor site para músicas online, afinal, qual é melhor? Deezer ou Spotify. Fim, da Fernanda Torres é um livro tipicamente brasileiro e  cheia de carioquismo, que foi postado na quarta. Apesar de serem apenas duas postagens, foram postagens muito boas e que recomendo ler em! 

25/03/2015

Resenha: "Fim", de Fernanda Torres

Fernanda Torres
Editora Companhia das Letras
208 páginas
público brasileiro acostumou-se a ver Fernanda Torres no cinema, no teatro ou na televisão .Com 'Fim', seu primeiro romance, ela consolida sua transição para o universo das letras. O livro focaliza a história de um grupo de cinco amigos cariocas. Eles rememoram as passagens marcantes de suas vidas - festas, casamentos, separações, manias, inibições, arrependimentos. Álvaro vive sozinho, passa o tempo de médico em médico e não suporta a ex-mulher. Sílvio é um junkie que não larga os excessos de droga e sexo nem na velhice. Ribeiro é um rato de praia atlético que ganhou sobrevida sexual com o Viagra. Neto é o careta da turma, marido fiel até os últimos dias. E Ciro, o Don Juan invejado por todos - mas o primeiro a morrer, abatido por um câncer. São figuras muito diferentes, mas que partilham não apenas o fato de estar no extremo da vida, como também a limitação de horizontes. Sucesso na carreira, realização pessoal e serenidade estão fora de questão - ninguém parece ser capaz de colher, no fim das contas, mais do que um inventário de frustrações. Ao redor deles pairam mulheres neuróticas, amargas, sedutoras, desencanadas, descartadas, conformadas. Paira também um padre em crise com a própria vocação e um séquito de tipos cariocas. Há graça, sexo, sol e praia nas páginas de 'Fim'. Mas elas também são cheias de resignação e cobertas por uma tinta de melancolia.
Após várias exclamações em diversos comentário e elogios, sentia que chegou a hora de me lidar com a leitura da obra brasileira escrita por Fernanda Torres, sim, a atriz e comediante. Fim é uma história descontinuada, perturbada e sadicamente triste, porém traz por de baixo dos seus panos as mazelas do ditado brasileiro, seja nas nuances ou acontecimentos pejorativos.

Fim é uma história incomum que retrata o comum, não é uma leitura fácil e muito menos maravilhosa, o livro é de baixo calão, repleto de machismo, sexo e diversão, claro, tudo isso contado através de olhos cansados e a espera da morte, sem duvidas um livro rico e merecido ser lido. A história se desenvolve através de quatro olhos - quatro personagens. Cada qual com sua mania, ginga ou insatisfação - contrastando a narrativa e alcançando o herdeiro fim.

A linguagem grossa, curta e direta caracteriza uma obra digna e, certamente, indispensável. De início, pelo menos a mim, o livro me deu repulsa e insatisfação - não consegui me contentar com a trágica história que passava por meus olhos e o quanto demorei tanto para entender o que realmente acontecia com estes personagens. Fernanda Torres, jornalista, atriz e agora também escritora de dois livros, incorpora o homem sujo, covarde e machista e narra a história de quatro amigos e como eles usavam o título que não poderiam levar.

Porque um feed com livros é bonito 😍

A photo posted by Tom (@setecoisas) on



Em suma, a temática é tipicamente brasileira, cheia de carioquismo e recomendando para quem realmente gosta desse tipo de leitura - cheio de clichês, palavrão, ironia e ditados populares. Não recomendo a obra para qualquer um, apenas para aquele que não esperava um livro totalmente divertido e simpático; muitas vezes o livro se passa muito longe daquilo que chamamos de agradável, porém não deixa de ser uma boa surpresa. 

23/03/2015

Qual melhor streaming Deezer ou Spotify?



Com a falta de acesso a um computador particular há quase 2 anos, e sem permissão para fazer download e acessar todos os sites no trabalho, questões de segurança da empresa,  me vi dependente de musica Streaming. Eu sou extremamente de acordo em comprar música, mas confesso que não tenho dinheiro pra bancar todos os álbuns que gostaria, então um amigo me apresentou o Deezer (O Spotify ainda não havia chegado ao Brasil), e mesmo hoje com internet, ainda estou dependente do Streaming.

Se você não conhece, ou quer saber qual é o melhor Streaming, esse post vai te ajudar muito, aqui farei comparativos somente entre Deezer e Spotify, deixei as ferramentas como Rdio, Play Google, TuneIn entre outros de fora, porque a qualidade é gritante, então já pode riscar esses da sua lista.

Popularidade
Mundialmente o Spotify é o mais conhecido, se você quer se conectar aos amigos ele seria de mais utilidade, onde fiz uma busca rápida percebi que tenho menos amigos no Deezer que no Spotify, nada muito significativo.

Musicas
Tanto o Deezer quanto o Spotify tem em seu banco mais de 30 milhões de músicas, fiz uma busca básica de artistas pouco populares, e nos dois pude identificar.

Playlist
Se você é como eu e gosta de fazer playlist para amigos, ou pra você mesmo, o Deezer sai na frente, você pode publicar sua playlist e mesmo aquele amigo que não tem conta pode visualizar e escutar 30 segundos de cada música, no Spotify só pode escutar sua playlist quem tem conta e o software instalado.

Letras
No Deezer temos uma especie de karaokê onde mostra a letra no mesmo tempo que a musica é cantada, uma ferramenta inteligente e pratica, deixando a dependência de outro site para dar aquela espiadinha básica pra cantar junto. Spotify não dispõe da ferramenta.
Comodidade
O Deezer ganha em disparada em comodidade, já que o Streaming é hospedado em um domínio na internet, e o Spotify é um software, então para se utilizado em outros computadores temos que instalar, e nem sempre é possível ficar instalando aplicativos em outras maquinas, lembrando que os dois possuem aplicativos para celular para musica de modo offline.

Propaganda
O ponto vai para o Spotify, se você não que aderir um plano no Streaming, o Spotify tem propagandas, mas o Deezer tem muito mais, hoje consegui escutar um disco inteiro sem uma interrupção no Spotify, no Deezer a cada 3 músicas somos interrompidos.

Preço
Se você pensa em contratar um plano de um dos Streaming os preços são exatamente iguais de 14,90, O Spotify deixa você utilizar 30 dias de teste, caso não goste pode cancelar sem pagar nada, o Deezer tem o plano Deezer Premium que você paga 1,99 nos dois primeiros meses e depois paga 14,90, não conheço as cláusulas contratuais de cancelamento.

No comparativo geral o Deezer é o melhor Streaming, ele atende as necessidades do usuário com uma visão de próprio usuário como na Playlist, Letras e Comodidade (que pra mim é o mais importante) e o Spotify está aqui pra ser só mais uma rede social, na minha opinião, com seus pontos fortes em Propaganda e Popularidade, nada que com o tempo possa melhorar, vimos a semelhança de preço e quantidades de musicas disponíveis, se pra você o que importa é só ouvir musica sem utilizar a ferramenta e o que ela pode oferecer, os dois poderão te satisfazer.
(postagem não atualizada desde 23.03.2015)

21/03/2015

10 Músicas Para Quem Está Perdido

Como a vida imita a arte, essa semana a Playlist diz muito sobre mim nessa ultima semana, mas está tudo resolvido! Logo trago 10 músicas para quem se sente perdido em alguma coisa, seja na vida profissional, amorosa, familiar, religiosa ou no futuro em geral, as musicas na verdade são um sweet bitter, vale a pena prestar atenção na letra, e talvez a terapia funcione.

Não posso deixar passar em branco que quando abri o Sete Coisas essa semana eu levei um susto, porque está tudo tão novo, e lindo, acho que o Igor está se encontrando no seu Layout (e pra mim essa não é uma nova atualização do quarto layout, mas uma versão 5.0) e todas as mudanças que estão na mão dele, sei que ainda vai mudar muita coisa, ele enjoa rápido, que venham mudanças e encontros!

A semana começou com uma resenha que ganhou 5 estrelas e um coração, Os Miseráveis do Victor Hugo, é um clássico histórico que conta sobre a Batalha de Waterloo, além disso, originou Musicais da Broadway, e meu filme-musical-histórico preferido. Continuando a semana, terça-feira foi publicado sobre O Oceano no Fim do Caminho, de Niel Gaiman, sei que esse é o preferido de muitos, e foi uma leitura que me fez perder o folego, a resenha esta muito gostosa de ser lida, clica aqui e passa lá rapidinho. Pra fechar a semana, a resenha de Paperboy do Pete Dexter, explica as falsas impressões antes de ler o livro, e as impressões reais depois que o livro é lido, a resenha é tão mista de criticas e elogios que fiquei instigado em saber mais, sobre esse "thriller policial".

Agora só apertar play, e curtir o som! 

19/03/2015

Resenha: "Paperboy", de Pete Dexter

Pete Dexter
Editora Novo Conceito
336 páginas
Hillary Van Wetter foi preso pelo homicídio de um xerife sem escrúpulos e está, agora, aguardando no corredor da morte. Enquanto espera pela sentença final, Van Wetter recebe cartas da atraente Charlotte Bless, que está determinada a libertá-lo para que eles possam se casar. Bless tentará provar a inocência de Wetter conquistando o apoio de dois repórteres investigativos de um jornal de Miami: o ambicioso Yardley Acheman e o ingênuo e obsessivo Ward James. As provas contra Wetter são inconsistentes e os escritores estão confiantes de que, se conseguirem expor Wetter como vítima de uma justiça caipira e racista, sua história será aclamada no mundo jornalístico. No entanto, histórias mal contadas e fatos falsificados levarão Jack James, o irmão mais novo de Ward, a fazer uma investigação por conta própria. Uma investigação que dará conta de um mundo que se sustenta sobre mentiras e segredos torpes.

Best-seller do The New York Times, Paperboy é um romance gótico sobre a vida aparentemente sossegada das cidades do interior. Um thriller tenso até a última linha, que fala de corrupção e violência, mas que, ao mesmo tempo, promove uma lição de ética.

Paperboy é um livro com poucos atrativos, a sinopse não atrativa proporciona a desilusão a este romance. O romance de Dexter é um dos poucos que não possuem capítulos, mas sim algumas partições, temos uma leitura corrida e rápida, proporcionada pela falta de capítulos. Publicado em 2013 pela Novo Conceito, "Paperboy" não agrada todos os públicos de leitores, o livro não se trata de um romance, mas sim de um thriller policial. 

O livro se passa pela visão de Jack, observando todo o caso: desde o seu acontecimento até a conclusão. O nosso protagonista, deixou a faculdade para dirigir o caminho de entrega de jornais da empresa do seu pai e, sem querer, passou a ser um dos bastidores do mal-feito. Também conhecendo Ward, irmão de Jack,  ambos acabaram, por fim, trabalhando juntos para desvendarem o crime: um homem acusado de matar o xerife do condado, e os dois irmãos descobriram se Hillaty, o tal acusado, está dizendo a verdade quanto a sua inocência, mas também cada um dos irmãos sofrerá consequências, além de diversas dificuldades e oposições. 

Paperboy foca muito na temática jornalística, me deixando sempre com o pé atrás a cada página. Com esse impasse em praticamente todas as páginas, minha leitura perdeu um pouco o rumo no começo, mas quando fui arrebatado pelo suspense e mistério que estava escondido nas mesmas páginas, logo seria fácil ignorar as objeções e querer desvendar o problema juntamente com Jack. O livro trata bastante sobre a ética do jornalismo investigativo, dá para notar ao ler - vemos o que os jornalistas são capazes de fazer para conseguir o que querem; buscar a verdade independentemente das consequências. 
O que você quer saber sobre aquilo? – Ele questionou.- Era verdade?- Você disse que era verdade – disse ele. – Estava no jornal como a verdade.” 
O livro, adaptado para o cinema, foi escrito por Pete Dexter e recebe o nome de Obsessão. O livro para com o filme se torna um pouco diferente, o livro é bem mais parado e apático, enquanto o fim se passa com mais ação e suspense; além disso, somos arrebatados a um livro que retrata do cotidiano, e logo, somos obrigados a repensar diversos valores no nosso dia a dia. Apesar de não ser um livro característico dos quais que costumo ler, o livro acaba, por fim, prendendo o leitor na história e deixando um final inconcluso, cabe ao leitor decidir o que acontecera. 

17/03/2015

Resenha: "O Oceano no Fim do Caminho", de Neil Gaiman

Neil Gaiman
Editora Intrínseca
208 páginas
Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino. Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.

Alguém se lembra do alvoroço que aconteceu há alguns anos atrás de por causa do novo lançamento do Neil Gaiman? Ainda me lembro de quantas resenhas eu li e quantas vezes quis comprar esse livro/ mas nunca fiz, o motivo? Não sei e somente alguns dias atrás descobri quanto tempo fiquei sem ler essa preciosidade chamada "O Oceano no Fim do Caminho". 

A história começada com nosso protagonista, aos quarentão, retoma o caminho à sua cidade natal depois de muito tempo para um funeral, após tal ocasião, ele decide retomar um caminho que ele já conhecia bem e visitar a casa onde passou parte da sua infância; muitas lembranças e memórias parcialmente esquecidas vêem à tona.  Era no final da rua, na fazenda Hempstock, sua única e melhor amiga morava, a doce Lettie Hempstock, o afugentou em meio a toda a tristeza e caos que o menino-protagonista sentia; ao entrar na fazenda, ele lembra do lago atrás da casa, no fim do caminho, que Lettie um dia tinha convencido ser um Oceano


Após o ligeiro prólogo, o livro se dedica ao tempo que o nosso protagonista viveu quanto tinha sete anos de idade, quando era apenas um menino levado, introspectivo e solitário. Para ocupar a solidão  de morar numa casa grande no campo e não ter  ninguém para brincar logo se apaixonou pelos livros, apesar de ter uma irmã e seus pais, não recebia tanta atenção quanto queria, se é quando recebia; a vida do menino realmente começou a mudar quando as dificuldades financeiras aumentaram, seus pais resolveram alugar seu quarto para um estranho, o minerador de opala, esse acaba se suicidando no carro dos pais algum tempo depois. É neste meio tempo que o protagonista encontra refúgio na fazenda Hempstock e em Lettie. 

A peculiar fazenda das Hempstock é rodeada de coisas misteriosas e extraordinárias, mas após erros do jovem; Ursula Mokton entra na sua vida, contrata inicialmente como baba: adorável a todos, mas perversa e maligna com o jovem, ele tentará escapar das garras da incrível, jovem e amável Ursula juntamente com Lettie, mas não será nada fácil, não quando essa tem dons, digamos, especiais.  


Ficção e realidade se fundem aqui, Gaiman, ressalta uma história com experiência altamente crível, ainda que, no entanto, fantasiosa. A fábula oferece uma válvula de escape para uma fantasia, quando o jovem está passando por sérios problemas pessoais, me faz lembrar da minha infância, o quanto eu inventa cenas e as cenas fantasiosas que criei. De fato, é chega a ser acreditável, em certo momento, que tudo o que acontece neste livro é real, seria este a causa de se misturar tanto com a realidade? 

Com o intuito de jogar o leitor o máximo dentro da trama, Gaiman não dá nome ao protagonista, gerando uma imersão a história; apresenta os sentimentos do personagem principal, e faz com que fiquemos o tempo todo querendo ajuda-lo, o que é literalmente impossível, além de ser uma leitura bem fluída, o livro é escrito de um modo muito claro e objetivo, sem parafrasear, Neil Gaiman apresenta uma narrativa assustadora e cheia de suspense. 


O melhor de tudo, mais uma vez, são os personagens. Temos uma tríade de personagens, Lettie, Ursula e o próprio protagonista, esse são se não os mais importantes; Vamos morrer de amores por Lettie, torcer pelo protagonista e desejar tudo de ruim para a Ursula. Porém, agora, ao resenha este livro, percebo a inocência, causas e medos; percebo que existe uma verdadeira causa para tudo, que a busca de realidade sempre irá se misturar com a fantasia, pois esta é a nossa válvula de escape.

Em suma, o livro em poucas páginas fala de tanta coisa, milhares de pontas soltas ficam sem serem explicadas e não há previsão que,  e talvez nunca, seja lançado um livro para complementar esse. Mas não poderia ser diferente, um final glorioso, porém brusco que dá fim a um história delicada, No fim do caminho... eu recomendo esse livro para tudo e todos; sou megamente agradecido por ter conhecido essa história e ter esse livro na minha estante. 

Obrigado meu amor. 

15/03/2015

Resenha: "Os Miseráveis", de Victor Hugo

Victor Hugo
Editora Seguinte
272 páginas
No cenário conturbado da primeira metade do século XIX na França, Victor Hugo retrata em Os miseráveis um dos pares de antagonistas mais famosos da literatura, o ex-presidiário Jean Valjean e o inspetor Javert.
A partir dos embates entre esses dois personagens de caracteres tão opostos, o autor desenvolve uma trama articulada, que explora os dilemas morais de cada um ao mesmo tempo em que revela de maneira crítica os conflitos sociais da época. Ao retratar uma realidade de penúrias e revoltas, este clássico inspira a esperança por uma sociedade mais justa e humana, ecoando até os dias atuais.
Os miseráveis faz parte da coleção Germinal, que reúne adaptações de grandes clássicos da literatura para o público infantojuvenil. A edição traz uma série de apêndices, com textos sobre a vida do autor, o contexto histórico e o Romantismo na França e no Brasil.
Sempre senti uma necessidade enorme em ler Os Miseráveis; várias pessoas falaram da adaptação cinematográfica é incrivelmente fantástica, mas assim como qualquer leitor: prefiro ler antes de ver. Resolvi começar por uma leitura mais leve: uma adaptação com menos páginas e com uma linguagem bem menos rebuscada. A adaptação publicada pela Seguinte, faz parte da coleção Germinal, e para minha sorte, é ótima e perfeitos encaixes. Para quem não conhece e não sabe, a obra original de Victor Hugo tem mais de 1500 páginas e fiquei meio receoso a ler esse tanto de páginas, mas após a leitura deste livro a qual faço resenha sinto a necessidade de assistir o musical e ler o livro nas palavras originais de Victor Hugo.

O livro conta a história de não um personagem, mas de vários. O ex-presidiário Jean Valjean foi preso pelo motivo mais boboca do mundo e me casou até certa indignação: roubar um pão; após passar mais de quatorze anos nas Galés trabalhando escravamente, após cumprir todos esses anos à trabalhos forçados Jean tentará enfim sair da sua redenção e conseguir algo para sua vida, nas primeiras noites fora da prisão, ele tenta buscar algum lugar para dormir e comer, mas não encontra, pois ninguém é capaz de confiar e acreditar nas coisas que um forçado de Galés diz ou faz. No rumo contrário de Valjean, temos o rigoroso e maquiavélico inspetor Javert, que está sempre observando, no escuro, os passos de Valjean e sempre tentando modos de incriminar o pobre coitado; dessa forma, estes personagens constroem uma história principal que abre várias vertentes e caminhos para outras histórias.
"De sofrimento em sofrimento, chegou à conclusão de que a vida era uma guerra e que ele era o perdedor. A única arma que possuíra era o ódio."
Encenado em dois momentos históricos e importantíssimos da França - a Batalha de Waterloo, em 1815, representou o fim do império de Napoleão Bonaparte e os vários motins em Paris, em 1832, quando estudantes republicanos, tentaram, sem êxito, derrubar o regime de Luis Filipe I. Dentro desse período, entre 1815 e 1832, conhecemos outros personagens além de Veljean e Jarvet; Fantine após ser abandonada pelo namorado descobre que está grávida, após os meses de gestação ela percebe que não tem como cuidar da menina e dá  Cosette ainda nos primeiros anos de vida para outra família cuidar, mas ela compromete-se ajudar todos os meses com certa quantia, mal era sabe o que o casal Thénardier seria capaz de fazer com a pobre Cosette. Após vários acontecimentos e anos, Cosette cresce e as histórias começam a se interlaçar, novos personagens vão entrando em cena na medida certa, como Marius Pontmercy e o seu coração transtornadamente apaixonado.


Não tem como explicar como as histórias se entrelaçam e deixam o leitor atordoado a cada novo capítulo; a história, queria eu dizer que é simples, mas não é, muito pelo contrário. O livro é contato através de muita tristeza e em certos momentos é doloroso lidar com tudo o que estes personagens passam a cada dia de sua vida; Nesta adaptação. conseguimos conhecer um pouco de cada personagem, uma passagem bem rápida pela vida de cada um, pelo que já passou e pelas experiências, também vamos observar o quanto são capazes de mudar se tiverem força e além de tudo vontade, ficaremos também torcendo para que coisas acontecem e deixem acontecer, e é claro, sempre ficar na expectativa a cada término de capítulo.
"As pessoas que se dedicam a observar a vida alheia gastam mais tempo com isso do que se praticassem boas ações. São capazes de passar dias seguidos atrás de uma pessoa, montar guarda numa esquina por horas a fio, subornar empregados, embebedar cocheiros e funcionários e seduzir porteiros."
Sem dúvidas o melhor desse exemplar é: tudo. Ok, eu simplesmente não sei como me expressar diante de um livro tão rico em personagens, tramas, cenas e dramas. Sinto uma necessidade enorme em ler a versão original e poder passar mais tempo com esses personagens tão cheios e incríveis, todos, nenhum escapa do detalhadismo e intrinsidade que os compõe. Eu poderia dizer, que amo esse livro, pois eu realmente amo a miserável história não miserável de Os Miseráveis.

Se você procura um livro sobre realidade, acho que esse é uma boa indicação. Além disso o apogeu da história se passa em momentos muito importantes num país, vamos lidar com a cultura e costumes diferentes, uma obra altamente história, listando lugares, ruas e fatos que realmente aconteceram. Mas o que realmente vale a pena é a composição de toda essa obra, de como é dosado a aparição de todos os personagens e como cada um entra na vida do outro, sem querer ou forçado.

13/03/2015

9 musicas de muito Rock, Terror, Medo e Sexta-Feira 13

Agora que o portão do inferno fechou e os mortos voltaram para suas tumbas, vamos curtir um pouco de terror, nada de má sorte ou cruzar com gatos negros. Varias lendas giram em torno da Sexta-feira 13, uma delas conta a historia do Deus Loki, alma do mal e discórdia, que não foi convidado para uma festa (na sexta-feira) onde outros 12 deuses estavam celebrando, como vingança, Loki matou o favorito dos deuses, como 13 foi o numero de pessoas, este numero ficou marcado como simbolo de má sorte.

Porque não Deletar Postagens Antigas? Essa semana demos 3 motivos para que você não faça isso, antes de começar limpar seu blog dê uma conferida, talvez isso te faça mudar de ideia, e te impulsione a gostar do que foi escrito. Quarta-Feira foi a vez de "Os Solteiros" da Meredith Goldstein, conta a historia da Bee uma noiva que tem uma preocupação diferente com os preparativos do seu casório, 4 estrelas foram dadas, entenda o porquê clicando aqui.
A Playlist de hoje esta recheada de medo com uma puxadinha pro Rock, e muita coisa que vai te fazer lembrar das historias mais pesadas até as leves. Espero que curtam, e aproveitem! 

11/03/2015

Resenha: "Os Solteiros", de Meredith Goldstein

Meredith Goldstein
Editora Novo Conceito
256 páginas
Hannah é diretora de elenco em Nova York e ainda chora pelo ex que a abandonou. Rob não é muito bom em assumir compromissos, mas nos tempos da faculdade quase namorou Hannah — e não se esquece disso...
Vicki tem um trabalho lucrativo (embora tedioso) como designer de interiores de uma grande rede de supermercados, e é uma depressiva crônica. Nancy leva uma vida dupla, e Joe é um quarentão que adora namorar mulheres mais jovens...Não há como negar: juntos, eles podem comprometer seriamente os planos de Bee de ter o casamento mais elegante da cidade. Da união desses personagens apaixonados resulta um romance divertido e doce sobre vidas entrelaçadas, relações de amizade e o incontestável amor.

"Os Solteiros" fala da história de um casamento. O livro começa sob o ponto de vista de uma das personagens, Bee, a tal noiva, que está finalizando os preparativos para o seu tão esperado casamento: estando muito preocupada com alguns convidados solteiros;  nessa preocupação, passamos a conhecer esses personagem um à um, com isso sabemos o porquê de Bee ficar preocupada. 
"A organizadora do casamento, famosa por ter planejado as núpcias extravagantes da filha de um ex-presidente, disse a Bee, depois de examinar a lista de convidados: 'Não importa quem você convide, vai ter sempre um solteiro'."
 Hannah,  a melhor amida da noiva, assim como uma de suas madrinhas, é uma personagem excepcional e adora se meter em confusões. Vicki, amiga de Hannah e Bee, é uma mulher com problemas em sua vida amorosa. Também temos Rob, o típico bonachão, ex-apaixonado por Hannah, bem, somos apresentados a diversos personagens e citei alguns só para familiarizar. 

O livro descreve tanto os fatos que ocorrem durante a celebração do casamento de Bee quanto um pouco do passado de cada um dos personagem, algo bem leve - pois temos menos que 300 páginas.  O casamento por si só faz apenas um cenário para a autora inserir diversas histórias e poder conectá-las umas as outras. Bee e seu noivo perdem a cena e quem realmente ganha são os solteirões - cada capítulo tem o nome de um personagem, com isso cada capítulo tem mais o foco em um personagem. 

A narrativa surpreende, de início não tão atrativa: todas as histórias pareciam previsíveis e Meredith mostra que tem argumentos para surpreender o leitor. Os personagem secundários realmente ganham cena neste volume, na verdade, tais personagens se tornam os verdadeiros protagonistas do nosso romance. Os solteiros é um livro despretensioso, leve e rápido - com algumas cenas bastante engraçadas,  envolvendo um pouquinho de drama.  

09/03/2015

Deletando postagens antigas – e três motivos para você não fazer

Nunca queremos que alguém veja o nosso terrível passado e as coisas mais esquisitas que fazíamos , não gostamos, sem dúvidas, que alguém veja nossos erros já cometidos. Como de praxe, já vi muitos blogueiros reorganizarem suas postagens, deletar outra e editar muitas. Seria certo negar e desaparecer com o seu passado - ainda que pequeno se você levar em consideração o seu blog em sua vida - ou seria certo apagar o quanto você cresceu desde a primeira postagem?


Mas hoje quero listar três coisas que são importantes não somente para a vitalidade do blog, mas para a nossa própria vida:

Você cresce, você muda. aceite! 

De certo modo, é perfeito, lindo e brilhante ter todas as suas postagens num estilo padrão. Mas não é assim que funciona a vida, mudamos muito de criança para adolescente, de adolescente para adulto, então é impossível manter sempre algo padrão ou igual (e não é legal ter algo sempre mesmice).

Eu sei que muitos blogueiros fazem, porque até eu mesmo já fiz - e hoje me arrependo muito. Jaz meus primeiros posts mal escritos, mal editados e desformatados. Desde que criei este blog era bem ignorante em revisar os meus textos, inventava coisas e achava bonito (hoje não acho). Cheguei a editar algumas postagens e como ja disse me arrependo, pois aquele era o Igor Thiago de dois anos atrás, um menino sem muita experiência, mas com muita vontade, afinal, estou até hoje blogando.


No final você vai rir disso tudo 

Não delete postagens. Escreva postagens. O passado é algo que sempre vamos olhar e falar "nossa como eu era estranho" ou "credo! eu escrevia desse jeito", com ele vamos analisar o quanto crescemos e amadurecemos. Sempre é muito divertido parar para pensar no passado (ok, talvez nem sempre), minhas antigas postagens eram tão, mas tão feias e sem organização que tenho até vergonha, mas fico feliz, pois aprendi muito de lá para cá, ouço tantos, mas tantos elogios que fico feliz: saber que já fui ruim é tão bom, mas é muito melhor saber que melhorei. 

É possível sempre melhorar. 

"Você pode apagar da internet, mas não vai conseguir apagar da memória". Sempre será possível melhorar a qualidade tanto das postagens quanto das coisas que produzimos, acho que não é necessário deixar o seu blog ou a sua vida do mesmo jeito, pois não há como deletar o passado ou o que foi postado. Até seria uma perca de tempo: pois quando você, naquela época, escrevia postagens por horas e horas para hoje chegar em cinco segundo e deletar tudo, é fácil e prático, mas desvaloriza seu próprio trabalho e a você mesmo. 

O que acharam dos motivos que eu dei para você não deletar postagens e não apagar coisas do passado? 


07/03/2015

Nove músicas para começar o seu outono (com mudanças)

Bom, para quem gosta de estar sempre por aqui deve ter percebido que o layout mudou de ontem para hoje e o único motivo era minha infelicidade ao ver pequenos erros nos dispositivos móveis, com isso resolvi incrementar algumas coisas no layout (não mudar totalmente, ainda); as mudanças são poucas, mas me deixaram bastante feliz, eu amo mudar. Temos uma área de postagem e sidebar (barra lateral) maior, agora os títulos das postagem e da sidebar possuem fundo colorido e entre muitas outros coisinhas aqui e ali para melhor a desenvoltura do blog.



Essa semana começamos com o sanguinário livro de Morgan Rhodes, o tal Ascensão das Trevas, um dos melhores ou se não melhor livro da série até agora. Ainda não consigo recuperar as forças, só de falar nesse livro já sinto arrepios, já conhecia? Não? Vem conhecer agora! Na Terça-feira tivemos a primeira postagem do Brunno não-playlist, mas sobre música! Já ouviu falar da Sia? Aquela que cantou Titanium e os seus dois últimos clipes estão arrancando fôlegos? 123, 123 beba! Por último e não menos importante, também saiu a resenha de um amigo muito querido aqui no blog sobre o livro O Continente Lemúria.

A playlist de hoje não poderia ser outra, nada melhor do que mudanças como no outono, dizem que é uma época de perda e ganhos, de amor & sofrimento... O Brunno dessa vez resolveu inovar, trazendo artistas que muitas pessoas já conhecem e músicas que contrastam umas às outras, bem, mas para você sentir esse contraste, tem que dá o play né?



05/03/2015

Resenha: "Graham - O continente Lemúria", de Vinícius Fernandes

Vinícius Fernandes
Editora Selo Jovem
208 páginas
“Peter Graham é um caçador de vampiros, mas não foi sempre assim. Antes era um rapaz homossexual que enfrentava as dificuldades de uma sociedade dividida entre a aceitação, o respeito e a repugnância à sua condição. Tinha amigos, amores, preocupações e medos como qualquer jovem, mas tudo isso ficou no passado. O novo Peter é frio e destemido a conseguir seu objetivo: aniquilar o maior número de vampiros possível. No entanto, tudo sofre uma reviravolta quando se vê obrigado a realizar uma missão à Família de vampiros que procura há muito tempo: caçar e matar um lobisomem. O que Peter não esperava era se apaixonar por ele e acabar por descobrir um segredo muito antigo que pode ajudá-lo em sua busca...”
A história apresenta o jovem Peter como protagonista. Ele tem seu destino cruzado com o dos vampiros, criaturas que são apresentadas nesse livro como seres sanguinários e inescrupulosos. O livro acompanha a transformação de Peter, de um garoto sonhador para um caçador de vampiros frio e recluso. Os capítulos são alternados, mostrando os momentos mais importantes do personagem em ambas as fases de sua vida. Na primeira, vemos sua procura por emprego, sua relação com a família e principalmente, seu primeiro amor: Jordan. Já na segunda, notamos como as tragédias e acontecimentos mudaram a vida de Peter para sempre. 

Com uma narrativa dinâmica que flui com rapidez, Continente Lemúria acaba sendo um daqueles livros que é impossível parar de ler antes do desfecho. Os acontecimentos sobrepostos criam uma tensão crescente, onde o leitor não sabe o que o aguarda nas próximas páginas. Esse fator surpresa acaba sendo o grande trunfo do livro. Parece que o autor fez questão de estudar todos os grandes clichês para não colocá-los em Continente Lemúria. Mesmo que o leitor faça suposições sobre o enredo e a trama, o autor encontra saídas pouco comuns e pouco utilizadas para solucionar os entraves da história.

Os personagens são muito interessantes e bem construídos. Peter por exemplo, mesmo sendo o personagem principal, está longe de ter o melhor caráter; a vingança é praticamente seu alimento durante todo desenrolar. Outros personagens são apresentados com mais rapidez devido aos acontecimentos, mas mesmo assim é possível perceber diversas facetas em cada um deles.

O livro também joga com diversas cenas conflitantes, com narrativas de cenas românticas e de combates violentos, fazendo um ótimo contraste entre os capítulos alternados do passado e presente de Peter. O Continente Lemúria é uma história alucinante, divertida, e principalmente: uma excelente estreia de um promissor autor nacional.

04/03/2015

Por tudo,

03/03/2015

Resenha Musical: Sia - 1000 Forms of Fear

Oi oi, Prazer eu sou o Brunno (Também conhecido como amor do Igor), fui convidado de livre espontânea pressão em fazer pelo menos uma resenha musical por mês (levem em consideração que nunca escrevi nada publicamente na vida) e realizar as playlist semanas que é um super desafio pessoal em apresentar artistas novos mas tudo com um contexto, espero que gostem. Eu juro que preparo tudo com a maior preocupação e competência.

Minha relação com esse artista foi quase que simultâneo ao lançamento desse disco, confesso que ao pesquisar e ler as traduções tudo ficou claro, sucinto e magico em perceber que SIA é SIA, e que seus clipes e musicas anteriores com baixo custo de produção (E alguns muito melhores que qualquer Beyonce da vida ai) é SIA!

Sia
1000 Forms Of Fears
12 faixas, julho de 2014

Australiana, Sia Furler não dispensa de experiencias para atuar como compositora, é uma genuína artista com voz marcante, ela faz questão de escrever, cantar e produzir tudo que faz, de forma inovadora e muita timidez, uniu o útil ao agradável e decidiu que no começo dos seus trabalhos mais populares não mostraria o rosto, como a revista musical billboard a mais influente do mundo disse: "Doesn't want to be famous", isso não impede da ousadia nas apresentações marcantes que sempre causam alvoroço no dia seguinte nos principais sites de entretenimento. Presente em muitas trilhas sonoras como Jogos Vorazes: Em Chamas, Annie, 50 tons de cinzas entre muitas outras. Possui uma enorme lista de artista conhecidos que trabalhou, como, Jessie J, Britney Spears, Beyonce, Rihanna, Celine Dion, Shakira, Katy Perry, Pit Bull, Eminem... Ufa, está bom ou quer mais? (Sim tem muito mais).

Dizer que 1000 forms of fear é seu sexto álbum de estúdio pode assustar, não tão alternativo quanto os outros esse tem sonoridade Pop Alternativo, com letras marcantes nunca se esquecendo de ser autobiográfica e fiel a si mesma. Segundo Sia, o álbum é um tipo de exorcismo para seus medos, fala abertamente sobre tudo que teme e lembrar as pessoas que tudo isso pode ser vencido, particularmente, esse álbum são minhas 1000 formas de amor, eu tenho como uma revolução suja e poética na musica do ser real do seculo, não só por simplesmente lançar seu segundo single já conhecido nove, n-o-v-e, 9 meses depois do primeiro, isso é ou não revolucionário para o que vivemos hoje com a famosa industria musical fast-food? No detalhamento vocês perceberão o porque dessa minha empolgação toda.



1000 Forms of Fear tem sua formação em Chandelier, não somente a primeira faixa mas o lead-single, Sia deixou bem claro que Chandelier é sua Diamond (Rihanna) e que essa ela não venderia pra ninguém, a letra forte "Garotas festeiras não se machucam", ritmada (One Two Three, One Two Trhee, Drink) e um clipe sensacional estralando a dançarina Maddie Ziegler, de forma sombria o clipe é coreografado pela dançarina, que logo depois seria a representação da personalidade no álbum inteiro. Eye Of The Needle e Big Girls Cry são os únicos single promocionais e conta a historia de uma garota que prefere ganhar tempo no buraco da agulha ao tomar alguma decisão (Quem nunca?) e outra conta sobre uma garota forte que pode sim chorar, aqui como em Dessed in Black, podemos ver um potencial vocal feroz.

Existe uma linha tênue entre o amor e o inconsciente representado em todo álbum, fica mais claro em Straight For The Knife, Free The Animal e Fire Meet Gasoline, "Eu te amo tanto, quero te jogar do telhado" "Fogo encontra gasolina, eu estou queimando viva", vamos lá, todos já tiveram vontade de morder alguém até arrancar um pedaço (O Igor me machuca sempre), o amor e o ódio, o prazer estão sempre juntos, sempre brigando pra ter seu lugar.


Elastic Heart é seu segundo single, versão anterior para Em Chamas, com Triplo e The Weeknd, no álbum está presente a versão solo,  e foi lançado nove meses após o primeiro, assim fazendo acreditar que o álbum vai render muita coisa, e assim aguardo, o clipe se passa em uma jaula, com Maddie Ziegler e Shia LaBeouf, ao ser acusada de pedofilia tivemos logo uma resposta um tanto quanto esperada, “Eu antecipei isso de pedofilia! Chorem por esse vídeo. Tudo o que eu posso dizer é que Maddie e Shia são os dois únicos atores que senti que poderiam interpretar esses papéis. Os dois estão interpretando estágios de Sia (dela mesma)”.


Temos muitas faixas a serem exploradas nesse álbum, cada vez que escuta é como se fosse a primeira vez, eu recomendo que baixem o álbum, mas recomendo mais ainda a apoior artistas como Sia comprando o disco físico ou virtual, é uma forma de reconhecimento, e assim como livros é tão bom poder ver a obra de arte finalizada, temos algumas fotos do MEU 1000 Forms of Fear tiras pelo Igor.

O que acharam? Deixe sua opinião nos comentários, sempre é bem vindo.

01/03/2015

Resenha: "A Ascensão das Trevas", de Morgan Rhodes

A Ascensão das Trevas
Morgan Rhode
Série: A Queda dos Reinos, volume 03.
Editora Seguinte
422 páginas
Depois de conquistar Mítica inteira, o rei Gaius ainda não está satisfeito: sua nova missão é encontrar a Tétrade, quatro cristais mágicos perdidos, capazes de conferir poderes indescritíveis a quem os reunir. Para isso, ele conta com os conselhos de Melenia, uma imortal que o visita em seus sonhos e que o instruiu a criar uma estrada ligando todos os reinos. Gaius acredita que está no caminho certo e que Lucia, sua filha adotiva, será a chave para localizar e despertar os cristais. Para seu deleite, os poderes de Lucia estão cada vez mais fortes, e um vigilante exilado aparece para orientar a feiticeira.
Mas o Rei Sanguinário não é o único que cobiça essa magia milenar: vindos de Kraeshia, um império vizinho muito influente, o príncipe Ashur e a princesa Amara conhecem as lendas de Mítica e desconfiam que a Tétrade não seja apenas um mito. Logo eles entram na disputa e buscam seus próprios aliados nessa corrida pelo poder.Um período de trevas se abate sobre Mítica, e nesses tempos sombrios Jonas, Cleo, Magnus e Lucia precisam descobrir o quanto antes em quem podem confiar.
"A Ascensão das Trevas" é o terceiro livro da maravilhosa série A Queda dos Reinos  e começa exatamente onde A Primavera Rebelde acabou. Sempre acabo os livros dessa série sem expectativas, porque não sei o que vai acontecer com os personagens, mas sempre me surpreendo bastante a cada volume. A narrativa sempre toma direções bruscas e cruéis, os personagens sempre sofrem e sofrem, o mal parece sempre reinar. Eu amo essa série. 


Sempre fui afoito em falar de Rhodes, por sua escrita maestra e limpa, uma história direta ao ponto sem muitas delongas, mas capaz de ganhar o leitor na maioria dos capítulos. Lembro-me que quando li A Queda dos Reinos fiquei atordoado com a facilidade da autora ter me ganhado em poucas páginas e ficar torcendo por esses personagens; nesse terceiro volume deparamos com uma narrativa ainda mais furtiva e empolgada, recolhemos diversos pontos de vistas nessa obra, o que achei deliciosamente genial, pois a cada volume cresce ainda mais o elenco de personagens e, infelizmente, a medida que cresce também morre. 

M o r t e. Será que Morgan tem fascinação por isso? A Ascensão das Trevas é um livro sadicamente perigoso para quem, como eu, cria vínculos com personagens. É difícil não se apegar com os personagens dessa série, por mais que eles sejam maléficos ou inocentes há sempre algo que chamam atenção e que os diferem, claro que a autora não é louca de matar os nossos protagonistas principais; Lúcia, Magnus, Jonas e Cleo, mas ela não impede que eles entrem em enrascadas e até mesmo tentem se matar. O livro é mergulhado em sangue e o ódio, vingança, medo e amor são sentimentos que realmente vão dar trilhos e dar continuidade a história. 


Além de uma história bem desenvolvida, temos personagens que nos ganham com facilidade. É impossível não vibrar a cada página com os protagonista, na busca pela Tétrade, iremos entrar ainda mais no passado e vida de Magnus, Lucia, Jonas e Cleo - não somente deles, mas de vários outros. Os personagens, posso dizer, são o que me faz realmente a dar a nota cinco ali em cima, pois estes são cheios de si e maravilhados de experiências boas e terradoras. 


O amor é um tema-chave nessa série. Em contrapartida com a sede de vingança temos um sentimento muito bonito, o amor, mas também temos personagens que não sabe fazer o uso desse. Desde o primeiro livro venho observando muitas tragédias acontecerem por causa desse sentimento, desde mortes à injustiças, alguns personagens fazem o uso do sentimento para conseguir o que quer e alcançar o poder. Poder. O poder é o foco principal do livro, e já ressaltei isso em outras resenhas, todos os personagens desse livro estão querendo somente poder - seja para fazer o mal, seja para fazer o bem. É fácil observar a ganância e o que esses personagens estão dispostos para satisfazerem o próprio ego, but, isso não se aplica a todos os personagens. 


Eu sempre irei recomendar os livros dessa série, são todos dignos e sempre melhoram a cada volume lançado. Creio que o último livro será lançado ano que vem, infelizmente, terei que sofrer horrores à espera desse livro, espero que a Editora Seguinte publique aqui no Brasil antecipado como foi com os outros volumes, ah, sem falar no trabalho e cuidado que a Editora tem os seus lançamentos. Recomendo muito esse livro para os fãs do gênero e para os que também não são, esses personagens vão arrancar suspiros! 


2012 - 2018 © Sete Coisas.