13.9.14

Resenha: "A menina mais fria de Coldtown" de Holly Black

Autora: Holly Black
Editora: Novo Conceito
Páginas: 382
Avaliação: ★★★★


"A menina mais fria de Coldtown" conta a história de Tana, uma garota rebelde, que pensa acordar numa manhã normal como todas as outras após ir a uma festa, porém ao amanhecer se depara rodeada de cadáveres — Tana vive em um mundo cheios de vampiros, onde eles não tem medo de se esconder e não querem romance, querem só beber sangue e saciar a cede, nesse mundo onde os vampiros não se escondem lidamos com: as pessoas que adoram os vampiros e dariam suas vidas para ele e os que abominam de toda as formas qualquer contato com os vampiros. Com essa epidemia se espalhando cada vez mais o governo decidiu sitiar cidades inteiras e prender os vampiros dentro dessas cidades, chamado-as de Coldtown, sendo que qualquer um pode entrar, sendo humano ou vampiro, mas não pode sair. Viver dentro de uma Coldtown é como viver em qualquer cidade, tirando o fato que o lugar é constituído de vampiros e a cidade toma "vida" ao anoitecer (sim, vampiros, aqui, morrem ao serem tocados pelo sol). Numa fuga Tana se junta com seu ex-namorado (insuportável e sexy)  e um vampiro (mais sexy ainda) para dentro de uma das Coldtowns, mal Tana sabe que está envolvida dentro de um governo e politicamente vampiresca, terá que arriscar sua vida até a última página, não quer se tornar vampira, mas o que ela terá que fazer para sobreviver?

Já me deparei com bastante histórias de vampiros e de como ser transformado em um, mas Holly Black inventa uma nova forma de transformar seus personagens em "demônios": o vampirismo acontece de forma tradicional, cujo você deve ser mordido, após ser mordido você fica resfriado, logo entra em colapso por sangue humano, mas caso não beba sangue mais ou menos por volta de oitenta e oito dias, você não se transforma em vampiro — esse alicerce será uma grande luta para a personagem principal, achando que esta devidamente infectada, mas por coisas que aconteceram no seu passado, lutará até o último instante.
"Seus gritos serão mais doces do que os gritos de amor de outro alguém."
A narrativa em terceira pessoa é bastante evasiva, dando ao leitor o porte e suporte de tudo o que acontece tanto dentro quanto fora da Coldtown, conectando o leitor ao seu mundo de uma forma simples e intrínseca. Mesmo dublando com extrema maestria o livro ainda se torna um pouco boboca, infantil e às vezes sem graça, isso se deve a alguns personagens apaticamente desleixados, uma história amplamente incrível, mas, terrivelmente, explorada: temos aí, bastante história para somente um livro e, não consigo acreditar somente um volume para tanta história e mitologia.  O livro não é ruim, por mais que esse paragrafo deixe a entender isso, o que estou supondo é: o livro poderia ter sido melhor, mas estou satisfeito com o final que a história tomou e também com o desenrolar do enredo. 

Holly Black tem a capacidade de prender o seu leitor por meio dos seus mistérios, adrenalina e assombrações, deixando aí, sempre uma vontade de começar um novo capítulo e terminar uma nova página — o mesmo acontece em seu livro, lançado pela #Irado, Boneca de Ossos. E assim como em seu romance infantojuvenil a autora cria personagens bem desenvolvidos, alguns de amar outros de odiar profundamente, vale dar ênfase em seus personagens, pois ele ganham bastante a cena e deixam o leitor animadamente feliz e extasiado a cada nova aventura ou suspense. 
"Não existe ninguém como você em todo mundo e é você que eu quero."

Um comentário

  1. Olha só, sua resenha é a única que li que fala sobre o livro de forma mais positiva - mesmo que apareçam, sim, pontos negativos e que você ache que o livro poderia ter sido melhor. Mesmo assim, todas as resenhas que li foram muito objetivas e coerentes, e me ajudaram a confirmar minha suspeita de que esse livro não é para mim. Não acho que me agradaria, e o pouco de curiosidade que tinha há um tempo foi embora mesmo.

    Beijos, Livro Lab

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