Resenha: "Mundo novo", de Chris Weitz

Chris Weitz
Trilogia Mundo Novo, Livro 01
Editora Seguinte
328 páginas
Neste mundo novo, só restaram os adolescentes e a sobrevivência da humanidade está em suas mãos. Imagine uma Nova York em que animais selvagens vivem soltos no Central Park, a Grand Central Station virou um enorme mercado e há gangues inimigas por toda a parte. É nesse cenário que vivem Jeff e Donna, dois jovens sobreviventes da propagação de um vírus que dizimou toda a humanidade, menos os adolescentes. Forçados a deixar para trás a segurança de sua tribo para encontrar pistas que possam trazer respostas sobre o que aconteceu, Jeff, Donna e mais três amigos terão de desbravar um mundo totalmente novo. Enquanto isso, Jeff tenta criar coragem para se declarar para Donna, e a garota luta para entender seus próprios sentimentos - afinal, conforme os dias passam, a adolescência vai ficando para trás e a Doença está cada vez mais próxima.

Distopias desde há algum tempo deslanchou no mundo literário, Jogos Vorazes, Divergente, Estilhaça-me entre muitos outros. Para entrar na mesma a onda a editora Seguinte, da Companhia das Letras, também resolveu publicar Mundo Novo, um livro distópico, mas que está muito longe de iguaria que temos no mercado, o maior diferencial desde livro para os outros é o fato de não encontrarmos um governo totalitário e mão de ferro sobre os cidadãos sofridos.

A Doença dizimou toda a população adulta do planeta, e não somente os adultos, mas as crianças também. Alguns anos após a tragédia, os jovens de Nova Iorque se encontram totalmente divididos em grupos - gangues ou tripos -, para poderem sobreviver, a vida desde a Doença não está nada fácil.
Quando Jefferson tem que liderar a tribo Washigton Square sua vida fica ainda mais complicada com tanta responsabilidade, mas quando um integrante da sua gangue acha que existe uma possível cura para a Doença Jeff logo decide montar uma viagem a procura de pistas que podem levar à cura, para isso terão que se arriscar em territórios inimigos e desconhecidos. Jeff juntamente com Crânio, Donna e outros integrantes decidem enfrentar qualquer coisa para ir em busca da cura, afinal, o mundo já está perdido mesmo e todo mundo vai morrer.  Enquanto a viagem arriscada desenrola, Jeff só pensa como pretende contar a Donna o amor que sente por ela, antes de ambos morrerem. 

Somos apresentados a nova Terra, a pós-apocalíptica, através do ponto de vista de dois personagens: um deles o Jeff, um tanto metódico e certinho, que de um dia pro outro tem que arcar com uma responsabilidade imensa, cuidar da sua tribo; na narrativa deste personagem observamos o quanto ele é tímido e observador o quanto pensa antes de falar... Enquanto, enquanto Donna é totalmente diferente, impulsiva e rebelde, está pronta para dar uma boa resposta com um belo xingamento ou uns bons tiros na cabeça de algum maluco, e ainda sim, consegue ser carinhosa de um modo estranho. Apesar de formar um casal estranho, ainda torço para que fiquem juntos, pois, sei lá, se completam (?). 

As duas narrativas em primeira pessoa, como já dito no parágrafo anterior, são bastante diferentes. Jeff tem o objetivo de mostrar o que está acontecendo no presente, informando o leitor de tudo o que está se passando. Já Donna se mostra muito em um passado, trazendo histórias antes de Doença e fazendo o leitor morrer de rir com as respostas diretas ou impensadas, e logo vemos que por trás daquela mulher forte e guerreira, existe uma mulher delicada, assim como Jeff que terá que aprender a ser astuto o suficiente para salvar a si e a pele dos seus amigos, principalmente de sua amada.  

Tiro, porrada e bomba na maioria das páginas, a ação se faz presente do início ao fim do primeiro livro da trilogia Mundo Novo, se esse é o seu propósito em um livro, esse está recomendado. A cada novo capítulo os nossos protagonistas entram ainda mais em encurraladas e dificuldades para serem resolvidas, então não existe momento para a leitura ficar chata ou monótona. E mesmo se a leitura fosse um pouco chatinha eu não me surpreenderia, pois estamos no primeiro livro de uma trilogia, logo encaramos um novo mundo e várias novas regras. Somos introduzidos de forma tão astuta na história que, não ficamos perdidos, além do mais Chris Weitz não tem pressa em despejar seu mundo nos ombros do leitor, não revelando tudo de uma vez, muito menos se prologando em grandes explicações. 

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  1. Iai, beleza?

    A editora já me adiantou que vai me enviar esse livro e confesso que estou muito ansioso, pois tenho certeza absoluta de que irei curtir. Ação atrás de ação me conquista. Beijos!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/

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