29/09/2014

Quem vai entender o amor?


Quando menos se espera a gente se esparra no amor, nos olhos, na barba e no sorriso de alguém. Sem más intenções, sem ligar para a beleza, sem ligar para as finanças ou para os custo de quem vai pagar a entrada no cinema. E aí, em instantes você se apaixona por afeto, por carinho ou por carência. Você se entrega da forma mais crua e verdadeira possível, sem olhar para o passado e ver o quando já sofreu por amores infinitos, mas que chegam ao fim; sem olhar para frente e ver que pode dar tudo errado.

Na procura incessante de um príncipe ou uma princesa você se transforma em sapo, vira vampiro e se torna fada; você monta em um cavalo amarelo, azul e branco só para chamar atenção.

Sem pensar, você só quer se entregar, porque o melhor da vida vem de graça, vem em sorrisos ou mensagens antes de dormir, por aquele oculto "eu sou louco por você" num "se cuida". Talvez na esperança de se apaixonar cegamente, sem ter medo de quebrar o coração mais uma vez. Você se entrega sem anseio, sem medo e sem prontidão, se entrega de forma descuidada, sem razão, por saber que quando você deixa passar o tempo, as melhores coisas escorrem pelos dedos nus.  


26/09/2014

Resenha: "Brilho", de Amy Kathleen Ryan


Autora: Amy Kathleen Ryan
Editora: Geração
Páginas: 345 páginas
Série: Em busca de um novo mundo, volume 1
Avaliação: ★★★★

Brilho é o ponta-pé inicial de uma trilogia de tirar o fôlego - titulada como Em busca de um novo mundo. O livro conta a história de uma nova geração, cujo foram obrigada a evacuar a Terra e passar a viver no espaço à procura de um novo mundo (com isso se vem o título da série). Para "socorrer" parte a população privilegiada, deu-se a criação de duas naves gêmeas: a New Horizon e a Empyrian. Após 40 anos das naves lançadas no espaço entramos na realidade de dois jovens - a qual a trama realmente se tece -, Warvely e Kieran.




A vida dos jovens estava tranquila, seguindo toda a lógica e tradição da Emperyan: casar-se ainda novo, para dar frutos futuros para uma nova geração. Abismada com a indecisão de um casamento arranjado, os sentimentos de Warvely começam a ser provados ainda mais quando Seth começa a estrelas durante a narrativa - será que teremos mais um triângulo amoroso?. Dias depois esse será o menor dos problemas da vida Warvely, Kieran e até mesmo de Seth: a nave New Horizon, que estava adiantada anos na frente da Empyrian, parou bruscamente no meio do espaço para fazer um ataque repentino à Empyrian e poder garantir a vida em um novo mundo. Quando todas as garotas da Empyrian são arrancadas de suas famílias, quando morte são o menor dos problemas e quando valores terão de ser provados, cabe a Warvely salvar suas amigas, a Kieran controlar a imensidão de uma nave, e bem, Seth, veremos no próximo capítulo. 
"A cada ano que se passava ia ficando um pouco mais quente, mais áreas de fazendas iam secando completamente, até quase não haver comida. Assim, a cada ano a população ficava mais desesperada. Condições difíceis não trazem à tona o melhor das pessoas."
Brilho é uma leitura pouco convencional, a qual remete um discurso longínquo de política versus religião, o assunto não é abordado de forma pacata ou esdruxula, pelo contrário, debatemos com uma narrativa que deixa o leitor atordoado em não saber em quem acreditar ou em quem confiar, deixando sempre no meio termo de qual a melhor alusão a se fazer, logo, deparamos em conjunto uma leitura rápida, instigante e deliciosa após as apresentações. Esse fator foi de surpreendente para mim, pois assim com qualquer distopia logo encaramos políticas nada sinceras para com a população e o uso da religião foi excepcional - visto o poder que essa detém. 

Além de toda uma abordagem politico-religiosa, ainda de fronte, analisamos os resquícios que sobrou da Empyrian, porém são os personagens quem mais sofrem: com tantas perdas e um desentendimento estelar.  Os personagens criados de uma forma vagarosa e sem deixar muito sobre eles, chegando a aprontar mistérios na cabeça do leitor - deixando a leitura ainda mais prazerosa -. Ainda neste romance, somos presenteados com uma garota capaz de fazer qualquer coisa para alcançar seus objetivos, um garoto extremamente romântico e um badboy.

A narrativa, em terceira pessoa, é algo a se elogiar: temos a observação por dois lados estratégicos durante todo o livro, dividido em partes com foco em Kieran e Warvely - com isso vamos de confronto à religião e política rapidamente. Tecido a diversas perguntas e pontas soltas, logo a narrativa se torna tão boa e misteriosa que ela acaba e deixa o leitor atordoado querendo o próximo livro (que já foi lançado, chamado Centelha).

Em suma é um livro que trás problemas de uma população gananciosa, mas também oferece ao leitor mistifórios da jovem Warvely e seu namorado Kieran - e o sufoco que estes estão passando com a mudança repentina. Os joguetes, política e religião, são sem dúvidas o ponto chave do livro e através dele está arquitetado uma trilogia cheia de mortes, aventura e mais mortes. Recomendado! 

24/09/2014

Resenha: "Como viver eternamente" Sally Nicolls (releitura)


Autora: Sally Nicolls
Editora: Geração
Páginas: 227
Avaliação: ★★★★★

Quando eu li "Como viver eternamente", há dois anos, me apaixonei de cara por uma narrativa simples, infantil, dócil e triste. Hoje, ao reler percebo o quanto esse livro mudou (na verdade, eu mudei) para mim, a sua história não é mais triste e também não me fez brotar lágrimas como na primeira vez. Dessa vez, na releitura, encontrei uma narrativa feliz: encontrando a eternidade no pouco tempo que temos. 

De antemão uma leitura recomendadíssima. 

A partir de uma atividade escolar Sam tem como objetivo final da sua vida escrever um livro, para poder se tornar um cientista e, também, por gostar de história. O pequeno colecionador de histórias incríveis, à procura de perguntas que ninguém nunca conseguiu responder ou ousou-se perguntar, começa a registar sua própria vivência - realizando seus pequenos sonhos, assim como encontrando respostas para suas inquestionáveis perguntas - acompanhado do seu melhor amigo Felix. 

Sally Nicolls aborda o câncer da forma mais genérica possível, sua intenção não é falar sobre como a doença é ruim ou como é injusta. Algumas pessoa só tem o azar de ganhar o caminho para o céu mais rápido, como o próprio Sam diz. Colhendo, através de uma narrativa em primeira pessoa, diversos traços de como todo mundo reage a sua doença: seu pai que sempre fica calado e acha que trabalhar poderá salvar o filho; sua irmã que necessitada da atenção reservada a Sam; a mãe de Sam que não conseguirá suportar a dor...

Lindamos com sentimentos ligeiros, mas que cumprem, com êxito, o seu feitio de apossar o leitor de um momento reflexivo durante a história. O propósito de Nicolls é, sem dúvidas, mostrar que para viver eternamente precisamos apenas nos sentir realizados - realizando nossos sonhos, alçando objetivos almejados. 

Na minha primeira o leitura, bater de encontro com o livro, foi fácil e fui bem recebido por Sam, um personagem meio engraçado e fofo, capaz de arrancar lágrimas e sorrisos de qualquer leitor bobo. Na segunda leitura, não aconteceu nada de tão diferente, não chorei, obviamente, mas muito diálogos ficaram enraizados, de vez, no meu coração. O motivo de tamanho contentamento não é por ser um livro triste ou tocante e sim por seu ensinamento. 
“Morrer é a coisa mais boba de todas. Ninguém lhe conta nada. Você faz perguntas, e eles tossem e mudam de assunto” 
Uma leitura recomendada por, incrivelmente, transbordar o leitor para um mundo mágico, mas que está presente na vida de muitos de tão simples que é. 

20/09/2014

Resenha: "Mensagens Arquivadas" de Tôn Adalclê

Autor: Tôn Adalclê
Editora: Autopublicado
Páginas: 123
Avaliação: ★★★★


Mensagens arquivadas é um livro autopulicado na Amazon escrito pelo brasileiro Ton Adalclê, contando a história de um garoto possuidor de um coração ferido e maltratado - uma paixão ainda assola seu peito e assombra todos os seus dias. 

As desilusões amorosas são arquivadas assim como as mensagens em que Dênis, o protagonista, arquiva diversas outras mensagens sobre seu dia, mensagens que poderia enviar ou lições de vida. Quando Davi deixa de responder todos os afetos que os dois tinham no começo da relação, Dênis acaba se perdendo dentro dos seus medos e dentro de si mesmo, enquanto a cada dia que Davi desaparece e encontra um novo objetivo para sua vida, Dênis entra num poço sub-depressivo e quando percebe que não consegue mais sair, ele terá que enfrentar as etapas da mudança e perceber quantas pessoas à sua volta estão dispostas a ajuda-lo. 

O livro possui uma leitura que flui de forma muito rápida e transcreve de um modo muito carinhoso a história de um garoto desiludido. O autor-personagem, visto que o autor se baseia numa história verídica, faz uma amizade com o leitor de uma forma bem ampla e meiga, descreve com eficácia como é ter o coração partido e como é querer doar os cacos para alguém concertá-lo (ou não, por ainda ter medo de que os cacos possam ser quebrados ainda mais). 

O livro é bom em todo o seu decorrer, declarando um personagem amante e loucamente apaixonado por alguém que o iludiu. Porém o final é brusco e ligeiro, deixando o leitor perdido em meio a tantas coisas que acontecem - talvez não porque as coisas acontecem, mas por elas não acontecerem, entende? No desfecho do livro nos debatemos com o óbvio e com o que não poderia ser tão óbvio, com o que poderia de, certa forma, ter sido melhor no quesito degustação de cena, do momento e do sentimento em si. Adalclê cria personagens legais, mas pouco desenvolvidos (exceto o protagonista) e que não dão toda aquela confiança ou serenidade aos seus leitores no primeiro contato, talvez isso seja melhorado nos próximos livros do autor. Apesar de nesse paragrafo ter apresentado os contras do livro, declaro que não é um livro ruim, muito menos ingênuo: é dosado de reviravoltas emocionais, amor perdido e memórias inesquecíveis.  

17/09/2014

Resenha: "Bom de Briga" de Paul Pope

Autor: Paul Pope
Editora: Quadrinho da Cia
Páginas: 208
Série: Bom de briga, volume 1
Avaliação: ★★★★
Em Bom de Briga, os monstros tomaram Arcopolis, sequestrando as crianças para seu submundo nefasto e instaurando um reinado de terror. Apenas um homem pode salvar a cidade: o vigilante Haggard West, um misto de cientista e super-herói que patrulha as ruas. Após a morte de seu herói, Arcopolis acorda em pânico. A cidade está desesperada, mas os deuses reagem à altura, enviando o garoto Bom de Briga para salvar o dia e derrotar os monstros. O semideus, que tem apenas 12 anos e está tão surpreso quanto a população, precisará se aliar à filha de Haggard West enquanto descobre seus próprios poderes e se prepara para a batalha final.

Criando uma nova perspectiva sobre heróis que estão, ainda, se consolidando, o autor introduz um panteão de heróis e deuses para o público em seu romance. Com seu personagem estritamente jovem, Pope usa uma linguagem que se coloca totalmente para o público que pretende alcançar, para quem está ali entre os 13 e 17 anos, cujo estão na fase de descobrir o mundo (aka eu). O livro também trás lições, onde nem sempre o mais fácil é o correto, sendo ser sábio e não esperto. 



O autor interage com a aventura um delicioso drama e uma arrojada mitologia,  trabalho com diversos personagens. A leitura muitas vezes é engraçada, esse modo cômico distrai o leitor enquanto muitas outras coisas "sérias" estão acontecendo, além de ser muito fácil para manusear e ler. 



Estou ansiosíssimo para a continuação, porque Pope deixa o leitor no meio de uma grande adrenalina, e eu não conseguia acreditar que ele estava fazendo isso. Ainda sempre previsão de lançamento aqui no Brasil, me resta esperar e recomendar para aqueles que gostam de quadrinhos dar uma chance ao novo herói, visto que terá uma aventura por parte desse personagem e também de outro personagem (não posso falar disso). 



Uma das coisas que mais ressalta na obra de Paul é a sua arte, a forma e a composição das cenas. Fazendo um quadrinho meio bagunçando, sem muito trabalho em detalhes e uma bagunça nostálgica que lembra os velho desenhos, remetendo ao publico novo e jovem, as cores usadas também se destacam bastante são bem bonitas e chamam atenção, deixando sempre a merca o uso das cores em momentos mais sensíveis ou mais tensos. Os traços (ainda não posso falar porque não sou acostumo a ler quadrinhos) são bem diferentes do que estou acostumado, é simples, mas ao mesmo tempo dá uma enfase na história de um modo único e agradável. 

15/09/2014

Resenha: "Um gay suicida em Shangri-la" de Enrique Coimbra

Autor: Enrique Coimbra
Editora: Autopublicado
Páginas: lido em versão digital
Avaliação: ★★★★

"Um gay suicida em Shangri-la" conta história de Eduardo e de como ele está fazendo de tudo para que o seu passado não se repita e ele não encontre novamente a morte, a pior morte, a de morrer estando vivo. Ao tentar suicídio e dar tudo errado - por sorte ou destino - Eduardo decide abandonar toda sua vida falsa, sua felicidade comprada e principalmente o seu antigo ser. Com isso ele parte para o interior do Rio de Janeiro, uma cidadezinha minuscula chamada Estrela, buscando coisas que ele sabia existir, mas nunca tinha conhecido: amizade, proteção e principalmente o sentindo da sua existência. 
"Aí compreendo que a vida é feita de pequenos milagres."

Ainda é, para mim, muito diferente pegar livros que tratam sobre a temática homossexual, mesmo que a filosofia da sociedade tenha mudado muito nos últimos anos (para melhor), ainda existe certos preconceitos com o tema. Todas as vezes que vou de encontro com livros que abordam esse assunto não me arrependo e o mesmo acontece com Um gay suicida em Shagri-la, que trás também a busca de alguém que só nós mesmo podemos encontrar e quando decidimos abandonar o fardo de carregar nos ombros pesos que não podem - e não precisam - ser carregados. 

Escrito em primeira pessoa - com um narrador filosófico, crítico e mente aberta (aka o próprio autor) - nos aproximamos bastante do ponto de vista do personagem central, dos seus pensamentos e perspectivas. Além disso, nos aproximamos de alguns personagens secundários - Cassiano e Lúcio - por seus momentos ou até mesmo pelas descrições de Eduardo: Cassiano, o sensitivo, o cara de bom coração e personalidade incrível e Lúcio, o síndico com o coração maior do mundo. O cenário do livro se constrói numa cidadezinha pacata e que age a modo antigo, vida simples, fofoca, onde o novo é estranho e o estranho demora a ser aceito. Estrelas é a cidade aonde Eduardo vai ser ele mesmo sem medo, mas com o grande desafio de ser aceito, por causa sua sexualidade.
"Vida é isso. É só isso e não deveria importar mais que esse basta de vontades e motivações. Roupas, carros, carreiras, estresse, não valem tanto quando você tem a quem amar, e me seguro de debulhar em lágrimas todas as vezes que me abraçam com atitudes." 
Enrique Coimbra enfrenta dois problemas: 1. abordar temas fortes e 2. ser autor nacional, existe uma aversão por grande parte dos leitores em ler livros brasileiros, mas com sua escrita leva e fluída a história se desenvolve de uma forma simples e ao mesmo tempo intensa. O autor que passa a metade dos seus dias escrevendo no seu blog, gravando vídeos, tirando fotos também é um escritor de primeira com seus romances curtos, sinto uma vontade enorme de ler seus outros romances Sobre um garoto que beija garotos e Os hereges de Santa Cruz

Um gay suicida em Shagri-la me lembra O Alegre dramático, um outro livro nacional muito bom e que tem as mesmas pitadas de filosofia sobre a vida, sobre o sentido de tudo que ocorre a nossa volta. Sem dúvidas, um livro com poucas páginas, que dá para ser lido numa tarde, mas com uma história deliciosa. 

13/09/2014

Resenha: "A menina mais fria de Coldtown" de Holly Black

Autora: Holly Black
Editora: Novo Conceito
Páginas: 382
Avaliação: ★★★★


"A menina mais fria de Coldtown" conta a história de Tana, uma garota rebelde, que pensa acordar numa manhã normal como todas as outras após ir a uma festa, porém ao amanhecer se depara rodeada de cadáveres — Tana vive em um mundo cheios de vampiros, onde eles não tem medo de se esconder e não querem romance, querem só beber sangue e saciar a cede, nesse mundo onde os vampiros não se escondem lidamos com: as pessoas que adoram os vampiros e dariam suas vidas para ele e os que abominam de toda as formas qualquer contato com os vampiros. Com essa epidemia se espalhando cada vez mais o governo decidiu sitiar cidades inteiras e prender os vampiros dentro dessas cidades, chamado-as de Coldtown, sendo que qualquer um pode entrar, sendo humano ou vampiro, mas não pode sair. Viver dentro de uma Coldtown é como viver em qualquer cidade, tirando o fato que o lugar é constituído de vampiros e a cidade toma "vida" ao anoitecer (sim, vampiros, aqui, morrem ao serem tocados pelo sol). Numa fuga Tana se junta com seu ex-namorado (insuportável e sexy)  e um vampiro (mais sexy ainda) para dentro de uma das Coldtowns, mal Tana sabe que está envolvida dentro de um governo e politicamente vampiresca, terá que arriscar sua vida até a última página, não quer se tornar vampira, mas o que ela terá que fazer para sobreviver?

Já me deparei com bastante histórias de vampiros e de como ser transformado em um, mas Holly Black inventa uma nova forma de transformar seus personagens em "demônios": o vampirismo acontece de forma tradicional, cujo você deve ser mordido, após ser mordido você fica resfriado, logo entra em colapso por sangue humano, mas caso não beba sangue mais ou menos por volta de oitenta e oito dias, você não se transforma em vampiro — esse alicerce será uma grande luta para a personagem principal, achando que esta devidamente infectada, mas por coisas que aconteceram no seu passado, lutará até o último instante.
"Seus gritos serão mais doces do que os gritos de amor de outro alguém."
A narrativa em terceira pessoa é bastante evasiva, dando ao leitor o porte e suporte de tudo o que acontece tanto dentro quanto fora da Coldtown, conectando o leitor ao seu mundo de uma forma simples e intrínseca. Mesmo dublando com extrema maestria o livro ainda se torna um pouco boboca, infantil e às vezes sem graça, isso se deve a alguns personagens apaticamente desleixados, uma história amplamente incrível, mas, terrivelmente, explorada: temos aí, bastante história para somente um livro e, não consigo acreditar somente um volume para tanta história e mitologia.  O livro não é ruim, por mais que esse paragrafo deixe a entender isso, o que estou supondo é: o livro poderia ter sido melhor, mas estou satisfeito com o final que a história tomou e também com o desenrolar do enredo. 

Holly Black tem a capacidade de prender o seu leitor por meio dos seus mistérios, adrenalina e assombrações, deixando aí, sempre uma vontade de começar um novo capítulo e terminar uma nova página — o mesmo acontece em seu livro, lançado pela #Irado, Boneca de Ossos. E assim como em seu romance infantojuvenil a autora cria personagens bem desenvolvidos, alguns de amar outros de odiar profundamente, vale dar ênfase em seus personagens, pois ele ganham bastante a cena e deixam o leitor animadamente feliz e extasiado a cada nova aventura ou suspense. 
"Não existe ninguém como você em todo mundo e é você que eu quero."

07/09/2014

Resenha: "Will e Will: Um nome, um destino" de John Green e David Levithan

Autores: John Green e David Levithan
Editora: Galera Record
Páginas: 350
Avaliação: ★★★★

John Green escreve muito e já sabemos disso - A culpa é das estrelas, Quem é você, Alasca? e Teorema de Katherine que o diga. Mas em seu romance junto com David Levithan entramos em um mundo bem mais masculino, rude e ao mesmo tempo delicado. Essa não é uma história sensacional ou perfeita; apesar de conter doses de homossexualidade, não se trata de um livro totalmente gay.

No meio de uma noite decadente, cujo nada parece dar certo para ambos os Will. Dentro de uma sex shop, após um Will ter sido barrado na entrada de uma balada e o outro ter seu coração estilhaçado, eles acabam se conhecendo. E por meio do destino, eles acabam se "desabafando" um com o outro. Will Grayson (1) gosta de mulheres, mas tem um amigo Gay, Tiny Copeer, que adora chamar atenção e encanta todos a sua volta; Will Grayson (2) é depressivo e parece odiar o mundo, mas quando tudo parece estar se encaixando com a sua nova paquera, ele acaba se vendo num banco de um parque beijando o amigo do seu xará.  A partir da se desenvolve uma história fofa e romântica, um enredo impossível de não gostar e uma história maravilhosa de se ler. 

Personagens secundários roubam a cena, Tiny Cooper, posso dizer, é o personagem principal dessa história e é com ele que a história se desenvolve pelos olhos de ambos os Will-s.  Will e Will dá prioridade ao elenco bem feito, porém defeituoso, imperfeito e falho — isso o torna crível e tão próximo dos leitores
– Quem é você?
Eu me levanto e respondo.
–Hã, eu sou Will Grayson.
– W-I-L-L G-R-A-Y-S-O-N? – pergunta soletrando impossivelmente rápido.
– Hã, sim – digo – Por que a pergunta?
O garoto me olha por um segundo, a cabeça inclinada como se pensasse que eu poderia estar passando um trote nele. Então finalmente diz:
– Porque eu também sou Will Grayson.
Com a criação de personagens tão distintos, cujo somente nome e sobrenome mais iguais, nos deparamos, felizmente, com uma narrativa engraçada, didinâmica e flexível  cada qual personagem com seu ponto de vista, escolha e sensação. Os personagens se desenvolvem em histórias totalmente diferentes (uma surpresa para mim ao terminar o livro), porém são ligados um ao outro pelo destino (?). Green e Levithan fazem um belo trabalho construindo personagens distinguíveis e cômicos, deparamos com a depreciatividade e o exílio dos personagens no meu próprio ser — no meio de incertezas, medos e conturbações encontramos personagens que buscam um solução para os problemas pessoais e até mesmo daqueles que estão a nossa volta, decidindo mudar o jeito como tratar as pessoas e até mesmo o jeito de como se tratar. 
Você gosta de alguém que não pode retribuir seu amor porque é possível sobreviver ao amor não correspondido de uma forma impossível no caso do amor uma vez correspondido.
Um espetáculo se constrói a cada nova página, um musical toma conta dos ouvidos dos leitores através dos olhos. Uma leitura que encanta e com um final, estranho, mas que completa e torna toda a sua obra, de uma forma diferente, especial. Os autores, Green e Levithan, fazem um bom jogo de palavras, criticando um pouco da sociedade e deixando expectativas de não mudar o mundo, mas mudar um pouquinho a maneira de olhar e se deparar com algumas coisas nessa vida.  

04/09/2014

Resenha: "Harry Potter e a Pedra Filosofal" de J. K. Rowling

Autor: J. K. Rowling
Editora: Rocco
Páginas: 223
Série: Harry Potter
Avaliação: ★★★★

No começo do mês passado me desafiei em um projeto que me fizesse ler todos os livros da série Harry Potter até o final do ano - saiba mais sobre o projeto e participe também. O único motivo que me levou a querer ler Harry Potter: todo os leitores que eu conheço, a maioria, já leu os livros ou se aventurou, pelo menos uma vez, no mundo de J. K. Rowling, além de estar cansado de nunca entender a grande história que se passar por todo esse universo mágico. E por ignorância ou preguiça em começar uma nova série eu nunca senti real vontade em ler Harry Potter. Porém Harry Potter e a Pedra Filosofal flui de uma forma tão rápida, tão intrínseca e tão leve que sinto necessidade em continuar a dar continuidade aos outros volumes. 

Contar o enredo, para mim, é totalmente desnecessário já que todo mundo conhece a história: aos12 primeiros meses de vida Harry Potter é presenteado com uma cicatriz tal como um raio na testa por um bruxo das trevas - marca cujo deixará famoso, mas que custará a vida dos seus pais. Na mesma época em que o jovem é "presenteado" ele se torna órfão e é despejado na casa dos tios, que até os seus 11 anos de idade maltratam o garoto por ele ser uma aberração. Mas quando Harry Potter descobre que é bruxo e como veio para nas mãos de ferro dos Dursley, ele não hesita em sair do armário de baixo de escada e se e aventurar em um mundo - que somente na mente das crianças era possível existir. 

Apesar de não sentir vontade em ler os livros, minha curiosidade sobre o mundo que a autora criou, me deixou com grandes expectativas e todas foram cumpridas ao seu modo. Rowling não faz uma seção de descarrego dos seus personagens, histórias, mitologias... muito pelo contrário ela explica de uma forma simples e sem pressa - tirando toda a escrita monótona e entendiante de livros que não param de descrever ou informar sobre como tudo funciona. Esse primeiro livro me engasga por em tão poucas páginas desenvolver uma infinidade de histórias, lugares e personagens: desde os tios trouxas de Harry as lojas do Beco Diagonal - se é que me entendem. Este primeiro livro funciona como uma introdução à vida de Harry Potter e tudo que irá acontecer para frente, explica e mostra alguns personagens importantes como Voldemort e Alvo Dumbledore ou até mesmo a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
"Mas, daquele momento em diante, Hermione Granger tornou-se amiga dos dois. Há coisas que não se pode fazer junto sem acabar gostando um do outro, e derrubar um trasgo montanhês de quase quatro metros de altura é uma dessas coisas."
Para quem não sabe os primeiros livros da série são bastante infantis, já que a série era destinada ao publico mais infanto. Dessa forma, o livro tem uma pegada mais leve e que encanta todos os públicos - afinal quem nunca desejou ter poderes mágicos, criar feitiços e viajar entre mundos? - mantendo o leitor, do início ao fim, conectado a história e enlaçando-o a cada novo mistério. Consigo entender o motivo da série ter feito tanto sucesso na última década (ainda faz muito sucesso)  entre os leitores, pois mesmo de uma forma simples e "infantil" J. K transportou e prendeu o leitor em seu mundo.

02/09/2014

Resenha: "Um Caso Perdido" de Collen Hoover

Autor: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Páginas: 384
Série: Hopeless, volume 1.
Avaliação: ★★★★★ 

Olá. Eu me chamo Gabriel e essa é a primeira resenha que eu escrevo, então eu espero que vocês me perdoem se eu errar alguma coisa. É isso.

Sabe quando você lê a sinopse de um livro e acha ela legal, mas não a ponto de você querer o livro loucamente? Um caso perdido é um desses casos. Eu não esperava mais do que um simples romance de adolescente, mas fui pego de surpresa e olha... Só lendo pra sentir o que eu realmente estou falando. Mas vamos ao que interessa, a história.

Tentarei falar um pouco, mas sem dar muitos spoilers, pois estraga a surpresa toda. O livro é narrado pelo ponto de vista da Sky, uma garota comum, mas que foi educada em casa, não tem nenhum tipo de contato com tecnologia e uma reputação meio queimada, pois fica com vários garotos, mas nunca namora nenhum deles. Depois de tanto insistir para sua mãe adotiva para ser matriculada em uma escola de verdade, Sky vê a sua vida mudar totalmente, estando sozinha, pois a sua melhor amiga (e única), vai fazer intercâmbio na Itália. Com isso, Sky passa por várias situações, e acaba conhecendo Holder, um garoto que pode ter a reputação pior que a dela, e que pode ter vários segredos que podem mudar completamente a vida de ambos.

A escrita da autora Colleen Hoover me conquistou nas primeiras páginas e eu não consegui largar até terminar de ler.  O livro narrado pelo ponto de vista da Sky, ajuda a passar todos os sentimentos dela, e você acaba sentindo tudo junto com ela. Um dos pontos que mais me agradou é o fato de Sky ser uma personagem forte e não se importar com o que as pessoas falavam dela.
“Não consigo entender o que as ganham com isso se nem assumem a autoria. Como o bilhete que estava colado no meu armário hoje de manhã. Tudo o que dizia era: “puta”. Sério? Cadê a criatividade? Não dava pra justificar com uma história interessante?”
Esse foi o primeiro livro que eu li da Colleen, e dizer que eu amei esse livro, seria pouco. Eu me apaixonei por esse livro de um forma muito forte. Todo o livro é muito intenso, e isso só ajuda a leitura a fluir mais rápido. A autora consegue conduzir a história de uma forma tão boa, que você não quer parar de ler. Não posso deixar de recomendar esse livro, é claro. E não se deixem levar pela sinopse, ela é apenas o inicio de uma bela história, de amor, de segredos, e muito mais coisas.

Então é isso. Espero que tenham gostado da minha primeira resenha aqui, e espero voltar mais vezes pra fazer isso. Até mais! 

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