16.10.14

Resenha: "Rani e o Sino da Divisão" de Jim Anotsu


Jim Anotsu
Editora Gutenberg
320 páginas
★★★★
Quem não conhece bem Rani pode até achar que ela é uma adolescente comum, que mora em uma cidade do interior, acorda cedo para frequentar o ensino médio, e toca em uma banda de punk death metal com sua melhor amiga, Marina. Só que sua vida começa a se distanciar totalmente da normalidade quando, um dia, ao ir para a escola, ela resolve cortar caminho pelo cemitério, onde vê um garoto estranhamente bonito, vestido com roupas coloridas e tênis fluorescente, que a olha de uma maneira intrigante. Mais tarde, para sua surpresa, ela descobre que Pietro é aluno novo em sua classe. Dias depois, ele revela a Rani que faz parte de uma turma de excluídos, chamados Animais de Festa, uma facção de jovens (e nem tão jovens) seres sobrenaturais. E mais: que ela deve se juntar a eles, já que é uma xamã adormecida que precisa de treinamento imediato, pois está sob a mira de Aiba, um xamã poderoso que se alimenta da força vital de seus semelhantes. Cética mas curiosa, de repente ela se vê mergulhada em uma aventura com seus novos e estranhos amigos para encontrar o Sino da Divisão, o único artefato mágico capaz de derrotar o destrutivo e cruel Aiba.

O que me chamou mais atenção do livro de Jim Anotsu foi a capa, simplesmente incrível, engraçada, chamativa. Logo somos apresentados a um conteúdo rico, bem escrito e gostoso de ser lido - além de uma capa bonita na estante, também prestigiamos uma história com personagens enigmáticos e únicos, bem desenvolvida, sem pressa e sem desanimo. Uma história perturbadoramente envolvente, marcada por toques delicados, macabros e medonhos.
                 
Rani é uma garota metaleira, aliás faço das palavras dela a minha, headgargers, com uma banda de punk death metal e uma vida aparentemente normal, sem mais delongas a vida de Rani poderia ser normal se gatos não começassem a falar, se um garoto incrivelmente colorido não aparecesse no meio de tanto preto-gótico e outras coisas parassem de acontecer. Mas quando Rani descobre que o arco-íris de tênis fluorescente, Pietro, é um vampiro (abre alas para Crepúsculo, ou não) sua vida perde realmente o sentindo: ela descobre que faz parte de um grupo misterioso de jovens seres sobrenaturais, os Animais de Festa. Como se não pudesse ser pior, ela descobre que também é uma xamã e precisa ser treinada urgentemente para poder sobreviver, um inimigo está disposto a matar todos os xamãs para se alimentar de suas forças vitais. 

Logo Rani se encontra numa aventura inclusa no meio dos seu cotidiano juntamente com sua melhor amiga e baterista, um lobisomem cientificamente inteligente, um vampiro colorido e sexy, um mago incrivelmente idiota, uma vampira assustadoramente impressionante e malvada (viva a personalidade de Valentina) e até mesmo, pasmem, o filho do capiroto.  
"Prepara-se para o verde - disse Marina - Verde em dobro. Para proteger os bichinhos do nosso açafrão, para unir os vegetarianos em alimentação. Para denunciar os males do churrasco com amor. Para engolir soja até ver estrelas. Equipe Rani decolando na velocidade da luz. Renda-se agora ou prepara-se para mastigar!"
 "Rani e o  Sino de Divisão" é um livro MUITO, sintam a ênfase no muito, engraçado e o qual me identifico bastante: Jim Anotsu inclui muitas (ênfase em muitas, novamente) coisas de outros livros, como O Guia dos Mochileiros das Galáxias, além de livros o autor faz uma homenagem musical à diversas bandas e cantores; e porque também não filmes, seriados e desenhos (não sei se vocês perceberam mais o quote [citação] acima  é uma referencia aquela famosa frase de equipe Rocket quando eles vão enfrentar o Ash, Misty e Brock - para quem não conhece, o desenho é Pokemon ಌ). Devido à isso, para quem conhece outras passagens de outras obras, gostará muito do terceiro livro de Jim Anostu, pois talvez se identifique da mesma forma como me identifiquei em diversos momentos. 

Sem dúvidas, o livro é um musical. Viva a apologia ao rock 'n' roll, mas se você está com medo de ler porque não conhece muitas bandas do metal, pode ficar despreocupado, eu também não escuto muitas músicas do metal e quando escutei já faz alguns anos (adeus viva morbidamente obscura), hoje sou mais como o Lúcifer com algo mais hippie, o autor por mais que faça menções a bandas, cantores a cada capítulo você não fica perdido ou a leitura se torna exaustiva. 
"Se alguma coisa acontecer comigo, saibam que minha coleção de CDs é da Marina e que Pietro está me devendo uma guitarra B. C. Rich. Não me importo de ser enterrada com ela."
O livro faz uso capítulos curtos e engraçados, diante de todo o livro encontramos anotações da própria Rani, o que aproxima o leitor ainda mais da protogonista, o que talvez não seja tão preciso assim, pois a narrativa já é em primeira pessoa, mas sem dúvidas essas anotações são bem legais  e interessantes (finalmente decidi dar uma chance ao O nome do vento de Patrick Rothfuss).

"Rani e o Sino da Divisão" apesar de um final um tanto assustador, é um livro muito divertido. Um nacional muito bom e que me surpreendeu do início ao fim, se vale a pena ser lido? Sim, sem dúvida alguma: dê uma chance a Jim, porque se os outros livros desse autor for como em Rani, eu simplesmente me sinto necessitado a ler. 

 E, obrigado pelos peixes. 

Um comentário

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