Resenha: "Atrás do Espelho", de A. G. Howard

A. G. Howard
Splintered, volume 2
Editora Novo Conceito
397 páginas
★★★★★
Em O Lado mais Sombrio, a releitura dark de Alice no País das Maravilhas, Alyssa Gardner foi coroada Rainha, mas acabou preferindo deixar seus afazeres reais para trás e viver no mundo dos humanos. Durante um ano ela tentou voltar a ser a Alyssa de antes, com seu namorado, Jeb, sua mãe, que voltou para casa, seus amigos, o baile de formatura e a promessa de ter um futuro em Londres. No entanto, Morfeu, o intraterreno sedutor e manipulador que povoa os sonhos de Alyssa, não permitirá que ela despreze o seu legado. O mesmo vale para o País das Maravilhas, que parece não ter superado o abandono. Alyssa se vê dividida entre dois mundos: Jeb e sua vida como humana... e a loucura inebriante do mundo de Morfeu. Quando o reino delirante começa a invadir sua vida real , Alyssa precisa encontrar uma forma de manter o equilíbrio entre as duas dimensões ou perder tudo aquilo que mais ama.

Lembro-me: na metade do primeiro livro, que dá início a série Splintered, lançada pela Novo Conceito, eu já estava abandonando a série: A. G. Howard usou muito LSD, drogas de todos os tipos para escrever esse romance, temos uma imagem de um mundo totalmente distorcido e cheios de ideias confusas e até mesmo um pouco complexas, para nossa sorte, a loucura se esvai bastante da leitura no segundo livro, deixando tudo mais prático e de fácil entendimento (muitas coisas ainda do primeiro livro serão explicadas). A leitura melhorou de uma forma muito gradativa, aumentando a expectativa, o suspense, o mistério.

Quando Morfeu volta aparecer, logo os problemas de Alyssa voltam consequentemente - já não está mais fácil esconder a ligação com o País das Maravilhas, além desse não parar de se misturar com a realidade cada vez mais. Cabe a Alyssa fazer escolhas duras nesse volume, que poderão marcar o seu futuro para sempre. Alyssa é de dois mundo, um está em desordem, o outro está começando a se declinar, se ela não agir... coisas acontecerá. 

Mas, sem sombra de todas as dúvidas, quem ganha atenção são os personagens, a mocinha, o suposto vilão e o mocinho, cada qual com sua personalidade forte, real e imperfeita - nos encanto, praticamente, no primeiro contato, através deles vemos a loucura que o País das Maravilhas pode proporcionar a qualquer um com sã consciência ou até mesmo para aqueles que lá habitam. 

Em O Lado mais sombrio, termina de um jeito tão simples e completo que não ousaria-se ter uma continuação, porém a simplicidade e a respostas à pontas soltas não são compreendidas e encontradas no final de Atrás do espelho, muito pelo contrário o final brusco, cheio de ação e doloroso deixa ainda mais a ânsia por uma continuação. 

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