Resenha: "Infinity Drake — Os Filhos de Scarlatti" de John McNally

Autor: John McNally
Editora: Novo Conceito
Páginas: 480
Série: Infiniy Drake, volume 1. 
Avaliação: ★★★★

Começar a ler Os filhos de Scarlatti, o primeiro livro da série Infinty Drake, lançado pelo selo #Irado da Novo Conceito, foi totalmente sem expectativas. O primeiro livro da série, que promete bastante para os leitores, conta a aventura de um pequeno herói com apenas 9 milímetros de tamanho, Infinity Drake (aka Finn), que está em "férias" junto com seu tio cientista, Al, quando são pegos  desprevenidos e são convocados para um reunião importantíssima: Scarlatti, uma vespa, se tornou uma arma-biológica letal e poderá destruir com toda a população mundial por sua facilidade em se reproduzir e capacidade de matar. Cabe a Finn, All e sua equipe destruir a Scarlatti e salvar o mundo, mas não é tão simples assim destruir a vespa, eles precisaram encolher para que a Scarlatti possa ser morta. Será que é possível você salvar o mundo com o tamanho de um grão de poeira? 

McNally chega ao Brasil estreando com maestria para seu público de 8 à 14 anos, mas sua escrita é tão deliciosa e amistosa que a leitura se encaixa em diversas faixas  etárias - o livro tem um pouco de ficção cientifica, podendo agradar aqueles que gostam do tema e às vezes se tornando até um pouco mais adulto. Uma aventura inteligente que também é capaz de agradar os olhos femininos, mas sem dúvidas é um livro destinado para meninos: cheio de ação explosiva e elementos que se arranjam no enredo de forma enigmática, com um humor inteligente e neerrrd (só um pouquinho). Os filho de Scarlatti está imerso no mundo da biologia e numa missão muito importante, salvar o mundo, dando uma ação mais séria ao livro, porém nunca perdendo alguns momentos engraçados.

Usar termos inteligentes não torna empecilho ou desgosto para a leitura do livro. John McNally constrói um romance que se desenvolve em poucos dias - basicamente 04 dias para os personagens salvarem o planeta de um desastre "vespal" - dessa forma, o romance muito bem escrito, é corrido e a leitura se torna, juntamente, voraz e veloz. Em Os filhos de Scarlatti muita coisa acontece a cada página encontramos ação, uma brincadeira ou algo ligado a ciência ou matemática, quando você começa a lê-lo você não quer parar de ler e isso pode ser um pouco ruim, porque você pode perder algumas piadas.



Além de uma história original encontramos personagens muito legais como a avó de Finn, que é super louca e engraçada. Finn teve para quem puxar e é duplamente tão engraçado quanto sua avó, Al também não está de fora com sua inteligência e diálogos que encantam de longe. Vale alegar que teremos uma história emocionante visto que Finn perdeu seu pai e mãe muito cedo e tudo isso está ligando a um grande mistério. 

Com certeza esse é um exemplar para os tipos de leitores que leem sem parar. Nada de leitor que gosta  de prosseguir devagarzinho ou quase parando. Finn não permite que você leia o livro dessa forma, tornando a leitura para os tipos de leitores-devoradores. Como já dito no começo da resenha: eu não esperava nada da leitura e me surpreendi bastante, comecei o livro e na mesma hora já tinha avançado uma grande quantidade de páginas sem perceber. Se recomendo? Demais! 

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