28/11/2014

Resenha: "Apenas um dia", de Gayle Forman

Gayle Forman
Trilogia Apenas um Dia, volume 1.
Editora Novo Conceito
384 páginas
A vida de Allyson Healey é exatamente igual a sua mala de viagem: organizada, planejada, sistematizada. Então, no último dia do seu curso de extensão na Europa, depois de três semanas de dedicação integral, ela conhece Willem. De espírito livre, o ator sem destino certo é tudo o que Allyson não é. Willem a convida para adiar seus próximos compromissos e ir com ele para Paris. E Allyson aceita. Essa decisão inesperada a impulsiona para um dia de riscos, de romance, de liberdade, de intimidade: 24 horas que irão transformar a sua vida.
'Apenas um Dia' fala de amor, mágoa, viagem, identidade e sobre os acidentes provocados pelo destino, mostrando que, às vezes, para nos encontrarmos, precisamos nos perder primeiro... Muito do que procuramos está bem mais perto do que pensamos.

A leitura de “Apenas um dia” foi uma leitura para quebrar totalmente o meu ritmo de ação, mortes ou qualquer coisa relacionada a nada tão fofinho. Sabe quando você precisa ler algo romântico e até um pouquinho melancólico? Justamente por isso escolhi o mais novo romance de Gayle Forman, a mesma autora do belíssimo e best-seller Se Eu Ficar, ambos publicados pela Novo Conceito esse ano (2014). 

Por incrível que pareça ou ironia do destino, eu li “Apenas um dia” em apenas um dia: uma leitura leve e fácil proporciona um ritmo constante e flexível, apesar de em alguns (muitos) pontos o livro deixa bastante a desejar. A autora, maestria de uma bela escrita, não hesita em usar sentimento para mostrar a sua história, fazendo o uso do sentimentalismo e nostalgia o seu símbolo e a sua sina. Ainda em “Apenas um dia” entramos num mundo antigo-atual, no lugar mais apaixonante do mundo e cheio de teatro shakesperiano, Paris. 

Expectativas é uma das piores coisas no mundo literário – na boa. Após ler Se eu ficar (o livro que foi adaptado para o cinema e que produz (pelo menos em mim) uma carga emocional muito grande) as expectativas para ler qualquer outro livro da autora seria um livro tão bom quanto o mesmo já citado acima, até melhor, porém não encontrei ou não me identifiquei tanto com a narrativa de “Apenas um dia”. 

“Apenas um dia” faz parte de uma duologia, sucedendo o livro “Apenas um Ano” – o qual já já estará nas livrarias, logo não poderia se esperar um fim mais promissor e maldoso, não tão original, mas que impulsiona o leitor a querer saber o que acontece com Allyson e Willen. O que não me fez gostar do final foi: ele terminar do mesmo modo como “Se eu ficar” termina, no meio de atitude ou momento de surpresa, não se mostrando totalmente original (como eu já disse), mas não encontro outro modo de como ele poderia terminar e dar, ainda sim, continuidade a história. 
“Nascemos em um dia. Morremos em um dia. Podemos mudar em um dia. E podemos nos apaixonar em um dia. Qualquer coisa pode acontecer em apenas um dia.” – orelha do livro.  
Os leitores de Se eu ficar possivelmente irão gostar desse livro. Um livro que fala de amor, saudade e sobre como, por heresia, o destino pode se tornar tão promissor na vida das pessoas, faço até as palavras da sinopse a minha: às vezes, para nos encontrarmos, precisamos nos perder primeiro... E o leitor, assim como Ally, se perde no meio de Paris e num romance fofo. Talvez uma leitura voltada mais para um publique feminino, com um galã aventureiro e uma mocinha bondosa e certinha e um amor encantadoramente difícil. 

25/11/2014

Resenha: "O Grande Gatsby", de F. Scott Fitzgerald

F. Scott Fitzgerald
Editora Geração
252 páginas
Obra-prima de Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby é o romance americano definitivo sobre os anos prósperos e loucos que sucederam a Primeira Guerra Mundial. O texto de Fitzgerald é original e grandioso ao narrar a história de amor de Jay Gatsby e Daisy. Ela, uma bela jovem de Lousville e ele, um oficial da marinha no início de carreira. Apesar da grande paixão, Daisy se casa com o insensível, mas extremamente rico, Tom Buchanan. Com o fim da guerra, Gatsby se dedica cegamente a enriquecer para reconquistar Daisy. Já milionário, ele compra uma mansão vizinha à de sua amada em Long Island, promove grandes festas e aguarda, certo de que ela vai aparecer. A história é contada por um espectador que não participa propriamente do que acontece - Nick Carraway. Nick aluga uma casinha modesta ao lado da mansão do Gatsby, observa e expõe os fatos sem compreender bem aquele mundo de extravagância, riqueza e tragédia iminente.

Ainda não consigo acreditar que “O Grande Gatsby” é um clássico, ainda com aquele pequeno asco de que clássicos possuem uma narrativa ultra chata e difícil, fico imensamente feliz em falar que a leitura de “Gatsby” foi uma grande surpresa, com a escrita de Fitzgerald não existe barreiras ou palavreados difíceis, tudo muito bem explicado, explícito e contemporâneo – levando em conta que este clássico retrata a alta sociedade de Nova York no século XX.

Uma surpresa deliciosa. “O Grande Gatsby” acaba tão rápido que nem percebemos a velocidade em que as páginas correm: os personagens entram e saem de cena, armam o circo e fazem seu espetáculo pelos olhos de Nick, o nosso protagonista, que de longe e de perto vê todas as façanhas que a sociedade dessa década, 1920, é capaz de cometer.

Nick ao mesmo tempo em que descreve de um modo tão rápido consegue tornar tudo tão palpável, personificando os verdadeiros personagens do show: mostrando não somente o lado encantador e irresistível, mas também os defeitos de cada um, o lado mesquinho, vulgar, feio e, por fim, o destrutivo. Dessa forma observamos a sutileza com que F. Scott Fitzgerald orquestra seu enredo, como ele entrelaça a vida de várias pessoas em uma situação, remetendo à Gatsby intrigas, paixões e conflitos.
“Antes de criticas alguém, lembre-se de que nem todos tiveram as oportunidades que você teve.”
A Geração Editorial fez um ótimo trabalho e que torna esse espetáculo ainda mais delicioso, a capa dura trás menções ao que o livro aborda – jazz, música, bens materiais..., também dá para perceber as cortinas, como se um show estivesse abrindo (e realmente está). A diagramação não poderia ser diferente da capa: simples, porém linda, contendo imagens tanto de autor e sua esposa quanto das demais adaptações para o cinema que o livro já fez acontecer. A tradução de Humberto Guedes torna tudo ainda mais mágico e leve, com certeza ele conseguiu capturar o que Fitzgerald quis dizer. Sinceramente, tenho que agradecer esse luxo que a Geração teve o cuidado de tomar, dando valor a um livro que realmente necessita ser valorizado.

O final de “O Grande Gatsby” é surpreendente, assim como quando me deparei com o início da leitura. Talvez seja uma final que não agrade muitos leitores e inicialmente não me agradou, mas após refletir, decidi que o livro não poderia tomar outro rumo. O objetivo deste livro não é um final feliz, mas sim uma vazão para criticar insensibilidade e imoralidade que acontecia na década 20. Através de danças, comidas sofisticadas e vinho tinto obtemos o que realmente se passavam dentro das mansões mostrando o lado sujo dos homens e das mulheres, quais poderiam comprar tudo desde roupas de ceda à carros personalizados e até mesmo (por que não?) o amor. Talvez essa o pior mal, achar que pode comprar tudo ou talvez o pior mal seja o homem que é insensível e horroroso. Se eu recomendo? Ah, meu chapa, não tenha dúvida disso.

21/11/2014

Resenha: "Mundo novo", de Chris Weitz

Chris Weitz
Trilogia Mundo Novo, Livro 01
Editora Seguinte
328 páginas
Neste mundo novo, só restaram os adolescentes e a sobrevivência da humanidade está em suas mãos. Imagine uma Nova York em que animais selvagens vivem soltos no Central Park, a Grand Central Station virou um enorme mercado e há gangues inimigas por toda a parte. É nesse cenário que vivem Jeff e Donna, dois jovens sobreviventes da propagação de um vírus que dizimou toda a humanidade, menos os adolescentes. Forçados a deixar para trás a segurança de sua tribo para encontrar pistas que possam trazer respostas sobre o que aconteceu, Jeff, Donna e mais três amigos terão de desbravar um mundo totalmente novo. Enquanto isso, Jeff tenta criar coragem para se declarar para Donna, e a garota luta para entender seus próprios sentimentos - afinal, conforme os dias passam, a adolescência vai ficando para trás e a Doença está cada vez mais próxima.

Distopias desde há algum tempo deslanchou no mundo literário, Jogos Vorazes, Divergente, Estilhaça-me entre muitos outros. Para entrar na mesma a onda a editora Seguinte, da Companhia das Letras, também resolveu publicar Mundo Novo, um livro distópico, mas que está muito longe de iguaria que temos no mercado, o maior diferencial desde livro para os outros é o fato de não encontrarmos um governo totalitário e mão de ferro sobre os cidadãos sofridos.

A Doença dizimou toda a população adulta do planeta, e não somente os adultos, mas as crianças também. Alguns anos após a tragédia, os jovens de Nova Iorque se encontram totalmente divididos em grupos - gangues ou tripos -, para poderem sobreviver, a vida desde a Doença não está nada fácil.
Quando Jefferson tem que liderar a tribo Washigton Square sua vida fica ainda mais complicada com tanta responsabilidade, mas quando um integrante da sua gangue acha que existe uma possível cura para a Doença Jeff logo decide montar uma viagem a procura de pistas que podem levar à cura, para isso terão que se arriscar em territórios inimigos e desconhecidos. Jeff juntamente com Crânio, Donna e outros integrantes decidem enfrentar qualquer coisa para ir em busca da cura, afinal, o mundo já está perdido mesmo e todo mundo vai morrer.  Enquanto a viagem arriscada desenrola, Jeff só pensa como pretende contar a Donna o amor que sente por ela, antes de ambos morrerem. 

Somos apresentados a nova Terra, a pós-apocalíptica, através do ponto de vista de dois personagens: um deles o Jeff, um tanto metódico e certinho, que de um dia pro outro tem que arcar com uma responsabilidade imensa, cuidar da sua tribo; na narrativa deste personagem observamos o quanto ele é tímido e observador o quanto pensa antes de falar... Enquanto, enquanto Donna é totalmente diferente, impulsiva e rebelde, está pronta para dar uma boa resposta com um belo xingamento ou uns bons tiros na cabeça de algum maluco, e ainda sim, consegue ser carinhosa de um modo estranho. Apesar de formar um casal estranho, ainda torço para que fiquem juntos, pois, sei lá, se completam (?). 

As duas narrativas em primeira pessoa, como já dito no parágrafo anterior, são bastante diferentes. Jeff tem o objetivo de mostrar o que está acontecendo no presente, informando o leitor de tudo o que está se passando. Já Donna se mostra muito em um passado, trazendo histórias antes de Doença e fazendo o leitor morrer de rir com as respostas diretas ou impensadas, e logo vemos que por trás daquela mulher forte e guerreira, existe uma mulher delicada, assim como Jeff que terá que aprender a ser astuto o suficiente para salvar a si e a pele dos seus amigos, principalmente de sua amada.  

Tiro, porrada e bomba na maioria das páginas, a ação se faz presente do início ao fim do primeiro livro da trilogia Mundo Novo, se esse é o seu propósito em um livro, esse está recomendado. A cada novo capítulo os nossos protagonistas entram ainda mais em encurraladas e dificuldades para serem resolvidas, então não existe momento para a leitura ficar chata ou monótona. E mesmo se a leitura fosse um pouco chatinha eu não me surpreenderia, pois estamos no primeiro livro de uma trilogia, logo encaramos um novo mundo e várias novas regras. Somos introduzidos de forma tão astuta na história que, não ficamos perdidos, além do mais Chris Weitz não tem pressa em despejar seu mundo nos ombros do leitor, não revelando tudo de uma vez, muito menos se prologando em grandes explicações. 

19/11/2014

Resenha: "Fernão Capelo Gaivota", de Richard Bach

Richard Bach
Editora Record
110 páginas
Para as pessoas que inventam suas próprias leis quando sabem ter razão; para quem tem um prazer especial em fazer as coisas bem feitas, nem que seja só para elas; para as que sabem que a vida é algo mais do que aquilo que os nossos olhos vêem.
Algumas leituras tem a função somente de entreter, outras nos divertem a pela e alguns outros nos fazem pensar por horas, tirar demasiadas conclusões e ensinamentos. 
"-… um dia, Fernão Capelo Gaivota, compreenderás que a irresponsabilidade não compensa. A vida é o desconhecido e o desconhecível"
O grande clássico de Richard Bach de tão curto pode ser lido em uma tarde, contando a história de Fernão, uma gaivota que tem um jeito de viver atípico ao do seu Bando - prefere voar e se dedicar a técnicas de voo, manobras e artífices invés de se comportar como qualquer outra gaivota do bando, que nasce apenas para os instintos mais chulos como comer.  Porém a história de Fernão Capelo Gaivota mostra muito mais do que a diferença aparentada no enredo, provoca um sentimento que toca fundo, nos fazendo perceber que a vida é independente daquilo que está girando em torno de nós, que não há limites para sermos que somos, para sermos felizes. Tudo o que nós queremos, só depende de nós mesmos e da nossa resposta diante das dificuldades. 

É uma história que você pega para absorver pelo menos uma das muitas mensagens que ele passa. E não tem como me arriscar a qual temática o livro se refere, são tantas em poucas páginas, amar, ser, pensar, medos, superação e se libertar - essa última é a palavra que mais identifica o livro: liberdade. Assemelhando a liberdade ao pássaro, o qual já leva a fama, mostra que não se pode prender ninguém e querer tentar encaixar tudo sempre ao padrão, não adianta jogar um gavião do penhasco se o coração dele é de uma galinha, o mesmo acontece com Fernão: viver com o propósito apenas de comer não é o seu sonho, não é o que o faz feliz e ele vai em busca do que o agrada e o liberta, podemos comparar isso a quê? A vida de cada um, a qual buscamos o sentido para isso tudo e quando encontramos... bem, lutamos! 
- Afastar – disse uma voz saída da multidão – mesmo que isso seja contra a Lei do Bando?
- A única lei verdadeira é aquela que conduz à liberdade – respondeu Fernão. - Não existe outra.
- Queres que voemos como você voa? – perguntou outra vez. – Você é especial, dotado e divino. Você é superior aos outros pássaros.
- Olhem para o Francisco! Para Teseu! Para Ronaldo! Também serão especiais, dotados e divinos? Não são mais do que tu, não são mais do que eu. A única diferença é que eles só agora começaram a entender o que realmente são e a pôr em prática esse conhecimento.
O romance de Bach é atemporal e de uma leitura muito leve e fácil, quase de caráter infantil, mas uma leitura - por que não? - fundamental para qualquer pessoa, pelo simples fato de ele fazer crescer qualquer  um que entre em contato com a história de Fernão Capelo Gaivota. Acredito que esse romance, é identificável a todos o que lerem, uma obra curta, mas fantástica, com o poder de não mover montanhas e sim trazer conhecimento e inspiração (principalmente) para cada pessoa, podendo ser associado a uma situação familiar, pessoal (!!!), profissional ou ate mesmo financeira, falando constantemente que: você tem que ser você
"- Vai começar a se aproximar do paraíso, Fernão, no momento em que atingires a
velocidade perfeita. E isso não é voar a mil e quinhentos quilômetros por hora, nem a um
milhão, nem à velocidade da luz. É que nenhum número é um limite e a perfeição não tem limites."
Uma leitura recomendada, não preciso explicar, apenas deixe-se tocar. 

16/11/2014

Resenha: "A esperança", de Suzanne Collins

Suzanne Collins
Jogos Vorazes, volume 3.
Editora Rocco
424 páginas
Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra?

Expectativas? Claro, assim como em todo término de qualquer série, mas não vou omitir que não estava tão ansioso para a leitura de A Esperança, com isso fiquei protelando a leitura durante durante um bom tempo, exatamente um ano, desde a leitura de Em Chamas. Após expectativas não superadas, mesmo com tantos comentários de amigos que leram o livro antes de mim de que A esperança não era um livro tão bom quanto os dois primeiros. Para mim, o terceiro e último livro da série Jogos Vorazes não é tão diferente assim dos outros volumes, uma narrativa desde o segundo volume um tanto psicológica e carregada de sentimentos contraditórios se propaga nesse volume e nada tão épico se demonstra no final da série. Expectativas supridas? Talvez. 

Jogos Vorazes foi um livro totalmente inovador para mim, estava entrando ali no mundo distópico, então logo de cara adorei todo aquele sofrimento e injustiça, queria saber como a nossa heroína Katniss poderia salvar-se dentro da arena e mudar de um vez por todas os jogos. Sem dúvidas, Em chamas é o melhor livro da série: bem mais ativo, uma protagonista, mesmo sendo manipulada ainda tinha suas próprias decisões. 
"Mas há jogos muito piores que esse. "
Por fim, assumo estar decepcionado com Suzanne Collins, o foco inicial do livro era política - o qual ano passado foi citado nos protestos, aqui no Brasil - mas foi se deturbando até o fim do livro. Katniss, que deveria ir contra todo o governo e vingar, deixa-se ocupar por sentimentos demais, loucura demais e vemos sua fraqueza de longe, não sendo uma imagem para uma revolução.  Ao terminar  A Esperança percebi que Katniss não é a nossa protagonista, mas sim a coadjuvante desde o primeiro volume, mesmo ela sendo a imagem de uma grande revolução, ela não tem todo esse poder; muitas outras coisas estão envolvidas além dos jogos, como o Presidente Snow ou o pessoal do Distrito 13. 

Talvez eu tenha pegado A esperança em uma época errada ou simplesmente não tenha se encaixado em um final tão bom ou conciso quanto esperava, mas eu não posso deixar de recomendar a trilogia em si, tão rica e original. Talvez ficará saudade de alguns personagens e até me surpreendo bastante em falar que não são os protagonistas Katniss, Peeta e Gale, mas sim Finick, Johanne, Prim e até mesmo Rue, mesmo ela tendo falecido no primeiro livro. Claro que o a trupe amorosa deixará um pouquinho de saudade, mas não tanto quanto os outros citados acima. Nessa trilogia encontramos uma série de mortes e sangue desperdiçado, mas é algo totalmente aceitável, visto que toda revolução exige perdas e batalhas. Apesar de não estar tão feliz com o final que a trilogia tomou, ainda sim, estou ansiosíssimo para assistir ao filme - que será divido em duas partes, infelizmente.  
"Ah, minha querida srta. Everdeen. Pensei que havíamos acordado não mentir um para o outro."

14/11/2014

Gust, breeze, blue & sincerity

Há alguns dias fui fazer uma visita à casa do meu amigo e conhecer sua família, além de uma casa megagrande, gente engraçada, me deparei com uma vista perfeita. Não tinha outra, eu tinha que tirar fotos e vir mostrar pra vocês um pouquinho de Brasília, além de marcar esse momento alegre (e bonito?).

vista quase panorâmica do Lago Paranoá




Sabe aqueles lugares que as horas passam bem devagar e ao mesmo tempo bem rápido que você se pergunta: "já acabou?". 



O lugar é totalmente aconchegante e venta um pouquinho forte, o que é bem gostoso. Como eu disse, se fosse minha casa faria um pequeno acampamento, colocaria um barraca e me empanturraria de doces! Ai, foi um dia muito legal de curtir, calmo e como o clima estava um pouco frio, era ótimo para ficar abraçado ou conversando. 

Se de dia era bonito, imagine a noite. Uma pena que tive que ir embora :( 

A qualidade das fotos não ficou das melhores, mas ainda sim ficaram boas né? Não poderia de deixar de agradecer ao Brunno por ter me emprestado (confinado) seu celular - o meu descarregou e não conseguir tirar fotos com ele - e também por me levar para um lugar tão gostoso e com pessoas divertidas. Ah, a vista do deck é muito boa, além de ficar lá em cima ser bastante delicioso, longe de "tudo", só você, água e o vento forte. 

11/11/2014

Dias em fotos#3.2: Setembro


Como eu disse na postagem anterior Setembro foi um mês cheio de fotografias. Na primeira parte eu ousava usar muito, muito o preto e branco. Pensei que aguentaria usar o novo "estilo" durantes meses no instagram, mas não perdurou muito começar a usar algo colorido, afinal, às vezes nossa vida já é tão sem graça, já é tão em preta em branco, que precisamos de algo para animá-la e torná-la emocionante. Setembro foi um mês muito legal, sorrio e chorei. Conheci pessoas e ao mesmo tempo desconheci outras, incrível como em apenas 30 dias muitas coisas acontecem. 


Eu quero que o mundo se acabe em beijos. Mas beijos de verdade, de tirar o fôlego, de lábio e língua, de sentimento forte, que corrói e cristaliza o coração machucado. Que o mundo não se acabe no contado dos dentes, mas também em abraços que aconchegam e apertam, que nos seguram e nos dê segurança, abraços que não nos larguem e que sempre estarão dispostos a nos amar. Espero que o mundo acabe em alianças e arroz na cabeça de todos nós, cujo sorriso vale mais que dinheiro, que olhos brilhantes seja mais importante que beleza.

Que o mundo dê a todos aqueles, que nos quebraram e deixou os cacos pelo chão, a melhor das sensações e dos sentimentos. Talvez não seja culpa, não seja intenção espedaçar alguém, apenas acontece. Eu só desejo amor, para todos, porque é disso... só disso... que o mundo precisa.

Um beijo, e até a próxima. 

10/11/2014

Dias em fotos #3.1: Setembro


Setembro sem dúvidas foi um mês em que postei muitas fotos, comecei a postar muitas fotos em preto e branco. Eu estava adorando ter meu instagram totalmente sem cor, neutro e tal. Mas logo começou a ficar chato, logo comecei a acrescer cores novamente (olhem a última foto). A minha primeira quinzena de setembro foi bem apagada, mas logo na segunda voltou com mais cores, isso será mostrado no próximo post (que sai amanhã mesmo).

Mesmo com o corpo estilhaçado e maltratado do dia, mesmo morrendo de sono, sinto vontade vir aqui e fazer  meu diário: Com motivos e devaneios venho declarar que estou feliz por demais, que é uma felicidade que contagia dentro do peito, que me faz sorrir para o nada, de dançar pelos cotovelos nas paradas de ônibus. Porém, no terminar do dia parece que toda a felicidade se extingue e se torna pesada como as dores que assolam meu corpo nesse exato momento. No descansar da mente, fico pensando, se é isso, se é aquilo. Criando expectativas, correlações e desafios internos - sem medo de não serem correspondidos. Acontecem um bilhão de coisas que são inevitáveis, como se apaixonar ou rever alguém que você pensou que nunca veria mais, é surpreendente, é bom, é infinito no meu grande finito. Por fim, mesmo feliz, bate uma tristeza sem motivo: preciso mudar isso, mudar o percurso, fazer algo bom e que faça pessoas ao meu lado bem. Estou esperando que uma grande coisa aconteça, mas, te digo, cansei de esperar, cansei de aguardar, cansei do desafiador destino querer comandar a minha vida. Cansei de ser segundo plano, segundo sorrisos e segunda intenções. Talvez seja isso, seja esse o motivo que me deixa triste no final do dia, e talvez seja a tentativa de mudar isso que acordo mais feliz do que nunca.


Um beijo, um texto escrito com sentimento.

08/11/2014

Meus discos preferidos (nesse momento)

Essa é uma das postagens mais difíceis de ser escritas, pelo simples fato de eu não escutar álbuns completos - sim, como eu sempre digo, sou uma pessoa de músicas, não de bandas, não de cantores e muito menos de álbuns. Tenho costume de ouvir e baixar músicas aleatórias, de um cantor ali outro aqui, no final eu não conheço mais nenhum das bandas que estão o meu celular, apenas as músicas. 

De uns tempos para cá resolvi mudar a minha rotina musical e baixar álbuns inteirinhos para ouvir no ônibus. Coloca a playlist no celular e escutava até dizer "chega", mas os que vou citar aqui em baixo são os que mais escuto ultimamente e os que mais me acompanharam nos últimos meses, mas sei que logo partirei para outros álbuns - por isso escrevi no título desse post "(nesse momento)". Abaixo estão listados álbuns importantes e que possuem letras magníficas dentro de si, não posso falar que todas as músicas me agradam, mas a maioria de cada me deixa bastante feliz, calmo ou qualquer outra coisa associada a leveza. 

My head is an animal - Of Monsters And Men


Conheci Of Monsters And Men, através de música King and Lionheart - "And in the winter night sky ships are sailing"  - que possui um videoclipe perfeito e conta uma história muito fofinha, com isso logo senti necessidade de ouvir outras músicas da banda, sem dúvidas logo baixei o primeiro e único álbum até agora, My head is an animal. Esse álbum é tanto quanto delicado, a voz, a sonoridade me acalmam de uma forma inexplicável, as letras são um tanto diferentes ao que estamos costumados a ouvir, muito bonitas e intrínsecas. Of Monsters and Men é uma banda irlandesa de folk rock, formada por cinco integrantes, minhas músicas preferidas é Yellow Light, King on Linheart e Your bones, a música que menos escuto é Lake house.

Recombinando Atos - O Teatro Mágico



O Teatro mágico é uma das bandas nacionais que mais escuto, sem dúvida. As letras desse álbum são muito lindas, muito mesmo. Todas me fazem pensar tanto, me fazem refletir e me deixam enormemente inspirado. Conheci Recombinando Atos através do Fluffy,  e desde então tenho gostado não somente do último álbum da banda, mas todos. Eu adoro a maioria das músicas, as que mais escuto são Pena, Esse mundo não vale o mundo, Todos Enquantos, É ela, O anjo mais Velho e a que menos escuto e mesmo escuto muitas vezes é Amanhã...será?

Babel - Mumfords & Sons



Apesar de ter falado no início da postagem que esses álbuns me deixam feliz, Babel é um álbum diferente. Um álbum lindo, mas que me deixa enormemente para baixo, triste e pensativo. O motivo? Simplesmente não sei, a primeira vez que escutei Babel, conhecendo Mumford & Sons no mesmo dia, eu estava muito triste e desde estão assemelho esse álbum quando estou triste e quero chorar. E quando estou nesses momentos de "fraqueza" sem dúvidas Babel é o que estarei escutando, evidentemente. Mumford & Sons é uma banda folk rock britânica quatro integrantes, minha música preferida é Lover's eyes, a menos escutada é Broken Crown.

De Graça - Marcelo Jeneci


Esse último álbum é um tanto engraçado, não gosto muito de todas as músicas, mas quando escuto eu geralmente sorrio e choro, fico feliz e até mesmo triste - na maior parte fico bobo. De Graça apareceu numa parada de ônibus quando eu estava pedindo para pessoas desconhecidas boas músicas, e na verdade apenas conheci uma música do álbum O melhor da vida, mas após ouvir essa música, saberia que teria de ouvir outras músicas do cantor. Gosto de escutar O Melhor da vida, A vida é bélica, Só eu só eu, De graça não consigo escutar 9 luas, Um de nós e Alento

Se vocês pararem para escutar vou ficar enormemente feliz. Mas me diz, vocês conhecem algum álbum listado acima? Você assim como eu tem músicas que marcam os seus momentos? E você também constrói playlists para tudo? 

06/11/2014

Dias em fotos #2: Agosto


Agosto foi o mês mais pobre de fotos. com apenas 10, DEZ , fotos. O motivo foi a correria proporcionada pela faculdade e cursos, dias corridos que só. Foi um mês interessante, mas garanto que setembro foi o mês em que tirei mais fotos - em breve tem postagem! A postagem do tordo recebeu 70 curtidas, nossa, me sinto até um bom fotógrafo.


Chega uma hora que não dá mais, que não dá para aguentar essa felicidade que toma os lábios. Simplesmente não dá para conter essa crise risonha de rir para as luzes nos postes até as luzinhas enigmáticas espalhadas pelo céu negro. Vivendo à minha maneira, levando um sorriso e oferecendo doces para quem quiser. Queria entender o que acontece para estar tão feliz, tão rico e tão satisfeito de mim mesmo; queria eu poder vender essa felicidade instantânea ou simplesmente guardar em potinhos para jogar na cara do pessoal, só para molhar a boca daqueles que choram, que perdem e principalmente daqueles que desistem. Queria eu, ajudar, dar esperança para aqueles que perderam, queria eu ensinar que para ser feliz não depende de ninguém, só de si mesmo! 


Um beijo, e até daqui a pouco.

04/11/2014

Resenha: "O Desafio de Ferro", de Holly Black e Cassandra Clare

Holly Black & Cassandra Clare
Masgisterium, volume 1
Editora Novo Conceito, #Irado
384 páginas
★★★★★
AMIGOS E INIMIGOS. PERIGO E MAGIA. MORTE E VIDA. A maioria dos garotos faria qualquer coisa para passar no Desafio de Ferro. Callum Hunt não é um deles. Ele quer falhar. Se for aprovado no Desafio de Ferro e admitido no Magisterium, ele tem certeza de que isso só irá lhe trazer coisas ruins. Assim, ele se esforça ao máximo para fazer o seu pior... mas falha em seu plano de falhar. Agora, o Magisterium espera por ele, um lugar ao mesmo tempo incrível e sinistro, com laços sombrios que unem o passado de Call e um caminho tortuoso até o seu futuro. Magisterium - O Desafio de Ferro nasceu da extraordinária imaginação das autoras best-seller Holly Black e Cassandra Clare. Um mergulho alucinante em um universo mágico e inexplorado.

Callum Hunt está na idade para entrar no Magisterium, mas diferente de todos os outros garotos e garotas ele não quer entrar e muito menos passar n'O Desafio de Ferro, o motivo de não querer ser aprovado no Desafio de Ferro foi o seu pai, o qual fez propagandas horríveis sobre o Magisterium desde o nascimento do menino. Para Call, o modo mais fácil de falhar é falhar por vontade própria, não por ser ruim, mas por querer falhar, porém o plano não é tão bem aceito pelos mestres e em contra vontade Call acaba sendo admitido como aprendiz de um dos melhores mestres do Magisterium, sendo obrigado a deixar seu pai para trás, quer queira quer não. 

Call juntamente com seus novos amigos, e digamos primeiros amigos - devido a deficiência que o menino tem desde o nascimento nunca foi fácil ter amigos - , vão viver uma aventura alucinante: os dias se resumem a treinamentos exaustivos, que passam de uma maneira muito rápida. No meio dos dias de treinamento, vamos lidando com surpresas e mistérios, fazendo com o que os jovens queiram buscar respostas atrás dos enigmas - lá, no Magisterium, ele descobrirá sobre seu passado, quem realmente é o que o futuro prepará para ele e seus amigos. 
"Um mago sem treinamento é como uma rachadura na terra esperando ser rompida e aberta e, se isso acontecer, ele irá matar não apenas muitas pessoas como também a si mesmo."
Uma escola mágica, três amigos em busca de resolver mistérios. Será que já não ouvimos falar dessa história em Harry Potter? Certo disso, logo comecei a criticar o livro falando que era uma cópia barata do universo de Rowling, os vários momentos e alguns personagens parecidos colidiram ainda mais com avaliação desta obra - juro que me lembrei muito de Harry Potter. Mas, incrivelmente, a medida que continuamos a leitura, vamos adentrando um novo universo mágico, que precisa ser explorado. 

A história de Call é um tanto clichê, o menino rejeitado, sem mãe, sem amigos, magricela e aparentemente adoecido. Logo o guri quando o guri é aceito no Magisterium tudo começa a mudar, começa a ter novos amigos e também a ter novos inimigos. Call cresce muito durante toda a narrativa, deixando de ser criança e passando agir mais como um hominho. Esse aspecto é bastante comovedor, porque de uma forma ou de outra faz o leitor apegar-se ao personagem, gostando dele pelas fraquezas ou até mesmo pela garra. Assim como Call deparamos com diversos personagens interessantes, dentre eles Tamara e Aaron, os melhores amigos de Call. Tamara, para mim é a Hermione de Harry Potter, inteligente e sabe tudo sobre o Magisterium - ou quase tudo. Aaron já é uma personagem totalmente descontraído, possuidor de um passado maltratado. Creio que esses personagens serão muito bem construídos durante a série, suspeito que estaremos tão apaixonados pelas aventuras que esses jovens vão se meter mais para frente.

Quando Cassandra Clare, a famosa autora de Instrumentos Imortais e Holly Black, autora de Bonecas de Ossos e A Meninas mais fria de Coldtown se uniram para escrever um livro, logo fiquei interessadíssimo. Ambas as autoras escrevem de uma forma que prende o leitor e o deixa extasiado até o final do livro. E sinceramente? Eu adorei cada momento proporcionado por O Desafio de Ferro, é um livro cheio de histórias, mistérios, um livro completo de magia e  deliciosidades que encantam a cada momento. É impossível identificar a escrita de cada autora, ambas fizeram uma ótima dupla, dessa forma, parece que surgiu uma nova autora: a narrativa não contém quebra de contexto e muito menos mudanças dentro da narrativa.

O Desafio de Ferro é o primeiro livro de uma série de cinco livros, e como todo primeiro livro de séries, então é bastante introdutório mostrando parte do local mágico, alguns principais personagens - mestres, amigos e principalmente o Inimigo. Se você espera magias com varinhas, feitiços sussurrados e becos diagonais, você está muito enganado: aqui os alunos aprendem a controlar elementos do mundo (fogo, água, ar, terra e o caos - Avatar?), essa nova perspectiva sobre a magia elementar dá ao livro uma cara nova e original.

Satisfação e ânimo é o que tenho ao terminar o livro, estou satisfeito com o universo criado por essas duas autoras e estou bastante animado para os próximos quatro livros, do qual desfrutaremos ainda mais do Magisterium das aspectos que o envolve. Esse é um livro que deixará uma legião de fãs! 
"O fogo quer queimar. A água quer fluir. O ar quer se erguer.. A terra quer unir. O caos quer devorar."

02/11/2014

Resenha: "Convergente" de Veronica Roth

Veronica Roth
Divergente, volume 3.
Editora Rocco
528 páginas
★★★★★
A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou – destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. Em Convergente, o poderoso desfecho da trilogia de Veronica Roth iniciada com Divergente e Insurgente, a jovem será posta diante de novos desafios e mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor. O livro, que chega ao Brasil no momento em que Divergente estreia nos cinemas, alcançou o primeiro lugar na lista de bestsellers do The New York Times e foi o título mais vendido pela gigante Amazon no segmento infantojuvenil em 2013.
Olá pessoas, tudo bem com vocês? Hoje eu trago a resenha de um livro que quebrou o meu coração de várias formas. Convergente. Não é novidade pra ninguém que depois da Trilogia Jogos Vorazes, a Trilogia Divergente foi uma das mais comentadas nos últimos anos. Eu como um bom amante de distopias, não pude deixar de ler. Mas vamos o que interessa. Cuidado, essa resenha pode conter spoilers dos livros anteriores.

Depois daquele final WTF? de Insurgente, começamos Convergente com as mesmas perguntas que Tris tem. Quem é Edith Prior e o que aconteceu com o mundo lá fora? Depois de todos os acontecimentos dos livros anteriores, a sociedade que Tris conhecia não existe mais. Os sem facção tomaram toda a cidade e querem controlar todos. No começo do livro é tudo muito confuso, e os sem facção não vão deixar ninguém sair da cidade pra descobrir o que aconteceu com o mundo. Mas como todo bom livro, existe um grupo de rebeldes que quer tirar os sem facção do poder, e querem ver o que aconteceu com o mundo fora da cerca.

É ai que a história “começa” a pegar um ritmo, e então Tris, Tobias, Christina, Tori, Uriah e outros embarcam em uma fuga pra fora da cerca, sem realmente saber o que esperar, já que o vídeo de Edith Prior não explica muito bem o que realmente aconteceu com o mundo, mas ao que parece, eles podem ser os últimos seres humanos da terra.

As descobertas deles são bem diferentes do que eu imaginava, e eu não sabia realmente o que pensar. Finalmente descobrimos o que é ser um “Divergente” e muitas outras coisas. Dá pra notar claramente o amadurecimento dos personagens nesse livro, e muitos fantasmas voltam à tona, e mais uma vez Tris tem que tomar decisões, e lidar mais uma vez com traições e outras coisas.
“Parece que as rebeliões nunca terminam, na cidade, nesse complexo, em todo lugar. Existem apenas intervalos entre elas, e, tolos, chamamos esses breves períodos de ‘paz’.” – pág. 318
Eu estava com muito medo de ler Convergente por causa dos vários spoilers que tinha ficado sabendo, e estava com medo de acontecer igual com “A Esperança”. Desculpa a comparação, mas foi inevitável. Maas, eu fui pego de surpresa sim, e não me decepcionei tanto com esse livro. Alguns personagens tiveram um rumo que eu nunca imaginaria. O ritmo desse livro é claramente mais lento, e tem um tom mais explicativo de como tudo começou e chegou ao ponto que estava, mas nada que desanime a leitura. O final, como quase todo mundo já sabia, não foi uma surpresa, mas eu compreendo que foi necessário, já nem tudo é perfeito, e nem todo mundo sai ileso de uma guerra.
“Desde que eu era criança, sempre soube disto: a vida nos danifica, a todos nós.
Não há como escapar desse dano. Mas agora também estou aprendendo isto: podemos ser consertados. Consertamos uns aos outros.” Pág. 522
É isso. Espero que vocês gostem dessa resenha, e que leiam Convergente, e que gostem do livro e da Trilogia inteira, pois realmente é muito boa. Até a próxima.


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