Resenha: "Brilho", de Amy Kathleen Ryan


Autora: Amy Kathleen Ryan
Editora: Geração
Páginas: 345 páginas
Série: Em busca de um novo mundo, volume 1
Avaliação: ★★★★

Brilho é o ponta-pé inicial de uma trilogia de tirar o fôlego - titulada como Em busca de um novo mundo. O livro conta a história de uma nova geração, cujo foram obrigada a evacuar a Terra e passar a viver no espaço à procura de um novo mundo (com isso se vem o título da série). Para "socorrer" parte a população privilegiada, deu-se a criação de duas naves gêmeas: a New Horizon e a Empyrian. Após 40 anos das naves lançadas no espaço entramos na realidade de dois jovens - a qual a trama realmente se tece -, Warvely e Kieran.




A vida dos jovens estava tranquila, seguindo toda a lógica e tradição da Emperyan: casar-se ainda novo, para dar frutos futuros para uma nova geração. Abismada com a indecisão de um casamento arranjado, os sentimentos de Warvely começam a ser provados ainda mais quando Seth começa a estrelas durante a narrativa - será que teremos mais um triângulo amoroso?. Dias depois esse será o menor dos problemas da vida Warvely, Kieran e até mesmo de Seth: a nave New Horizon, que estava adiantada anos na frente da Empyrian, parou bruscamente no meio do espaço para fazer um ataque repentino à Empyrian e poder garantir a vida em um novo mundo. Quando todas as garotas da Empyrian são arrancadas de suas famílias, quando morte são o menor dos problemas e quando valores terão de ser provados, cabe a Warvely salvar suas amigas, a Kieran controlar a imensidão de uma nave, e bem, Seth, veremos no próximo capítulo. 
"A cada ano que se passava ia ficando um pouco mais quente, mais áreas de fazendas iam secando completamente, até quase não haver comida. Assim, a cada ano a população ficava mais desesperada. Condições difíceis não trazem à tona o melhor das pessoas."
Brilho é uma leitura pouco convencional, a qual remete um discurso longínquo de política versus religião, o assunto não é abordado de forma pacata ou esdruxula, pelo contrário, debatemos com uma narrativa que deixa o leitor atordoado em não saber em quem acreditar ou em quem confiar, deixando sempre no meio termo de qual a melhor alusão a se fazer, logo, deparamos em conjunto uma leitura rápida, instigante e deliciosa após as apresentações. Esse fator foi de surpreendente para mim, pois assim com qualquer distopia logo encaramos políticas nada sinceras para com a população e o uso da religião foi excepcional - visto o poder que essa detém. 

Além de toda uma abordagem politico-religiosa, ainda de fronte, analisamos os resquícios que sobrou da Empyrian, porém são os personagens quem mais sofrem: com tantas perdas e um desentendimento estelar.  Os personagens criados de uma forma vagarosa e sem deixar muito sobre eles, chegando a aprontar mistérios na cabeça do leitor - deixando a leitura ainda mais prazerosa -. Ainda neste romance, somos presenteados com uma garota capaz de fazer qualquer coisa para alcançar seus objetivos, um garoto extremamente romântico e um badboy.

A narrativa, em terceira pessoa, é algo a se elogiar: temos a observação por dois lados estratégicos durante todo o livro, dividido em partes com foco em Kieran e Warvely - com isso vamos de confronto à religião e política rapidamente. Tecido a diversas perguntas e pontas soltas, logo a narrativa se torna tão boa e misteriosa que ela acaba e deixa o leitor atordoado querendo o próximo livro (que já foi lançado, chamado Centelha).

Em suma é um livro que trás problemas de uma população gananciosa, mas também oferece ao leitor mistifórios da jovem Warvely e seu namorado Kieran - e o sufoco que estes estão passando com a mudança repentina. Os joguetes, política e religião, são sem dúvidas o ponto chave do livro e através dele está arquitetado uma trilogia cheia de mortes, aventura e mais mortes. Recomendado! 

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