// 7 Aug 2014

Demônios


Eu ando construindo,
eu ando desabando, 
eu ando sob a improbabilidade 
dos sonhos esquecidos dentro dos travesseiros. Trilho devaneios conturbados, engraçados e sem lógica, grito por um sorriso e choro por qualquer coisa. No escape da voz, no grave que penetra o ouvido, no toque motivado, sensato, fresco. Na palavras sinceras, sem graça, que grudam na garganta, mas que saem bem leve, quase inescrutável. No insensato sonho de criança, que procura amor onde não têm, que procura felicidade em cada ar, em cada gota. 

Na procura
na procura
na 
p r o c u r a 
de calar esses demônios interiores, de acabar com os furações que assolam o ser. Na procura de deixar você ir embora, mas não sei como fazer isso, me perco na insistência dos seus olhos, que brilham com eficácias, penetra, perfura, me segura.  No parapeito, no ar que congela do lado esquerdo, o vento que sopra os lábios feridos, que balança os cílios que marejam em lágrimas. Na procura dos segredos do universo, na investigação sobre a vida. No sentimento que, de tão forte, é palpável.

Nessa
incontrolável 
sede 
de se saciar com algo que não se sabe, com algo diferente. Na busca e temor ao desconhecido. No momento em que se faz da dor sorriso, e do sorriso amor, e do amor eternidade. Na culpa de chorar por não querer sofrer, na fuga dos problemas. Na incapacidade de compreender os tantos "nas e nos" da vida, no descontrole de não saber tudo o que quer e o que fazer. Talvez isso seja, viver.

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  1. Ta neh!
    Gostei gostei! :D
    Seria bom você proibir copia dessas paginas pois acredito que são seus próprios textos e não queremos encontrar cópias por aí a fora!

    Muito bom e espero ler mais de suas obras! Sucesso
    bjos


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