30/10/2014

Blogagem coletiva: Analisando meu blog



Essa postagem surgiu através do Rotaroots, um grupo de blogueiros com o intuído de aproximar ainda mais a blogosfera, para se conhecer, fazer postagens interessantes e principalmente trazer aquele velho mundo blogueiro. Para conhecer o projeto, basta acessar o site.

Um novo emprego sem remuneração 

Sempre fui afoito a escrever e parafrasear sem sites, minha mini-carreira-como-escritor começou ainda no Orkut, criando várias comunidades de textos e frases, como não bastava o tempo "perdido" nas abas no Orkut, passei a escrever diariamente no tumblr, mas era criando e deletando, nunca estando satisfeito. Até depois de um tempo parei de escrever, parei com a vida de blogueiro - até então eu não sabia a existência do termo. Mas eu não sabia que a minha vida já estava rendida a ser blogueiro, alguns anos depois, continuei escrevendo somente em diários e caixas de textos. Até que, que eu comecei a me interessar pela leitura e conheci os blogs literários. Tan dan. 

Uma das coisas que me fez criar o blog foi, sem dúvidas, a blogosfera literária, mas esse não era o foco total do meu blog, aliás como eu disse "meu" blog, cujo falaria de coisas minhas, experiência e produções mal escritas dos meus textos. Então eu criei, com cara o coragem (muita coragem) um novo espaço na internet, o meu primeiro blog e este o qual você está lendo esta postagem.

O Sete Coisas, para mim, é uma das maiores experiências que pude e posso estar tendo nesse momento da minha vida, o blog me acompanha há 2 anos. De lá para cá mudei tanto minha técnica de escrita, de ver o mundo e até mesmo de ler livros. No começo eu escrevia (muito) errado, algumas postagens com erros grotescos de português - ainda cometo alguns vários. Mas posso observar através desses erros a minha melhora gradativa e também posso ver (e rir) dos meus antigos erros e não comê-los mais. 

O surgimento do Sete Coisas

Sou estritamente chato com nomes, então chegar ao Sete Coisas foi algo bem complicado. Primeiramente, como já disse, o blog cresceu a partir de inspirações literárias, então o nome era Desleituras em série, mas não tardou muito eu achar o nome longo demais, pouco original e desfavorável não só ao escrever, mas também explicar. Ainda sim, mesmo odiando nomes longos demais o blog passou a se chamar Universo in on click - Universo em um clique - o qual o meu amei de início, porém foi perdendo a graça por ser tão longo e o nome em inglês, eu ainda não havia encontrado a minha identidade, algo falasse que era meu. 

Em um dia comum decide fazer uma votação na escola de nomes mais viáveis para blogs, não vou negar que surgiu uma vastidão de nomes bizarros e engraçados (o qual eu até tinha gostado de alguns), mas foi ouvindo uma música que o nome do blog surgiu. Começou a ser chamar 7hings (fazendo apologia de 7 igual a T, logo, 7 things), mas eu sabia que o nome devia ser brasileiro, portuguesado, na minha língua, então ainda no mesmo ano paguei outro domínio com: www.setecoisas.com

O blog começou falando de livros, depois comecei a publicar textos escritos por mim, e mantenho esse costume até hoje, o blog parece ser muito literário, mas esse não é o foco. Visto que são Sete Coisas; sete coisas que me fazem feliz. Ultimamente não tenho me dedicado tanto ao blog, com postagens diárias ou planos, estou passando por uma mudança na minha vida e eu quero levar o Sete Coisas juntamente comigo, porém ainda não aceitei a tal mudança, para vir arrumar, aqui, meu lar. 

Sempre gostei da área visual de um blog e logo comecei a investir na aparência de que o "Sete Coisas" precisaria tomar, deixa-lo mais parecido comigo e ao mesmo tempo um lugar aconchegante para os leitores. Estou sempre fazendo apostas bem distintas em cada layout, mudando totalmente a versão de um para outro: afinal, muitas vezes estamos nessa ruptura de momento ou passagem para uma mudança completa. O último layout é algo bem limpo, mas que já está ultrapassado (para mim), entãaaao logo teremos outro visual em breve (não vai demorar!).

 Hoje o blog não está a minha cara e não está do jeito que eu quero, ando um pouco ocupado demais para o meu blog - faculdade, cursos, responsabilidade. Mas mesmo não estando da forma que eu quero, esse é o meu cantinho na internet, e não o troco. Simplesmente não dá para trocar todo o carinho que recebo diariamente, os e-mails, os comentários... nossa! É tão gratificante receber elogios e críticas que te ajudam, por esse motivo eu recomendaria a todos terem um blog

28/10/2014

Resenha: "A Ilha dos Dissidentes", de Bárbara Morais

Bárbara Morais
Anômalos, volume 1.
Editora Gutenberg, 2013
304 páginas
★★★★
Ser levada para uma cidade especial não estava nos planos de Sybil. Tudo o que ela mais queria era sair de Kali, zona paupérrima da guerra entre a União e o Império do Sol, e não precisar entrar para o exército. Mas ela nunca imaginou que pudesse ser um dos anômalos, um grupo especial de pessoas com mutações genéticas que os fazia ter habilidades sobre-humanas inacreditáveis. Como única sobrevivente de um naufrágio, ela agora irá se juntar a uma família adotiva na maior cidade de mutantes do continente e precisará se adaptar a uma nova realidade. E logo aprenderá que ser diferente pode ser ainda mais difícil que viver em um mundo em guerra.

Quando Sybil Varuna é a única sobrevivente do naufrágio do Titanic III (risos), sua vida muda completamente: após uma série de exames somente o que explicar a sobrevivência de Sybil é o fato de ela ser uma mutante, logo ela é transferia da sua cidade Kali, a qual vive no meio de uma zona de guerra, para Pandora, uma cidade em que os anômalos podem ser normais e aceitos (afinal, todos são mutantes). Com a chegada em Pandora, Sybil ganha uma família, um lar, uma escola, amigos... mas enganada ela está, se estiver pensando que tudo são rosas e jasmins, existem muitas outras questões por trás da suposta perfeição.

"A Ilha dos Dissidentes" é uma das distopias que eu mais queria ler esse ano, pelo simples fato de ser uma distopia (dã) e por ser um livro de caráter nacional. As expectativas foram altas, não posso negar, e sim, grande parte dessas mesmas expectativas foram realizadas (para nossa alegria?). O primeiro livro da trilogia Anômalos não exibe tanta originalidade, mas faz o uso orquestrado de ótimos diálogos, criatividade  e uma narrativa introdutória, mas que não deixa de ser gratificante ou inteligente.  

Os personagens, cada um com seu valor, roubam a cena a todo instante, além de Sybil conhecemos personagens bem desenvolvidos e com um punhado de história que irá se desenrolar nos outros volumes (eu espero!), assim como também conhecemos personagens pouco desenvolvidos e que não ganham tanto a cena, mas que dê alguma forma tem importância revelante a história. Para ser mais exato, acabamos sendo apresentados a diversos personagens - o que causa até um pouco de descarrilhamento (ficamos um pouquinho confusos ou perdido em meio a tantos nomes) -, mas logo nos acostumados com cada um, pois todos são  construídos com personalidade divergente da outra. 

Ler algo brasileiro, e ainda mais conterrâneo, foi estritamente animador, o livro não possui as travas que costumamos encontrar no livro de estréia de autores nacionais. Bárbara Morais, ou Bell, é criativa (aka eventos organizados pela amiga, leitora e autora), logo saberia que eu encontraria uma trama infalível, inteligente e com o jeito da própria Bell.  A leitura desse exemplar me surpreendeu de uma forma inimaginável, uma narrativa fluída e nada massante (em momento algum) e lembra muitas outras distopias - vulgo, lembrar não é parecer ou ser igual.

O final de A ilha dos dissidentes me fez lembra MUITO Jogos Vorazes, o final é perigoso e se o leitor não tiver cuidado pode dar um treco (aka. eu), logo, estou ansiando para começar a ler A Ameaça Invisível (termine logo esse livro Bu!) para saber o que acontece com Sybil e todos os personagens que "perderam" cena durante o primeiro volume, não só os que ficaram em segundo plano, mas também os que estão em conjunge com Sybil, cabe também falar que a série não tem aquele quê romântico - pelo menos o primeiro livro -, cuja narrativa é voltada para algo mais político. Não deixa de ser uma leitura recomendada! 
“Ele pisca duas vezes antes de encostar a testa na minha, fazendo meu coração bater mais rápido.”

23/10/2014

Resenha: "Atrás do Espelho", de A. G. Howard

A. G. Howard
Splintered, volume 2
Editora Novo Conceito
397 páginas
★★★★★
Em O Lado mais Sombrio, a releitura dark de Alice no País das Maravilhas, Alyssa Gardner foi coroada Rainha, mas acabou preferindo deixar seus afazeres reais para trás e viver no mundo dos humanos. Durante um ano ela tentou voltar a ser a Alyssa de antes, com seu namorado, Jeb, sua mãe, que voltou para casa, seus amigos, o baile de formatura e a promessa de ter um futuro em Londres. No entanto, Morfeu, o intraterreno sedutor e manipulador que povoa os sonhos de Alyssa, não permitirá que ela despreze o seu legado. O mesmo vale para o País das Maravilhas, que parece não ter superado o abandono. Alyssa se vê dividida entre dois mundos: Jeb e sua vida como humana... e a loucura inebriante do mundo de Morfeu. Quando o reino delirante começa a invadir sua vida real , Alyssa precisa encontrar uma forma de manter o equilíbrio entre as duas dimensões ou perder tudo aquilo que mais ama.

Lembro-me: na metade do primeiro livro, que dá início a série Splintered, lançada pela Novo Conceito, eu já estava abandonando a série: A. G. Howard usou muito LSD, drogas de todos os tipos para escrever esse romance, temos uma imagem de um mundo totalmente distorcido e cheios de ideias confusas e até mesmo um pouco complexas, para nossa sorte, a loucura se esvai bastante da leitura no segundo livro, deixando tudo mais prático e de fácil entendimento (muitas coisas ainda do primeiro livro serão explicadas). A leitura melhorou de uma forma muito gradativa, aumentando a expectativa, o suspense, o mistério.

Quando Morfeu volta aparecer, logo os problemas de Alyssa voltam consequentemente - já não está mais fácil esconder a ligação com o País das Maravilhas, além desse não parar de se misturar com a realidade cada vez mais. Cabe a Alyssa fazer escolhas duras nesse volume, que poderão marcar o seu futuro para sempre. Alyssa é de dois mundo, um está em desordem, o outro está começando a se declinar, se ela não agir... coisas acontecerá. 

Mas, sem sombra de todas as dúvidas, quem ganha atenção são os personagens, a mocinha, o suposto vilão e o mocinho, cada qual com sua personalidade forte, real e imperfeita - nos encanto, praticamente, no primeiro contato, através deles vemos a loucura que o País das Maravilhas pode proporcionar a qualquer um com sã consciência ou até mesmo para aqueles que lá habitam. 

Em O Lado mais sombrio, termina de um jeito tão simples e completo que não ousaria-se ter uma continuação, porém a simplicidade e a respostas à pontas soltas não são compreendidas e encontradas no final de Atrás do espelho, muito pelo contrário o final brusco, cheio de ação e doloroso deixa ainda mais a ânsia por uma continuação. 

21/10/2014

Do lugar, que tanto já passei, algumas fotos

De uns dias para cá tenho visitado o Parque da Cidade aqui de Brasília, e tenho passado bons momentos num dia desses parei para tirar umas fotos do parque de diversão, que quando mais novo eu não saia. Nesse mesmo dia pensei na minha infância tão degastada de sorrisos, de uma vez, em um aniversário que eu não saia do bate-bate - estava usando a  pulseira que permitia entrar no brinquedo quantas vezes quisesse.

E então decidi tirar umas fotos, por simplesmente ser um lugar que me marcou e que reúne tantos sorrisos todos os finais de semana. 


E aí gente, vocês gostaram das fotos? Prometo visitar o Nickolândia mais vezes e tirar fotos ainda mais coloridas <3 

Beijão! 

19/10/2014

Resenha: "Noah foge de casa", de John Boyne


John Boyne
Editora Cia. das Letras
197 páginas
★★★★
Noah tem oito anos e acha que a maneira mais fácil de lidar com seus problemas é não pensar neles. Quando se vê cara a cara com uma situação muito maior do que ele próprio, o menino simplesmente foge de casa, aventurando-se sozinho pela floresta desconhecida. Logo, Noah chega a uma loja mágica de brinquedos, com um dono bastante peculiar. Ele tem uma história para contar, uma história cheia de aventuras que termina com uma promessa quebrada, uma história que vai levar o fabricante de brinquedos a pensar sobre o seu passado e Noah a pensar sobre aquilo que deixou para trás. Em seu primeiro livro juvenil desde o best-seller O menino do pijama listrado, o escritor irlandês John Boyne cria um mundo que mistura contos de fadas com os problemas mais cotidianos de um garoto comum. Esta fábula leve e inteligente prende os leitores presos até o final com dois grandes mistérios: por que Noah fugiu de casa e quem é o fabricante de brinquedos?

Sem mais venturas, Noah foge de casa é um livro surpreendente; talvez por julgar a sua espessura ou por ser um livro com uma temática um tanto infantil, não percebemos o quando o livro é enriquecedor ou gratificantes antes de terminá-lo. A história, que você pensa ser destinada a uma criança, revela por trás de uma aventura (deliciosa), vários momentos para refletir, ensinando certos valores que vale a pena entender e sentir.

John Boyne gosta de envolver o seu leitor com uma boa história, além de bem desenvolvida propõe um mistério a ser resolvido: Noah foge de casa. Simplesmente um garoto de apenas oito anos de idade resolve fugir de casa, sem mais sem menos, sem brigar com os pais, sem ter problemas, sem ter motivo para sair da sua casa, muito pelo contrário, Noah é um menino de sorte, tem os melhores pais que qualquer criança desejaria ter, tem uma casa e amigos... O que fará Noah sair de casa assim tão abruptamente? Ou melhor, o que Noah encontrará em sua fuga? 
"- Antes que ele morresse? - perguntou o velho - Como é, garoto? Você não consegue dizer essa palavra? É só uma palavra, sabe? Só um grupo de letras reunidas numa ordem qualquer. A palavra não é nada comparada com o que significa."
Ficar encantado com as palavras de Boyne é inevitável, mas são seus poucos personagens que realmente ganham e divertem o leitor, de uma forma sincera e sem floreios, assim como em qualquer outro romance do autor lidamos com personagens cheios de falhas, convicções, medos e coisas que os fazem realmente seres humanos imperfeitos. Através dos olhos da criança Noah observamos tudo de uma forma mais singela e mágica: enfrentar os nossos próprios medos com a imaginação. 
"Mas todos nós envelhecemos - disse o coelho. - Você mesmo está ficando mais velho. É assim a vida. Os meninos viram homens. E os homens viram velhos." 
Esse autor tem a capacidade de em cada um dos seus livros encantar o leitor de uma forma diferente, despertando sensações cada vez diferentes, enquanto em O menino do pijama listrado morremos de chorar, em Noah foge de casa rimos e viajamos em um aventura totalmente mágica e divertida, com um  finalmente espetacular e que realmente surpreende o leitor. E afirmo, sem dúvida alguma, eu vou ler todos os livros do Boyne, nada a reclamar, somente recomendar.  

16/10/2014

Resenha: "Rani e o Sino da Divisão" de Jim Anotsu


Jim Anotsu
Editora Gutenberg
320 páginas
★★★★
Quem não conhece bem Rani pode até achar que ela é uma adolescente comum, que mora em uma cidade do interior, acorda cedo para frequentar o ensino médio, e toca em uma banda de punk death metal com sua melhor amiga, Marina. Só que sua vida começa a se distanciar totalmente da normalidade quando, um dia, ao ir para a escola, ela resolve cortar caminho pelo cemitério, onde vê um garoto estranhamente bonito, vestido com roupas coloridas e tênis fluorescente, que a olha de uma maneira intrigante. Mais tarde, para sua surpresa, ela descobre que Pietro é aluno novo em sua classe. Dias depois, ele revela a Rani que faz parte de uma turma de excluídos, chamados Animais de Festa, uma facção de jovens (e nem tão jovens) seres sobrenaturais. E mais: que ela deve se juntar a eles, já que é uma xamã adormecida que precisa de treinamento imediato, pois está sob a mira de Aiba, um xamã poderoso que se alimenta da força vital de seus semelhantes. Cética mas curiosa, de repente ela se vê mergulhada em uma aventura com seus novos e estranhos amigos para encontrar o Sino da Divisão, o único artefato mágico capaz de derrotar o destrutivo e cruel Aiba.

O que me chamou mais atenção do livro de Jim Anotsu foi a capa, simplesmente incrível, engraçada, chamativa. Logo somos apresentados a um conteúdo rico, bem escrito e gostoso de ser lido - além de uma capa bonita na estante, também prestigiamos uma história com personagens enigmáticos e únicos, bem desenvolvida, sem pressa e sem desanimo. Uma história perturbadoramente envolvente, marcada por toques delicados, macabros e medonhos.
                 
Rani é uma garota metaleira, aliás faço das palavras dela a minha, headgargers, com uma banda de punk death metal e uma vida aparentemente normal, sem mais delongas a vida de Rani poderia ser normal se gatos não começassem a falar, se um garoto incrivelmente colorido não aparecesse no meio de tanto preto-gótico e outras coisas parassem de acontecer. Mas quando Rani descobre que o arco-íris de tênis fluorescente, Pietro, é um vampiro (abre alas para Crepúsculo, ou não) sua vida perde realmente o sentindo: ela descobre que faz parte de um grupo misterioso de jovens seres sobrenaturais, os Animais de Festa. Como se não pudesse ser pior, ela descobre que também é uma xamã e precisa ser treinada urgentemente para poder sobreviver, um inimigo está disposto a matar todos os xamãs para se alimentar de suas forças vitais. 

Logo Rani se encontra numa aventura inclusa no meio dos seu cotidiano juntamente com sua melhor amiga e baterista, um lobisomem cientificamente inteligente, um vampiro colorido e sexy, um mago incrivelmente idiota, uma vampira assustadoramente impressionante e malvada (viva a personalidade de Valentina) e até mesmo, pasmem, o filho do capiroto.  
"Prepara-se para o verde - disse Marina - Verde em dobro. Para proteger os bichinhos do nosso açafrão, para unir os vegetarianos em alimentação. Para denunciar os males do churrasco com amor. Para engolir soja até ver estrelas. Equipe Rani decolando na velocidade da luz. Renda-se agora ou prepara-se para mastigar!"
 "Rani e o  Sino de Divisão" é um livro MUITO, sintam a ênfase no muito, engraçado e o qual me identifico bastante: Jim Anotsu inclui muitas (ênfase em muitas, novamente) coisas de outros livros, como O Guia dos Mochileiros das Galáxias, além de livros o autor faz uma homenagem musical à diversas bandas e cantores; e porque também não filmes, seriados e desenhos (não sei se vocês perceberam mais o quote [citação] acima  é uma referencia aquela famosa frase de equipe Rocket quando eles vão enfrentar o Ash, Misty e Brock - para quem não conhece, o desenho é Pokemon ಌ). Devido à isso, para quem conhece outras passagens de outras obras, gostará muito do terceiro livro de Jim Anostu, pois talvez se identifique da mesma forma como me identifiquei em diversos momentos. 

Sem dúvidas, o livro é um musical. Viva a apologia ao rock 'n' roll, mas se você está com medo de ler porque não conhece muitas bandas do metal, pode ficar despreocupado, eu também não escuto muitas músicas do metal e quando escutei já faz alguns anos (adeus viva morbidamente obscura), hoje sou mais como o Lúcifer com algo mais hippie, o autor por mais que faça menções a bandas, cantores a cada capítulo você não fica perdido ou a leitura se torna exaustiva. 
"Se alguma coisa acontecer comigo, saibam que minha coleção de CDs é da Marina e que Pietro está me devendo uma guitarra B. C. Rich. Não me importo de ser enterrada com ela."
O livro faz uso capítulos curtos e engraçados, diante de todo o livro encontramos anotações da própria Rani, o que aproxima o leitor ainda mais da protogonista, o que talvez não seja tão preciso assim, pois a narrativa já é em primeira pessoa, mas sem dúvidas essas anotações são bem legais  e interessantes (finalmente decidi dar uma chance ao O nome do vento de Patrick Rothfuss).

"Rani e o Sino da Divisão" apesar de um final um tanto assustador, é um livro muito divertido. Um nacional muito bom e que me surpreendeu do início ao fim, se vale a pena ser lido? Sim, sem dúvida alguma: dê uma chance a Jim, porque se os outros livros desse autor for como em Rani, eu simplesmente me sinto necessitado a ler. 

 E, obrigado pelos peixes. 

11/10/2014

Resenha: "Estudo Independente", de Joelle Charbonneau

Joelle Charbonneau
O Teste, volume 2.
Editora Única
320 páginas
★★★★
Cia Vale tem dezessete anos e tem tudo o que sempre sonhou: um amor perfeito, um lugar na universidade e um futuro como uma das líderes da Comunidade das Nações Unificadas. No entanto, apesar de todos os esforços do governo para apagar a memória de Cia, ela ainda lembra o que aconteceu. Ela precisa escolher entre ficar em silêncio e proteger a si mesma e as pessoas que ama ou expor o Teste e o que ele na verdade é, um programa assassino que deve ser impedido. O futuro da Comunidade depende dela.

No segundo volume da saga de Joelle Charbonneaau, a chance de fazer parte da revitalização de uma civilização pós-guerra colide com o desejo de fazer o que o coração manda.

Engraçado como não gostei da narrativa do primeiro livro e como gostei tanto da narrativa no segundo volume da série de Joelle Charbonneu – o que me fez continuar a ler a trilogia, mesmo não gostando do primeiro livro, foi: que a última página de O Teste, tira o fôlego do leitor, fazendo-o criar tantas expectativas, elaborar tantas tramas do que acontecerá com Cia, e não somente com ela, mas com o Thomas, Will e outras pessoas que estão fora do teste (como a família de Cia). Graças a última página, que me arrepiei e que me deparei com uma escrita maravilhosa, em Estudo Independente. 

Após a Terra passar pelos Setes Estágios de destruição, após grandes perdas e tubulações, chegou a hora de concertar o que sobrou e criar novamente um ambiente para se viver, para alcançar esse objetivo o governo criou a Universidade – aonde os alunos aprendem certos "cursos" para poder ajudar com a reconstrução, quando um aluno é formado em cada curso ele tem a possibilidade de se tornar um líder e poder, dessa forma, liderar adequadamente para a melhoria do país. Quando Cia é aprovada para entrar na Universidade, seu mundo de despeçada em alegria, mas também em medo, agonia e incertezas – os testes nunca acabam, as mortes também não cessam após o teste. Ao passar para lecionar na carreira dentro de Governo, ela passa a descobrir coisas que estão por baixo do pano d'O Teste  Dr. Banes o idealizador do teste e do controle (mão de ferro) da educação, não está disposto a perder seu cargo facilmente e fará qualquer coisa para tirar os empecilhos do seu caminho e objetivo, porém ele não contava com Malencia Vale.   
"A nostalgia e o desânimo se insinuam dentro de mim. Lágrimas pinicam no fundo dos meus olhos. O desejo de estar com minha família, de voltar a um tempo que antes fosse selecionada para o Teste, quando ainda acreditava que nossos líderes eram bondosos e justos é acachapante."
O que me deixa mais extasiado com a leitura de Estudo Independente é a mudança de  na narrativa, creio que no primeiro livro tivemos uma leitura um tanto quanto passiva – cansativa e monótona –, enquanto neste passamos para uma leitura mais ativa, com ação (e mortes) em supremacia, cujo personagem não fica somente sentada, lendo e escrevendo – apesar de ela ainda fazer essas coisas, aliás, fazer ainda mais, pois a universidade e o estágio exige ainda mais da protagonista. Vale ressaltar que a protagonista não é totalmente o foco do livro, deixa eu explicar: diferente de Jogos Vorazes, Cia não é o pontapé inicial para uma revolução ou a criação de uma rebeldia, na verdade os rebeldes há algum tempo já se reúne para colocar o teste por água abaixo e desvendar o que realmente acontece por trás das provas e avaliações – ou a quantidade de vidas que foram desperdiçadas. 

Posso dizer que minhas expectativas foram supridas nesse volume, Charbonneau ainda descreve tudo de uma forma inteligente e original, cujo seu objetivo não é matança – por mais que esse seja uma das consequências –, mas sim derrubar uma ditadura de mão de ferro de forma inteligente, estratégia e eficaz. Com isso deparamos logo com uma personagem que conversa muito com si mesmo, criando verdadeiros monólogos e pensamentos inteligentes, afinal, como confiar nas pessoas que estão a sua volta

Eu simplesmente estou adorando cada segundinho da série, apesar de não gostar do primeiro livro. Sem dúvidas é uma série distópica que merece ser lida por quem gosta do tema (como eu), não vá esperando mortes sem parar (aka. Divergente), pois a tática desse livro é te fazer pensar junto com a Cia, destruir de forma inteligente e "poupar mortes". Estou louco para a continuação, A formatura, que já está disponível para compras  – uhuuuuuuuuuuuuuuuul. 

09/10/2014

Resenha: "Fatos aleatórios de alguém aleatório para você, aleatório", de Wilton Vital

Wilton Vital
Editora 42
126 páginas
★★★★★

Fatos Aleatórios celebra o 'ser ímpar' contando histórias da vida íntima e fantástica do personagem Wilton Aleatório Vital, pseudônimo egocêntrico do autor.
"Fatos aleatórios de alguém aleatório para você, aleatório" (ufa) não é um livro de ficção, não é um livro que trava uma história fantástica e muito menos uma história incomum - na verdade a história de Wilton Vital é um pouquinho incomum, sim. O livro é um autobiografia, cujo de início criei um certo pré-conceito, ainda não gosto de livros no estilo biográficos, no decorrer das páginas o autor, com sua escrita amigável, mantém o leitor ali conectado por boas horas. 

Logo nas primeiras páginas sabemos que não é uma história continua, são recortes do passado e da vida de Wilton Vital. O autor da a liberdade de conhecermos bastante da sua vida, pude sentir o quanto ele se expõe em poucas palavras de uma maneira tão simples e engraçada, o autor por meio de muito humor insere fatos que fizeram parte da sua vida - brigas com os irmãos, brincadeiras malucas, experiências no primeiro emprego etc. Alguns fatos bem engraçados, outros macabros e alguns outros bem sofridos. É claro que o autor não dispõe toda sua vida nas poucas páginas, mas dá para perceber como algumas coisas do seu passado o auxiliou para um bom futuro.
“Eu fui diagnosticado como portador de DDA, autista, esquizofrênico, e mais um monte de coisas. Sempre que ia ao médico, voltava com algum ‘distúrbio de comportamento’. Fiquei sabendo desses diagnósticos muito tempo depois, conforme minha mãe foi me revelando”.
Creio que a narrativa de Fatos Aleatórios seja como conversar com o autor - assisti alguns vídeos dele, adicionei no facebook e tudo mais - além de pura simpatia, ele é super engraçado, assim como o livro. Essa mesma narrativa faz o leitor sentir nostalgia do próprio passado, das brincadeiras, peri-peças e muitas outras coisas. Contando fatos aleatórios o autor faz com que qualquer um se aproxime de uma forma mais simples e fácil - sem dúvidas conhecer a vida de alguém é enigmaticamente interessante (ainda mais quando essa te faz rir muito). 

A Editora 42 fez uma ótima aposta, um livro extremamente engraçado e que ao mesmo tempo não é tão importante assim. Um livro que deixa a gente feliz e nos faz pensar na nossa vida, como ela foi e como talvez, um dia, será. Digo que "Fatos aleatórios de alguém aleatório para você, aleatório" é um livro antidepressivo, cujo você ouve (lê) alguns problemas do autor e vê que não é o único que possui problemas, é um livro em que Wilton realmente parece conversar com você. Adorei. 

06/10/2014

Resenha: "A Árvore de Strangeville" de Camilla Sá

Camilla Sá
Editora Gregory
398 páginas
★★★★★

O único sonho de Caroline era ter uma vida normal: morar em uma casa fixa, fazer amigos que durem e ser popular. Mas, sempre que se muda, ela precisa começar tudo de novo. E Caroline não é muito boa nesses “novos começos”. Até se mudar para Strangeville. Lá, onde tudo parece ser diferente, é o lugar em que se encontra a Árvore de Strangeville, o elo mágico que separa o mundo real do da fantasia. Não só sua nova cidade, mas também sua vida muda drasticamente a partir de então. Suas preocupações deixam de ser um lugar para morar e se tornam algo muito maior, como salvar não somente um, mas dois mundos! Com a ajuda de Arthur e Bree, ela terá que enfrentar várias criaturas, esforçar-se para impedir que Klaus domine os mundos e assim cumprir sua missão de retornar tudo ao seu devido lugar. Uma história de aventura que faz com que você cruze a fronteira da árvore.

Caroline, ou melhor Millie, somente que ter um lugar fixo para morar, construir uma vida com amigos e não ter que abandonar tudo quando está se acostumando com as pessoas, o lugar, a escola... Até que na sua última mudança ela vai parar na cidadezinha pacata de Strangeville - onde todo mundo faz fofoca e acredita em seres mágicos. A nova escola parece ser um sonho para Millie, afinal, ela pode recomeçar tudo de uma forma diferente e ser do grupo dos descolados. Strangeville, para Millie, é como voltar para casa (sendo o lugar onde a protagonista e onde, infelizmente, a sua mãe desaparece). 

Quando Millie encontra uma árvore atípica de tudo o que já viu, coisas estranham começam acontecer, como por exemplo, aparições de vultos e outras coisas. Mas sua realmente muda quando a misteriosa árvore é derrubada:  sendo está uma ponte de equilíbrio entre a Terra e um outro mundo. Millie ao encontrar um pulseira que dá poderes, ela terá que aguentar os desafios que serão propostos, aprender as magias que a pulseira contém e lutar contra um ser poderosíssimo e malévolo. 

"As casinhas de madeira ou tijolos, a igreja, o parque bem simples, a escola tradicional, tudo é muito parecido com aquelas histórias de contos de fadas. Chega a ser fofo"
Para mim, o livro poderia ser escrito em uma série: Camilla Sá desenvolve uma trama muito criativa, um mundo inovador e cheio de seres sobrenaturais espetaculares - fadas, sereias, elfos, animagos entre muitos outros -, porém o livro é pouco desenvolvido, autora despenca em cima do leitor um vasto universo (que levaria uns dois livros para ser realmente explicado). Quando falo um universo gigantesco, é um universo gigantesco que levaria muito tempo para ser escrito ou renderia muitas páginas para outros volumes, cujo não deveria ser jogado nos ombros do leitor de uma forma tão rápida, dessa forma perdemos qualidade à cada reino que vamos: os treinamentos de Millie poderiam ser bem mais duradouros e mais emocionantes. Ainda observamos a escrita infantil da autora, o livro escrito por volta dos 14 anos de Camilla, logo, lidamos com muita coisa repetitiva, uma escrita ainda imatura e óbvia - o que deixa o livro com notas baixas ali em cima. 

Millie, a personagem principal, às vezes não enxerga o perceptível e apesar de ser apaticamente criança, ela amadurece no decorrer das quatrocentas páginas. "A Árvore de Strangeville" usa bastante valores que realmente de destacam na missão da jovem: a busca por coragem, esperança, confiança, força de vontade entre muitas que são necessários não somente para Millie, mas para qualquer ser humano. 

Em suma, apesar dos seus vários pontos negativos a leitura é fácil e rápida, fazendo o uso de uma linguagem em primeira pessoa. Mostrando o valores que cada um tem que buscar, seja ser mágico ou apenas humano. Uma história incrível e clichê, mas pouca desenvolvida (mas espero que a autora, construa uma série, porque sem dúvidas eu leria). 

03/10/2014

Resenha: "O Guia do Mochileiro da Galáxias", de Douglas Adams

Douglas Adams
O guia do Mochileiro das Galáxias, volume 1.
Editora Arqueiro
203 páginas
★★★★

leia a sinopse

O primeiro volume da clássica série "O guia do mochileiro das Galáxias", eu já havia começado a ler um tempo atrás e por ignorância abandonei a leitura ainda nos primeiro capítulos. Por sempre ficar com peso na consciência por abandonar algum livro, esse ano decide dar uma chance e o resultado não poderia ser outro, adorei o livro - o que eu achava tão complexo ou o fato de ter tantos nomes estranhos, logo foram ficando compreensíveis e fáceis de se ler. 

O Guia do Mochileiro das Galáxias foi escrito pelo inglês Douglas Adam, por volta dos anos 70. A história que começou a ser contada em seu programa de rádio, ganha o leitor de uma forma simples e rápida. A leitura é fácil - antes não era, hoje é -, inteligente e cheia de humor sarcástico e também com variações irônicas. Adams ainda desmascara o homem - quando ao seu modo de agir sobre as dificuldades e suas complicações em assuntos tão banais. Além da diversão cientifica proposta pelo autor, o leitor acaba encontrando muitas criticas a sociedade, o funcionamento das coisas ao nosso redor. 
Os homens sempre se consideraram mais inteligentes que os golfinhos, porque haviam criado tanta coisa – a roda, NY, as guerras, etc – enquanto os golfinhos só sabiam nadar e se divertir. Porém, os golfinhos, por sua vez, sempre se acharam muito mais inteligentes que os homens exatamente pelos mesmos motivos.”
A trilogia de cinco, começa quando Arther Dent acorda com barulhos e descobre que sua casa vai ser demolida por ela está no meio de uma nova estrada, como se não bastasse perder sua casa, ele também descobre que seu amigo Ford Prefect é um alienígena que  viajada pela galáxia para ajudar a atualizar "Guia dos Mochileiro das Galáxias"; e para ficar pior ainda, descobre que não é somente a sua casa que será demolida, mas toda a Terra. Em minutos eles estão fora do mapa terrestre, se refugiando em naves inimigas, até que caem de frente com a nave revolucionária Coração de outro, que foi roubada pelo presidente da Galáxia Zaphod Beeblebrox, ainda encontramos a maravilhosa terráquea Trícia McMillan e um robô deprimido que briga com portas, Marvin.

O livro trabalha muito com coincidências e deixa óbvio, pela improbabilidade infinita algumas coisas poderiam ser impossíveis de acontecer. O Guia do Mochileiro das Galáxias é essencialmente o que o próprio nome diz — um guia que contém todas as coisas que você precisa bar. Sendo necessário para aqueles que viajam rumo a fora na galáxia.  O livro a partir de certo ponto passa a buscar uma resposta para as perguntas mais difíceis, mas que lidamos todos os dias com elas: "qual o sentindo da vida? Quem criou o universo? Deus existe?" - o livro não busca discutir ou falar de modo grosseiro as perguntas, afinal, ainda deparamos com a procura das repostas. 

Os personagens são destacáveis logo de primeira, criados de diálogos interessantes e criativos. Fazendo total jus ao humor, a inocência e também para as coisas não tão inocentes assim. Arthur Dent está completamente perdido no espaço, mas logo descobrirá todos os segredos do universo (ou não). 

Em suma, é um livro constituído de política, humor, sátiras, por trás de toda a ficção cientifica - recebemos críticas ao governo, ao homem de forma bruta e, como já dito, todas as atitudes que raça homo sapiens.Uma leitura indicada por sua inteligência e por sua originalidade, não é uma obra difícil de ser lida, apesar dos termos técnicos-científicos. 


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