Resenha: "Como viver eternamente" Sally Nicolls (releitura)


Autora: Sally Nicolls
Editora: Geração
Páginas: 227
Avaliação: ★★★★★

Quando eu li "Como viver eternamente", há dois anos, me apaixonei de cara por uma narrativa simples, infantil, dócil e triste. Hoje, ao reler percebo o quanto esse livro mudou (na verdade, eu mudei) para mim, a sua história não é mais triste e também não me fez brotar lágrimas como na primeira vez. Dessa vez, na releitura, encontrei uma narrativa feliz: encontrando a eternidade no pouco tempo que temos. 

De antemão uma leitura recomendadíssima. 

A partir de uma atividade escolar Sam tem como objetivo final da sua vida escrever um livro, para poder se tornar um cientista e, também, por gostar de história. O pequeno colecionador de histórias incríveis, à procura de perguntas que ninguém nunca conseguiu responder ou ousou-se perguntar, começa a registar sua própria vivência - realizando seus pequenos sonhos, assim como encontrando respostas para suas inquestionáveis perguntas - acompanhado do seu melhor amigo Felix. 

Sally Nicolls aborda o câncer da forma mais genérica possível, sua intenção não é falar sobre como a doença é ruim ou como é injusta. Algumas pessoa só tem o azar de ganhar o caminho para o céu mais rápido, como o próprio Sam diz. Colhendo, através de uma narrativa em primeira pessoa, diversos traços de como todo mundo reage a sua doença: seu pai que sempre fica calado e acha que trabalhar poderá salvar o filho; sua irmã que necessitada da atenção reservada a Sam; a mãe de Sam que não conseguirá suportar a dor...

Lindamos com sentimentos ligeiros, mas que cumprem, com êxito, o seu feitio de apossar o leitor de um momento reflexivo durante a história. O propósito de Nicolls é, sem dúvidas, mostrar que para viver eternamente precisamos apenas nos sentir realizados - realizando nossos sonhos, alçando objetivos almejados. 

Na minha primeira o leitura, bater de encontro com o livro, foi fácil e fui bem recebido por Sam, um personagem meio engraçado e fofo, capaz de arrancar lágrimas e sorrisos de qualquer leitor bobo. Na segunda leitura, não aconteceu nada de tão diferente, não chorei, obviamente, mas muito diálogos ficaram enraizados, de vez, no meu coração. O motivo de tamanho contentamento não é por ser um livro triste ou tocante e sim por seu ensinamento. 
“Morrer é a coisa mais boba de todas. Ninguém lhe conta nada. Você faz perguntas, e eles tossem e mudam de assunto” 
Uma leitura recomendada por, incrivelmente, transbordar o leitor para um mundo mágico, mas que está presente na vida de muitos de tão simples que é. 

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  1. Olá, tudo bem?

    Esse livro já prioridade total na minha lista de desejados. Ainda não li por falta de dinheiro para comprar, mas mês que vem irei providenciá-lo. Beijos!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/

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  2. Oi, Igor! Quanto tempo!
    É muito engraçado como a nossa percepção muda na primeira e na segunda leitura, né? Tive uma experiência com "A Cabana", mas não foi tão "contrária" assim, só consegui absorver mais da história. Acho que ouvi falar sobre esse livro por aí, mas nunca li uma resenha. Adorei saber do que ele trata, e com certeza um dia quero ler. Tenho certeza que, pelo assunto, ele vai me marcar.
    Beijos.

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