Resenha: "Vinte Garotos no Verão", de Sarah Ockler

1 Feb 2015


Sarah Ockler
Editora Novo Conceito
288 páginas
Quando alguém que você ama morre, as pessoas perguntam como você está, mas não querem saber de verdade. Elas buscam a afirmação de que você está bem, de que você aprecia a preocupação delas, de que a vida continua. Em segredo, elas se perguntam quando a obrigação de perguntar terminará (depois de três meses, por sinal. Escrito ou não escrito, é esse o tempo que as pessoas levam para esquecer algo que você jamais esquecerá). As pessoas não querem saber que você jamais comerá bolo de aniversário de novo porque não quer apagar o sabor mágico de cobertura nos lábios beijados por ele. Que você acorda todos os dias se perguntando por que você está viva e ele não. Que na primeira tarde de suas férias de verdade você se senta diante do mar, o rosto quente sob o sol, desejando que ele lhe dê um sinal de que está tudo bem.

Vinte Garotos no Verão conta a história de três melhores amigos, Anna, Frankie e Matt. As duas meninas e o guri são inseparáveis, sendo que Anna esconde um amor há um pouco já escreto em relação a Matt, mas nunca chegou a contar nada para ninguém, nem mesmo para sua melhor amiga Frankie, por está ser irmã do boy. No aniversário de 15 anos da nossa protagonista Anna, algo muito especial acontece. Um dos presentes de Anna, infelizmente, é ter que lidar com a morte de Matt - triste e chocante. Após tal desvaneio do programas delas, aquela amizade duradoura e bonita está por um tris, as duas não aceitam a morte do garoto, e ao invés de se ajudarem não conseguem. 

Algum tempo depois Frankie e Anna decidem passar o verão fora numa praia libertadora, mas a tudo que está na praia  e que a envolve trás lembranças de Matt, despertando sensações que Anna acho que já havia esquecido. Logo, elas decidem que devem mudar suas posições e curar os corações feridos, com isso fazem a proposta de conhecer vinte garotos, um para cada dia em que passarem na praia paradisíaca. Em meio a toda diversão no sol quente e água gelada, as meninas conheceram rapazes incríveis, mas o mais importante é que elas vão se conhecer ainda mais, os laços quase quebrados serão fixados e fortificados, cabe também a esta viagem fazer as garotas lutarem contra os próprios medos e mágoas, e, principalmente, a dor que alojava no coração de cada uma.  

Vinte garotos no verão tem uma proposta diferente, ainda voltado para o público adolescente, trás uma temática mais pesada, mostrando a dificuldade que é lidar com a perda. No decorrer desta leitura pude sentir juntamente com os pais, irmã e amiga de Matt lidando com a morte repentina - alguns tendo como fuga a viagem ou ignorando realmente o que se passa na realidade. A história se passa em dois extremos que no fim acabam se envolvendo e dando algo peculiar ao livro. 

A capa tornou-se ainda mais importante, tendo um significado significativo (eita! Giovana!). A edição da Novo Conceito para com o exemplar está parabenizada, a diagramação e os inícios e finais de capítulos estão uma gracinha, claro que faltou um pouco de revisão, mas isso, com certeza, não é algo que estragará o que realmente este livro que dizer. 
"Querido Matt,
Qual é o período para se sentir culpada por trair um fantasma?"

2 comments:

  1. Oi Igor,
    Fiquei bem curioso sobre a estória quando você falou que a capa tem um significado quando você acaba de ler, mas tenho um pequena pilha pra ler e vou priorizar os que tenho a mais tempos, pra depois comprar mais. =}

    Abraços.

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  2. Li esse livro há algum tempo, antes de lançarem por aqui e confesso que o tipo de história que não consigo ler de novo. Fiquei muito triste com o rumo da trama, desde os acontecimentos até as consequências. Ainda assim, é uma leitura que recomendo pela ideia geral (já que boa parte dos fatos acaba sendo muito teen). :)

    ssentrelivros.blogspot.com.br

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